Antonio
Nunes de Souza*
Depois
de muitas conversas de bastidores, interveniências das alas estaduais e
federais, algumas desconsiderações locais, os principais candidatos (Azevedo,
Juçara e Vane), foram agraciados pelos seus vices, nem tanto pelos seus gostos
pessoais, mas, como sempre dentro da política, o que vale é as conveniências
dos que estão por cima e mandando, politicamente e partidariamente, levando em
conta os interesses de cargos futuros e trocas de apoios nas suas eleições.
Tivemos
oportunidade de acompanhar algumas verdadeiras brigas de foices, com
alfinetadas por todos os lados, algumas traições que não cabiam, pois
representaram atitudes de desrespeito aos diretórios locais, estes que seguram
a peteca durante os períodos sem eleições e, chegando às ocasiões que deveriam
ser ouvidos e prestigiados, são alijados e desprezados sem o respeito e os
direitos estatutários. Mais uma prova que nada mudou, pois continuam usando
seus representantes do interior como pobres massas de manobras que têm que ser
subserviente e obediente aos caciques das capitais.
E,
pior de tudo isso, é que muitas dessas pessoas, capazes e competentes, mesmo
fazendo “bicos”, aceitam tais imposições, quando deveriam abandonar essa
fileira de manda chuvas que abusa dos seus poderes.
Infelizmente,
esse comportamento já está completamente enraizado na forma política nacional,
que, mesmo já manjado e repudiado, continua sendo a mecânica habitual de agir
em todas vertentes das diversas eleições. Por incrível que pareça, até nas
associações de classes, presencia-se tais deliberações, uma vez que os velhos
caciques acham que têm direitos as suas imposições e prazeres, colocando seus
companheiros e colegas em segundo plano opinativo.
Aí
você pergunta: E o povo, qual é a sua posição nessa história?
Lamentavelmente,
o povo está passivo de não ser bem atendido, uma vez que, por incrível que
pareça, os atendimentos dos seus anseios não estão nas pautas primordiais. E,
por essas razões, é que se precisa ter bastante cuidado com os seus votos,
procurando eleger aqueles que maiores compromissos têm com o povo e com a
comunidade!
Com
relação ao favorecimento de cargos para os partidos e apoiadores dos
candidatos, achamos até que seja algo, relativamente, justo. Entretanto, que,
rigorosamente, sejam os cargos preenchidos por pessoas qualificadas,
competentes e técnicas, aprovadas pelo prefeito eleito, não abrindo precedentes
para que sejam colocados parentes, amigos, amigas ou protegidos que, pela falta
de habilidades, comprometam a administração. Essa parte tem que ser fiscalizada
e exigida que seja cumprida. Lembre-se que o povo é que paga os salários e,
conseqüentemente, é o patrão!
Vamos
a luta e que seja uma disputa decente sem baixarias, vencendo a dupla que
melhor apresentar seus projetos, demonstrar maior confiabilidade, não ter por
trás de si uma série de denúncias para serem apuradas, em fim, pessoas honradas
e com suas fichas limpas e tradição de honestidade!
*Escritor
(Blog Vida Louca – antoniodaagral26@hotmail.com)
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