quinta-feira, 26 de março de 2026

AS GUINADAS INEXPLICÁVEIS DESSA VIDA LOUCA! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Todos os dias chegam aos nossos olhos e ouvidos fatos incríveis, estranhos e inacreditáveis, que com certeza nos deixam cheios de espantos ou sem saber se devemos acreditar ou não, mas, com o tempo, chegamos a conclusão que aconteceram, estão acontecendo e, com certeza, voltarão a acontecer!

Eu, com o nome fictício de Larissa, vou passar a contar para vocês, a história da minha vida, que certamente, verão e saberão os meus sofrimentos, prazeres e desprazeres que passei, chegando a momentos desesperadores:

Nasci uma criança linda, sadia, provocando para minhas duas irmãs e meus pais a maior alegria, já que estava vindo por um descuido, pois, minha irmã caçula já tinha dez anos. Então, passei a ser o xodó da casa, sempre de colo em colo com dengo e carinhos em excesso, Claro que eu adorava e me sentia bastante feliz!

O tempo foi passando, eu crescendo, mas, curiosamente sempre cheio de trejeitos femininos devido as influências das minhas irmãs e pais, que apenas se preocupavam em satisfazer as minhas vontades. No colégio passei a me identificar muito mais com as meninas, chegando ao ponto de ter meus segredinhos com algumas sobre as belezas de alguns meninos; E já iniciando aminha juventude, já me identificava como se eu fosse mais uma menina que um menino, então resolvi falar para meus pais, mesmo morrendo de medo pelas suas reações. E como eu esperava, foi uma bomba chocante para eles e minhas irmãs, porém, depois de muitas conversas, resolveram acatar minha estranha opção de mudar meu comportamental, fazer visitas a um analista, mudar de colégio e, depois disso, começar a minha transformação de cabelos, roupas e demais coisas inerentes a uma personagem feminina. Embora todos diziam que concordavam, mas, eu percebia um grande ar de decepção em todos eles. Porém, minha decisão, já com 14 anos, para mim era irrevogável!

Passei a tomar determinados hormônios, e já com uma aparência de uma moça bonita e atraente, continuei os meus estudos, quase chegando a concluir o secundário para fazer vestibular. Foi aí que sofri a primeira grande decepção da minha vida. Um colega de classe (fora os professores, ninguém sabia da minha condição) que era muito bonito, me atraiu de tal forma, que me encorajei a para a dar mole com olhares e sorrisos provocantes, até que ele percebeu e veio tentar me namorar, E claro que aceitei. Porém, no nosso primeiro encontro fora do colégio, conversamos bastante e eu para ser sincera, falei que era uma moça transsexual, achando que ele entenderia. Mas, infelizmente, ele deu a maior gargalha em minha cara, disse que não gostava de gay e que eu fosse procurar outro que gosta de homem. E ao dizer isso, saiu largando-me sozinha no banco do jardim, super nervosa e chorando copiosamente. Minha dor era como se tivesse acabado de receber uma facada no coração e na mente, deixando-me completamente mortificada, sem nem coragem para voltar para casa, carregando nos ombros o peso do fato acontecido, inclusive ter que contar, discorrendo meu sofrimento. Depois de uma hora de meditação, levantei-me e segui cabisbaixa para casa, levando na mente a ideia de que eu nada significava para as outras pessoas!

Cheguei e aos prantos contei o ocorrido, todos me acalentando e revoltados, meu pai queria ir reclamar com o rapaz, mas foi contido por minha mãe, e eu pedi que me mudasse de colégio, pois, provavelmente, o fato iria se espalhar, deixando-me bastante envergonhada. Voltei a fazer as tais análises, mudei de colégio, mas, bem menos segura que antes. Porém, senti-me melhor, já que o colégio era estritamente feminino.

