domingo, 21 de junho de 2026

QUERIDO PRIMO ZEZINHO! (Clique e leia)

(Esse divertido conto é do livro “Vida Louca”, estou repostando para meus novos leitores. Foi lançado em 2004)

Antonio Nunes de Souza*

Como tinha combinado, fui passar o carnaval em Salvador para conhecer a tão falada “maior festa da face da terra”!

E não é que é verdade?  Acabou de acabar, e não me contive em pegar na caneta para escrever-lhe detalhadamente, tudo que me aconteceu. Foi uma das coisas mais estranhas e encantadoras que já vi em toda minha vida de homem nascido e criado no interior!

Pra começar realmente do começo, tenho que lhe dizer que vendi duas cabeças de gado, e apurei 630 contos para destinar à minha folia. Fui à loja de Osvaldinho de Judite, comprei duas bermudas daquelas de várias cores, bolsos e taxinhas (que aqui quem usa é chamado de viado), dizendo que era para dar de presente aos parentes da capital, cortei as mangas de quatro camisas que já estavam meio enxovalhadas, peguei um par de congas azuis e disse pra mim mesmo: Estou pronto para enfrentar as gatas, turistas e os soteropolitanos!

Peguei o ônibus que vem de Brumado e passa aqui pelo vilarejo, isso já com minha sacola da Company que comprei na mão de Zé Camelô, cheia até o gogó pelos meus apetrechos carnavalescos.

A viagem parecia que não acabava mais. Foram cinco horas e meia de solavancos e asfalto, até que chegamos na rodoviária! Não nego não! Fiquei assombrado com o tamanho da cidade e o bolo de gente fazendo uma confusão dos pecados nos embarques e desembarques. Fiquei olhando pra todos os lados a procura de compadre Ziza, que ficou de esperar-me e nada de ver o cara! Encostei em um canto bem exposto para que ele me visse, mas demorou mais de uma hora e nada de aparecer alguém. Comecei a ficar nervoso e sem saber o que fazer, pois ele não tem telefone e, na agonia, tinha me esquecido do papel com seu endereço em casa. Só sabia que o bairro que ele morava chamava-se Cajazeiras!

Puta merda! O que é que vou fazer agora?

Bem, já que eu estava lá e não sou nenhum tabaréu, resolvi ir logo para a Barra, pois havia ouvido falar que lá é que era o circuito da folia (pra mim, circuito era coisa de energia elétrica. Mas... seja o que Deus quiser)!

Rapaz, isso foi no sábado à tarde. E, quando eu consegui chegar, depois de pegar quatro ônibus errados, já passava das vinte três horas. Fui logo me deparando com um trio elétrico, que vinha parecendo um furacão daqueles que a gente vê no cinema em filme de tempestade. O povo vai pulando como loucos e quem estiver na frente eles vão pisando e dando cotoveladas, até arrancar as tripas da gente. Tomei cada pisada nos pés que chegava ver estrelas de tanta dor. Com uma mão eu me defendia dos empurrões e com a outra segurava a sacola com toda força para não a perder. Mas, foi em vão!

Quando um desgraçado de lá de cima do trio gritou: Levanta o pé do chão, galera!  Deram-me um empurrão tão filho da puta, que minha sacola voou longe e eu fiquei apenas segurando a alça como lembrança. Aí eu enlouqueci, pois toda minha roupa e dinheiro estavam dentro dela. E o que eu ia fazer sem roupas, sem dinheiro e sem teto para me hospedar?  Quanto mais eu gritava: Minha sacola!  Minha Sacola!  O povo pulava e me pisava cada vez mais!

Uma mulher, com pena de mim abraçou-me e, beijando-me carinhosamente, afastou-me daquela confusão. Quando paramos em um canto, me refiz e olhei para a mulher para agradecer a filha de Deus, tomei um susto retado, pois a mulher era um travesti!

Empurrei o desviado para trás e disse:  Qualé seu cara! Ta pensando que eu gosto dessas coisas?

-Calma bofe. Estou aqui para ajuda-lo numa boa!

-Vá ajudar a puta que lhe pariu!  Eu vim para Salvador para brincar o carnaval e transar com as mulheres mais lindas do Brasil. Se eu gostasse de viado eu ia passa o carnaval na selva amazônica.

