sábado, 26 de maio de 2018

COTAS? Oficialização da discriminação!

Antonio Nunes de Souza*

Essa não é a primeira nem tão pouco a última vez que me referirei a esse assunto, pouco entendido, não só pelas ditas classes sociais, como também os representantes das etnias!
Com relação aos órgão governamentais, esses estão se lixando em querer fazer o correto e merecido de direitos iguais. E, assim sendo, sempre fazem (quando fazem), apenas paliativos e leis retrogradas que, claramente, não atende as necessidades óbvias!

Minha sólida e grande revolta é com essa forma simples e simplória usada de acalmar as solicitações principais de oportunizarem os negros, mestiços, mulatos, sararás, ou sejam, os afrodescendentes, indígenas e pobres de qualquer cor, utilizam o absurdo de “COTAS” que, com isso, estão nada mais nada menos, oficializando uma discriminação sórdida, demonstrando que essas pessoas são realmente inferiores e precisam de favores especiais para exercerem o que na verdade tem direitos como cidadãos!
Pode-se até aceitar essa migalha, mas, com veemência continuar lutando para que, em vez de cotas de favorecimentos, sejam dadas oportunidades iguais, oferecendo boas escolas públicas, cursos qualificados, atender as necessidades básicas e, com esses itens, deixar que cada um aproveite as oportunidades e briguem com as mesmas armas para ocupar seus merecidos espaços.

Sinto bastante que, na atualidade, as associações defensoras da etnia negra estejam exigindo mais negros nas TVs, nas publicidades, cinema, teatro, etc., como se isso fosse favores ou consolos. Nada disso representa uma verdade!
O que se deve é dizer que os afro-brasileiros são tão humanos e competentes com qualificações para que sejam contratados e expostos dignamente.
Por essas claras e evidentes razões que expus acima, creio que com justas lógicas,  não devem aceitar esses favores com características de mendicância!
Jamais parar a luta achando que já ganharam ou estão ganhando, pois, somente quando houver igualdades de tratamentos é que veremos que, na verdade, as competências não estão nas cores ou origens humildes!

*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Legras-AGRAL- antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

quinta-feira, 24 de maio de 2018

INCOERÊNCIA DESCABIDA!

Antonio Nunes de Souza*

Nós humanos temos nossas crenças religiosas, talvez como uma das mais firmes dentro das nossas mentes, mesmo os não praticantes fervorosos, e até aqueles que, pelas suas dúvidas eventuais não acreditam, de alguma forma mantem as suas expectativas de que podem acontecer ou não!
Isso não é ciência, nem dados estatísticos, apenas observação por convivência, conversas com diversas camadas de gêneros diferentes, condições sociais e cursos efetuados. Com esses preciosos dados, depois de certo tempo, você passa a ter uma visão ampla dos pensamentos das pessoas, principalmente pelos seus comportamentos.

A primeira regra que nos chama atenção é a de que: “SÓ ACONTECEM AS COISAS QUANDO DEUS QUER”!
Bem...se é dessa forma, para que tantas preocupações e precauções, pois se “DEUS” não quiser, nada de ruim acontecerá? (De bom também, claro).
Assim sendo, todos os aparatos, conselhos, cuidados e uma infinidades de procedimentos, passam a não ter cabimentos, nem justificativas, a não ser que as pessoas também acreditem no Demônio. Pois, ao mesmo tempo que Deus não deseja que aconteça, ou aconteça, o tal do Capeta está se esmerando para sair tudo ao contrário.
Para mim essa parte da crença é infundada e inexistente, entretanto, em muitas religiões, a figura do Demônio é forte, acentuada e muitíssimo acreditada!
Devemos passar a acreditar no Capeta, ou achar que as outras religiões estão erradas nesse sentido?
Essa situação nos traz uma grande dúvida, nos tirando um pouco a crença de que somente acontece quando Deus deseja. Pois, se o Diabo estiver atento e Deus “meio distraído”, a coisa acontece errado e fora do tempo nos prejudicando barbaramente. E isso não é difícil de acontecer. É como nos esportes: Um time pequeno ganha do grande!
Outra coisa que é super divulgada e comum é que, sempre no final das nossas vidas Deus nos perdoa e vamos todos para o céu ficar ao seu lado!
Com as misérias, sofrimentos, abandonos e sem nenhuma assistência básica, vivendo uma vida tumultuada, humilhante e triste, ninguém quer morrer para ir para o céu?

