sexta-feira, 29 de outubro de 2021

MINHA FLOR

 

                        Antonio Nunes de Souza*

 Olho sempre da minha janela

Ficando numa grande espera

Para ver a flor bela da praça.

Sua pele branca e bonita

Passeando entre as rosas

Com seu andar cheio de graça!

 

Seu sorriso é como um jardim

Gostaria sorrisse assim pra mim

Como uma flor desabrochando.

Ter nos braços carinhosamente

Sentir que ela está contente

Só porque estamos amando!

 

Espero um dia ser um jarro

Para essa flor que me amarro

Ter todinha dentro de mim.

Conservaria com tanto cuidado

Com muitos beijos e afagos

Com um amor que não teria fim!

 

*Escritor -Historiador -Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmil.com-antoniomanteiga.blogspot.com.

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

UM AMOR QUE NÃO DEIXOU SAUDADE!

 

Antonio Nunes de Souza*

Ela era uma mulher maravilhosa. Jovem, bonita, corpo escultural, sensualidade invejável e uma bunda que era, inacreditavelmente, maravilhosa. Estou fazendo essa observação enfática com relação a sua retaguarda, em função de ser a parte mais cobiçada, desejada e provocante perante os homens atualmente!

Porém, com todo esse charme e um perfil de uma estrela de cinema, tinha um defeito na personalidade que, depois que conheci, mesmo estando cheio de paixões, sofri as agruras do inferno: Ela era uma tremenda barraqueira!

Mesmo tendo feito faculdade, não esqueceu o ranço conseguido e entranhado na periferia suburbana, onde viveu durante muitos anos de sua vida!

Eu, advogado engrenando minha carreira, com trinta anos, bem apessoado, sou bastante educado e detesto vexames ou confusões. E, infelizmente, quando conheci Marjory numa balada noturna, ficamos tão fascinados um com o outro, que já fomos para casa como dois namorados. E assim continuamos por alguns meses, na maior maravilha com  dias inesquecíveis e noites luxuriantes de prazeres!

Às vezes eu nem acreditava ter conseguido uma mulher tão especial e deslumbrante, me perguntando sempre, por que ela não tinha namorado anteriormente?

Aí, como as coisas demoram, mas acontecem, fiquei sabendo a razão da sua solidão, mesmo sendo uma linda gata! Estávamos numa danceteria de pagode, o samba correndo solto e ela animada e alegre rebolava no salão que, mesmo sem ter intenções, provocava todos os olhares de desejo dos homens presentes. E, no aconchego do salão, um cara se esfregou na sua linda e generosa bunda (com intenção ou não), e ela não fez por menos, xingou o homem dando uma baixa, cuspiu na cara e, olhando seriamente para mim, exigiu que eu desse um murro no cara! Como eu tinha tomado alguns drinques, e o cara era mais baixo que eu, avancei logo para atender o seu pedido. Meu amigo, recebi uma porrada pela cara, fui jogado no chão, tomei uns pontapés na barriga que, antes de desmaiar, percebi que havia, literalmente, me cagado todo. E olhe que eu estava com prisão de ventre, tendo uma semana que eu não conseguia evacuar. Mas, jamais desejei esse tipo de laxante, pois, o cara era lutador de artes marciais e fez a festa comigo. Mesmo no chão, ainda ouvia ao longe, a voz dela gritando pra mim: Levanta seu covarde e quebra esse cara de porrada!

Desmaiei completamente e quando acordei, o carro do SAMU havia me levado para um hospital, eu estava lavado e usando uma bata branca e muitos pontos e curativos na face!

Numa cadeira em minha frente, estava ela sentada e com a cara revoltada, foi logo dizendo aos gritos: Quando você sair daqui, exijo que você vá procurar aquele cachorro, e dar uma grande surra nele!

Naquele momento a única reação que tive foi dizer para ela, mesmo sendo linda e maravilhosa: Vá a porra sua encrenqueira desgraçada e nunca mais me procure!

E ela na hora respondeu: Vou mesmo que eu não gosto de homem frouxo. Se levantou e antes de bater a porta, virou-se para trás e gritou: Sempre desconfiei que você era gay!

*Escritor – Historiador –Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniomanteiga.blogspot.com – antoniodaagral26@hotmail.com)

SAUDADE

 

                        Antonio Nunes de Souza*

 

Tenho saudade daquele tempo

Que sempre sobrava tempo

Quando juntos o tempo não parava.

Com tanto tempo passando

Gastamos pouco amando

Pra nós o tempo sobrava!

 

O tempo passou sorrateiro

Nos separou bem ligeiro

Mudando nosso destino.

Hoje juntamente separados

Buscamos por todos os lados

Nosso tempo de menino.

 

Talvez se o tempo voltasse

Pra isso Deus ajudasse

Não seria uma solução.

Gastaríamos o tempo brincando

Em vez de estarmos amando

Pois o passado não muda não!

 

*Escritor – Historiador -Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.bçogspot.com