segunda-feira, 2 de agosto de 2021

TIREM-NOS ESSA DÚVIDA!

 

 

   Antonio Nunes de Souza*

Qualquer vivente tem conhecimento que os bancos são às empresas mais privilegiadas em termos de lucros líquidos. Até os administrados sem muita competência chegam a amealhar alguns bilhões semestralmente, demonstrando assim, que não existe nada melhor que ser banqueiro!

Entretanto, quando por qualquer razão aparece uma crise no mercado nacional ou mundial, os governos são obrigados a fornecer milhões de dólares para esses “pobres” coitados, senão eles fecham, quebram, dão prejuízos aos seus correntistas e aplicadores, naufragam seus acionistas, desempregam milhares de funcionários, enfim, provocam o maior caos, desestabilizando, literalmente, o país!

Na minha santa ignorância em economia, fico me perguntando:

Por que será que acontece isso?  Uma vez que, nas outras empresas, micro, pequenas e médias, quando existe crise cada um se vira para suplantar, inclusive recorrendo aos famigerados bancos atrás de empréstimos com juros extorsivos e prazos impagáveis, tendo que oferecer garantias reais de 150% do valor solicitado e, muitas vezes, para não correrem riscos, os bancos negam radicalmente o socorro?

Não seria muito mais justo e sensato que, assim como eles ganham verdadeiras fábulas, oferecendo um serviço de qualidade duvidosa e desrespeitando clientes com enormes filas, nestas ocasiões de crises eles se valessem das suas gordas reservas, para cobrir suas necessidades sem as interveniências governamentais?

Gostaria tanto de saber as razões de tais privilégios. Será que esse forte e robusto mercado financeiro é, sorrateiramente, um provedor das campanhas políticas, para que todos os projetos que chegam aos poderes constituídos, no sentido de minimizar seus lucros, sejam logo descartados senão eles perdem a mamata?

Sinceramente, nunca tive uma resposta substancial e convincente que me fizesse entender essa realidade bastante irreal. Na minha concepção de leigo, presumo que, como acontece em todas as áreas, quem está com a grana é quem manda e desmanda. E os bancos são os maiores reservatórios do vil metal. E, como quase todos têm associados internacionais, os grandes lucros vão embora e na hora das tragédias em vez de voltarem para cobrir necessidades, colocam o governo na parede (?) e são agraciados com boladas incalculáveis que, certamente, fará uma grande falta ao povo. Mas, ironicamente, são fornecidas para essa máfia financeira, com a desculpa inexplicável de estar evitando uma tragédia para o coitado do povo!

Será que não seria mais justo, sensato e humano investir essas miraculosas quantias, diretamente para o povo e deixar eles se virarem com seus lastros adquiridos ao longo dos anos? Voltaríamos a guardar nossas parcas moedas embaixo dos colchões, cofres domésticos, ou naqueles porquinhos mealheiros de barro ou plástico. Pode até parecer uma volta ao passado, mas, certamente, seria melhor que um futuro sem volta, termos que viver extorquido com juros assombrosos dos empréstimos, cartões, cheques especiais e, quando a coisa aperta, eles são agraciados com uma nova bolada em nome da salvação do povo!

Por favor, que alguém nos dê uma explicação compreensiva e lógica para essa grande dúvida que deve pairar na cabeça do sofrido povo brasileiro:

Salvar ou não salvar os bancos? Eis a questão!

                                                                               

 *Escritor-Historiador-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26!hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

TEXTO PARA REFLEXÃO!

 

                                                                                                                              Antonio Nunes de Souza*

 Fixei os meus olhos na vidraça da janela procurando encontrar nas gotas que batiam fortemente, alguns desenhos formados pelos respingos que espalhavam e escorriam, devido a forte chuva que caía naquele momento. As imagens formadas eram disformes, mas refletiam exatamente as coisas confusas que estavam estampadas em minha mente!

Ao mesmo tempo em que via a silhueta de uma mulher, imediatamente outro pingo escorria e formava uma paisagem esquisita e disforme sem que desse tempo para que eu imaginasse o que seria. O fato é que tudo tinha algum sentido nos meus pensamentos, pois, às vezes, eu vislumbrava a figura que gostaria que ali estivesse. Lógico que se tratava do desejo do meu corpo e da minha imaginação, ver ou estar com alguém que, naquele momento, faria minha felicidade com seus carinhos e o calor do seu desejo recíproco!

Fechei os olhos deixando de lado o traçado da embaçada janela, para refletir com mais precisão, o que na verdade seria bom para mim, ou se o meu desejo era algo simplesmente momentâneo e sem a importância real, que estava dando a tal fato. Senti que não era momentâneo, e que realmente tinha uma importância muito grande para minha satisfação afetiva, física e pessoal. Descobri que certas coisas acontecem inesperadamente, sem que tenhamos tempo de analisar, ou separar o certo do errado!

