segunda-feira, 6 de julho de 2026

A PODRE DIREITA FASCISTA! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Infelizmente estamos vivenciando uma época assustadora, tendo que enfrentar uma oposição que se diz “Direita Raiz”, e não passa de um bando de canalhas fascistas, neonazistas e entreguistas traidores da pátria, que tristemente, através de Fake News repetidas cotidianamente nas redes da Net, rádios, TVs, jornais e principalmente nos seus templos Salomônicos, levam milhões de analfabetos políticos, que tapeados desconhecem o que está por baixo dessa corja de corruptos, que atropelam as verdades, prejudicando o andamento do país, contanto que cheguem ao poder. Quanto ao povo, como eles pensam e dizem, somente serve para trabalhar, votar e jamais ser votado. Ou seja: Ser subserviente e pobres servidores ou viver na escravidão branca!

No PL (Partido de Ladrões), tem o presidente Waldemar que já foi preso por corrupção e peculato comprovados, com o senador que é líder do partido no Senado, foi encontrado milhões em espécie em sua casa, resultado de desvios de verbas públicas, que ele alegou que foi da venda de um imóvel, cuja a escritura apresentada foi feita com data após a apreensão do dinheiro, desmascarando o grande representante do asqueroso partido. O presidente de honra, que é uma verdadeira pústula é o Bolsonaro, que não passa de uma imitação paraguaia de Benito Mussolini ditador sanguinário italiano, tem como suas maiores obras dezenas de motociatas, Skyciatas, matar milhares mandando não se vacinar e receitando Cloroquina, deixar os índios morrerem de fome e doenças, abrir a compra de armas a vontade para municiar bandidos e facções, botar o povo para comer pés de frango, sopa de osso, cozinhar a lenha, sem ter guerra a gasolina por nove reais o litro, várias ameaças de ditadura, prepotência, arrogância, ofensas as mulheres e jornalistas, e por último depois de derrotado, roubou uma quantidade de joias do governo, tentou roubar os colares de diamantes, fugiu para os Estados Unidos, vendeu as joias que conseguiu roubar (teve de recomprar para devolver), voltou, foi julgado, condenado, preso, tentou fugir, e hoje inventa doenças para ficar na domiciliar. E agora determinou que seu filho Flávio, Ladrão de Rachadinhas, lavador de dinheiro e envolvido com o Banco Master, para ser candidato a presidente, na esperança de que ele ganhe e o liberte dos seus grandes crimes praticados. E além de tudo isso, essa direita torta e impura, é cheia de pastores e bispos que são deputados, senadores e cargos públicos de relevâncias, graças uma grande corrente de pobres e inocentes evangélicos, que nos seus desesperos encontram nas falsas palavras desses sugadores de Pix e dízimos, as promessas ilusórias e milagres fictícios, que obedecendo-os, irão todos diretamente para o céu. E eles cada vez mais bilionários. O seme e analfabetismo, velhice, doenças crônicas e acomodações esperançosas, ajudam muito nas catequeses políticas. Tendo como complementação os fanáticos com as mesmas ideias, ricos interessados financeiramente, formando assim essa facção criminosa e ante patriótica, que muita gente que desconhece o que seja ditadura, mesmo pessoas com formações universitárias, porém, ignorantes políticos, apoiam esses vermes, que enojam a política brasileira!

Se você leu e é dos engados apoiadores, se retrate, ame seu país e vote em candidatos qualificados comprovadamente, e não entregue sua pátria à esses bandidos comprovados. Ainda está em tempo de você se redimir em benefício de seus filhos e netos. O slogan “Deus, Pátria e Família” é fascista. Bolsonaro repete, porém, já teve quatro famílias, cinco filhos com mulheres diferentes, e quanto a pátria ele já provou que é um cínico traidor. Um verdadeiro verme nocivo e mentiroso!

Tudo que está acima é de domínio público, só quem desconhece são os cegos, mudos e surdos. Mostre que você não é nenhum deles!

