quinta-feira, 7 de maio de 2026

GARÇOM SERVE, MAS, TAMBÉM COME! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Filho de pobre “de maré de si”, desde menino sempre trabalhei, primeiro vendendo bombons nos semáforos, depois entregando jornais, vendendo picolé e uma série de outras coisas, não só para mim, como também ajudar em casa, uma vez que meu pai vivia de bicos e minha mãe lavadeira de algumas famílias, como era costume no passado, antes das máquinas de lavar. Sendo assim, com essa vida difícil pra cacete, fui crescendo, fiz apenas o curso primário, achando que já era o suficiente, já que não tinha tempo para escolas. Vocês estão vendo que eu levava uma vida PDP, até que adulto, com meus vinte anos, consegui um emprego para lavar pratos e panelas em um ótimo restaurante, sendo um emprego bem sacana e cansativo, mas, para mim foi um alívio, já que teria carteira assinada, direitos trabalhistas e assistência de saúde. Juro que me senti realizadíssimo, chegando no bairro para contar a turma com o maior orgulho (veja como pobre com qualquer coisinha fica feliz e se acomoda).

Como não sou um pobre diferenciado, me acomodei no meu emprego e trabalho na cozinha. Até que um dia, em função da realização de um grande movimento, e por greve dos ônibus, faltaram três garçons, meu patrão preocupado com o grande atendimento diário, mandou eu vestir a roupa de garçom e ir trabalhar no salão com bastante cuidado, e sempre pedindo opiniões aos outros e ao maitre. Ficando para mim, apenas retirar os pratos sujos, copos, garrafas, além de mudar as toalhas e arrumar as mesas para os novos clientes. Para mim que já tinha alguns anos no ambiente, vi logo que tiraria tudo de boa.

E foi o que aconteceu, atendendo com a maior presteza, até levando cardápios para clientes, trazendo bandejas para mesas, e meu patrão observando-me, depois de encerrado o expediente a noite, chamou-me e disse: A partir de amanhã você vai trabalhar no salão como “cumim (que é o serviço de limpar e arrumar as mesas). Fiquei tão feliz e surpreso, que quase dava um beijo nele como agradecimento!

Aí começou a minha vida no salão, que em pouco tempo passei a ser realmente um garçom qualificado. Passado algum tempo, eu já mais educado, decorado todo cardápio para dar explicações aos clientes, sempre elogiado pelo Maitre, passei a ganhar mais, gorjetas gordas em função da rica clientela, estando tudo às mil maravilhas. Passados alguns meses, foi realizado um grito de carnaval, lançamento de dois trios elétricos, e logicamente abarrotaria o restaurante, já que ficava bem em frente ao evento. E foi uma verdadeira loucura, um movimento fora do comum, bebidas rolando aos montes, que depois de passar a tarde e o meiado da noite, uma mulher que era cliente nossa, entrou sozinha, completamente embriagada, e como ela era conhecida e de projeção, meu patrão a colocou em sua sala, pedindo-me que ficasse lá fazendo companhia, até ela melhorar, que depois a mandaria um aplicativo leva-la. Sem alternativa aceitei a incumbência endo para a sala do patrão levando-a comigo, pegando0a pela cintura. Ao chegar ela disse que queria tomar um banho, pois estava suadíssima e assim passaria a ressaca que estava sentindo. Levei-a até o banheiro, encostei a porta e sentei-me esperando ela dizer alguma coisa ou precisar de algo. Aproveitei e fui buscar uma toalha para ela. Mas, ao voltar ela estava nua deitada no sofá e pediu para eu enxuga-la. Fiquei assustado, mas, logo ela falou com tanta veemência, que não tive alternativa senão obedece-la. Aí, quando comecei sempre olhando para o outro lado, inesperadamente ele colocou a mão em meu cacete apertando, que imediatamente ele reagiu. Porém, com um puto medo de meu patrão aparecer e eu me foder solenemente, perdendo meu ótimo emprego. Mas, quando ela desceu o zíper da minha calça e gulosamente começou a me fazer um boquete, esqueci trabalho e as porras todas, já que sexo tira qualquer um do sério.

Transamos das mais modalidades possíveis, ela era treinadíssima em aula de sacanagem, fazendo eu me sentir abençoado com suas dadivosas ações sexuais!

Terminada nossa seção de fodistério, ela vestiu-se e saiu sem ao menos dar um até logo. Eu me arrimei, voltei para o salão, falei com o patrão que ela melhorou e tinha ido embora. Ele me agradeceu, coisa que eu é que teria de agradecer pelos meus inesperados momentos de prazer.

Passados uns dias, ela apareceu com o marido ao lado, eu fiquei nervoso e preocupado, mas, felizmente, ela nem olhou para minha cara, jantaram e seguiram, sem ela nada falar, como se nem me conhecesse, ou talvez, com o efeito da bebida nem tenha se lembrado do ato que praticou. Quanto a mim, jamais esqueci essa louca aventura, continuo em meu emprego, tendo em mente a realidade, que no restaurante “o garçom serve, mas, também come!”

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!


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