Como era o último ano do secundário, me entrosei bem com as colegas, mas, sempre guardando meu segredo. Porém, sem que eu esperasse, passei a ter uma sensação de desejo e afeição por uma das colegas, e passamos a ser amigas inseparáveis, frequentando as casas uma da outra, simpatia e satisfação dos nossos pais e parentes, tudo correndo as mil maravilhas. Aí, sentindo que a amava, resolvi um dia que ela foi dormir em minha casa, para estudar as provas finais, e disse não só que a estava amando-a, como também as minhas condições sexuais. Ela levantou-se da cama, dizendo que me adorava, mas, além de não ser lésbica, não aceitaria como parceiro um homem que optou por ser mulher. E dizendo isso vestiu-se e no meio da noite, saiu escondida dos meus pais, indo embora para sua casa. Eu com a cabeça estourando de dores, soluçando barbaramente, chegando a triste conclusão que eu havia me transformado em um ser inexistente e fictício para o resto do mundo, que, em nenhuma hipótese, seria aceita normalmente por essa sociedade machista e preconceituosa!

Passei a noite em claro, chorando e me maldizendo, com vontade até em suicidar, e pela manhã mesmo machucada e envergonhada, contei o fato, mais uma vez deixando minha família pasma e sem na verdade saber o que fazer. Eu, fortemente exigi voltar as análises diariamente, pois, já tinha em minha mente o que deveria fazer dali em diante. Como sempre minha família me apoiou. Fiz minhas provas finais, terminei o secundário e, paralelamente fazendo as seções diárias de análises psicológicas, porém, no sentido único de reverter minha sexualidade, já que continuava apaixonada por Jacira minha linda colega. Reformei o meu penteado, cabelos curtos, passei a tomar hormônios para reverter dos efeitos antigos, comecei a vestir com roupas normas de rapaz, pouco ligando pela estranheza da vizinhança e, com seis meses, eu já estava aclimatado a nova situação, sentindo-me seguro e confiante para enfrentar o mundo sem medo de ser feliz, e de tão pouco sofrer discriminações absurdas de pessoas idiotas e ignorantes!

Fiz vestibular, passei em engenharia e, seis meses depois, corajosamente resolvi ir a casa de Jacira, me apresentar em outra circunstância que, com certeza, não cabia nenhuma recriminação. Vestindo terno e gravara, usando barba, toquei a campainha.  Logo a mãe dela veio atender, não me reconheceu, eu falei que gostaria de falar com Jacira, e ela mandou que eu aguardasse, entrando pra chama-la. Em seguida veio minha ex colega, que chegando, foi logo dizendo: eu não conheço você, mas, faz-me lembrar alguém muito importante para mim tempos atrás. O que deseja?

Com uma voz máscula e bem postada, falei: meu nome Joseilton Mendonça, sou estudante de Engenharia Informática, e no passado fomos colegas de colégio e meu nome era Larissa, quando eu, erroneamente, tinha escolhido uma outra opção de gânero. Mudei completamente, graças ao grande amor que sentia e continuo sentindo por você!

Ela tomou um brutal susto, olhou-me com mais atenção, viu o lindo homem que me transformei, e sem que eu esperasse, abraçou-me dando-me um beijo com um abraço apertado, numa prova que o amor existiu e existia ainda em ambas as partes.

Nossas famílias, mesmo com as controvérsias e acidentes de percursos acontecidos, aceitaram nosso namoro, noivado e, agora que vamos nos formar, já marcamos nosso casamento, inclusive durante esse período já transamos centenas de vezes e, literalmente, nos damos muitíssimo bem na cama!

