quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Insatisfação!



                          Antonio Nunes de Souza*

Sinto-me preso na liberdade,
Desde infante até a maioridade,
Procurando livrar-me do livre mundo.
Caminhos atados por nós soltos,
Imaginando braços envoltos,
Querendo chegar onde sou oriundo.

Invisíveis são as múltiplas barreiras,
Paredes herméticas como peneiras,
Deixando a luz passar, mas não sair.
Vou aos lugares que quero,
Sem o prazer e o gosto que espero,
Não sinto que fui ou deixei de ir.

Exijo sempre chegar ao impossível,
Não meço peso, não olho nível,
Quando chego parece que não saí.
Talvez se não fosse tão exigente,
Por qualquer coisa ficasse contente,
Seria feliz sem sair daqui!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras de Itabuna antoniodaagral26@hotmail.com



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