A bicha ficou parada me olhando e, naquele momento, lembrei-me que estava perdido, sem dinheiro, sem roupas e não conhecia ninguém na cidade. Achei que não podia tirar uma de valentão e nem de machão, senão estaria totalmente na merda. Então logo falei: Desculpe cara. É que eu estou desesperado e aflito. E essa situação pra mim é muito estranha. Acabei de chegar do interior, ninguém estava me esperando e agora estou perdido na cidade e sem nem um puto pra poder me hospedar em uma pensão. E logo de cara me bato com você e eu não sou chegado a essas coisas!

-Se você quiser pode ficar em meu apartamento até acertar as coisas. Creia que nada acontecerá entre nós dois. Eu prometo!

-E nem pense nisso. Meu ramo é xoxota desde menino!

-Todos me chamam de Gisele, mas meu nome é Ari e moro na Rua do Sodré, 74, bem perto do Largo Dois de Julho. Vamos até lá para você tomar um banho, eu empresto-lhe umas roupas limpas e vamos procurar os seus parentes. E, ao mesmo tempo em que estaremos procurando, vamos brincando nosso carnaval, e vou mostrando-lhe as belezas de Salvador!

-Tá legal. Mas, somente como amigos. Meu nome é Marcelo. Nada de falar, ou fazer sacanagens. Quando eu voltar mando dinheiro para pagar tudo que você gastar comigo.

Fomos para o apartamento, tomei um puto bando e, quando saí do banheiro, já estava uma macarronada cheirosa e deliciosa esperando-me na mesa, acompanhada de uma cerveja toda anuviada de gelada que estava. Aí eu pensei: Foi Deus que botou esse viado em meu caminho. Está quebrando-me um galho da porra com essa acolhida!

Quando acabei de comer e beber, Gisele apareceu com um short cor de rosa e verde, uma camisa branca cheia de paetês e disse: Vista essa roupa e vamos para a folia. Quando olhei para a indumentária, imaginei logo se a turma da minha cidade visse eu vestido daquela maneira, todo de verde/rosa e paetês, me chamariam logo de bichona da mangueira. Mas, aqui ninguém me conhece, vou tomar todas e curtir o reinado do Momo!

Acredito que vou me dar bem, pois, na minha cidade, todo viado anda arrodeado de mulheres e, com certeza, aqui na capital deve ser bem melhor e vão sobrar muitas pra mim. Isso eu ia pensando enquanto caminhávamos pela Avenida Sete em direção ao Campo Grande. A cidade parecia um formigueiro de tanta gente. E, quando nós íamos passando pela porta do Hotel da Bahia, um grupo de rapazes vestidos de índios, passaram as mãos em nossas bundas e gritaram: Venham cá meninas! Sentem aqui em nossos colos!  Gisele ficou elétrica de alegria, mas eu fiquei puto da vida e xinguei a mãe de todo mundo.

Eles caíram na risada e gritaram:  Meu Deus!  Essa bicha é valentona. Calma minha filha que você vai arranjar um negão do Olodum, que vai deixar você bem calminha e sem poder sentar por uma semana. Há!  Há!!  Há!  Há!

A única coisa que pude fazer foi dar uma risada também, e levar aquela merda na esportiva e curtir meu carnaval. Se a merda do programa tinha dado errado, o que eu tinha agora era de aproveitar a situação para não perder a viagem, tão programada com antecedência!

Ao chegar no Campo Grande foi uma loucura. Era um trio atrás do outro, gente pra caralho e uma esfregação da porra. Gisele segurou na minha mão para que eu não me perdesse de novo, e eu a agarrei firme também, com medo de ser arrastado pela multidão. Ela colocou-se em minha frente, botou as minhas mãos em volta da sua cintura e ia pulando na frente para abrir caminho. Não nego não! Ela mexendo e se esfregando, não deu outra. Mesmo sem querer eu já estava excitado com aquela bunda grudada em minha virilha!

Eu só fiz baixar a cabeça pra não dar um azar de me deparar com alguém conhecido, e me ver naquela situação nada abonadora para um homem sério do interior. Gisele quanto mais sentia o volume, mais requebrava e procurava os lugares mais cheios para a esfregação ser melhor. Tudo isso era novo para mim, mas, no fundo, no fundo, estava até gostoso!