Sinto que com essas e dúvidas, as pessoas, também religiosas como eu, farão reflexões sobre minhas opiniões e, muitas outras acharão que sou um herege desqualificado e desrespeitador celestial!

Aleluia, aleluia e que Deus esteja com todos, sempre iluminando nossas vidas e, com carinho, nos esclareça essas incoerências descabidas!

*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

terça-feira, 22 de maio de 2018

PERSONAL TRAINER!

Antonio Nunes de Souza*

Temos milhares de profissões disponíveis no mercado, que embora pareça em princípio que faltam vagas, mas a verdade o que falta mesmo é uma boa qualificação, candidatos que se enquadrem dentro do que são procurados, etc., pois, visivelmente, o que se percebe é uma falta de interesse e luta pelos ideais, sempre esperando as ajudas governamentais, ou empurrão por prestígios de amigos ou políticos!
Dentre as milhares que falei acima, existe uma que passou a ser de “ponta”, já que as pessoas estão muito preocupadas com seus corpos, não só pela elegância como também pela saúde. Emagrecendo e ganhando massa muscular!
Consequentemente, passam a frequentar academias, sendo que os mais providos financeiramente, contratam um “personal trainer, que são pessoas com formação em educação física, preparadas para tais fins, em dias e horas marcadas, geralmente para as mulheres da família (área mais vaidosa), porém, algumas vezes seus serviços são distribuídos e aplicados em todos os membros familiares!

E foi nessa profissão agradável e simpática que Lúcio Flávio se destacou desde o tempo de faculdade, já estagiando em uma das melhores academias de Salvador, logo que diplomou-se com 24 anos, por recomendações foi contratado para ser o personal trainer de uma família bem abastada de um político local, porém, deputado federal que só vivia, sua maior parte do tempo em Brasília.
Resultado: Deixava sua linda esposa de quarenta anos e as suas duas filhas de dezoito e dezenove anos, entregues ao Deus dará, desfrutando da fortuna e luxos, provavelmente, com dinheiro adquirido com propinas e outras coisitas mais!
Praticamente, seu trabalho era exclusivo com essa família, sendo três dias com a madame e quadro dias com as moças. Sua remuneração era expressiva e boa, além de outras regalias (carro para busca-lo e leva-lo, lanches, refeições etc.).
Podemos dizer, sem medo de errar, que Lúcio Flávio era bem apanhado, saradíssimo e super bem charmoso. Nada de barbas mal aparadas e nem tão pouco cabelos com penteados ridículos como os atuais. Um verdadeiro atleta de um metro e noventa de altura. Logo, logo, fez balançar o coração da madame e, claro que sim, os das meninas também!

Com a fome da madame a vontade de comer de Lúcio, com menos de um mês ele já estava transando com Ághata (esse era seu nome), desfrutando de deliciosas noites e tardes e, não tardou acontecer o mesmo com as filhas que também ficaram vidradas nele, principalmente quando estavam se exercitando, não tiravam os olhos do seu short, olhando com desejos o grande volume que aparentava.
Ele passou a ser um árabe com três odaliscas de grandes qualidades, todas aos seus pés e serviços. Passou a ganhar presentes das três, porém ele não sabia se era um segredo de cada uma, ou se a sacanagem era coletiva e familiar. Essa parte pouco lhe interessava. O importante é que ele tinha xoxotas em abundância, além de outras posições mais sedutoras e deliciosas!
Quando político aparecia, logicamente ele também atendia com ginásticas nos diversos aparelhos que a família tinha em suas instalações, inclusive uma esteira de última geração, equipada e funcionando toda por computação.
Outro dia encontrei-me com Lúcio Flávio, ainda forte robusto apesar da idade (63 anos), dono de umas cinco academias, inclusive uma em Aracaju e outra em Recife e ele me disse que estava viúvo, tinha um filho também formado em educação física que trabalhava com ele ajudando a dirigir a empresa!

Pensei comigo mesmo: Em vez de estudar História, deveria era ter feito Educação Física! Dei um sorriso e segui o meu caminho!

*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com