quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Saudade das minhas MARIAS!

Antonio Nunes de Souza*

Não é de se estranhar que, quando chegamos a certa idade, as lembranças e nostalgias batem tranquilamente em nossas cabeças e corações, mesmo sem esforços, nos traz uma série de lembranças gostosas, felizes, engraçadas e, em alguns casos, simplesmente ridículas!
Logico que não sou diferente de ninguém, mas, curiosamente, passei um filme de longa metragem e cinemascope em minha mente e notei uma observação bastante interessante que, dentre uma parte das mulheres que tive relacionamentos (ínfimos, sutis, puros, inocentes, liberais, avançados e extremos), a grande maioria se chamava Maria, ou tinha Maria como segundo nome! Mas, todas elas foram minhas Marias nos inocentes encontros, até os mais pecaminoso comportamentos!

Em princípio, quando veio a minha imaginação a ideia de escrever esse texto, achei que seria interessante falar sobre cada uma delas e as lembranças dos nossos sadios e pecaminosos aconchegos, mas, aproveitando o meu restinho de memória, comecei a enumerar e, assustadoramente, já estava em 114 Marias, achei que seria impossível e a crônica ficaria parecendo uma lista telefônica! Então...para que não esquecesse nenhuma e nem tão pouco me desnudar completamente, resolvi apenas citar as mais importantes e significativas, com lembranças bem simples e delicadas, sem que seja um diário de “sacanagens” da minha querida e séria passagem por essa terra maravilhosa, que um dia me comerá!
Fui namorado e noivo de uma que se chamava Stela Maria, relacionamento que durou seis anos com momentos maravilhosos e inesquecíveis. Graças a chata da sua mãe, não nos casamos!
Ana Maria que me casei e convivemos quarenta e oito anos e, de comum acordo, nos separamos há quatro e somos excelentes amigos. Temos dois filhos maiores, frutos desse casamento.
Dos namoros tolos e infanto/juvenil tive um namoro simples, singelo e inocente com uma que se chamava Dora Maria que, talvez por ter sido tão puro e inocente, ficou marcado em minha mente por muitos e longos anos. Ela me fascinou!
Não posso deixar de lado uma aventura mais que avançada, que tive com uma chamada Maria de Lourdes (já falecida, com apenas 20 anos, vítima de acidente de automóvel), que como ela era espertíssima, aprendi muitas coisas que me foram muito úteis no futuro! Éramos adolescentes, mas, ela era uma “docente” nos comportamentos sexuais!

Obvio que é impraticável falar de todas, mas, na minha mente, tenho gravado todas as nuances, as oportunidades perdidas por escrúpulos ou pudismo idiota obedecendo normas mais idiotas ainda dessa hipócrita sociedade!

Tenho bastante saudades das minha MARIAS e, logicamente, das Terezas, Sônias, Sheilas, Dulces, Dalvas, Moniques, Lauras, Carmens, Dolores, Rebecas, etc. etc., mulheres que enfeitaram e deram prazeres maravilhosos em minha doce VIDA LOUCA!

*Escritor-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com


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