Aquela altura eu já estava suado pra caralho e paramos para comprar umas latinhas de cerveja. Continuamos a caminhada e já estávamos na ladeira da Barra, quase chegando ao porto. Gisele sempre olhava para mim com uma cara safada e perguntava:  Está gostando, Celo?  E eu, para não a desagradar, sempre dizia que sim. Mas, a verdade é que eu estava achando uma loucura total, porém bem divertida!

Ao chegarmos no porto encontramos turistas de todos os tipos (nacionais e internacionais). Uma loura que passava, pegou em meu queixo e disse: Raí du iu du, beibe?  Eu não entendi nada, mas Gisele gritou logo: Qual é a sua, Mona?  O bofe tem dono! A loura seguiu em frente e eu fiquei sem saber qual era o caso!

Paramos em uma barraquinha, e Gisele comprou duas bebidas duplas chamada Capeta, mandou que castigasse na vodka e guaraná em pó, dando-me uma para beber. Como a coisa estava interessante, eu não estava ligando pra mais nada, só queria saber de me divertir e tomar tudo que tinha direito, mandei bala e bebi de uma só talagada. Parecia refresco, mas, quando começou a surtir efeito, minha cabeça ficou a mil. Aquela altura o meu lema era: O futuro a Deus pertence!

Para atravessar do porto até o farol, tivemos que passar por uns becos, que eu nunca vi tantas bichas reunidas em minha vida. Nem parecia que eu estava nesse mundo de meu Deus! Tantos homens se beijando e se agarrando que mais parecia uma suruba de Lúcifer nas profundezas do inferno. Logo que Gisele apontou, um grupo de desvairadas gritou:  Queriiiiiiiiiiiiiiiiiiidaaaaaa, quem é o bofe?  Eu larguei a mão dela rapidamente e fiquei logo escabreado, procurando não querer dar na pinta que tinha algo com ela!

-É meu amigo Celo, que veio do interior passar o carnaval comigo.

Eu já ia abrindo a boca para dizer que não era nada disso. Mas preferi ficar calado, pois explicar alguma coisa aquela altura, era bem pior e não ia convencer ninguém. Dei um sorriso amarelo e todas começaram a beijar o meu rosto, dizendo: Muito prazer, meu lindo. (Puta merda, se alguém da minha cidade me visse agora, eu estaria fodidíssimo e teria que mudar até de país)!

Eu jamais poderia imaginar que Salvador fosse essa putaria toda. Pensei que aqui a gente tomava era muita surra de xoxota em cada esquina, mas, as bichas estão tão loucas e numerosas, que avançam e não dão nem chance para as xerecas. Que concorrência filho da puta!  Só acredito porque estou vendo e sentindo na pele!

Finalmente chegamos no tal do Farol da Barra. Uma concentração de gente que eu nunca tinha visto em minha vida. Parece que o povo do mundo todo tinha se reunido ali para brincar o carnaval!

-Ali é o Edifício Oceania e aquele camarote 2222 no primeiro andar é de Gilberto Gil. Disse Gisele apontando com o dedo num gesto bastante aviadado. Olhei para cima e vi na sacada um cara parecido com Caetano Veloso e perguntei para ela: É ele?

-Claro que é. Caetano é aquele que está junto daquele cara de cabeça branca. Naquele camarote está reunida a fina flor do carnaval baiano e muitas estrelas globais. Mas, para entrar lá só com convite especial!

Nesse momento começou a passar o trio de Ivete Sangalo puxando um bloco, e nós fomos acompanhando e pulando por fora da corda, não deixando de tomar uma porrada de empurrões e pisadas. Mas, estava gostoso demais. Eu já estava no maior fogo pelos efeitos dos capetas, e não soltava mais a cintura de Gisele por nada desse mundo, pois, se a soltasse, poderia me perder e ficar na rua na maior merda e, ao mesmo tempo, não sei se era pelo álcool, mas já estava acostumando-me com a idéia de terminar comendo Gisele!

Quando chegamos em Ondina, isso as quatro e trinta da manhã, eu estava fodido de cansado, os pés inchados, minha conga preta de lama e a roupa molhada de suor.  A danada da Gisele estava quase impecável. Não sei como ela conseguia se manter com a maquiagem perfeita, enganando a quase todos, na condição de não ser mulher (mas, sempre soube que bicha tem arte...).

Eu até gostei disso, pois nem todo mundo percebia alguma estranheza no casal. E aí eu encarar melhor a situação!

