Antonio Nunes de Souza*
Essa
pergunta, totalmente paradoxal, cabe perfeitamente a uma série de coisas que
acontecem por esse mundo afora, já que em algumas situações as soluções são
complicadas perante as leis. Entretanto as necessidades e circunstâncias,
obrigam que sejam tomadas medidas conciliadoras, favorecendo os beneficiados de
ambas as partes envolvidas, pelo menos, temporariamente.
No caso,
estamos nos referindo a atuação desenfreada de “mototáxis” em todo Brasil,
principalmente em nas cidades menores do interior que, seguramente, atende a
uma grande parte da população dos bairros periféricos, facilitando os
deslocamentos nas suas tarefas diárias, com preços inferiores aos táxis, já que
os municípios não contam com a quantidade necessária de transportes urbanos
para cobrir essa importante lacuna.
Então, mesmo
já havendo em muitos estados uma regulamentação oficial, o assunto é bastante
controvertido e combatido por diversas camadas (oficiais e públicas) em função
de acidentes. Porém, mediante a necessidade imperiosa de atender essa faixa de
usuários, fecha-se os olhos e tudo transcorre com certa normalidade (?),
passando a ser, sem dar uma conotação pejorativa, um mal bastante necessário.
Porém,
queiramos ou não a solução/problema existe, sendo de bom alvitre procurar dar
um cunho mais fiscalizador, determinar um traje condizente para o condutor,
capacete com cor padronizada para ambos ocupantes, registro do veículo
regularizado, limitação de velocidade, respeito nas faixas e sinais e,
principalmente, atestado de bons antecedentes, nos livrando dos falsos
entregadores de delivery, que são perigosos assaltantes e criminosos.
Supomos que,
com boa vontade e interesse de ver as coisas fluírem, com melhor qualidade e
segurança, os Departamentos de Trânsito, poderiam fazer esse trabalho de
cadastramento informatizado (inclusive com fotos) e que em seus coletes
constassem em tamanho legível o número do seu cadastro, para melhor
identificação em casos de infrações. E, obviamente, fará com que o trânsito se
torne menos caótico e perigoso. Após o cadastramento bastante essencial, seria
dado um prazo para que sejam cumpridas as determinações, certamente teríamos
maior segurança e um serviço de melhor qualidade. como um presente aos
sofredores e preocupados munícipes.
Que é
necessário não temos dúvidas! Mas, que funcione de uma maneira adequada e
racional, sem condutores de bermudas, chinelos, camisetas, sem habilitação,
fazendo pontos aleatoriamente, que incomodam no comércio e em algumas
residências, infligindo todas as normas de trânsito.
Se é para
conciliar, que seja com uma qualidade que o povo merece, deseja, até
que soluções outras possam ocorrer para suprir essa premente necessidade de
deslocamentos.
Na verdade nenhum veículo é perigoso. Perigosos são os irresponsáveis condutores!
*Escritor,
Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna
de Letras!