Essa é a minha inusitada história, que aconteceu, pode estar acontecendo com outros, ou acontecerá no futuro; saibam que tudo é possível acontecer nessa Vida Louca que vivenciamos!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!


terça-feira, 24 de março de 2026

POR QUE OS CANALHAS VENCERAM? (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Essa simples pergunta vem carregada de dúvidas, já que estamos tratando de um verme traidor de pátria, fascista, golpista, criminoso da Covid 19, negacionista, mentiroso, julgado, condenado, preso, tentou fugir, inventou com sua equipe médica particular dezenas de doenças, fora a velha facada simulada no passado, prepotente, arrogante, enfim, uma pústula que veio do esgoto do Exército e, estupidamente, uma grande parte de pseudos brasileiros amam, adoram e idolatram esse excremento fétido, tendo-o, vergonhosamente, como um verdadeiro mito. Esse personagem é o retrato claríssimo do que existe de pior na face da terra. Mas, torpemente, é o maior líder e representante de honra de uma direita que se diz raiz, mas, não passa de um bando nocivo de mal caráter, muito mais para uma facção criminosa ou máfia, que um partido político!

Numa atitude incompreensível, depois de julgado e condenado, jamais deveriam dar-lhe as absurdas mordomias de prisão domiciliar, pois tratava-se de um traidor da pátria, que usou de todos os meios para não entregar o governo depois de derrotado, culminando com o vandalismo de 08 de janeiro, preparado por ele e seus apoiadores, principalmente os Bigs Shots pastores ladrões de dízimos, móveis, imóveis, pix e milagres fictícios (todos da mesma laia), além de uma série de milionários do Agro e de outras vertentes, interessados nas benesses que recebiam e continuariam a receber. Todos esses atos e muitos outros que são de conhecimento público, em vez de desmoralizar essa facção criminosa política, simplesmente, serviu para as bancadas, que se dizem evangélicas do senado e da câmara, passarem a denegrir o governo e suas instituições, tentando a todo custo a libertação dos vândalos destruidores e do canalha maior, o verme Jair Messias Bolsonaro. Essa máfia da oposição é tão cega e cheia de ódios, que por o capitão de areia estar inelegível, escolheram seu filho para competir a presidência, um idiota que além de inexperiente e desqualificado, é um comprovado ladrão de rachadinhas, lavador de dinheiro e outras mais ações obscuras!

Continuo com a pergunta: Por que os canalhas venceram, conseguindo a prisão domiciliar, mesmo por 90 dias?

Até as crianças da APAI e da PESTALOZI sabem que suas apontadas doenças são fictícias, inventadas para burlar grosseiramente a lei e, incompreensivelmente, os ministros do Supremo Tribunal, por alguma razão que o povo deseja saber, aprovaram prisão domiciliar a um perigoso e astuto bandido, pois, para fazer política e chantagem emocional, ele está cotidianamente ótimo nas redes da internet!

Eu, particularmente, achei que foi uma grande falta de respeito aos verdadeiros brasileiros, que amam e apoiam nossa democracia, ver essa curvatura aos maiores inimigos do Brasil.

Que a resposta venha rápida e que seja contundente e justificável!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

ATRAVÉS DA MORTE ENCONTREI A VIDA! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Somente quem nasce nas periferias suburbanas das comunidades, sendo filha de mãe solteira faxineira e lavadeira e avó nas mesmas condições de trabalho, pode avaliar como é sofrida a vida debaixo de preconceitos, e tudo sendo difícil de se conseguir. Esse é exatamente o meu pobre perfil. Mas, pelos esforços da minha mãe e minha avó, nada me faltou do essencial, inclusive minha frequência escolar, que para mim, além da cobrança familiar, eu adorava por ser o lugar onde me divertia, brincava e, principalmente, aprendia. Saídas, festas, eventos, etc., para mim não existiam, e isso fazia com que eu me divertisse sempre lendo e estudando, transformando-me numa aluna exemplar e invejável durante o primário e secundário. No bairro me achavam uma “pobre metida a besta”, mas, sinceramente eu era pelo isolamento que vivia, porém, assim procedia não só pelo controle familiar, como através dos meus modestos estudos, cheguei a lógica e concreta conclusão, que o meu futuro não pertence a divindade nenhuma. Ele pertence, literalmente, a mim mesmo, que com esforços, estudos, coragem de lutar pelos meus planos, projetos e sonhos, com certeza absoluta, me realizaria e teria um futuro promissor e bem melhor!

