segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Como acreditar em pesquisas!


Antonio Nunes de Souza*

A primeira coisa que você vai dizer é que, se você não é apontado como um privilegiado na frente dos outros, a tendência normal é achar que essa pesquisa não está espelhando uma realidade!
Esse pensamento inicial é correto e justo, pois sempre temos a impressão que somos nós os preferidos, melhores e que o povo está, literalmente, do nosso lado, esperando que façamos uma administração ou legislação invejável, fazendo com que esqueçam os desmandos feitos pelos que deixarão os poderes. Entretanto, essa convicção não é somente o que se passa na cabeça daqueles que não foram aquinhoados com os índices menores. Os que foram apresentados como possíveis vencedores, também passam a ter seus medos, inclusive, preocupados, imaginando que se trata de uma estratégia dos adversários, para que eles se tranqüilizem e relaxem na campanha nos últimos dias, perdendo assim uma fatia de admiradores. E, tudo isso acontece, graças à falta de confiabilidade nas estratégias políticas usadas em nosso querido país, onde as astúcias são mais válidas que as documentações das empresas prestadoras desses serviços, pois, até as mais conceituadas são passivas dessas desconfianças, graças aos absurdos que comprovamos cotidianamente em todas as áreas públicas e privadas, com servidores e diretores, que se vendem, torcendo resultados, para beneficiar seus pagadores. Infelizmente, chegamos a um ponto onde só podemos confiar em Deus, mesmo assim sem nos arriscar a fazer acordos através ministros ou pastores. Seguir as regras de Gilberto Gil e usar dos seus conselhos para falar diretamente com Deus! E cuidado com as malditas câmeras e escutas que são instaladas em todos os lugares.
Normalmente, as pesquisas apresentam resultados que quase batem com o final das contagens de votos, porém, não podemos deixar de levar em conta que, quando adiantam que algum candidato está na retaguarda, conseqüentemente, este é bastante prejudicado, uma vez que, seus eleitores perdem as esperanças e migram para outros que lhe são simpáticos, ou contra os mais desprezados e perigosos.
Esse descrédito nosso em pesquisas, jamais pode ser considerado como um exagero ou uma reação de quem se achou prejudicado. Trata-se apenas de uma opinião sobre o assunto, baseando-me em fatos anteriores, onde nem sempre venceram os que estavam na frente e os resultados mostraram uma verdade diferente que, infelizmente, em algumas ocasiões, fomos premiados com pessoas desqualificadas para as funções, nos causando as maiores decepções!

*Escritor (BlogVidaLouca antoniomanteiga.blogspot.com) antoniodaagral26@hotmail.com)

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