Como era o meu primeiro dia e já não aguentava mais, pedi a Gisele para irmos descansar no apartamento, pois precisava dormir um pouco para enfrentar o dia seguinte. Sinceramente, eu nem me lembrava mais de compadre Ziza!

Ela concordou e chamou um táxi pra nos levar. Eu perguntei baixinho em seu ouvido, se ela tinha grana para o táxi, e ela respondeu que sim, pois ela trabalhava com computação gráfica e ganhava bem!

Estava cochilando em seu ombro e acordei quando Gisele avisou que já tínhamos chegado. Ela pagou o táxi, subimos a escada, entramos no apartamento, tomamos um banho quente maravilhoso, comemos alguma coisa e não deu outra: Transamos até o sol raiar!  Digo com sinceridade, não senti falta de xoxota. Gisele é uma mestra em sacanagem e sabe fazer a gente gozar de todas as maneiras possíveis!

Caímos no sono e só acordei às três horas da tarde. Olhei para o lado e vi Gisele nua de barriga pra cima e tomei o maior susto quando vi o seu pau duro pela tesão de mijo, apontando para mim. Logo pensei horrorizado: Putaria como essa, “só se vê na Bahia!”

Pois é, Zezinho, os outros dias de carnaval eu não posso nem lhe contar, mas, quando você vier aqui em Salvador, pode ficar hospedado conosco, que eu e Gisele contaremos maiores detalhes. Não é amor?

–Claro, Celo!  Diga ao primo que mando um beijo pra ele. Tenha

certeza Zezinho, que esse foi o maior carnaval da minha vida!

Um abraço,

                Marcelo

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!!

sábado, 20 de junho de 2026

UMA VIAGEM DE IDA! (Clique e leia)

 


                            Antonio Nunes de Souza*

Aos poucos desaparecendo

Muitos anos envelhecendo

Pesos sumindo na balança.

Sinto-me fraco e debilitado

Medicado com muito cuidado

Pouca fé e muita esperança!

 

Essa viagem é sem destino

Leva adulto e até menino

Jamais discerne idades.

A despedida é triste

Quem vai nunca resiste

E vai deixando saudades!

 

Minha passagem foi cortesia

Juro por tudo que não queria

E estou seguindo contrariado.

Quero mais um tempo ficar

Aqui na terra poder desfrutar

E não viajar desesperado!

 

Parece não ter alternativa

Já apitou a locomotiva

Avisando a partida ingrata.

Não tenho medo de morrer

Minha grande dor é não saber

A doença cruel que me mata!

 

Quando chegar ao destino

Perguntarei sem desatino

O que vim fazer aqui.

Por favor me respondam

Confessem não me escondam

De que foi que eu morri?

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

 

 

 

 

 

 

 

 


quinta-feira, 18 de junho de 2026

A LAMENTÁVEL DECADÊNCIA HUMANA! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Depois de ter demorado milhões de anos nas diversas e lentas evoluções, mutações corpóreas e mentais com várias etapas, chegou-se aos maravilhosos seres humanos racionais, que, logicamente e provavelmente, passariam a cuidar coerentemente da terra, de uma maneira digna e sensata, inclusive que uma união fosse efetivada, no sentido de que todas as coisas fossem boas para todos igualitariamente, tendo como consequência uma felicidade global, já que todos merecem e tem os mesmos direitos e deveres.

Em princípio tudo isso poderia deixar transparecer, que seria uma grande vitória da nova e sadia humanidade que acabava de despontar, nessa terra que gira no espaço como um passe de mágica, e sua enigmática origem é cheia de histórias fantástica e celestiais. Porém, infelizmente, nem de perto nada disso passou a acontecer. Pois, os mais fortes passaram a fazer e chefiar grupos, começaram as disputas territoriais, discriminações de gêneros, tipos, cores e raças, chegando fortemente ao desejo do dinheiro e do poder. E, lamentavelmente, para conseguir essas preciosas coisas, passaram a atropelar todos sem o mínimo critério ou caráter, pensando-se apenas em alcançar seus desejos através de forças e poderes. Passamos então, literalmente, a viver pela lei de” quem manda é o mais forte e poderoso”, os mais fracos que se danem. Essas ações vistas cotidianamente, comprovam veementemente a decadência humana duma enorme fatia mundial, nas vertentes sociais, políticas e econômicas!