Aos vinte e três anos, batalhando muito, consegui me formar em Assistente Social. Não houve festa familiar, apenas a solenidade na faculdade, eu, minha mãe e minha avó sorridentes e felizes pela conquista superior da nossa pobre família!

Até essa data eu nunca trabalhava em nada, a não ser nas tarefas domésticas e a dedicação aos estudos. Mas, a partir da minha formatura, logicamente tinha de começar a minha vida dentro da profissão escolhida, principalmente para ajudar nas despesas da casa, como também para minhas necessidades. Passados três dias, preparei alguns currículos, comprei um jornal especializado em vagas de empregos, e imediatamente enviei pela Net que é usual já há algum tempo, e cheia de expectativa, fiquei aguardando algum resultado.

Passados cinco dias, recebi a mensagem de uma empresa de recursos humanos, convidando-me para uma entrevista. Pulei de alegria e felicidade, vendo que os frutos das minhas sementes estavam tendo resultados. E no dia e horário marcado, vesti minha melhor roupa, bastante discreta como sempre procedi, e segui muito nervosa, porém confiante nas minhas habilidades e conhecimentos. Depois de alguns minutos, levaram-me a uma sala, onde fui recebida por uma jovem senhora, sentei-me em sua frente, com as mãos suadas pelo nervosismo, fazendo com que ela pela experiência, dizer-me que ficasse tranquila, que é uma entrevista de rotina, e quanto mais calma melhor a pessoa se sobressai.

Durante a conversa fiquei sabendo que se tratava de um vaga de relações públicas no Crematório de uma grande Agência Funerária do Rio de Janeiro, recebendo familiares, palavras de conforto, acomodações e outros detalhes como protocolar as cinzas dos cremados, para serem entregues as famílias, que normalmente guardam ou jogam no mar. Tomei um bruto susto, mas, quem quer trabalhar e precisa, não escolhe demais, e o importante é pagar para ver, e depois ficar de for tudo bem ótimo, e se for ao contrário tomar outro rumo!

O fato é que graças a minha formação, que era uma exigência da empresa, além de ser meu primeiro emprego, sendo uma pessoas sem vícios de outras atividades, fui aprovada. Isso foi numa sexta feira e ficou marcado já para na segunda feira eu me apresentar para passar o dia recebendo um cursinho sobre as coordenadas do serviço. No dia certo me apresentei, o professor ou instrutor era um senhor simpático e sorridente, que me deixou a vontade, pegando rapidamente o que me era transmitido. No final do dia, fizemos um teste, sendo ele um familiar da pessoa falecida e eu a recepcionista e relações públicas. Segundo ele eu me saí ótima. Dando-me ele um atestado de OK, que eu deveria entregar ao diretor, assim que chegasse e me apresentasse para trabalhar. Além disso levaria também uma aprovação da empresa de recursos humanos.

Voltei para casa na maior euforia, doida para falar com minha família a grande novidade, e que começaria com o salário inicial de R$ 3.500,00. Até aí estava tudo bem, somente a estranheza de ter que trabalhar numa empresa fúnebre me deixava tímida. Mas, nem tudo é como nós queremos!

O fato é que comecei a trabalhar, me identifiquei tanto, que com um mês eu já tirava de letra o trabalho, e era sempre elogiada pelas famílias e o meu patrão, que pouco aparecia lá, mas, acompanhava mesmo a distância tudo que acontecia.

Depois de um ano, um dia aconteceu a morte acidental de uma senhora da alta sociedade. Embora só os amigos próximos participavam da cremação, era bastante gente, e seu filho único, um jovem de uns 30 anos, chorava copiosamente, em função da perda de sua genitora, que já era viúva, em função de um outro acidente. Tive que leva-lo para uma das salas especiais para esses casos, acionei assistência médica da empresa, sendo ele medicado e sedado, dado seu estado desesperador de sentimentalismo. Bem depois da cremação, ele acordou meio sonolento, o motorista da família o levou para casa, ele agradeceu minhas atenções para com ele e os convidados, dizendo-me que no dia seguinte voltaria para pegar as cinzas da sua querida mãe!