*Escritor, Historiador, Cronista, poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

domingo, 5 de julho de 2026

ESTOU PRONTA PARA O CARNAVAL! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Todos os anos é a mesma coisa! Fico excitadíssima com a aproximação do carnaval, festa que jamais dispenso e brinco desde meus dez anos de idade. Agora, com trinta e quatro anos, continuo curtindo de todas as formas possíveis as loucuras momescas, que atualmente, inevitavelmente, começamos com um beijo na boca e terminamos na cama fazendo as maiores proezas libidinosas e deliciosas. As danças e as músicas ninguém nem presta atenção, pois o que vale são os ritmos dançantes, os requebrados da bunda, as caras e bocas e, logicamente, as esfregações no meio da multidão, principalmente nos blocos, aonde qualquer lado que você vá encontra sempre algo duro ralando em suas nádegas ou nas coxas. Não posso dizer que não gosto de jeito nenhum, pois é um universo de rolas a nossa disposição, sendo uma condição tão normal que deveria ocorrer até nas filas dos bancos, SUS, ônibus e metrôs. Sinceramente, seria uma maneira mais agradável de esperar atendimento, Até nas procissões (que Deus me perdoe), nada mais milagroso que receber uma “vela” roçando em você, enquanto rezava uma Ave Maria!

O fato é que já comprei a prazo e já paguei o meu Abadá do Chiclete, pois jamais deixaria de ver ele sem Bel. Quando me lembro que até já transei diversas vezes no meio do bloco, sem nem mesmo saber o nome do cara. Uma loucura, mas, me deixava realizada, aproveitando todas as oportunidades que a vida me deu. Graças a Deus, nunca tive DSTs e nem produção independente, apenas uma vez levei um baianinho no útero para Sampa, filho de um negão do Olodum, mas, chegando lá, procurei abortar esse problema futuro. Nesse particular sempre fui espertíssima.

Depois de ralar muito na vida, consegui ser uma advogada com certa independência, podendo contratar um bom hotel bem localizado, um lugar num camarote em Ondina e, contando com alguns amigos de Salvador, encontro-me sempre pronta para a folia!

Com o tempo passei a ver com mais clareza, que todas as pessoas adorariam fazer isso, mas, numa atitude idiota e uma submissão a essa hipócrita sociedade, se reprimem e depois, quando chega o arrependimento, já é tarde demais!

O que digo sempre é que você seja independente, lute para isso, e depois faça o que desejar, e não se retenha para agradar a terceiros, deixando de ser a primeira e única dona de sua vida!

Esse é o carnaval de minha amiga Sheyla, que tem como sua música favorita: “É preciso saber viver!”

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

 

AS IRONIAS DO DESTINO! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Sentado as lágrimas desciam pelo rosto ao ouvir uma frase forte e comovente, que num passado distante, a ouvi com entonação de carinho e preocupação, e encontrava-me alegre e feliz. Fiz uma retrospectiva, projetando em minha mente um filme que não gostaria de tê-lo assistido:

-Jessica Mary, saia da lama menina! Falou a mãe enquanto enxaguava na bacia a roupa de lavagem de ganho.

Sorri internamente, quando ouvi o nome da pequena criatura, que sentada numa poça d’água imunda, brincava tranquilamente como se fosse uma piscina. Analisei como é interessante e peculiar entre as pessoas pobres, colocar nomes exóticos e estrangeiros em seus filhos, procurando enriquece-los de alguma forma, imitando os nomes comumente usados nos filmes e novelas da tv. Mais engraçados ainda são os acréscimos de letras para dar maiores ênfases, muitas vezes tornando ridículas as pronuncias e as combinações. Jessica Mary era um exemplo típico desse fato!

-Bom dia dona Mariana!

-Bom dia, Dr. Márcio! Eu estava esperando o senhor na parte da tarde, por essa razão não preparei a menina.

