Antonio Nunes de Souza*
Dia chuvoso, temperatura baixa e
já escurecendo no final da tarde. Tempo que, certamente, teremos uma noite de
sábado calma e tranquila embaixo do nosso querido edredom.
Mas, como somos passivos de
variações inesperadas, recebi uma ligação de Jacira, amiga de velhos tempos de
infância, dizendo que estava em Salvador, e em função do friozinho, adoraria
comer um fundi e tomar um gostoso vinho tinto. Perguntando em seguida se eu
poderia dar esse prazer para ela, em função da nossa antiga e feliz amizade.
Eu solteiro, cheio de vida,
receber uma proposta dessa de uma mulher bonita, claro que aceitei de imediato,
perguntando apenas que horas poderia pega-la e em que horário. E ela,
prontamente passou as coordenadas, ficando eu de preparar-me e partir para uma
noite diferente da que eu esperava!
Horário previsto, todo
arrumadinho e perfumado, cheguei na Barra Avenida, toquei a campainha do AP, me
identifiquei, ouvindo uma voz dizendo que aguardasse um momento que estaremos
descendo. Estaremos? Estranhei esse estaremos, já que contava somente com a
presença de Jacira.
Cinco minutos depois, desce
Jacira acompanhada com uma moça tesudíssima, tanto quanto ela, ambas com roupas
de inferno relativos ao tempo, porém, podia-se ver claramente os formatos
sensuais dos seus lindos corpos. Porém, provavelmente não rolaria nada a não
ser eu em vez de fundi, me foder com uma conta acima do que previa. Mas, como
dizem no popular: “Já que está dentro, relaxe e goze!”
Ela me apresentou Dora, trocamos
beijinhos na face, deu um grande abraço em Jacira, estramos no carro e seguimos
para o Restaurante La France, que é especializado nessa adorável e gostosa
iguaria. Conversamos bastante no caminho, elas disseram que estavam cursando
direito já no último semestre, e aproveitaram o feriadão para curtir Salvador,
e estando aqui, nada melhor que se reencontrar com um amigo querido. Isso
encheu meu ego, mas, no fundo imaginei que essas sacanas, estavam era atrás de
um babaca para pagar um bom jantar.
Chegamos, entramos recebidos pelo
Maitre, que nos levou para uma mesa privilegiada, bem em frente a uma pequena
pista de dança, onde um pianista tocava musicas românticas e uns poucos casais
dançavam.
Fizemos os pedidos, inclusive um
vinho de boa safra sugerido pelo Maitre, que em seguida nos serviu uma travessa
com diversos tipos de queijos, Camembert, Roquefort, etc., para degustarmos
enquanto seria preparado nosso delicioso fundi. Depois de alguns papos e taças
de vinho, tocou a música I Love Paris que gosto muito, então chamei Jacira para
dançar. Dançamos alguns minutos e ela sugeriu que parecemos e eu fosse dançar um
pouco com Dora. Obedeci pegando Dora pela cintura, levando-a ao salão, Não sei
se de proposito, agarradinhos ela se esfregava em mim de tal forma, que não me
contive ficando excitado, logicamente ela sentindo, mais se esfregava como se
estivesse massageando algo que estava dando-lhe satisfação. Lógico que adorei e
prolonguei a dança, já que estava ótima e gostosa. E a partir daí, passei a
sempre trocar de parceira, e curiosamente, Jacira também passou a ser mais
lasciva, encostando em mim, e com o rosto colado ao meu, tanto quanto seu lindo
corpo. A essa altura eu estava feliz e adorando, já que ambas estavam afim de
alguma sacanagem. Tramei logo que ficaria com uma essa noite e no dia seguinte
convidaria somente a outra.
Jantamos fartamente, bebemos mais
duas garrafas de vinho, e a meia noite, ainda preocupado como me livraria de
uma delas, entramos no carro, seguindo, e eu na mente arquitetando o que dizer
para que uma delas fosse para meu apartamento. Como não veio nada especial na
mente, eu falei para Jacira que depois que deixássemos Dora, gostaria que ela
fosse ao meu apartamento para mostrar-lhe algumas fotos do tempo da nossa
juventude. Aí aconteceu o inesperado, pois, Dora imediatamente se ofereceu para
ir também que ela adoraria. Pensei logo: Fodeu tudo, Vou terminar no 0X0. Mas,
como eu poderia dizer que não. Saltamos, eu já meio puto, subimos para o quarto
andar, entramos, fui buscar meu álbum de fotos, também abri uma garrafa de
vinho, coloquei uma música, e enquanto bebíamos e olhávamos as fotos, começamos
a dançar na sala, desta feita hora com uma, hora com a outra e logo em seguida
já estávamos os três agarradinhos aos beijos e abraços, alisamentos e
esfregações, deixando-me numa puta alegria e cheio de felicidades. Começamos a
tirar nossas roupas, apagamos a luz da sala, deixando a do corredor, para que o
ambiente ficasse uma penumbra, e a sacanagem corresse solta. E foi o que
aconteceu. Enquanto beijava e masturbava uma a outra me fazia um boquete, eu
bastante surpreso com o resultado inesperado, transava com uma e em seguida com
a outra, sempre nessas horas a outra ficava se esfregando em mim, também
sentido prazer e satisfação. Dora virou sua linda bundinha para mim, que não me
fiz de rogado, enfiando meu caceto todinho, enquanto ela gemia de prazer com
Jacira lambendo docemente sua vagina, Posso dizer que fodemos para ninguém
botar defeito, pois esse “ménage a troir” foi maravilhoso, não sei se para elas
foi a primeira vez, pois, para mim foi. Já beirando as quatro da matina,
tomamos um banho, nos vestimos e eu fui leva-las para casa, já marcando uma
noitada para comer uma moqueca de peixe com camarão, logicamente, para depois
comemorarmos nosso maravilhoso reencontro com Jacira, que, generosamente,
trouxe a adorável Dora!
Pra vocês verem que as boas
coisas sempre acontecem inesperadamente. Nunca diga que o dia está péssimo,
pois, as coisas podem mudar vertiginosamente!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!