Eu cataloguei e guardei, bastante sentida, ao ver como era importante para ele a perda da sua genitora, assim como era e é a minha, fazendo com que eu pensasse numa mesma possibilidade, Bati na madeira 3 vezes!

Aconteceu que no dia seguinte ele não apareceu, outros dias foram passando, completou o prazo de responsabilidade de guardar da empresa, que é de um mês, mas, curiosamente, em vez de enviar ao departamento de descartes, guardei em meu armário, imaginando que algo possa ter acontecido para que ele não aparecesse!

E realmente aconteceu. Sendo a sua mãe proprietária de vários imóveis, uma grande loja de artigos femininos, ele embora sendo arquiteto e filho único, teve que ficar à frente do inventário, acompanhar o funcionamento da loja, além de outros problemas inerentes a sua profissão e ao falecimento prematuro da sua querida genitora!

Depois das explicações ele me agradeceu bastante por ter guardado as cinzas e inesperadamente, convidou-me para almoçar, como se fosse uma gratidão pelas minhas atenções durante o cerimonial. Falei que era o meu serviço, que não se fazia necessário, mas, pela gentil insistência resolvi aceitar. Durante a refeição conversamos sobre nossas vidas, falei claramente minha origem familiar, o fato é que nos identificamos muito, e depois de outros convites, passamos a namorar, não demorando 3 meses ele convidou a mim. minha mãe e minha avó para ir morar na mansão que morava sua mãe. Porém, por precaução achei conveniente dizer não, pois, poderia ser um entusiasmo passageiro, e nos deixar em maus lenções no futuro. Mas, realmente ele estava me amando, assim como eu a ele e com mais alguns meses marcamos nosso casamento, que foi suntuoso e maravilhoso como um conto de fadas, sentindo-me uma verdadeira Cinderela!

Aí mudamos todos para a tal mansão, eu deixei meu emprego na Funerário e passei a tomar cursos com profissionais da moda, para ser diretora de departamentos feminino e ele deixou a arquitetura, passando-se a dedicar-se a grande loja e a administração da parte imobiliária. Isso já fazem 3 anos, estamos todos felizes, entramos na parte de roupas masculinas, ampliando nossa grade comercial. Pelo nosso desejo, ainda não temos filhos, mas, com certeza em breve isso acontecerá.

Quis externar para vocês a razão de através da morte ter encontrado a vida. Tenho certeza que muitas pessoas, por ter concluído o curso universitário, teria recusado a proposta da Funerária, achando ser algo desprezível!

O grande mestre Rui Barbosa sempre dizia: “Só existe uma classe de pessoa que não vencem. Aquelas que nada tentam e nada produzem!”

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

 

sábado, 21 de março de 2026

QUEM FOI QUE DISSE QUE É A MELHOR IDADE? (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Estou a procura do cretino, que cinicamente ou por gozação, apelidou a velhice de “melhor idade”. Tenho certeza que esse cara era jovem ou um velhinho sarcástico, que por diversão, apelidou a nossa fase final, os sofrimentos normais e constantes em função do tempo, como “melhor idade!”

Minha revolta é lógica e justa, pois, cheguei a essa terrível idade e, infelizmente, não estou vendo ou sentindo nada disso, ou alguma coisa que eu possa caracterizar de melhor. Inclusive posso enumerar as merdas que estão me acontecendo, deixando-me literalmente puto da vida, pois, há muito tempo ouço essa titularidade, que idiotamente até torcia para ficar velho, para poder desfrutar dessa tão decantada delícia.

No passado eu curtia meu carro desfilando nas avenidas, trabalhando, paquerando e divertindo-me ao deslocar para onde desejava. E agora mermão, meu carro é um semelhante aos de supermercado, que chamam de andador. Eu saio como um idiota dirigindo pelos corredores do apartamento, sempre me batendo nos móveis, e com o maior cuidado para não tropeçar, cair e quebrar a bacia, que é o que velho quebra logo quando se esborracha.

