sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

TURISMO ERÓTICO EM PORTO SEGURO! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Estou acabando de chegar em Porto Seguro. Lá do alto da rodoviária, olho para a cidade embaixo, e lembro-me do ano passado, que no ónibus encontrei e conheci Manoel, mais conhecido como Maneca, um veterinário, que como eu, vinha conhecer a maravilhosa terra que Cabral aportou, e com a benção de Deus, tornou-se um paraíso deslumbrante de turismo nacional e internacional!

Durante a gostosa viagem saída de Salvador, quase todos com as maiores expectativas, principalmente eu e Maneca que pela primeira vez estávamos tendo essa felicidade de realizar um sonho de muitos anos. Eu professora secundária do estado, ganhando uma merreca, fiz minhas economias e com a ajuda de meus pais é que pude ir pela primeira vez, enquanto Maneca, formado há cinco anos, tinha sua modesta clínica especializada em cortar rabos e orelhas de cães, além de alguns outros procedimentos básicos com animais domésticos, estávamos eufóricos e com as mesmas intenções. Éramos da mesma idade, 27 anos no auge das virilidades!

Já no ônibus, nas paradas normais para lanches e refeições, sentamos juntos e conversamos bastante, nos identificamos, sorrimos bastante e sentimos aqueles diagnósticos que nos leva a sacanagem: Pele, Química e Simpatia!

Então...dois jovens livres e tranquilos, iniciando uma aventura que certamente seria inesquecível, não poderíamos deixar de aproveitar a oportunidade surgida, para realizar todas as coisas boas e gostosas que a vida nos oferece!

Na segunda parada, já estávamos abraçados, havíamos dado alguns furtivos beijinhos, e na volta para o onibus, fomos sentar no fundo, já que não estava lotado, e geralmente sobra a parte trazeira dos veículos. E, já no escurinho da noite, começamos a nos alisar, ele colocou o membro para fora e eu, louca de desejo comecei masturbá-lo, sentindo na mão aquele delicioso mastro latejando entre os meus dedos. Ele, por sua vez, também sagazmente, suspendeu minha saia, e chegando para o lado minha calcinha, alisava meu clitóris com tanta perícia que eu fiquei tão molhadinha que parecia que havia me urinado. Sinceramente, não existia nenhuma preocupação com os passageiros, pois, o ruído do motor, não deixava que ouvissem os escondidos ruídos dos nossos gozos!

Passados alguns minutos, descansando aos beijos, fomos ao sanitário, nos lavamos e nos recompomos. E, sorrateiramente, voltamos aos nossos lugares. Daí pra frente, já fomos para o mesmo hotel, ficamos no mesmo quarto e juro por Deus, fodíamos desbragadamente, numa tezão assustadora, um desejo incontido e bilateral, que parecia que eu nunca tinha vista uma rola e ele jamais tinha conhecido uma xoxota!

Transávamos quase a toda hora nas mais variadas posições, inclusive com zero em preconceitos, pois, as relações orais e anais eram abundantes e deliciosas. Nos deixando cansados de tanto gozo sequencialmente. Parecíamos duas máquinas de sexo, ligadas na tomada e aptas para somente parar em pequenos intervalos!

Lógico e claro que, com essa deliciosa oportunidade, e o nosso desesperado desejo, pouco saímos do quarto do hotel, somente as vezes para ir fazer as refeições e tomar um gostoso e revitalizador banho de piscina. Parece incrível, mas não fomos a nenhum lugar da cidade, não chegamos a ir nas grandes cabanas das praias, shows, eventos, etc., pois ficamos sábado, domingo e segunda, numa trepação demoníaca e maravilhosa que, com certeza, estava valendo mais do que ver a cidade descoberta por Cabral!

Infelizmente, como Maneca era de Pernambuco, durante o ano nossos contatos foram esfriando, arranjei outros namorados e, infelizmente, nos desencontramos. Devido a minha vinda no ano passado, que mais pareceu um seminário, ou workshop de sacanagem, resolvi voltar esse ano para realmente conhecer as praias e as maravilhosas noites de lambadas das famosas barracas praianas!

Desci do ônibus após essa lembrança, tomei um taxi e segui   para o mesmo hotel do ano passado. E, lá chegando fui direto para o balcão da recepção para preencher minha ficha e, quando olho para o meu lado esquerdo, tomo o maior susto, pois, de cabeça baixa escrevendo, estava ao meu lado meu antigo colega de viagem: Maneca!

Não precisa eu dizer que, novamente, não conheci Porto Seguro e nem na Passarela do álcool fui. Sinceramente, não sei se o lugar é afrodisíaco, ou tem algum “fetiche” deslumbrante, mas, que dá a maior tesão, isso posso afirmar!

Depois dessas duas viagens, cheguei a conclusão, que para eu conhecer a cidade de Porto Seguro e suas belezas, tenho que deixar minha xoxota em Salvador e ir sem ela. Mas, como posso fazer isso?

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!


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