-Infelizmente surgiu um compromisso inesperado para hoje à tarde, e resolvi vir logo pela manhã. Mas, como a senhora não tem telefone, não tive condições de avisar. Porém, pode ficar tranquila que aguardarei de bom grado a preparação da criança.

Enquanto mandava que eu sentasse em um tamborete com as pernas meio bambas, Mariana desocupou a bacia estendendo as roupas no varal improvisado em plena ruela da favela, enchendo-a de água e, em seguida, pegou a menina pelo braço e a colocou dentro, antes porém, lavou os sujos pés que estavam enfiados na lama fétida do fundo da poça.

Conforme havíamos combinado, eu estava ali para levar a menina, adotando-a extraoficialmente, pois estava casado há 10 anos e não consegui ter um filho em função de um problema genético da minha mulher. E fomos informados que dona Mariana não tinha condições de criar a menina e estaria disposta a dá-la para um casal que fosse respeitável e lhe desse uma boa educação. Ela foi a nossa casa, nos conheceu, viu que tínhamos boas intenções e concordou em nos dar a criança, mesmo sem as burocracias da justiça. Como a menina tinha dois anos e não era registrada, nós a registraríamos como se fosse nossa própria filha e tudo ficaria na mais completa tranquilidade e segredo para ambos os lados. Pretendíamos dar algum dinheiro para Mariana como uma compensação por estar nos dando uma felicidade ímpar, mas ela recusou-se categoricamente, alegando que somente em estarmos dando conforto e segurança para sua filha, representava a maior das fortunas que ela poderia ter na vida. Mas, mesmo assim, prometemos ajuda-la em alguma ocasião que fosse preciso.

Não ficamos temerosos com relação a alguma reclamação posterior do pai de Jessica, pois se tratava de um indivíduo que apareceu na favela tempos atrás, sem documentos, eiras nem beiras, nenhum parente e fazia biscates diversos para sobreviver. Mariana o conheceu num pagode, ficou e aconteceu. Uma semana depois desse fato, ele foi atropelado e morto numa rua da zona norte. Mariana só veio saber, através dos comentários habituais da favela. Entretanto, ninguém sabia desse rápido envolvimento e nem ela percebera que já estava grávida. Quando descobriu, deu prosseguimento a sua gravidez, guardando segredo de quem era o pai, pois, naquele ambiente, ninguém tinha preocupações ou causava estranheza alguém aparecer de barriga.

-Pronto Dr. Márcio. Aqui está sua bonequinha! Coloquei nesse saquinho de mercado algumas roupinhas, embora o senhor tenha dito que já tinha em casa um enxoval completo no quartinho dela, que tive a felicidade de ver. Ela disse isso escondendo com um sorriso os olhos lacrimejantes de uma mãe, que estava entregando um pedaço de si.

Dei-lhe um abraço, agradeci mais uma vez, e alegre e comovido carreguei a criança nos braços, partindo para o carro que estava um pouco distante, em função do caminho do seu barraco ser intransitável, onde Eunice, minha esposa, me aguardava, pois não queria ver a cena da despedida. Mas, nada aconteceu que fosse dramático.

Pâmella não esboçou nenhuma reação e nem estranhou as pessoas que a estavam levando-a O passeio de carro, as novas paisagens e a variação de novidades, eram suficientes para faze-la feliz e nem lembrar do seu barraco ou da própria mãe.

Tomamos todas as providencias combinadas e normais para perfilha-la, e criar a menina dando-lhe educação, carinho e amor. Não mudamos o seu nome, como uma homenagem ao gosto(?) da sua mãe.

Os anos passaram, Jessica terminou o curso secundário, fez vestibular e passou a cursar a faculdade de arquitetura. Quanto à dona Mariana, curiosamente, após dois meses que havíamos trazido a menina, voltamos ao seu barraco e não a encontramos. Seus vizinhos não souberam nos dar nenhuma notícia, como também, nesses 19 anos, jamais voltamos a nos falar ou ter alguma referência do seu paradeiro. Em função disso, jamais contamos nosso segredo para a menina.

