domingo, 19 de novembro de 2017

PERÍODO NATALINO!

Antonio Nunes de Souza*

Com a proliferação de milhares de imagens de Papai Noel em todas as mídias do mundo, fica bastante inevitável você não começar a dar uma atenção maior a essa comemoração, tão linda e maravilhosa, que representa a maior delas no calendário da cristandade!

O Natal é de uma magia tão grande que, por mais duro, ou cético que a pessoa seja, amolece completamente, perante esse velhinho barbudo, gordo e vestido de vermelho!
Mesmo os descrentes atuais de hoje, nas suas infâncias já curtiram essas sensações de pedir presentes ao velhinho, admirá-lo nas portas das lojas, tirar fotografias para recordações, etc., que, mesmo sem olhar o fato atualmente com a mesma magia, lá no fundo, ou até no raso mesmo, sente um pouco de saudade, tendo uma lembrança de momentos felizes que desfrutou!

Pode parecer que esteja escrevendo algo baseado em saudosismos pessoais, pois, na verdade, não seria nada demais que fosse, porém, minha maior intenção é tentar amolecar mais os corações das pessoas, para que, nessa ocasião tão bela e santificada, controlem seus egoísmos, ampliem suas solidariedades, reprimam seus comportamentos condenáveis, respeitem seus irmãos e, sem maiores esforços, se tornem pessoas do bem sem olhar para quem!
Ainda voltarei a falar de Natal, pois, não é uma festa simplesmente, trata-se de uma tentativa de maior humanização da espécie!

*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras –AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

sábado, 18 de novembro de 2017

INTERPRETAÇÃO DE NAMORO!


Antonio Nunes de Souza*

Namorar é um verbo que exprime sentimentos, afetividades, amizade, fraternidades e afinidades. Nem sempre, ou quase sempre, não existe sexo. Esse complemento, é eventualmente acontecido, mas, não representa uma quantidade substancial, ou significativa. Pois, nem sempre está presente!
Esse tipo de namoro que falo, no passado era normalíssimo entre homens ou mulheres, nas suas épocas infantil e, principalmente, juvenil. Qual o jovem que não teve amigo, ou amiga, que viviam juntos em todos os momentos, quer seja para brincar, ir a cinema, estudar, passear, conversar e ter também suas desavenças e “rusguinhas” que, no dia seguinte, ou horas depois, estavam contornadas e tudo voltava a felicidade de antes?
Esse comportamento sempre foi mais acentuado entre as meninas, andando abraçadas, mãos dadas, beijinhos nos encontro, nos penteados, fazendo unhas, até tomando banhos juntas e emprestando roupas. Tudo isso encarado como amizade, mas, não deixava, ou deixa, de ser um namoro, pois ambos vivem felizes quando estão juntas, mesmo como disse acima, sem, absolutamente, existir nada com relação a sexualidade. Obvio que em alguns casos, já houve canalização para o lesbianismo. Porém, não em larga escala!

Com os homens, também nas fases infantil e juvenil, essa afetividade, necessidade de estar com o outro, dar-se bem, ser sua companhia ideal, deixando de lado até irmãos de sangue, por se identificarem bilateralmente, até os dias de hoje, entre adultos, presenciamos muitos que só fazem determinadas coisas se seu amigo estiver participando. Torno a repetir, sem que exista sexo que, os idiotas machões, logo denominam.
Infeliz aqueles que não cultivaram essas amizades sadias e, durante toda sua vida, sente a felicidade ao rever um dos seus grandes amigos do passado, que eram companhias indispensáveis!

Minha intenção nessa simples crônica é, muito mais para que vocês analisem com frieza e justiça, vendo que, aqueles idiotas boatos de lesbianismos, ou homossexualismo, ainda impingido para essas queridas e sólidas amizades, não tem nenhum sentido, excetuando as já ditas exceções!

Infelizes aqueles que não preservaram suas amizades, ou não deram os valores necessários, baseando-se nas opiniões dos porcos chauvinistas, que taxavam todos de gays e lésbicas!

