Antonio Nunes de Souza*
Não precisei arrumar mala
Era uma viagem sem escala
Sendo o destino ignorado.
A hora estava marcada
Será aérea ou pela estrada
Só seu que a ida é forçada!
Vestiram-me bem arrumado
Com flores fui ornamentado
Sentindo-me um belo jardim.
Eu me conservava calado
Com o rosto esbranquiçado
Vi uns chorando por mim!
Calado e quieto eu nada dizia
Parecia uma estranha magia
O meu embarque na estação.
Eu estava bem embalado
Corpo estirado e deitado
Minha poltrona era um caixão!
Percebi que era uma despedida
Que minha viagem só era de ida
Com destino bem desconhecido.
Tratava-se da minha partida
Uma cena pra mim conhecida
Que infelizmente não tem saída!
Todos seguiram silenciosos
Poucos choros preciosos
Eu indo para outra moradia.
Vendo meu triste destino
Desejei voltar a ser menino
Mas, colocaram-me numa cova fria!
*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos
Membros fundadores da academia Grapiúna de Letras!
Nenhum comentário:
Postar um comentário