Mas, como muitas vezes o destino nos prega peças nem sempre agradáveis, Pâmella começou um namoro com um rapaz que era usuário de drogas e, infelizmente, levou-a para o vício. E como comumente acontece, quando percebemos já era tarde. Ela começou a ser agressiva, passar dias fora de casa, deixou de frequentar a faculdade, além de beber e fumar, iludida como muitos jovens, achando que isso é que era felicidade.

Tentamos de todas as maneiras contornar a situação, mas, somente pode-se ajudar, quem realmente deseja ser ajudado. E ela nada queria e não aceitava mais nossos carinhos e atenções, terminando por ir morar com o tal indivíduo em um quartinho de uma pensão de quinta categoria.

Depois de meses nessa vida, onde não tínhamos nenhuma notícia, hoje ela apareceu aqui em nossa casa, com uma aparência horrível, olheiras, mal vestida e, cinicamente, veio nos pedir, quase exigindo, dinheiro para comprar drogas, pois estava em tempo de enlouquecer e, caso não tomasse uma dose iria morrer de dores por todo corpo.

Foi nesse instante que ouvi a fatídica frase, desta feita repetida por minha mulher, com muita compaixão, lágrimas e amor, que me fez lembrar toda essa triste história:

-Jessica Mary, saia da lama menina!

Quando falei que a levaria para um bom sanatório para curar o seu vício, ela grosseiramente abriu e bateu a porta com bastante força, saindo loucamente na carreira, que infelizmente, foi atropelada por um ônibus, levando-a a uma trágica morte!

A menina que chegou nos dando a maior felicidade, partiu nos dando a maior dor no coração!

São fatos dessa Vida Louca que vivemos!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membro fundadores da Academia Grapiúna de Letras!                                                                                                                                           

 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A EXPECTATIVA DO SONHADO HEXA! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Estamos há 24 anos a espera dessa consagração inédita no mundo futebolístico, já que os brasileiros são loucamente fanatizados por esse esporte, deixando, incrivelmente, a relação sexual em segundo plano nas suas preferências. Mas, infelizmente, não somente nós que estamos ávidos e esperançosos, como também os outros que já ganharam uma ou mais vezes, os que nunca ganharam, que também estão lutando bravamente para conseguir a gloriosa taça de Campeão do Mundo. Obviamente, torna-se difícil conseguir tal façanha, que tanto alegraria esse povo sofrido do nosso país. Mas, como o impossível é aquilo que não lutamos para conseguir, estamos lutando bastante, com fé, coragem e os melhores atletas selecionados, pelo considerado melhor técnico do mundo, nosso admirável e caríssimo Ancelotti.

Não como desculpas antecipadas, mas, pelas trágicas e inesperadas traições do destino, estamos com excelentes e importantes craques contundidos (Neymar, Rodrygo, Militão, Wesley que se contundiu nos treinamentos, além de agora Rafinha que talvez ainda jogue e Paquetá que já está fora de cogitação, que são peças fundamentais para um melhor desempenho da equipe. Claro que os outros que foram convocados entre os vinte e seis, são ótimos jogadores, porém, nem todos tem a experiências em jogos internacionais, não conhecem de perto as tretas dos técnicos e dos jogadores adversários estrangeiros, que logicamente facilitam bastante, não só a parte defensiva, como abre caminhas para uma ofensiva mais generosa e benéfica!

Só nos resta esperar, torcer bastante, tendo a consciência de não condenar jogadores e técnico caso não consigam trazer o tal caneco desejado. Vejam que muitas seleções grandes e cotadas como prováveis vencedoras, já foram derrotados nem chegando as oitavas. Assim como, tivemos várias surpresas com seleções consideradas fracas, que, ousadamente, mostraram em campo, que muitos estão redondamente enganados. A Argentina que é campeão atual do mundo, cagou um quilo e mais algumas gramas, para conseguir ganhar na prorrogação de uma seleção considerada anteriormente como inexpressiva.