E para a regressão ficar mais deplorável e acentuada, uma grande parte de seres humanos ousados e desqualificados, acham-se e acreditam, que podem alcançar tudo isso (poderes e riquezas) através de assaltos, roubos, peculatos, assassinatos e mais outras diversas ações condenáveis, deixando a população aflita, apavorada e insegura. Esses são os mais deprimentes que odeiam o trabalho honesto.

Mais uma vez está claríssima, que estamos atravessando uma mutação cada vez mais desprezível de decadência, que está bastante acentuada nesse momento que estamos vivenciando, não só nas vertentes que citei, como, principalmente na política, onde os grupos querem uns engolirem os outros, formam-se grupos de grupos para ficarem mais fortes, e depois dividem seus ganhos proporcionalmente. Uma sordidez inominável e vergonhosa!

Tudo isso é triste, lamentável e desanimador. Mas, sem sombra de dúvidas, trata-se se uma brutal realidade, e olha que se eu fosse escrever mais, teria muitas outras coisas bastante acentuadas, que fazem parte dessa lama podre que temos em nossa frente, que como caranguejos, somos obrigados a viver e sobreviver desesperadamente!

Curiosamente, para se ter uma ideia bem clara, sobre as tragédias da nossa evolução, podemos ver as civilizações indígenas que ainda vivem super felizes em comunidades igualitárias, alegres e em harmonia com a natureza, já que estão há alguns séculos atrás da civilização atual. Podemos até ver alguns cheios de vícios e fora dos seus padrões, hábitos e costumes, graças as introduções dos homens brancos em suas aldeias. Esses, talvez sejam os últimos dos puríssimos seres humanos confiáveis!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

PAREM DE CONDENAR A SELEÇÃO BRASILEIRA! )Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Há dezenas de anos que ouço ser o Brasil um país de milhares de técnicos de futebol. Sempre cada um tem uma pecha ou elogio para dar ou fazer nos desenrolar dos jogos, achando que suas opiniões são as certas e válidas para que os resultados sejam ou fossem positivos. E obviamente, sempre condenam os pobres técnicos dos times e seleções.

Agora mesmo, recebemos todos com tapete vermelho o Ancelotti, considerado o melhor técnico do mundo e, infelizmente, porque a seleção empatou, já passaram dizer que o homem errou brutalmente, e que é burro e culpado pelo terrível desastre, já que esperavam uma bela goleada. Mas, não atentaram que a seleção que empatou com a nossa, foi considerada a quarta do mundo no mundial passado. Então...logicamente, trata-se de uma boa equipe, que demos até sorte de não perdermos, como a Espanha que é uma das acreditadas para ser campeã e outros países considerados fortíssimos, que perderam ou empataram com países zebras na competição.

Saibam que todos ali estão vestindo a camisa com orgulho para defender a sua pátria, assim como nós. Os jogadores de países africanos, quase todos jogam na Europa em grandes times, e são excelentes. Acabou o tempo que os africanos jogaram chutando uma caveira, hoje são vários que são fenomenais e valem milhões de Euros, e nas convocações eles vão e se apresentam lutam dignamente.

É obvio que tem algumas seleções que são destacadas e suponhe-se que possam ser campeã, porém, tem aquelas que são famosas, já foram campeãs e nem se classificaram para a copa. Observem também, que nossos jogadores em grande maioria, jogam em diversas partes do mundo, técnicas e estilos diferentes, e só tiveram quinze dias para que treinassem e fosse formada uma seleção de titulares com as eficiências esperadas, Creio que a partir de agora, passe o friozinho na barriga dos que estão atuando pela primeira vez, a melhora dos entrosamentos, as correções dos erros da primeira partida, as coisas correram bem melhores, mesmo que vamos enfrentar uma seleção que é a última na classificação das quarenta e oito participantes, porém, pegou uma famosa empatou e quase ganha.

Vamos todos jogar com as habilidades dos jogadores, a comissão técnica e muita sorte, que talvez consigamos o tão esperado e almejado hexa, com ou sem o bilionário canela de vidro Neymar!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!


terça-feira, 16 de junho de 2026

SEXO NO DESEJO, NA PAIXÃO E NO AMOR! (Clique e leia)

 Antonio Nunes de Souza*

Olhando-se de uma maneira simples, todos normalmente acham que o delicioso sexo é a mesma coisa em qualquer circunstância, desde que exista o sempre adorável orgasmo. E aí é que está o ledo e equivocado engano, pois, em cada um dos benditos e destacados atos, embora as sensações sejam similares, porém, em cada uma delas as evoluções e prazeres são grandemente diferentes.

