segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professor o herói nacional!


Antonio Nunes de Souza*

Sem nenhum favorecimento, deveríamos comemorar o “Dia do Professor” com as maiores honras e glorias, olhando essa profissão com orgulho, respeito e admiração, uma vez que estamos diante de uma montanha de mestres que, divididos em milhares de batalhões por esse país, se esforçam para transferir seus saberes, tirar dúvidas, ouvir milhões de perguntas, opiniões, curiosidades, discutir idéias e projetos, tudo isso em nome de uma formação digna para os seus alunos, sentindo no fundo da sua alma uma grande alegria pelos resultados dos seus importantes trabalhos.
Em muitas ocasiões esse fascinante trabalho é reconhecido como verdadeiros sacerdócios, em função dos sacrifícios, muitas vezes absurdos e descabidos que são surgidos no decorrer das suas atividades e, com esforços redobrados, apertam até seus orçamentos familiares, para fazer com que as escolas funcionem ou não faltem materiais básicos para que as aulas fluam normalmente, ou pelo menos, não sofram soluções de continuidades. Sem sombras de dúvidas, o exercício da profissão de professor é algo santificado, pois, os reconhecimentos públicos (e também privado) em termos financeiros são tão aviltantes e desqualificados, quanto o grande peso de serem obrigados a cuidarem da educação doméstica dos alunos, já que os pais, por razões diversas, não tem condições de oferecer. É publico e notório, repetido por diversas vezes, esse problema de cobrança aos colégios, dos comportamentos descabidos e absurdos de alunos mal educados e sem orientações familiares, procedem desrespeitosamente nos colégios, colocando as unidades de ensino perante a sociedade como culpadas desses acidentes de percursos, cotidianamente, acontecidos nas salas de aula ou dependências dos colégios. Acusações grosseiras e descabidas em sua maioria (fui testemunha de várias) e, lamentavelmente, o ministério público, seguindo as instruções e estatutos do menor, tem dificuldades de tomar atitudes que não sejam favorecedoras a uma juventude que nem sempre, é merecedora!
Vamos continuar lutando para um reconhecimento mais digno, não só pensando em dar uma melhor condição aos mestres, como para que o nosso ensino brasileiro não precise tanto de leis de distribuição de vagas baseando-se em etnias (negros e índios), assim como, para aqueles que estudaram ou estudam nos colégios públicos, bastando para isso que seja oferecido um ensino de qualidade em todas as áreas, uma rigorosa fiscalização com os professores para alijar aqueles que acham seus salários ínfimos, então, não ligam ou se esforçam para agir com dignidade.
Vamos estender tapetes vermelhos para esses heróis, fazer pressões com os políticos de todos os partidos, já que todos eles usam a educação como um grande escudo de suas promessas, mas, quando eleitos, não conseguem ou não cumprem com o dever patriótico de oferecer dignidade e nobreza a base do crescimento de uma nação!
Aos mestres, com carinho, meu grande abraço!

*Antonio Nunes de Souza (Blog Vida Louca – antoniomanteiga.blogspot.com   -antoniodaagral26@hotmail.com)

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