Descarreguem energias positivas, para que tenhamos mais uma alegria, vendo nossa querida seleção, honradamente, seguir para as quartas de final. Se a Escócia vem remando, nós vamos de motor de popa que é muito mais rápido!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

 

quinta-feira, 2 de julho de 2026

UM FERIADO CÍVICO QUE FODE O FÍSICO! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

E esse ano foi um feriadão retado e dos bons, dois de julho pra ninguém botar defeito, porque na verdade não tem e nem teve. O couro comeu desde cedo, distribuindo prazeres, que haja resistência física para aguentar!

Todo ano é parecido, mas, o bom é que as semelhanças são sempre prazerosas e cheias de alegrias e encantos, pois, nunca falta uma mulheraça para nos animar a voltar todos os anos. Como sempre, coloco uma “beca” bem transada, camiseta regata da moda, tênis Adidas, óculos Ray-Ban, pego o carro e, todo barbeado e perfumado com Kouros, e sigo meu destino na esperança de me dar bem, como todo baiano que se preza, e adora uma sacanagem em qualquer festa cívica, religiosa, profana ou até evento fúnebre!

Fui pelo Barbalho imaginando encontrar caminhos mais livres, já que havia ouvido e visto na TV que algumas ruas seriam interditadas. Mas, mesmo por essa trajetória, o trânsito estava como sempre uma merda total. Parece que todos pensaram o mesmo que eu, e as ruas estavam congestionadas, tendo que parar bem distante do largo, e fazer o percurso a pé. Porém, isso não me deixou chateado, pois, andando, daria oportunidade de admirar melhor as pessoas que passavam, principalmente aquelas que na minha maliciosa mente eu desejava ver, ou seja, a gandaia de porraloucas, que vão com as mesmas intenções que eu: “dançar, sambar, beber, comer, fumar e foder”. Isso mermão, com certeza não tem no paraíso nem para a turma do comando geral!

Na proporção que ia me aproximando a aglomeração aumentava o número de pessoas, já todos se acotovelando procurando lugares privilegiados. Crianças, velhos, adultos, estudantes, funcionários públicos, além de grupos de professores grevistas, aproveitando a festividade para fazer protesto contra os políticos ausentes e presentes, mostrando seus descontentamentos pelas não aceitações de suas reivindicações, algumas pertinentes e outras nem tanto. Mas, tudo isso faz parte da democracia e da badernagem, que é peculiar nesses eventos públicos, no país que não tem ditaduras nem de direita nem de esquerda (duas merdas, que idiotas apoiam)!

Notei de longe que o cortejo estava começando, então parei em um ponto estratégico e fiquei na espera da sua passagem, pensando em acompanhá-lo até o Campo Grande, onde, certamente, haveria vendedores de cerveja, churrasquinhos e outras iguarias, logicamente acompanhados de música e, com certeza absoluta, seria o momento que eu suavemente encostaria em algumas gatinhas, no intuito de encontrar uma ao meu gosto, para “ficar” de boa, como faço anualmente. Nesse particular, sou patriota pra caralho, pois, todo ano “mando ver” comemorando o início da nossa honrada e sangrenta independência de Portugal. Um ano desse qualquer, ainda vou pegar uma mulher que esteja menstruada, para que na cama, possamos fazer um “vale a pena ver de novo”, com uma guerra respingando sangue pra todo lado, retratando nossa antiga batalha, colocarei até o meu trompete na boca da parceira para ela, como o corneteiro Lopes, dê o toque de avançar!

E não deu outra! Assim que acabaram os discursos e todos começaram a se dispersar, havia uma barraca que o samba de roda estava correndo solto e, no seu interior, estava reunida a fina flor do mulherio, que como eu, estava ali com as mesmas intenções minhas!

