Antonio Nunes de Souza*
Tenho
que começar sendo um saudosista, não que achasse uma maravilha, mas, porque no
meu tempo, mesmo com as tremendas dificuldades, os prazeres eram mais gostosos
por serem praticados perigosamente, as escondidas, nos lugares mais absurdos
que davam oportunidades, e as parceiras dificílimas de serem encontradas. Era,
seguramente foda, dar uma foda no passado, a não ser nos famosos puteiros e mesmo
assim pagando. Uma coisa meio maquinal e sem muita graça!
As
moças da cidade consideradas “putanheiras”, eram bem conhecidas, e a turma dava
em cima, numa concorrência FDP, e elas se faziam de difíceis, que na época
dizia-se: “Botando banca”. Tínhamos de quebrar o galho com as safadinhas, que
deixavam botar nas coxas, além de bater ótimas punhetas e serem masturbadas
tranquilamente. Mas, botar dentro era impossível, pois para elas, na xoxota,
quebrar o sagrado “cabaço”, somente depois de casada. Mas, mesmo essas meias
fodas era bom e quebrava o galho numa boa para a época!
Já
hoje, ah! Meu amigo a coisa está uma maravilha. Inacreditável para nós do tempo
da onça, nos dando a maior inveja, já que as mulheres estão tão liberadas, que
para nós velhos, estão ousadamente cantando os homens que elas desejam,
encarando de boa e se insinuando de tal forma, que se você vacilar, ela acha
logo que você é gay, já que essa preferência também está em alta nas periferias
e nas altas sociedades. E tem um detalhe que a princípio parece assustador com
relação as idades, pois, a partir dos 14 anos elas já não querem ser mais
virgens, pois as colegas as taxam logo de doentes, como também pelos filmes,
novelas e redes da Net, as excitações, curiosidades e desejos, afloram bem mais
cedo, estimulando as suas primeiras experiências sexuais. E depois da primeira
foda, mesmo não tendo sido muito legal, partir para a segunda e a terceira é só
uma questão de chance. O velho e valoroso cabaço perdeu seu prestígio!
Categoricamente
acabou aquele ridículo tempo, que para se ter uma mulher era preciso casar.
Hoje você conhece, namora e as vezes já fode no primeiro encontro, e se gostar
de ter “ficado”, com um mês ou uma semana já estão morando juntos, saindo nas
colunas sociais como um novo casal, e quando passa a tesão inicial do primeiro
impacto visual, cada um vai para seu lado, muitas vezes tornando-se ótimos
amigos. A isso eu chamo: “altíssima civilidade!”
Tenho
que confessar, que tristemente, sofro em ver o sexo cada dia mais jovem, e eu
coitado, cada dia mais velho sem poder aproveitar. Mas, em compensação, sinto
maravilhosos orgasmos escrevendo minhas divertidas crônicas para vocês!
*Escritor,
Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna
de Letras!
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