Antonio Nunes de Souza*
Faço-lhe essa pergunta, porque,
normalmente, essa conceituação sempre é dada as nossas queridas e santas mães,
logicamente pelos filhos que reconhecem a montanha de amores, dedicações,
cuidados e muito trabalho, que elas tiveram com eles, sempre tratando-os como
ainda fôssemos crianças, mesmo quando estamos com cabelos brancos em nossas
cabeças, demonstrando parecer que elas foram traçadas pela natureza, exatamente
para essa maravilhosa função de ser mãe, desde a concepção até seu último dia
de vida!
Eu, como filho reconhecedor de
todas essas coisas, evidentemente e exageradamente, coloco a minha querida mãe
Alice, como a melhor das melhores do mundo, duvidando que exista outra igual a
ela, mesmo reconhecendo na mente, que todas tem o mesmo status nas avaliações.
Mas, óbvio que tenho que puxar a sardinha para meu lado, deixando que os outros
façam e digam o mesmo com as suas.
Cheio de saudades e sentindo uma
grande falta, com a passagem do “Dia das Mães”, consagrado a essas dedicadas
mulheres deslumbrantes, veio em mim lembranças maravilhosas da minha infância,
quando ela, carinhosamente me chamava de “Paizinho”, que eu cheguei a pensar
que esse era verdadeiramente o meu nome até meus queridos e saudosos cinco
anos, chegando a estranhar quando passaram na escola a me chamarem de Antonio.
Pelas ironias do destino, me
separei dela ainda criança, ficando com a guarda do meu pai (eu e meu irmão
Alfredo), deixando em mim até os dias de hoje, a lembrança da hora em que ela
partia chorando, pegou-me no colo enchendo-me de beijos e eu nada entendia,
vindo a sentir essa dor anos mais tarde, quando passei a entender as partes
horríveis de nossas vidas. Foi quando fui para Santo Amaro e, como compensação,
ganhei uma outra mãe, representada por minha querida tia Lindaura, que me deu o
carinho que no momento precisava, substituindo com honras e glorias, minha
querida mãe Alice. Passei a ser uma criança privilegiada por ter duas mães!
Mas, mesmo a distância, nos vendo
em algumas raras vezes, em todas elas eu sentia como ela me amava e sentia a
minha falta, assim como eu a dela. Foi a partir da minha juventude, que comecei
a ver com bastante atenção, como minha querida mãe Alice era uma mulher
guerreira e valente, que passou a ter um outro relacionamento, mesmo em
condições difíceis, teve mais sete filhos, que com muita luta e garra, criou
todos eles dando bons exemplos, educando-os rigorosamente, além de muito
carinho e bastante afeto. Dando-me a alegria de ter mais sete irmãos, pessoas
maravilhosas, que nos damos muito bem, com uma amizade invejável e cheia de
atenções e solidariedades. Com essa grande e bela ninhada, vi que ela veio ao
mundo com a missão determinada para ser mãe. Essa é uma das razões que acho que
minha mãe Alice foi uma mulher diferenciada, que me dá o direito de dizer
orgulhosamente em coro com meus irmãos e irmãs, que nossa querida mãe Alice foi
a melhor mãe do mundo!
Pelo seu desempenho de mãe
maravilhosa, foi abençoada com a dádiva de ter vivido cem anos, vendo todos os
filhos criados e com suas vidas estruturadas, netos e bisnetos, todos derramando
carinhos e atenções a ela até o seu último dia de vida!
Minhas queridas mães Alice e
Lindaura recebam beijos e abraços dos seus queridos filhos: Marcos, Marlice,
Marcia, Marcelo, Marconi, Mércio, Marluce (que deve estar junto a ela), eu e
meu irmão Alfredo do primeiro casamento com meu pai. Que por sinal, ele teve
dois relacionamentos, sendo que em um nasceu a filha Maria Helena (já
falecida), e no outro minhas irmãs: Olga, Márcia, Ana e Juliane, que embora
sejamos amigos, somente com Olga tenho um relacionamento muito bom e realmente
fraternal.
Com certeza absoluta, nossa
querida mãe Alice onde estiver, deve estar sabendo como nós continuamos
amando-a profundamente, e que a saudade será sempre eterna.
Para minha adorada mãe, nós, seus
queridos filhos, instituímos que você não merece um só dia, e assim sendo,
dedicamos todos os dias a você, trazendo-a afetivamente em nossos corações!
E para mostrar que não sou
egoísta, envio beijos e abraços para todas as mães do mundo, principalmente
para minha irmã Olga, que além de mãe é uma vovó bastante coruja e minha
querida sobrinha Joanne, mãe da gatinha linda Yzis!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores da
Academia Grapiúna de Letras!
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