Comprei uma cerveja geladinha e ainda meio tímido, comecei a sacudir o corpo no ritmo bem cautelosamente, mas, entrando na roda como quem não quer nada e querendo tudo que tenho direito!

Mas, com dez minutos, já estava sambando que nem uma carrapeta, mexia tanto a bunda acompanhando a moda, que fiquei até com medo de “desparafusar o cu” e ele voar longe. Fui pegando as meninas pelas cinturas, procurando escolher quem seria minha encantadora “Maria Quitéria”, que eu iria enfiar a espada!

“Quem samba fica, quem não samba vai embora. Se é homem é meu senhor, se é mulher, minha senhora”. Esse refrão do mais famoso samba de roda da minha querida terra Santo Amaro da Purificação, ecoava ao som dos tambores, cavacos e pandeiros, provocando um remelexo sensual e lascivo nas negras, mulatas e morenas que compunham a roda, além de uns turistas desengonçados, estimulando desejos impiedosos nos mais pudicos cristãos. Eu por minha vez, sentia-me excitado não só de olhar, como também com as “roçagens” eventuais que o apertado ambiente proporcionava. Regada de bunda estava chovendo mais do que no Rio Grande do Sul, era só ir encaixando, a gata mexendo safadamente e o couro comendo solto!

Colei numa morena tesuda e deliciosa chamada Tabira, e passamos a dançar bem agarradinhos, sem nem reparar que estávamos no meio de uma festa de largo. Aliás, como todos os baianos, ninguém está mais ligando porra nenhuma, e nem quem está em sua volta.  O importante é quem está ao seu lado, sua frente ou em seus braços. Assim sendo, segui essa regra benevolente e continuei minha esfregação, sempre tomando mais uma cerveja para dar mais animação, diminuir a inibição e, consequentemente, aumentar o tesão!

Ao anoitecer, já era dezenove horas, bastante cansado e cheio de expectativas, convidei Tabira (nome esquisito da porra, mas, gostosíssima) para irmos embora buscar o carro que deixei pelas bandas do ICEIA, e de lá seguiríamos para meu apartamento, selar com chave de ouro nossa louvação aos Caboclos, expulsão dos “portugas”, e ao nosso digníssimo dois de julho. Ela sem pestanejar, avisou as amigas que estávamos indo, trocamos beijinhos de despedidas, pois já estávamos todos muito íntimos. Pegamos um táxi e seguimos nosso destino sorrindo, nos alisando, ambos pensando na boa foda, que seria em homenagem ao corneteiro Lopes, que em vez de tocar para nossa tropa recolher´, por erro ou sacanagem, tocou o toque de avançar, aí a putada foi em frente se fodendo de qualquer jeito, e botou a raça pra correr. Essa é a parte cômica da história, que pouca gente sabe. Temos até uma rua em Salvador com o nome dele!

O restante sempre é uma reprise com algumas nuances novas, pois foi uma noite maravilhosa, cheia de transas pecaminosas em diversas posições “caboclais”, cívicas e patrióticas, eu sempre hasteando Tabira no meu mastro, ela tremendo como se fosse uma bandeira ao vento, homenageando a nossa data magna baiana com suspiros e gemidos de prazer!

Tabira deu uma lição de cidadania, como uma heroína pegava minha espada com prazer e classe, enfiava em todos buracos do corpo, deixando-me como se fosse um grande guerreiro voltando feliz de uma enorme batalha!

Foi mais uma emoção cívica que, orgulhosamente, participei e acho que essa festa deliciosa deveria ser comemorada todo dia dois do ano, menos o de novembro, que é dos finados, e a sacanagem é um pouco mais discreta!