Graças a Deus tenho a grande felicidade de conservar, cuidadosamente, meus queridos e saudosos amigos, com carinho, afetividade, alegria, como se tivéssemos sidos namorados, na expressão pura da palavra!

*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

TODO CEGO TEM SEU DiA DE VISÃO!

Antonio Nunes de Souza*

Nós, no decorrer da vida, fazemos mil coisas que, depois de passado algum tempo e paramos para pensar, chegamos a conclusão que agimos fora dos limites, exagerando, barbaramente na atitude tomada!

Pesquisando minha mente, atrás de algumas dessas lembranças inesquecíveis e, assustei-me completamente, quando me floresceu com clareza que, numa tarde de inverno estava eu na janela da minha casa, e chovia torrencialmente. Na rua encostado na parede tentando se proteger, havia um cego, provavelmente pedinte com a aparência de uns 50 anos. Mesmo não estando bem trajado, estava barbeado e, infelizmente, todo molhado. Deduzi que era cego porque levava na mão, aquela varinha típica usada normalmente pelas pessoas com problema de visão.
Eu, uma mulher viúva, ainda jovem, mas, muito prestativa e paroquiana, fiquei penalizada e chamei o pobre coitado para entrar e passar a chuva. Imaginando que seria minha boa ação do dia.
-Senhor entre aqui para passar a chuva, pois está forte e com tendência a aumentar.
Ele virou-se para o lado que tinha vindo a voz e, imediatamente, disse: Obrigado minha senhora, além de molhado estou tremendo de frio.
Andou tateando pela parede até encontrar a porta, que eu já abrira e estava a sua espera.
-Que Deus lhe abençoe pela sua bondade. Eu estava aflito e sentindo-me mal.
Apanhei uma toalha e dei para ele enxugar-se, mas, da forma que estava, nada adiantava passar o pano pelo corpo. Então, como ainda conservo algumas roupas do meu finado esposo, fui ao guarda-roupas e peguei uma calça e uma camisa de mangas compridas, levando para a sala e ofereci para ele se trocar.
Ele, mesmo sem enxergar, arregalou os olhos e novamente agradeceu a bondade. Eu o levei para um cômodo e disse que ele ficasse a vontade e podia trocar de roupa tranquilamente estando sozinho.
Ele entrou e eu curiosamente e um pouco desconfiada, fiquei silenciosamente na porta olhando ele tirar e vestir a roupa que havia lhe dado. Quando ele baixou a calça, estava sem cuecas e pude ver como era grande o seu membro. Parece um absurdo, mas imediatamente me deu uma tesão incrível, já que a muito tempo não via um homem nu.
Impetuosamente, como se fosse uma loucura, e era, encostei nele como se fosse ajuda-lo e, taradamente, peguei no seu grande e grosso cacete e comecei a alisar. Ele se assustou, mas logo se aclimatou se excitando, mostrando sua virilidade e os acréscimos de alguns centímetros no seu também cego pau.
Eu comecei a tirar a roupa e começamos a foder desesperadamente. Eu pela minha secura de uns anos sem sexo, e ele por ser uma oportunidade rara em sua vida!
Acabamos de transar, ambos cansados, mas, saciados, foi quando me veio a cabeça a loucura que havia cometido. Ele tomou um banho, se vestiu, eu lhe dei um pedaço de bolo, comeu, agradeceu, outra vez e pedi que fosse embora dizendo que lhe chamaria em outra oportunidade que passasse ali!
Ele saiu, levei-o até a rua, pois a chuva já havia passado.
Pedi a Deus perdão pela minha loucura, pedindo que Ele me ajudasse a esconder essa atitude impensada.

Passado uns quinze dias eu estava com umas 12 paroquianas numa reunião em minha casa, quando, inesperadamente alguém grita bem alto na porta: “Pelo amor de Deus, me diga se foi aqui que fodi?”
-Eu, ao ouvir tal pergunta, desmaiei, logicamente, dando bandeira que realmente tinha transado com o cego. As religiosas ficaram horrorizadas, me deixaram no sofá já me recuperando e, já sozinha, ainda tive forças para gritar:
“Vá embora seu cego filho da puta!”

*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com