sábado, 24 de junho de 2017

São Pedro vem aí!

Antonio Nunes de Souza*

Depois dos foguetórios de hoje a noite 24/06, as esfregações nos forrós, licores e bebidas quentes, dias adiante teremos festa similar em homenagem ao velho Pedro, grande escudeiro de Jesus Cristo, porteiro do céu, meio confuso operador das estações climáticas e, para coroar as suas diversas funções, é também o maravilhoso padroeiro da viúvas!

As festas de tão parecidas que são, pode ser considerada a festa de Pedro, como se fosse um “micareta”, pois, normalmente sendo animada, sempre é menor que a de João, mesmo sendo ele um ministro de Deus dos mais conceituados e eficientes! Isso é para que vejamos, nem sempre os mais trabalhadores, são agraciados pelo povo. Mas, como a tradição da fogueira pertence ao nascimento de João (não havia internet e as fogueiras eram sempre os avisos entre os distantes moradores do passado), o privilégio do evento sempre será dele, Pedro apenas pegando a rebarba!

Que todos os santos estejam abençoando os profanos devotos que, pelas estradas a fora, estarão se dirigindo para as cidades que comemoram com expressividade o dia do barbudo Santo, chamado e bendito Pedro!
Quanto as maravilhosas quadrilhas, essas abrangentes aos doze meses do ano, vamos deixar para os políticos de Brasília, esperando todos nós para ver os que vão dançar!
Se a nossa justiça for mole como canjica, tudo vai virar “pamonha” ou a costumeira PIZZA!
*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com


segunda-feira, 19 de junho de 2017

VIVA SÃO JOÃO!


Antonio Nunes de Souza*

Antes que venham castigos das plagas celestiais, dada as minhas irreverentes ideias e fertilidades loucas da imaginação, sejam brotadas nessa crônica, onde, a verdade verdadeira, é dissertada, mesmo de uma maneira claríssima e debochada, peço mil perdões ao meu querido Santo junino!

Muito embora as “sertanejas” estejam avançando muito nessa data e nos eventos juninos, nosso querido forró continuo sendo o rei dos salões, pois, sem dó nem piedade, você pode desfrutar, tranquilamente de uma esfregação que, gostosamente, muitas vezes leva ao orgasmo e, claro, as molhações de calcinhas. Se você estiver somente apreciando sentadinho em sua mesa, ou mesmo em pé, e tapar os ouvidos e olhar para o salão, terá uma nítida impressão que estão todos transando de roupas!
A vela junina, literalmente, é o membro e, o generoso castiçal é a gloriosa vagina! A fogueira que foi combinada pelos país de João, para na hora do seu nascimento avisar aos amigos e parentes, passou a ser, tranquilamente, o fogo de vários ”paus”, aconchegados nas ávidas vaginas. Curioso é que as reboladas nos passinhos do forró e do xaxado, não são coreografias inocentes. Trata-se de uma maneira mais sedutora e cheia de “sacanagens”, para que as esfregações na frente sejam mais gostosas!

Nessa festa maravilhosa, além da cozinha na base do milho, diverte-se muito, brinca-se, e, sempre, tudo termina na tomada de bons licores e, mesmo sendo uma festa para S. João, é realizada uma grande “sacanagem” Franciscana!
Homens com seus pistolões e as mulheres queimando o tradicional fogos chamado de “rodinha”. Se algum desnaturado enfiar, mesmo com cuidado um milho numa das xoxotas presentes, com certeza, vira pipoca na mesma hora, devido o fogo nesse sagrado local!

Não estranhem nada disso, pois, devido a imposição dos costumes, tudo já faz parte do folclore nacional!

Sinceramente, não tenho nenhuma saudade do meu distante tempo que, inocentemente, só fazia rezar e comer canjica com pamonha! Pular fogueira era nossa diversão favorita, além de assar milho nas brasas. Éramos, realmente, católicos!
Só quem tinham direito a transar eram nossos pais!

*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com


domingo, 18 de junho de 2017

UMA PASSAGEM MARCAnTE!


Antonio Nunes de Souza*

Não é novidade que todas as pessoas que vem ao mundo, nas suas passagens, deixam suas marcantes passagens, quer sejam benéficas ou, muitas vezes, até desagradáveis e tristes!
Claro que para esse segundo grupo, temos que ser benevolentes e perdoa-las, pois, talvez pelas faltas de oportunidades, tenham tido orientações desajustadas e até nem orientação tiveram. Mas, com relação ao primeiro grupo, temos que valorizar e reconhecer que suas passagens, deixaram marcas deslumbrantes e maravilhosas que servirão sempre de bons e invejáveis exemplos! Nessa categoria, obrigatoriamente, não torna-se exagero dizer-se que tratam-se de pessoas super especiais e, uma delas, posso dizer de cátedra que foi uma lição de vida, pouco vista nos dias atuais: LETY GUIMARÃES DE AQUINO!

Essa pessoa que refiro-me, que tive o privilégio de conviver em torno da sua família por meio século, absorvendo em seus atos e procedimentos, os carinhos e afetividades que para todos ela dedicava, principalmente aos familiares e amigos. Sempre presente nas horas de servir, ombros normalmente disponíveis para choros ou lamentações e, como respostas, bons conselhos pela sua experiência de vida.
Não foi de muitos estudos, pois, na sua época, as moças eram mais criadas para serem prendadas donas de casas, esposas dedicadas e mães protetoras e cuidadosas e, nesses particulares ela fez um mestrado perfeito, tornando uma esposa maravilhosa, mãe de quatro filhos que foram muito bem educados e tratados com um carinho inigualável, pois, como uma ave, colocava todos embaixo das suas asas, dando uma proteção impecável e bendita! E, pela sua personalidade de solidária, ainda aconchegava seus irmãos caçulas, genros, noras e uma grande fatia de amigos!
Com os netos? Ave Maria! Quem quisesse que fosse bulir em um deles! Esses eram intocáveis e cheios de dengos e vontades!

Na vertente religiosa era uma verdadeira fiel aos seus princípios católicos, participando diuturnamente em todos os eventos. Amiga calorosa de todos os padres e, de quebra, ainda fazia e mandava um lanchinho para o Bispo! Nas decorações do templo, sempre estava presente não só ofertando, como trabalhando para dar brilho aos acontecimentos!
Sempre foi um esteio para o abrido de S. Francisco. Cuidava dos velhinhos com carinho e devoção, como também preocupada com as dificuldades e as necessidades na parte arquitetônica. Foi uma das montadoras do Bazar e, por sua vez, dava seus plantões nas modestas vendas que ajudavam ao humilde abrigo!
Essa pessoa inesquecível e marcante partiu para estar ao lado de Deus e, tenho absoluta certeza, que foi recebida com tapete vermelho pelos anjos, tocando harpas e gritando Aleluia, pois, naquele momento, chegava alguém muito especial: LETY GUIMARÃES DE AQUINO!

Saudades? Até que poderemos ter! Mas, como já disse em um dos meus poemas: “Como poderemos sentir saudades por alguém ter partido, se esse alguém estará sempre em nosso coração partido?”

*Escritor- Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com