Acho que vou ter um “cacho” temporário com Tabira, pois, a mulher é um tesão, e até sua xoxota tem um gostinho de acarajé!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

quarta-feira, 1 de julho de 2026

O DESTINO INESPERADO DE MUNDINHO! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

José Raimundo, conhecido por todos como “Mundinho”, diminuitivo do seu nome que é coisa peculiar na Bahia. Sempre tratamos todos, afetuosamente, pelos diminuitivos (Carlinhos, Luizinho, Pedrinho, etc.), bem diferente dos cariocas e paulistas que, bravamente, tratam seus amigos e conhecidos como: Carlão, Luizão e Pedrão. Era ele, dono de uma Van, contratada para levar, exclusivamente, moças universitárias para as aulas (noturnas e diurnas) e, obviamente, apanhá-las e fazer as entregas em suas casas. Um trabalho cansativo em função do trânsito terrível, vias sempre interditadas e, pior que tudo, com péssimas sinalizações. Mas, a grana era boa, dava para pagar muito bem a prestação do carro, sobrando uma boa nota para que pudesse ter uma vida tranquila, para um rapaz de 26 anos, oriundo do interior!

Nessas ida e vindas diárias, terminou criando uma intimidade tamanha com as moças, que conversavam todas suas intimidades, trocavam de roupas dentro da Van, quando saiam da Faculdade e iam curtir algum evento ou namorar, e assim ele passou a ser muito mais amigo que um motorista. Era abraçado, beijado e, muitas vezes, bolinado e elas ficavam rindo e gostando da sua excitação. Ele claro, estranhou no começo, mas, com o tempo, foi se acostumando e entrando na brincadeira, que depois de algum tempo, já curtia umas esfregações com algumas quando voltava levando a última, ou quando pegava a primeira. Parece incrível, mas, “sacanagem” é algo bastante peculiar na atualidade. Tudo é permitido, os hábitos são com aberturas escancaradas, sem mais ter aquela tola vergonha: “Bastou gostar, para rolar de boa!”

E foi o que aconteceu com nosso querido Mundinho, que transportava dez moças e, depois de dois anos, já tinha comido todas, inclusive até umas duas que eram noivas!

E vocês pensam que era segredo entre todas o que ocorria? Nada disso. Pois, depois da primeira, segunda, terceira, e elas conversarem que ele era viril e gostoso, todas quiseram conhecer para dar suas opiniões. O legal era a solidariedade, pois, para favorecer a alguma que estava com vontade, de comum acordo deixavam ela por último, para aproveitar a famosa transa com Mundinho. Curioso é que tudo isso acontecia na Van, encostada em algum canto mais deserto e meio escuro!

Infelizmente, o Diabo sempre entra no meio quando as coisas estão maravilhosas. Um dia ele estava transando com uma que era noiva de um tenente, e ele seguiu a Van e flagrou os dois nos estertores do prazer. Homem machão e bastante ciumento, deu um tiro nos testículos de Mundinho, e sem dó, nem piedade, matou a noiva e suicidou-se em seguida!

Foi um puto escândalo, intervenção da polícia, SAMU para atender Mundinho, além do vexame para a família da moça!

Em função do tiro no saco escrotal, tiveram que extrair os testículos, deixando Mundinho sem mais aquela virilidade do passado e sem condições de voltar a ser um homem!

Mundinho vendeu a Van, pegou o dinheiro que sobrou depois de liquidar o financiamento, fez pequenas plásticas no rosto, um enxerto de silicone nos quadris, implantou seios e hoje, seu nome de “guerra” é Raimunda Boa Bunda, e faz ponto com os travestis todas as noites, no trecho entre a Pituba e Amaralina!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

terça-feira, 30 de junho de 2026

AS VALORIZAÇÕES DAS PARTES DAS MULHERES! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Amanheci ultra meticuloso com relação as grandes e pequenas variações e mutações, que vem acontecendo durantes tempos, e nós, simplesmente, vamos acatando e aceitando tranquilamente, porém, sem ter o cuidado de destaca-las e chamar a atenção de uma realidade bastante importante, com relação aos nossos libidinosos hábitos!

