Antonio Nunes de Souza*
Essa
citação popular é mais que verdadeira, pois, se você chegar numa festa de
criança com uma bandeja de deliciosos brigadeiros, imediatamente a criançada
cai em cima, que você termina sem nenhum para comer!
E
foi exatamente o que aconteceu comigo, quando cai na besteira dando o maior
vacilo, levando minha querida e nova namorada Suzana, para uma festa de
despedida de ano na minha faculdade de arquitetura!
Suzana
uma mulher belíssima, dessas que todos ficam babando ao olhar para seu corpo
sedutor, andar desses bem sacanas balançando sutilmente as cadeiras, que não
era exatamente “cadeiras”, na verdade era uma poltrona acolchoada e tão
empinadinha que, seguramente, você poderia colocar um objeto em cima que dava
para equilibrar tranquilamente. Uma mulher que você poderia encher a boca e
dizer sem medo de errar: Gostosa e tesudíssima!
Minha
turma era de noventa por cento de homens, fora os outros alunos de estágios diferentes,
como também muitos convidados. Como eu sempre fui discreto e pouco namorador,
quando entrei com Suzana na festa, juro que todos se viraram para olhar,
totalmente vislumbrados com a mulher que estava ao meu lado. De início meu ego
foi lá pras cabeceiras, senti-me o “rei da cocada preta”, colocando uma puta
inveja na rapaziada presente. Depois de abraços, apresentações, drinques,
salgadinhos, etc., a banda contratada começo a tocar, um DJ comandando as
variações, e a zorra começou a ferver numa boa, sem nenhum defeito para se
colocar!
Como
todos éramos amigos, sempre trocávamos as parceiras e namoradas para dançar
naturalmente. Mas, depois de certo tempo, percebi que a raça não me dava mais
uma chance de dançar com Suzana e, curiosamente, ela estava adorando e
divertindo-se ao máximo. Aí a ficha caiu e eu vi que todos estavam dando em
cima dela, e que àquela altura, para ela eu pouco significava. Pois, percebi
que já estava dançando com Raul meu colega, com rostinhos colados, ele beijando
seu pescoço, e ela se derretendo toda!
Vendo
que estava perigando sobrar, então, pensando me sair de boa enquanto era tempo,
na hora que parou a música, dirigi-me a Suzana e falei que já era tarde, estava
cansado, que seria legal que fôssemos embora, pensando pecaminosamente, dar uma
parada num motel, para pela primeira vez transar com minha querida e nova
namorada. E, tranquilamente, ela virou-se para mim e disse: Mendonça já que
você está cansado, façamos o seguinte, você pode ir que eu ficarei mais um
tempo, pois, Raul disse que me levará mais tarde, e eu estou adorando a festa!
Quando
ouvi o que ela acabava de dizer, assustado pela péssima sugestão e a sacanagem
dela, vi que tinha exatamente levado brigadeiros para festa de crianças. Sem
alternativa e para não mostrar fraqueza, apenas disse que estava tudo bem, que
na manhã seguinte nos encontraríamos, já que seria domingo. Saí puto da vida
pela minha bobeira, mas, não demonstrei ser um perdedor ou inseguro!
Na
manhã seguinte, as 9 horas peguei o carro e fui direto para sua casa sem nem
telefonar avisando, pensando em pegar uma praia ou outro programa qualquer,
sempre pensando em meu vacilo, e que não repetiria jamais. Ao chegar, liguei da
portaria do edifício e dona Alda sua mãe atendeu, dizendo que tinha ficado
preocupada, pois, Suzana não foi dormir em casa. Mas, felizmente ela chegou as 8.30
horas, vestiu o biquini e foi para praia do Porto da Barra, com um amigo
chamado Raul.
Porra
meu amigo, cheguei a tremer de ódio com a bruta sacanagem de Suzana. Mas,
agradeci a informação, voltando para casa, já que a decepção me tirou a tesão
de fazer qualquer coisa!
E
para selar minha trágica noite de despedida, na segunda feira indo na faculdade
terminar um trabalho, encontro-me com Raul, que me deu um abraço e disse:
Rapaz, muito obrigado pela amiga que você levou para nossa festa. Ficamos até
as três da matina, fomos para meu apartamento, transamos numa boa, depois
passamos o dia na praia, voltamos para o apartamento, que estou aqui com a rola
na tipoia de tantas sacanagens que fizemos. Ela é deliciosa em qualquer posição
que você pensar ou imaginar!
Depois
de ouvir essa confissão, apenas dei um pequeno sorriso amarelo, e saí de banda
para não mandar ele para puta que pariu. O fato é que nunca mais vi Suzana, e
perdi a oportunidade de degustar uma mulher especial de corpo, mas, uma piranha
sem moral na mente!
Que
esse fato que aconteceu comigo, sirva de lição para todos. Quando arranjar suas
mulheres maravilhosas, sejam como os mineiros: Comam quietos, caladinhos e bem
resguardados!
*Escritor,
Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna
de Letras!
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