Quando ele é realizado simplesmente pelo desejo, mesmo sentindo-se o prazer no final, logo após, mesmo saciados, se olham com certa indiferença, sem maiores interesses, carícias ou meiguices, já que a satisfação do desejo foi executada, nada passa a ser interessante para dar uma continuidade de afeiçoes. É nada mais, nada menos que a realização simplória de uma necessidade fisiológica. Muitas vezes o homem goza e, cinicamente, para e deixa a mulher na mão a ver navios!

Selvagem e louco, literalmente, são as relações sexuais entre apaixonados. Tem ejaculação precoce, gozos femininos somente com beijos e esfregações, terminam e ficam agarrados sempre querendo mais, tendo até dificuldades de se separarem, e quando fazem já marcam um novo encontro, demonstrando ambos que estão cheios de saudades. Os mais exagerados, depois de se vestirem, voltam a se beijar e, automaticamente, se despem e tornam a transar numa boa, como se fosse a primeira da noite. Essa anomalia sempre acontece quando a relação é entre amantes comprometidos, pois, o amor proibido tem reações bastante quentes e inexplicáveis!

Já o sexo no amor ou com amor é muitíssimo diferente, pois, antes de serem valorizadas as reações eróticas, existem entre os participantes uma série de fatores, que são importantíssimos e essenciais, como: afinidade, amizade, simpatia, afeto, entrosamento, confiança, empatia e outros pequenos e importantes detalhes, que realmente são os ingredientes que fazer o amor existir em sua plenitude. E mesmo depois da realização sexual, ambos continuam unidos carinhosamente, que as vezes chegam a adormecerem tão encaixados, como se fossem uma só pessoa ou siameses, ambos com lindos ares de felicidade nos rostos, demonstrando que realmente se amam!

Resta agora você ver qual o tipo de relação sexual você pratica, se é apenas por e com amor, tem paixões ardentes e enlouquecidas, ou pratica sexo apenas por desejo. Juro que conheço algumas pessoas que são tremendas anomalias, ou atletas eróticos, que praticam, tranquilamente, todas três modalidades simultaneamente. Estes são verdadeiros heróis ou monstros sagrados!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

sexta-feira, 12 de junho de 2026

A INCRÍVEL COINCIDÊNCIA! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Acontecem coisas em nossas vidas, que são totalmente inexplicáveis, parecendo intricados enredos das novelas globais, principalmente quando os fatos acontecem completamente inesperados. E eu, como não sou diferente de ninguém, um desses fatos aconteceu exatamente comigo.

Sou moradora de uma cidade do interior, porém, uma cidade grande com quase quinhentos mil habitantes, que não é daquelas que todo mundo se conhece. Aqui fiz o secundário e faculdade de economia, que depois de formada passei a ter um bom status, vivendo tranquilamente, mesmo não tendo me casado estando já com trinta e cinco anos.

Aconteceu na minha juventude eu me apaixonar loucamente por um rapaz, porém, como ele era um pouco mais velho e desempregado, além de ter deixado os estudos, minha família criou problemas e proibiu veementemente que eu continuasse com o namoro. Para mim foi uma tragédia, pois, essas paixões da juventude são bastantes fortes e tolas, que nós achamos logo que é o amor de nossa vida, e que sem ele é preferível a morte. Uma imaginação idiota que suponho que todos já sentiram nessa ocasião. O fato é que após o término, nunca mais me encontrei com Roberto, já que ele morava no outro lado da cidade, eu entrei pra faculdade, novos amigos e ambientes, alguns namoricos, que fez eu parar de sofrer a perda, porém, as boas lembranças ficaram gravadas fortemente em minha mente!