Vou, com algum esforço de memória, retratar a miúde certas coisas ou facetas, até já esquecidas, que passaram, foram importantes, e hoje são olhadas apenas como detalhes!

Começarei com a troca de olhares, quando, geralmente, acontece o primeiro contato. Os olhares se cruzam sendo olhos, castanhos claros, escuros, pretos, verdes, azulados, amendoados, penetrantes, lânguidos e poderosos. Claro que a troca de olhares quer dizer que existe um interesse, e que a pessoa olhada poderá ter uma chance. Tem mulheres que tem a capacidade de sorrir com os olhos, enfeitiçando seus desejados homems. São diabólicas nas “caras e bocas”!

Por essas razões é que foi criada a tônica centenária de “amor à primeira vista!”

Em seguida passamos a examinar o rosto e, com calma, ver as bocas com os lábios finos, médios e grossos, que cobrem o sorriso matreiro que ao se abrir, mostra uma dentadura linda e maravilhosa, como se fosse o teclado de um fino piano de cauda!

Imagine a união de um olhar como os descritos acima e um sorriso tentador e faceiro, como nos faz enfraquecer as guardas e se entregar de peito aberto!

Continuando o processo analítico da mulher e suas formas de conquistar, chegamos ao colo, normalmente com decotes extravagantes e generosos, nos mostrando os volumes dos seios, suas dobras arredondadas, e depois do abandono dos sutiãs, percebe-se claramente que embaixo das blusas estão tetas entumecidas e apontando para nós, como se fossem faróis dando luz alta, demonstrando suas excitações. Tudo isso já nos deixa excitado e cheio de desejos libidinosos. Somente as evangélicas é que usam blusas abotoadas até o pescoço, achando que agindo assim vão diretas para o céu!

Acompanhando o modismo, amarram as blusas na cintura, deixando à mostra o umbigo, que para nós é o início para o caminho da luxúria. E para complementar, as mais generosas usam bermudas sem cós e bem baixas, deixando à mostra uma penugem, que seguramente, nos enche de tesão.

Essas tais bermudas, ou shorts, são curtíssimos e com as pernas desfiadas, deixando à mostra as coxas e pernas, fazendo nós imaginarmos o que nos espera embaixo dessas minúsculas indumentárias. Quando estão nas garupas das motos, nem ligam que estejam mostrando as regadas das bundas, com uma outra penugem, normalmente oxigenada para melhor provocar!

Com relação as suas “xotas”, tornou-se um hábito generoso de fazerem “decotes”, com desenhos de corações, borboletas, rosas, etc., que, sinceramente, ampliam nossos desejos eróticos e até a vontade de dar uns beijos cheios de carícias!

Porém, sem nenhuma dúvida, a parte que está mais evidenciada e desejada mundialmente é a bunda. Esta com certeza é a rainha do corpo e da sedução. Hoje tem homens que dizem que trocam um balaio de xoxotas por uma bunda. Imaginem vocês a preciosidade que está na moda para transa anal. Ganhando de 10 X 0 do velho e conhecido boquete!

No momento a bunda que está mais evidenciada na praça é a da cantora e dançarina Anita. Ela tem uma tremida peculiar que faz você chegar ao orgasmo sem precisar de penetração. Mas, se você tiver a sorte de penetrar, pode dizer que você é um protegido da natureza e um homem abençoado!

Dou vivas as todas partes que falei, porém fiz algumas omissões, como: Sobrancelhas, raspagens das axilas, cintos largos e apertados para moldar o corpo, saias curtíssimas que mostram as calcinhas quando se abaixam, depilação das pernas, plásticas nos seios para ampliar tamanhos, enxertos de silicone para que as bundas não ficarem caídas, e outras coisinhas mais que fazem parte das provocações para umas deliciosas sacanagens!

Eu, já completamente fora desses modismos, aproveito meu tempo livre para recordar essas facetas agradáveis, durante os anos que fui agraciado para tais maravilhosas estrepolias!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!