Antonio Nunes de Souza*
Pelas minhas eventuais crônicas
com alguns erotismos, imagino que muitos dos meus leitores acreditam, que eu
seja um tarado sexual daquelas mais extremistas, capaz de praticar atos
absurdos, completamente fora da normalidade. Mas, aqueles que assim imaginam
estão redondamente enganados, pois, sinceramente, sou apenas um consciente
homem, que ao descobrir o sexo ou a relação sexual na juventude, passou a
adora-la profundamente e, consequentemente, por ser algo maravilhoso e
inigualável, dediquei-me a divulga-lo, elogia-lo, acabar com os preconceitos, e
logicamente, pratica-lo, se possível diariamente, ato que no passado nunca
deixava um dia em branco, Acredite que fui ficcionado tão voraz, que quando não
conseguia uma parceira, recorria a “genérica” masturbação, bem conhecida
popularmente com o apelido de punhêta. Fechava os olhos, pensava na mulher que
desejava, e de boa manda ver sem dó nem piedade. Lembro-me que sempre eram
atrizes de cinema, e as minhas favoritas eram Brigitte Bardoux e Sofia Lorem. Depois
do orgasmo eu olhava os esguichos dos espermatozoides no chão descendo pelo
ralo, e pensava: “Quantos brasileiros acabam de morrer!”
Por essas e outras razões, que
lutarei através da literatura, e espero ver antes de morrer, a relação sexual
ser completamente libertada dessa hipocrisia social, em caracteriza-la como um
ato pecaminoso que deve ser reprimido, tendo que seguir uma série de regras
obsoletas e retrógradas!
Isso é um verdadeiro absurdo,
pois, também somos animais, e se somos racionais, é exatamente para poder ver
esses erros exagerados e corrigi-los o mais breve possível, que já está
demorando demais.
Vocês já perceberam que todos
animais, sem exceção alguma, fodem a qualquer hora que desejam e em qualquer
lugar, apenas para satisfazer seus desejos e suas necessidades, e todos que
veem acham interessante e engraçado, as vezes até nos provocando excitações.
Eles estão provando pra nós que a prática sexual é, literalmente, uma
necessidade fisiológica e deve ser uma atitude normalíssima, como comer,
respirar, dormir, se exercitar e complementando foder que é muito benéfico,
saudável e uma delícia. Eu, no meu quase centenário, nunca vi ninguém morrer
porque fodeu demais. Ao contrário, o que vi foram pessoas alegres e felizes
sorrindo para as paredes!
Portando meus queridos leitores,
deixem suas inibições de lado, soltem suas frangas, pois, cada dia que passa
vocês estão perdendo orgasmos eletrizantes, que no futuro não terá mais
condições de recupera-los. Falo isso de cátedra, pois, estou exatamente nos
últimos suspiros, mas, com esforço, ainda dou um caldinho, e vou para a
eternidade consciente que cumpri muito bem e com louvor a minha cota!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!
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