Antonio Nunes de Souza*
Mesmo sendo suburbana da zona
norte, com a puta badalação do show da Colombiana, jamais eu poderia deixar de
ir, mesmo sem nem saber uma música dela, já que meu babado são os paredões de
Funk, Pagodes, sofrências e outras porraslouquices que curtimos de boa, de
sexta a noite até o amanhecer da segunda. Pode-se dizer que a parada é “foda”,
pois, na verdade fode-se muito e ninguém que se preza sai no 0x0 ao partir pra
casa, no cu da madruga, para tomar um banho, fazer uma boca e enfrentar o
grampo!
Com minha pretensão de falsa
tiete, armei o esquema com mais quatro amigas da área, compramos uns leques com
o retrato da musa, nos arrumamos, e já ao meio dia depois de forrar o estomago,
subimos num buzú para a famosa Copacabana.
Quando chegamos vimos que tinha
gente pra caralho, uma verdadeira loucura, somente tendo lugares lá no cu da
cobra, que somente você só poderia ver através do telão. E nós, tendo saído lá
da casa da porra, não iríamos ficar nessa distância toda. Espertas e cheias de
tretas, fomos furando sorrateiramente, que depois de mais ou menos duas horas, eu
já estava praticamente na fila da frente, depois de receber centenas de
esfregações de rolas pelo caminho, já que os homens são foda e se aproveitam.
Aí, quando olhei pra trás não vi minhas amigas, nos perdemos, e naquela
multidão da porra, seria impraticável encontra-las, assim como, depois de
chegar a um lugar privilegiado, não iria desprezar, preferi deixar esse
encontro para depois do show.
Acomodada, com alguns minutos
comecei a sentir algo duro se esfregando em mim, que de início não me
incomodei, já que o lugar estava abarrotado de gente. Porém, com o andamento da
espera do show, o cara se encaixou de tal forma na regada de minha bunda, que
cheguei até a sentir o calor do cacete, como se eu estivesse nua, mas, estava
com um shortinho de seda bem fino, que apenas parecia uma segunda pele, e isso
ajudava para ele acomodar sua grande pica em meus quartos. Resolvi olhar para
trás para ver a cara do malandro, deparando-me com um alourado bonito e forte,
que falou: Buenas tardes tica! Embora sem saber falar espanhol, vi que era um
gringo, que logo vim a saber que era argentino. Como não sou de enjeitar
parada, passamos a conversar com palavras e sinais, imaginei logo que me daria
bem comendo e bebendo 0800 durante o show, uma vez que tinham centenas de
vendedores circulando no ambiente. E não deu outra, assim como ele me enchia de
coisas, mais encaixava seu grande pau, não só na minha bunda, como também
variando nas coxas e xoxota, pois, como gosto, dei sinal livre ao galego para o
que der e vier.
Como o show estava demorando e
atrasado, resolvemos dar uma saída e ir ao seu hotel em frente, para tomarmos
um banho de piscina para refrescar e voltaríamos numa boa no início do
espetáculo. A essa altura o show já estava em segundo plano, já que gostei do
bofe, vou ter uma noite especial, botarei minha vagina para ser poliglota
recebendo uma pica estrangeira, como também curtiria uma piscina, coisa rara em
minha vida. Tudo bem traçado como o diabo gosta!
Depois do banho de piscina,
Fernandes Calderon (esse era seu nome) levou-me para seu apartamento e o couro
comeu solto. E aí mermão, o cara era mais putanheiro que os brasileiros que já
conheci nas camas e nos carros da vida. Me fez um boquete que sua língua
parecia um liquidificador, eu gozei tanto que cheguei a peidar, Aí ele sorriu
e, prontamente, me virou de costas enfiando seu cacetão todo em minha bunda,
que me pareceu que ia sair pela boca, toda vez que ele bombava. Eu me
masturbando, cheguei a me babar toda de tanto prazer. O que você imaginar, ele fez
comigo, mostrando que tinha muita coisa que eu desconhecia. Depois dessa putaria
sem limites, cansados dormimos um pouco, já ouvindo as músicas do show a
distância, mas, nada de vontade de voltar para a multidão. Algum tempo passado,
acordamos, tomamos uma chuveirada e, claro e evidente, voltamos para cama,
reiniciando uma nova seção de sacanagens argentinas e brasileiras.
A verdade é que não vi porra
nenhuma do show, vou ver quando reprisarem na TV, mas, tenho certeza, que gozei
muito mais do que se tivesse ficado na frente do palco!
Fernandes comprou numa barraca um
disco de Shakira e me deu de presente, além de me dar 300 paus para eu tomar um
táxi e voltar para casa,
Obrigado Shakira, você me
proporcionou uma noite deliciosa!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!
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