Para tomar banho requer um cuidado fdp para não escorregar, e se o sabonete cair arriscar apanha-lo é uma aventura radical, com o cu no ponto com medo de cair de cara no chão. Fora o perigo de dar um infarto do miocárdio, que no banheiro é o lugar ideal que velho adora sentir tal tragédia.

Meu amigo as pernas ficam tão fracas, que para você até se levantar do vaso sanitário faz uma puta ginástica, mesmo colocando um assento especial de alguns centímetros de altura. Você se senta para cagar e se caga para levantar, um verdadeiro sofrimento!

Para urinar é a maior novela, No passado tirava o membro orgulhosamente, dava maravilhosos esguichos, sacodia a arma e saía tranquilo. Hoje há, há, há é o maior vexame, você tem vontade e se sair correndo para ir ao vaso, está passivo de cair, e se for devagar o mijo vai pingando na cueca. Como solução substituindo o antigo penico, inventaram umas garrafas plásticas com a boca avantajada, que podemos urinar onde estivermos. Mas, se tem visitas no momento, você passa pelo maior sufoco, tendo a opção de usar fraldões como precaução. Bastante humilhante meu amigo!

Ter uma visão da cidade é literalmente foda. Só tenho essa chance quando vou ao médico durante o percurso. Eu tenho até sorte, pois, da minha ampla varanda do apartamento, me divirto contando os carros que passam e olhando as pessoas caminhando normalmente, dando-me uma puta inveja.

Controlar os remédios e os horários para toma-los é a maior complicação, precisando muita atenção para poder fazer uso adequadamente.

Quanto as visitas e os amigos virtuais (com a idade você passa a não ter presenciais. Eles esquecem que você ainda existe), tenho que responder se estou me alimentando, se faço exercício, se estou melhor, se eu já fui a doutor fulano que é muito bom, fora os iludidos da vida, que bobamente me dizem: Já deu certo, Ele está no comando. Eu rio por dentro, e por uma questão de respeito digo amém.

Não vou nem falar de sexo, porque esse assunto, infelizmente é nada estimulador, nos sentimos completamente aposentados de tal façanha!

Finalizo acrescentando mais duas coisas: Primeiro que me sinto como uma criança: meio careca, dependente e fazendo xixi nas calças. E segundo, por todas essas coisas que convivo, tive que contratar uma “cuidadora de idosos” sem qualificações para tanto, que me trata como se eu fosse um velhinho idiota!

Ainda tem muitas outras coisas, mas, creio que somente essas são bastante para justificar, que essa titularidade de “melhor idade” é a maior balela que um cretino gozador inventou. Mas, para quem já está beirando 85 anos, tiro essa merda toda de boa, sorrindo e feliz, já que não tenho outra opção!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

PARABÉNS MEU QUERIDO FILHO MOISÉS! (Clique e leia

 

Antonio Nunes de Souza*

“Bom dia meu filhotão do coração, meu amor, meu beijo!”

Com essa mesma frase, diariamente o saudava desde o dia que nasceu, e com o passar do tempo, assim passei a ser saudado carinhosamente por ele, tanto que com mais de cinquenta anos, continuamos meigamente dando continuidade a esse tratamento bastante meigo e afetuoso!

Lembro-me como se hoje fosse, dia 21 de março de 1972, sua chegada ao mundo pelas mãos do Dr. José Silveira (ginecologista de renome nacional), no Hospital Espanhol em Salvador. Era um dia bonito, estava jogando na Fonte Nova um BAXVI na disputa do campeonato. Pela vidraça da sala cirúrgica estávamos eu, Aninha minha mulher e Clovis Nunes meu sogro. Os três nas maiores expectativas pelo nascimento, não só do primeiro filho, como também o primeiro neto. Claro que estávamos tensos e nervosos, porém, super felizes pela chegada ao mundo do nosso querido filho Moisés Marcelino, ganhando esse nome homenageando meu tio Moisés e meu avô Albino Marcelino!