Aliás, o que é o certo ou errado?  Ambos têm finalidades específicas para que possamos faze-los, sentindo os prazeres que eles possam oferecer, sempre com a convicção de que poderá ser até errado, mas, fizemos porque achamos que seria certo fazer, naquele momento de desejo mútuo, deixando para analisar posteriormente. A conceituação do certo ou errado é de uma banalidade tão grande que, muitas vezes, optamos pelo errado com a convicção de que estamos agindo certo. Desta forma, jamais devemos prejulgar nossas atitudes, somente para refrear nossos instintos, baseando-se nos preconceitos de uma sociedade hipócrita e cheia de falsos pudores, que vem proclamando-se ao longo dos tempos, como a dona da verdade absoluta. Graças a Deus, vejo diariamente a quebra de centenas de tabus, que são desmistificados pela coragem daqueles que descobrem a tempo, que nós é que sabemos o que é melhor para nossas vidas. As únicas coisas que realmente nos pertencem são nossos corpos, nossas almas, nossas vontades, em fim, a nossa própria vida. E esta devemos usa-la da forma que mais nos dê prazeres, alegrias, felicidade, e a convicção de ter vivido intensamente, cada oportunidade que nos aparece!

Eu reputo a dúvida como uma coisa diabólica, pois ela, estupidamente, só nos faz perder tempo, oportunidades e nos  trazer arrependimentos futuros, rindo da nossa infantilidade por ter dado mais valor as opiniões alheias, que aos nossos desejos e instintos!

Adormeci com esses pensamentos regando a mente, fazendo com que minha coragem fique cada vez mais impetuosa, para que meus desejos sejam triplicados, tornando-me como sempre, um batalhador e guerreiro para continuar lutando pelos meus intentos. Ao mesmo tempo, senti pena das pessoas que se deixam travar com seus pensamentos preconceituosos, reprimindo seus desejos visivelmente aflorados, baseando-se num manual ultrapassado e tolo, esquecendo-se que, infelizmente, o tempo jamais volta atrás! 

 *Escritor–Historiador-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com

domingo, 1 de agosto de 2021

SONHOS DAS ADOLESCÊNCIAS!

 

Antonio Nunes de Souza*

Esses sonhos ou ilusões, são perfeitamente cabíveis em todas as mentes dos jovens nas suas fases de adolescências, sempre com seus pensamentos de ficar independente, fazer valer as suas vontades e desejos, mostrar aos pais que são capazes, e eles é que são caretas e não confiam, ou não dão as liberdades suficientes. Raríssimos são os que assim não pensam, ou se posicionam quietos e ordeiros, acolhendo as recomendações familiares!

A chegada dos dezoito anos, início da maior idade é, exatamente, a fase que mais fervilha em seus pensamentos, quando pedem uma ajuda de custo e se arrumam com destino as cidades maiores, capital, ou em alguns casos, outros estados ou países!

Por mais que seus pais ou familiares, lhe chamem a atenção que não é tão fácil, eles jamais aceitam, como se a voz da experiência seja apenas a voz ultrapassada e obsoleta. Que com eles a coisa é diferente, são mais espertos, qualificados e inteligentes!

Essa idade somente é comparada em termos de trabalhos e contornos familiares, com a fase dos 12 aos 15 anos, pois, quando fazem alguma coisa errada, sempre se apresentam com justificativas, que são ainda crianças para alguns casos, ou que já são adultos para outros. Bastante irritante aturar essa mecânica, que parece que já nasce sedimentada na mente de todos eles!

Infelizmente, muitos quebram a cara, reconhecem seus erros e agonias de voar antes do tempo e, com alguma vergonha, retornam aos seus lares, melhores se preparam, passando a aguardar a hora certa para uma nova partida!

Entretanto, uma maioria, não querendo dar seus braços a   torcer, continuam em suas aventuras, se metem em coisas condenáveis, se marginalizando e se prostituindo, usando drogas e, consequentemente, tornam-se bandidos, ou prostitutas, vivendo marginalizados da sociedade!

Vale dizer que os familiares, nessas horas de grandes erros e angústias, procurem dar novamente as mãos para esses jovens, para que voltem a encarar a realidade, vivendo uma vida útil e dentro dos padrões éticos. Mesmo que seja sem maiores cobranças, pois, com certeza, o maior professor nosso, que é o tempo, já deve ter ensinado onde está a razão!

Todos nós temos direitos as nossas liberdades, mas, cada dia que passa, as coisas tornam-se mais difíceis, em função da retração das “sociedades ditas organizadas” que, vergonhosamente, fecham seus olhos para as comunidades carentes que estão em suas frentes e, baixam as vistas somente para seus umbigos. Um falta de solidariedade grotesca, principalmente das vertentes governamentais!

Que jovens, ou adultos que lerem essa crônica, façam reflexões a respeito, e sendo uma pessoa humanista, ajude a todos que estão em seu alcance!

Deus estará vendo, e guiando as suas mãos e seus pensamentos!

*Escritor-Historiador-Membro da Academia Grapiúna de Letras-AGRAL-antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com