terça-feira, 6 de janeiro de 2026

O SEXO CADA DIA MAIS JOVEM! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Tenho que começar sendo um saudosista, não que achasse uma maravilha, mas, porque no meu tempo, mesmo com as tremendas dificuldades, os prazeres eram mais gostosos por serem praticados perigosamente, as escondidas, nos lugares mais absurdos que davam oportunidades, e as parceiras dificílimas de serem encontradas. Era, seguramente foda, dar uma foda no passado, a não ser nos famosos puteiros e mesmo assim pagando. Uma coisa meio maquinal e sem muita graça!

As moças da cidade consideradas “putanheiras”, eram bem conhecidas, e a turma dava em cima, numa concorrência FDP, e elas se faziam de difíceis, que na época dizia-se: “Botando banca”. Tínhamos de quebrar o galho com as safadinhas, que deixavam botar nas coxas, além de bater ótimas punhetas e serem masturbadas tranquilamente. Mas, botar dentro era impossível, pois para elas, na xoxota, quebrar o sagrado “cabaço”, somente depois de casada. Mas, mesmo essas meias fodas era bom e quebrava o galho numa boa para a época!

Já hoje, ah! Meu amigo a coisa está uma maravilha. Inacreditável para nós do tempo da onça, nos dando a maior inveja, já que as mulheres estão tão liberadas, que para nós velhos, estão ousadamente cantando os homens que elas desejam, encarando de boa e se insinuando de tal forma, que se você vacilar, ela acha logo que você é gay, já que essa preferência também está em alta nas periferias e nas altas sociedades. E tem um detalhe que a princípio parece assustador com relação as idades, pois, a partir dos 14 anos elas já não querem ser mais virgens, pois as colegas as taxam logo de doentes, como também pelos filmes, novelas e redes da Net, as excitações, curiosidades e desejos, afloram bem mais cedo, estimulando as suas primeiras experiências sexuais. E depois da primeira foda, mesmo não tendo sido muito legal, partir para a segunda e a terceira é só uma questão de chance. O velho e valoroso cabaço perdeu seu prestígio!

Categoricamente acabou aquele ridículo tempo, que para se ter uma mulher era preciso casar. Hoje você conhece, namora e as vezes já fode no primeiro encontro, e se gostar de ter “ficado”, com um mês ou uma semana já estão morando juntos, saindo nas colunas sociais como um novo casal, e quando passa a tesão inicial do primeiro impacto visual, cada um vai para seu lado, muitas vezes tornando-se ótimos amigos. A isso eu chamo: “altíssima civilidade!”

Tenho que confessar, que tristemente, sofro em ver o sexo cada dia mais jovem, e eu coitado, cada dia mais velho sem poder aproveitar. Mas, em compensação, sinto maravilhosos orgasmos escrevendo minhas divertidas crônicas para vocês!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

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