Depois de uns dias, voltamos de carro para Itabuna, onde todos os familiares aguardavam a chegada do rebento, principalmente a avó Lety, que cheia de alegria e carinho, preparava com esmero a recepção. Foram para nós os dias mais felizes de nossas vidas, todos já encantados com o seu tamanho, além da aparência dos Aquinos, mesmo sendo um recém-nascido!

O tempo foi passando, ele crescendo e se desenvolvendo, e para não ser um pai mentiroso, tenho que dizer que ele me deu o maior trabalho, principalmente para estudar, que ele nunca se dedicou como devia. Porém, em compensação sempre esteve disposto a trabalhar fosse em que fosse atividade, enfrentando tudo que aparecia em sua frente. Essa sua característica é bastante elogiosa, pois, poucas são as pessoas que se disponibilizam com humildades, sem vaidades e orgulhos, para desempenhar trabalho diversos!

Já adulto, com seu espírito aventureiro foi para São Paulo, trabalhou uns anos, voltando em seguida para Itabuna, onde depois de dois anos, sempre inquieto resolveu ir para os Estados Unidos, onde todos imaginam ser o lugar encantado para se ganhar dinheiro. Isso é verdade, porém, você tem que ralar bastante, fugir das fiscalizações aduaneiras e se organizar, estudar o idioma para ler e escrever, além de escolher uma profissão que mais se identifica!

E tudo isso heroicamente ele fez. Depois de muitos sub empregos, entrou para o ramo de turismo, e depois de algum tempo consegui inicialmente o Green Card, e posteriormente, sendo merecidamente agraciado com a cidadania americana, passando a ter melhores oportunidades e direitos.

Hoje fazem mais de duas décadas que mora em New York, vem eventualmente aqui, assim como já fui algumas vezes visita-lo. A dor da saudade é muito amenizada em função da internet, que nos coloca com som e imagem a qualquer hora do dia, pois, a distância jamais abalará o grande amor que tenho por ele e seu irmão, meu filhotinho Giuliano, que mora aqui em Itabuna com a mãe!

O dia de hoje continuará sempre lembrado com alegria para todos familiares e amigos, que com o maior amor e afetividade, virtualmente lhe dão beijos e fortes e carinhosos abraços pelo seu aniversário. Se cuide meu querido filho, principalmente da sua saúde, pois, o tempo não perdoa, e precisamos estar fortes para enfrenta-lo no futuro com uma boa qualidade de vida!

Aceite essa homenagem como presente de aniversário, que o pai que o ama profundamente oferece-lhe, desejando-lhe muitos e muitos anos pela frente. E continuo esperando que você me dê um neto, perpetuando a vertente de nossa maravilhosa família!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

 

quinta-feira, 19 de março de 2026

FAÇA UMA REFLEXÃO SIMPLISTA! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Nas ocasiões que as coisas estão bastante complexas, devemos por obrigação, procurar caminhos mais curtos, proveitosos e que beneficiem todos com naturalidade e satisfação!

E é exatamente o que está acontecendo nesse exato momento, onde a população está dividida literalmente (com diferença ínfima), sobre as promessas dos candidatos a presidência da República!

Embora exista a mesma similaridade nas promessas palanqueanas dos vereadores, prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e os ministros empossados que pretendem se candidatar, já tem bastante tempo de repetições e nada ou pouquíssimo de execuções, que sabidamente, deveríamos estar mais atentos, menos tolos e procurar além de fiscalizar e cobrar, não reeleger esses mentirosos de meia tigela, Deixando os que provaram eficiências e qualificações e elegendo novos, porém, que tenham experiencia e competência para os cargos pretendidos, Nem sempre o novo e bonito é o melhor. Cito o exemplo simples do sapato, que você vê na vitrine, acha bonito, experimenta rapidamente, escolhe e compra, e quando vai sair com ele, vê que está apertando, lhe causando calos e mal estar ao caminhar, e infelizmente não dá para trocar. Você tem que sofrer algum tempo. Na política é a mesma coisa!

