sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Cantando e dançando!

Antonio Nunes de Souza*

Lembro-me do passado, onde austeridade e seriedade eram as características principais, obedecidas com uma rigorosidade impecável, demonstrando um sentimento profundo de respeito a todas as santidades, principalmente e seguramente a Santíssima Trindade. Estou referindo-me, mais uma vez ousadamente, a uma seara que embora tenha seguido por longos e vastos anos, hoje, somente sendo um observador a distância, aproveitando o ensejo para dar opiniões sobre as mudanças, praticamente radicais, nos atuais e constantes comportamentos, aprovados pelas igrejas com uma naturalidade global e essencial para a conservação das entidades e, como reflexo  positivo captações de fieis que , mesmo orando, não perdem a oportunidade de saírem ou entrarem cantando e dançando!
Ainda, em algumas poucas igrejas, temos a oportunidade de ouvir os maravilhosos cânticos Gregorianos, que soam em nossos ouvidos com uma beleza e sentimentalismo deslumbrante, nos fazendo sentir, fortemente, a presença de Deus, não só no ambiente, como dentro das nossas entranhas, provocando uma leveza em nossas almas, como estivéssemos ainda vivos, desfrutando da paz celestial. Entretanto, no momento estamos vivenciando um diferencial que mais parece um modismo, se não me engano iniciado mundialmente nos cultos das igrejas evangélicas, seguido aqui pela igreja católica, tendo como seu mentor nosso querido Padre Marcelo que, cantando e dançando, deu uma quinada de 360 graus nos fieis da Católica Apostólica Romana, já que cantar e dançar são nossas características, com uma curiosa diversificação que pode nos levar ao céu quando executamos com louvores santificados, ou ao inferno quando praticamos nas lidas carnavalescas. O fato é que contamos em nossa programação diária com centenas de padres, pastores, freiras e alguns bispos e representantes de outras religiões, que lançam seus CDs, vídeos, shows gigantescos com estruturas de verdadeiros “mega star”, transmitindo mais uma fórmula mágica de nos levar para a terra prometida! Que meu querido amigo e confrade Don Ceslau, Bispo de Itabuna, me perdoe pela minha intromissão e, quando possível, escreva algo mais substancial que um pensamento desse grande e sem juízo pecador!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras de Itabuna – antoniodaagral26@hotmail.com


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