Antonio Nunes de Souza*
-Seu
guarda eu estou vindo aqui fazer uma queixa!
-Pois
não senhora, entre, sente-se e a levarei ao delegado!
Completamente
nervosa, a mulher com toda roupa em desordem e assanhada, esperou alguns
instante, até que o soldado voltou, pegou-a pelo braço, levando-a até a sala do
delegado, para que fosse feito o BO (boletim de ocorrência!
-Bom
dia doutor delegado!
-Bom
dia senhora. Pode sentar-se e dizer o que de trata, pois estamos aqui para ajudá-la!
-Seu
delegado aconteceu o seguinte: as quatro
horas da madrugada, eu terminei de fazer o circuito Barra/Ondina atrás do trio
da Ivete Sangalo, e devido ao cansaço e as cervejinhas que tomei, me deu
vontade de fazer xixi, e como não tinha sanitários químicos a vista, resolvi ir
para trás de uma frondosa árvore, me abaixei e, quando estava descendo a
calcinha, apareceu um vulto enorme em minha frente, me jogou no chão, eu fiquei
nervosa e sobressaltada, aí ele, sem a mínima educação, rasgou minha calcinha,
arrancou meu Abadá, e com a maior destreza, montou em cima de mim, numa
precisão absurda me penetrou vigorosamente, tapando a minha boca com a mão. Eu
fique me sacodindo toda, porque havia um formigueiro logo no lugar que ele me
deitou, e ele pensando que eu estava feliz, dizia: mexa mais minha filha. E eu
agoniada, nem podia falar que estava sendo toda mordida, pois minha boca estava
tapada. Depois de uns minutos, ele tirou a mão de minha boca e sinalizou que eu
ficasse calada, e prontamente me botou de quatro pés, e com a maior
tranquilidade começou a fazer sexo anal. Eu não sabia se dava graças a Deus por
ter me livrado das formigas, ou se ficava com raiva por estar tomando no anus.
Mas, seu delegado, ele não deixava nem eu raciocinar sobre o que estava acontecendo,
pois, parecia um super homem de tanta tesão, já que com uns minutos de descanso,
me botou para fazer sexo oral, e eu tive que fazer, sentindo na boca o gostinho
de cocô em função do anal, mas, como não tinha alternativa, meti a boca até ele
gozar novamente. A essa altura estávamos os dois muito exaustos, mas ele, talvez
arrependido da sua ferosidade, me deu muitos beijos e carinhos, pois eu ficava
sempre quieta, esperando ele ir embora, e com medo de uma reação violenta, já
que tratava-se de um homem tarado. Agora são sete horas da manhã, eu vim aqui
para fazer um pedido a polícia para localiza-lo!
-Tudo
bem senhora. Pode passar para o escrivão os dados pessoais que a senhora pode
ver, que trataremos de prendê-lo imediatamente assim que localizá-lo!
-Não
doutor, eu não quero que prendam ele de forma alguma, ele não me roubou nada. O
fato é eu fiquei apaixonada por esse bendito homem, que me presenteou um fim de
noite carnavalesca, que eu nunca tinha tido em minha vida. Assim que localizá-lo,
vou deixar aqui o meu endereço e, por favor, seu delegado, mande ele me
procurar!
-Investigador
Waldir pegue essa “vagaba” e ponha na rua imediatamente. Essa sacana acha que
estamos aqui para arranjar homem pra coroa. Estamos aqui é para, manter a lei e
a ordem na cidade!
-Mas
doutor... tenha calma!
=Calma
porra nenhuma. Waldiiiiiiirrr venha logo cara, levar pra rua essa piranha!
*Escrito,
Historiador, Cronista e Poeta!
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