Antonio Nunes de Souza!
Por mais que você queira se
segurar, parece que Deus ou o Diabo atenta de tal forma, que você sem sentir,
termina resolvendo ir dar uma volta na rua pelo dia, para olhar as decorações,
os turistas brasileiros e estrangeiros, tomar apenas uma ou duas cervejas, e
voltar para casa de boa e satisfeito, por ter feito seu tranquilo circuito
momesco. E foi isso que fiz nessa sexta-feira 13!
Saí tranquilão, coloquei uma
bermuda e camiseta bem estilosas, meu tênis da Nike, peguei o carro e segui
para o Pelourinho, que é um lugar mais maneiro, para um coroa de sessenta anos
se sentir mais seguro. Parei o carro num estacionamento particular preocupado
com ladrões, e saí sorridente andando sobre aquele calçamento de pedras,
lembranças da nossa colonização. Haviam barracas em volta de cada lugar que eu
ia, fora as dezenas de bares e restaurantes, cada um com seus altos sons,
alguns ao vivo e outros através de colunas ensurdecedoras. Embora fosse apenas
dez horas da manhã, os ambientes em geral estavam abarrotados de gente, todos
dançando, rebolando, tirando fotos e bebendo. Uma animação deliciosa, que me estimulou
a entrar num bar que tinha uma charanga, tocando as músicas do passado,
exatamente as da época que eu fazia minhas loucuras na juventude, e até quando
cheguei a idade adulta!
O mulheril era bem maior e,
consequentemente, mesmo sendo um coroa, não deixava de despertar interesse na
mulherada ávida de companhia, que sempre banca suas despesas e lhes dão
segurança, tendo um homem ao lado. E não deu outra, pois, de um grupo que
estava num canto, uma delas veio em minha direção dançando e, sem a menor
vergonha, abraçou-me pela cintura levando-me para o meio do salão, onde todos
bastante alegres e saltitantes, dançavam e se esfregavam como é o normal no
carnaval e em quase todos eventos!
Lógico que não dei bobeira, mesmo
não sendo minha intensão entrar na folia. Mas, quem pode se esquivar de uma
mulher bonita e gostosa? A abracei pela cintura, começamos a dançar e cantar, e
em seguida fui ao bar peguei duas cervejas, ela levou-me ao grupo de amigas,
quando fiquei sabendo que eram de Belo Horizonte, e a primeira vez que vinham a
Salvados, e estavam enlouquecidas, somente pelo que tinham vivido nos três dias
que tinham chegado.
Elas eram quatro moças, todas
bancárias e colegas, que combinaram essa viagem, já que todas estavam de
férias. Eu me incorporei ao grupo, me apresentei dando meu cartão, onde dizia
ser advogado tributarista, isso deu uma tranquilidade a elas, sabendo que
estavam ao lado de alguém confiável. Elas perguntaram se eu não tinha uns
amigos legais que pudesse telefonar para eles virem, para fazer companhia as
três. Eu prontamente, liguei para meus amigos Fernando e Mendonça, tentei
André, mas, infelizmente não atendeu. Os dois disseram que em uma hora estariam
lá no lugar que dei as coordenadas.
O fato é que, para quem não tinha
intensões de fazer festa, meus amigos chegaram, nos juntamos todos, embora uma
tenha ficada sem um par fixo, terminamos todos sendo de todos, trocávamos as
parceiras nas danças, beijos, abraços. Paramos para almoçar as quinze horas,
comemos uma moqueca de camarão, regada ao pirão de leite, feijão tropeiro e
caipirinhas, depois fomos dar uma caminhada para fazer a digestão e circular
nos emaranhados de ruas, fazer umas compras de lembranças nas barracas dos artesões.
E, depois de mais ou menos duas horas, voltamos para o bar de origem, que naquela
altura fervilhava de gente, e um conjunto de pagode botava pra foder. Entramos
no bolo para dançar, continuando com a esfregação coletiva, onde todos se
divertiam sem preconceitos nem parceiros certos, Juro que era uma delícia a
variação feminina, já que todas eram bonitas, jovens e tesudas. Às 23 horas, já
cansados e bastante alegres pelo álcool consumido, elas estavam hospedadas em
um hotel no próprio Pelô, em um apartamento com 4 camas. E sem que disséssemos
nada, Jacira que era a mais assanhada, sugeriu que fôssemos todos para lá, pois,
assim terminaríamos a noite todos juntos e felizes. Olhei para Fernando e
Mendonça, eles assentiram na hora e, prontamente, partimos. Lá chegando dei uma
boa nota ao recepcionista, que fechou os olhos, e nós subimos todos para o
apartamento!
Aí foi que começou meu verdadeiro
carnaval. Embora tivesse apenas um grande WC, mas, com uma banheira Jacuzzi e
um box amplo, sem medo de ser feliz e sem os pudismo do passado, ficamos todos
nus, enchemos a banheira, e continuamos a sacanagem coletiva, não só na
banheira como no box, em pé, deitados no chão, todos fodendo nas posições que
desejavam, ouvia-se gemidos das meninas, que talvez pela secura, gulosamente se
ofereciam e faziam deliciosos boquetes, sexo anal, vaginal, masturbações, tudo
que tínhamos direito e o que vinha na cabeça, Foi uma suruba pra ninguém botar
defeito, terminando todos exauridos e ninguém ficando sem gozar pelo menos três
vezes!
As 2½ da madruga, resolvemos
voltar pra nossas casas, combinando nos telefonar quando acordássemos, afim de
combinar algo para o dia seguinte. No caminho de casa, cansado pra caralho,
disse pra mim mesmo: “Como posso deixar de participar de uma festa dessa?” Vou
a partir de amanhã, voltar a sair com minhas mineirinhas “pães de queijo”, nem
vou ligar para André, pois, é delicioso ter uma mulher a mais como reserva. Não
sei é se aguentarei essas sacanagens todos os dias na semana do carnaval. Mas,
que vou tentar, isso eu farei!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!