Antonio Nunes de Souza*
O ato conhecido e denominado como
traição, tem centenas de motivos para acontecer, e por essa razão e lógica, não
podemos de forma alguma generalizar, como normalmente fazerem, taxando o pobre
ou a pobre que cometeu tal ato de “descarado ou descarada”. Acho isso um
exagero muito grande, pois, muitas e muitas vezes, uma relação sexual fora do
relacionamento, torna a afetividade e valorização até bem maior, pois, com a
avalição percebe-se que o que você tem em casa é bem superior ao que encontrou
nas casualidades da vida!
O que disse pode parecer e ser
classificada imediatamente, como um cinismo imperdoável, mas, não se trata
disso, pois, com certeza absoluta, o assunto é sério e requer calma e lucidez,
para que seja feita uma analogia imparcial, e justa para ambas as partes
envolvidas!
O fato de acontecer um flerte,
namoro ou uma relação sexual, pode ser por um desejo momentâneo, uma
oportunidade inesperada ter acontecido, uma provocação por pele, química ou
simpatia, você estar num dia de secura e carregado (a) de tesão. Ou até mesmo
com uma brutal vontade de variar o seu cardápio, comendo algo diferente,
somente para agradar seu paladar sexual. Parece que eu estou sendo um tremendo
sem vergonha, por estar explanando tais coisas com a maior simplicidade, porém,
estou apenas sendo sincero e bastante claro, já que o nosso estômago através do
paladar, sempre pede uma comida diferente, sem que abale você deixar de amar e
adorar determinada iguaria. Ou seja: você pode comer frago, peixe, carne suína,
mas, o que você verdadeiramente continuará amando e desejando é a feijoada, que
é o seu prato favorito e maravilhoso, que no caso representa ser a sue parceiro(a),
apenas você desejou naquele momento, variar sua satisfação pessoal comendo algo
diferenciado!
Até aí tudo bem. Mas, quando você
numa aventura inesperada ou até provocada, perde a estribeira e começa a ter
uma vida dúbia, aí a vaca vai para o brejo e já passa a ser safadeza,
desrespeito, desconsideração e, seguramente, uma brutal traição. Nesse caso
podemos taxar a pessoa de canalha!
Estou falando de cátedra, pois,
fui casado 50 anos, tive dezenas de aventuras extra conjugal, e o dia que minha
mulher me pegou em uma delas, me ameaçou sendo enfática dobre a separação, eu
chorei copiosamente durante o dia e a noite, pedi milhões de perdão, pois, com
tudo que sempre acontecia e aconteceu, jamais deixei de ama-la profundamente, e
para mim ela era e é a mulher da minha vida. Pode algumas terem abalado meu ímpeto
sexual, mas, meu afeto, desejo, amizade e amor, todos eles foram e serão dela
para sempre. Jamais me senti um traidor. Talvez por ter sido um homem
considerado bonito, as oportunidades surgiram e me provocaram, pois, por
incrível que pareça, sou muitíssimo tímido com relação a conquistas. Sempre fui
ousadamente conquistado. E digo com pureza d’alma, que jamais me preocupei se
minha mulher me traiu ou não, já que o mais importante era que vivíamos
maravilhosamente bem, e continuamos numa boa, pois, nos separamos
amigavelmente, para que cada um curta sua velhice ao seu gosto e tranquilidade.
Acho isso uma civilidade!
Depois dessas opiniões e
confissão, será interessante que vocês pensem a respeito, não me condenem, e
sejam mais tolerantes com relação a uma justa e agradável variação sexual,
desde quando não afete os comportamentos dentro do lar!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!
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