Certo dia de sábado, que não trabalho, resolvi fazer um estrogonofe ao meu gosto para almoçar, e, inesperadamente, o gás acabou deixando-me na mão. Aí, rapidamente peguei o telefone e liguei solicitando um botijão com urgência, que eu pagaria extra. Fui bem atendida e disseram-se que com vinte minutos estariam fazendo a entrega. Achei demorado, mas, como o trânsito sempre atrapalha, achei justo o tempo que foi dito. E no horário previsto parou um automóvel em minha porta, achei estranho, porém um homem saltou, foi na mata do carro pegou o botijão pela alça e veio caminhando em minha direção. Foi aí que tomei o maior susto, pois, o tal homem era exatamente Roberto, meu antigo e velho amor juvenil. Nos olhamos assustados, e logo começamos a rir, nos abraçamos, entramos e começamos a conversar, esqueci completamente da comida, e ele falou que era dono de uma distribuidora de gás, e por coincidência foi ele que recebeu o pedido no telefone, e pelo nome da solicitante ser Lúcia Campelo, ele imaginou que poderia ser eu, então resolveu ele mesmo fazer a entrega, para confirmar se era realmente. Juro que meu coração passou a bater forte, despertando um velho amor e paixão, que tinha deixado marcas fortes em meu coração. Ao mesmo tempo percebi que também havia algo por parte dele também.

Depois de conversarmos bastante, ele convidou-me para almoçar fora, que me ofereceria um estrogonofe para comemorar nosso reencontro. Lógico que aceitei de imediato e, como o destino desejava que acontecesse, reatamos o namoro, com meses casamos e já temos dois lindos filhos.

Nossa história é surreal e fantástica. Mas, nos deixou super felizes. São coisas que acontecem nessa vida louca que vivenciamos!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

A INCRÍVEL COINCIDÊNCIA! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Acontecem coisas em nossas vidas, que são totalmente inexplicáveis, parecendo intricados enredos das novelas globais, principalmente quando os fatos acontecem completamente inesperados. E eu, como não sou diferente de ninguém, um desses fatos aconteceu exatamente comigo.

Sou moradora de uma cidade do interior, porém, uma cidade grande com quase quinhentos mil habitantes, que não é daquelas que todo mundo se conhece. Aqui fiz o secundário e faculdade de economia, que depois de formada passei a ter um bom status, vivendo tranquilamente, mesmo não tendo me casado estando já com trinta e cinco anos.

Aconteceu na minha juventude eu me apaixonar loucamente por um rapaz, porém, como ele era um pouco mais velho e desempregado, além de ter deixado os estudos, minha família criou problemas e proibiu veementemente que eu continuasse com o namoro. Para mim foi uma tragédia, pois, essas paixões da juventude são bastantes fortes e tolas, que nós achamos logo que é o amor de nossa vida, e que sem ele é preferível a morte. Uma imaginação idiota que suponho que todos já sentiram nessa ocasião. O fato é que após o término, nunca mais me encontrei com Roberto, já que ele morava no outro lado da cidade, eu entrei pra faculdade, novos amigos e ambientes, alguns namoricos, que fez eu parar de sofrer a perda, porém, as boas lembranças ficaram gravadas fortemente em minha mente!

Certo dia de sábado, que não trabalho, resolvi fazer um estrogonofe ao meu gosto para almoçar, e, inesperadamente, o gás acabou deixando-me na mão. Aí, rapidamente peguei o telefone e liguei solicitando um botijão com urgência, que eu pagaria extra. Fui bem atendida e disseram-se que com vinte minutos estariam fazendo a entrega. Achei demorado, mas, como o trânsito sempre atrapalha, achei justo o tempo que foi dito. E no horário previsto parou um automóvel em minha porta, achei estranho, porém um homem saltou, foi na mata do carro pegou o botijão pela alça e veio caminhando em minha direção. Foi aí que tomei o maior susto, pois, o tal homem era exatamente Roberto, meu antigo e velho amor juvenil. Nos olhamos assustados, e logo começamos a rir, nos abraçamos, entramos e começamos a conversar, esqueci completamente da comida, e ele falou que era dono de uma distribuidora de gás, e por coincidência foi ele que recebeu o pedido no telefone, e pelo nome da solicitante ser Lúcia Campelo, ele imaginou que poderia ser eu, então resolveu ele mesmo fazer a entrega, para confirmar se era realmente. Juro que meu coração passou a bater forte, despertando um velho amor e paixão, que tinha deixado marcas fortes em meu coração. Ao mesmo tempo percebi que também havia algo por parte dele também.

Depois de conversarmos bastante, ele convidou-me para almoçar fora, que me ofereceria um estrogonofe para comemorar nosso reencontro. Lógico que aceitei de imediato e, como o destino desejava que acontecesse, reatamos o namoro, com meses casamos e já temos dois lindos filhos.

Nossa história é surreal e fantástica. Mas, nos deixou super felizes. São coisas que acontecem nessa vida louca que vivenciamos!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!