O pior e lamentável é que isso não acontece. O povo sempre está a procura de um novo “realizador de sonhos” e, tristemente, aparecem novos “lobos” camuflados de ovelhas, apoiados pelos poderosos e ricos, esbanjando mídias fortes para catequisar mais ainda os incautos, conseguindo assim os seus intentos de chegar aos poderes, usufruindo das benesses e vantagens criadas por eles mesmo no passado!

Para o pobre povo sobra o que já faltava muito antes e continua faltando: Educação, moradia, segurança, assistência médica satisfatória, empregos e serviços sociais, que felizmente o governo atual tem minimizado bastante essas demandas!

Será que todos não se lembram, que os políticos passados sempre prometeram e prometem acabar com tudo isso e nada fazem, ou fizeram?

Creio que chegou a hora de fazermos nossa reflexão cuidadosamente, procurando votar naqueles que até cometeram alguns erros, mas, trabalharam muito em benefício do povo, não fazendo mais, pois, interesses opostos prejudicavam e prejudicam os andamentos de muitos grandes benéficos e projetos!

Vamos ser simplistas nas atitudes, porém, rigorosos para combater os incompetentes e desonestos que despontam diariamente!

Dizer que vai combater a corrupção é uma tolice, pois, para isso, temos agora as polícias Civil, Militar, Federal, além das forças armadas, que está dando apoio nas operações. E, logicamente, com esse aparado de defensores da lei, raros são os idiotas desonestos que tem coragem de sair dos trilhos!

Depois da sua reflexão simplista, justa e correta, aproveite e vote com a consciência tranquila, sabendo de ante mão quem são os guardiões do povo brasileiro, quem sempre lutou em favos dos pobres, quem poderá continuar a dar andamentos aos grandes projetos paralisados!

Atirar no escuro sempre foi arriscado e perigoso. Mire o que já foi bom, continua bom e poderá ser bem melhor para o país!

*Escritor, Historiador, Cronista, um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!


quarta-feira, 18 de março de 2026

QUEM TEM CU TEM MEDO! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Como sempre, em algumas ocasiões, aproveito e tomo por base o que vou escrever, algum adágio popular, principalmente os mais conhecidos. Esse que serve de título é com certeza, um dos mais chulos, conhecidos e citados pelos homens, nas oportunidades de alguns riscos eminentes!

Sinceramente, se for feita uma análise profunda, pode-se verificar que existe certo exagero, achar que nosso modesto anus, pode servir de parâmetro de coragem. Não consigo ver, claramente, o “por quê” da criação desse dito popular, uma vez que todos nós temos cu e seria, literalmente, um grande medo coletivo. Vou ficar com minhas dúvidas e deixar com vocês as analises e estudos profundos, para chegar à conclusão que no meio da bunda, existe um orifício enrugado e mal cheroso, que comanda veementemente a valentia humana!

Tempos atrás, cheguei a pensar que foi criada essa frase, adágio ou ditado, porque quando a coisa aperta no perigo, todo mundo se caga de medo. Acho até que essa versão é mais plausível, e capaz de dar uma maior veracidade. Porém, ao mesmo tempo, todos sabemos que quando estamos em perigo, o cu aperta de tal forma que não sai pum e nem entra nem pensamento. E, por essa razão, meus argumentos foram por água a baixo, provando claramente, que os anus além de serem grandes expedidores de fezes, são cheios de contradições!

Até o atualmente normal e habitual sexo anal, já tornou-se tão banal entre homens e mulheres, que sinceramente, não se tem mais medo de se usar o dito cujo como forma de prazer, sem nenhum medo de ser feliz!

Assim sendo, se faz necessário, que rapidamente seja criado um novo e mais eloquente adágio, onde com clareza, possa ser bem entendida a intenção, inteligência e analogia do criador!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!