segunda-feira, 13 de novembro de 2017

CURA COM O PRÓPRIO VENENO!

Antonio Nunes de Souza*

Quase um mês para o nosso querido Natal, justifica que passemos a criar “estórias” relativas a nossa majestosa e maravilhosa maior festa da cristandade, comemorada fartamente em todo mundo!

Sem exageros, temos que concordar, pois, a grande essência natalina, atinge todas as pessoas, independe de cores, gêneros, credos, níveis sociais e educacionais. Podemos afirmar que trata-se de uma comemoração coletiva em toda humanidade!
Mas, existem casos de aproveitamento dos festejos para fazer desatinos, sair da linha e, muitas vezes, ainda colocar a vida de outros, passivas de tragédias!

Foi o caso Renata, mulher bonita, bem casada, com dois lindos filhos de seis e sete anos, marido bom que lhe fazia todas as vontades, porém, quando surgia uma oportunidade, ou ela mesma criava, traía seu marido sem a menor compaixão!
Desta feita, logo que ela conheceu o professor de arte dramática da escola dos meninos, começou a dar “mole” e, já que era petulante, abriu o jogo para Roberto (esse era seu nome), armando um encontro numa noite que seu marido não estivesse na cidade, para ele ir levando uma roupa de Papai Noel, para caso acontecesse algo de errado, ela diria que o havia contato para divertir as crianças e elas fazerem seus pedidos natalinos.

Chegado o dia marcado por ela, já que seu marido viajaria e só voltaria na tarde seguinte, combinou aquela noite para que ele fosse e não se esquecesse de levar a indumentária natalina.
Roberto, jovem novo de vinte e poucos anos, estava adorando a aventura, não só pelo sexo, como também, provavelmente, seria compensado com presentes da sua amante. Seguiu no horário combinado, chegando lá foi recebido por ela, que já havia dispensado a empregada e tinha colocado os filhos para dormir. Foram ambos para o quarto do casal, depois de algumas preliminares, começaram a transar livres e libertinamente, ela aproveitando a força da juventude de Roberto, enquanto ele, não deixava por menos em estar numa aventura, praticamente, “radical”.
Aconteceu que pessoa que seu marido foi encontrar-se, havia viajado inesperadamente, por motivo de doenças familiares e, já que não adiantava ficar, pegou seu carro e voltou na mesma hora, chegando em sua casa, exatamente, na hora que estavam se arrumando. Ela vendo a entrada do carro na garagem, mandou que Roberto se vestisse de Papai Noel, que ela ia acordar as crianças para fazer uma encenação qualquer.
Arrastou os meninos sonolentos para a sala, onde, já caracterizado do “velhinho” e se cagando de medo, Roberto começou a cantar Jingle Bell, enquanto as crianças arregalavam os olhos e gritavam: Viva Papai Noel! Viva, Viva, e cadê os nossos presentes?
O marido entrou na sala e viu o tal reboliço, achou muito estranho, mas, confiante em sua mulher, vendo que os filhos estavam presentes e alegres, acatou a brincadeira, mas, com uma pulga atrás da orelha. Ele sem saber o que fazer, então ela olhou para Roberto e disse: Conte uma “estória” para os meninos e depois lhe pagaremos na hora de ir embora.
A essa altura, Roberto já puto da vida e arrependido da merda que tinha entrado, começou a contar a estória para a mulher, o marido e as crianças:
Era uma vez uma rainha que tinha tudo, era muito bem tratada pelo rei, não lhe faltando absolutamente nada, pois o rei era uma pessoa maravilhosa. Mas, ela em vez de se comportar dignamente, respeitando o rei que era bom e gostava muito dela, todas as vezes que ele viajava ela arranjava um namorado no próprio reinado que vivia, traindo sua majestade, procedendo como uma mulher vulgar e traiçoeira!
Isso aconteceu várias vezes, até que um dia o rei a pegou em plena traição, matou ela e o amante, arranjou outra mulher decente pra ser a sua querida rainha!
O marido cochichou para a mulher: Que estória mais sacana esse cara veio contar para meus filhos! É isso mesmo, eu pensei que ele fosse melhor ator. Meu bem pergunte ele quanto é e pague. É mil reais doutor pois foi a noite e cobro extra, transporte, jantar, aluguel da roupa, etc.
Está caro, mas, tudo bem, olhe aqui o cheque e Feliz Natal!

O fato é que ela, depois de se tremer ouvindo a narração do improvisado Papai Noel, nunca mais traiu o marido, ficou super arrependida do que vinha fazendo e, para completar, transformou-se em uma paroquiana de primeira linha!

*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-ntoniomanteiga.blogspot.com

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