segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

INSANIDADES DESSA VIDA LOUCA! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Por mais que você seja sensato, previdente, calmo e tranquilo, quando o assunto é sexo, geralmente perdemos a cabeça, terminando fazendo coisas completamente loucas e descabidas, totalmente fora dos padrões dos nossos comportamentos!

E isso foi exatamente o que ocorreu comigo alguns anos atrás, quando cheguei para morar em Salvador, vindo de uma cidadezinha do interior chamada Buerarema. Relativamente um tabaréu babaca, que me assombrei logo com a movimentação da capital, principalmente os hábitos, costumes, roupas e cabelos exóticos, além de uma cacetada de eventos diários e semanais, onde as músicas, danças e sacanagens rolam completamente soltas, numa euforia e liberdade que eu jamais imaginei existir. E foi nessa onda que me fodi solenemente, quando numa noite, resolvi ir ao ensaio de um bloco. Como recém chegado, ainda não tinha amigos e estava a procura de emprego, fui sozinho para o Pelourinho ver o Olodum, que todos me diziam na pensão, que era uma zorra total, e tinha milhares de mulheres turistas e também da própria terra. Mesmo meio cabreiro, no sábado parti de ônibus para a Praça da Sé.

Ao descer para o Pelô como eles chamam, me deparei com gente pra caralho, que me deixou tenso e inseguro, porém, já que estava dentro o importante era deixar rolar e gozar, como diz o povo daqui. Aos poucos fui me achegando numa boa, até chegar perto dos tambores, onde o povo dançava loucamente, com coreografias estranhas, divertidas, bonitas e sedutoras, principalmente pelos remelexos das cadeiras, que pareciam que os homens e mulheres estavam disputando quem mexia mais com as proeminentes e torneadas bundas. Lógico que, depois de umas três latas de cerveja, eu já estava no meio pulando, dançando meio desengonçado e me esfregando, pois, curiosamente, todos se agarravam mesmo sem se conhecerem, bastando para isso a excitação provocada pela música, e o ambiente totalmente liberal em termos de comportamentos. Lógico que fiquei altamente deslumbrado, e sem pestanejar, peguei uma morena que desde que cheguei não tirava os olhos de mim, e sem medo de ser feliz nos agarramos de tal forma, que entre nós não passava nem pensamento. Bebíamos e comíamos as diversas iguarias que os vendedores ofereciam, até que lá pelo cu da madruga, Serena, esse era o seu nome, sugeriu que fôssemos para seu apartamento terminar a noite numa boa. Com essa proposta, fiquei louco e logo aceitei.

Resultado mermão, que ao chegar Serena foi tomar um banho, em seguida fui fazer o mesmo, e ao voltar ela estava deitada nua coberta pelo lençol, e eu já sem cerimônia, mesmo nu parti para deitar ao seu lado, e foi aí que a porra aconteceu. Pois, quando levantei o lençol para me aconchegar, olhei para entre as pernas de Serena, e me deparei com um tremendo cacete meio endurecido apontando pra mim. Dei um pulo da cama, assustado pra caralho. E ela calmamente falou: Eu pensei que você tinha notado que eu era trans, e que aceitava de boa nossa relação!

-Qualé de boa porra nenhuma cara! Se tivesse percebido não tinha alimentado papo. Tô fora bicho, meu caso é mulher!

=Pois fique sabendo que no mundo inteiro existe pessoas trans, e são aceitas até nas mais altas sociedades, apenas os idiotas é que discriminam e não aprovam. E eu senti que você não é um desses imbecis que não respeitam as evoluções, hábitos e costumes dos tempos!

-Já mais calmo com as palavras e segurança de Serena, resolvi aceitar o equívoco da situação, sem haver nenhum transtorno ou aborrecimento. Ela pegou uma cerveja pra nós bebermos, uns petiscos salgados e, educadamente, voltamos a conversar. Mas, com alguns minutos, aquela tesão que veio comigo do Pelô voltou a tona e, sem mais me preocupar com gênero, levei Serena para cama, e entre beijos e abraços, ela virou sua linda bunda para mim e, mais que depressa, colocou meu cacete todinho para dentro, mexendo docemente, que em minutos gozamos deliciosamente, já que ela se masturbava, sentindo grande prazer em ambos os lados, Não posso dizer que foi a maravilha que eu esperava, mas, posso dizer que foi uma delícia e uma puta nova experiência em minha vida, que hoje, tempos passados, já acho ser uma coisa natural e normal, pois, todas pessoas tem o direito  de se comportar das maneiras que mais lhes tragam prazeres, alegrias e satisfações. Acabou-se o tempo que tínhamos de obedientemente, seguir todos os ditames dessa medíocre, hipócrita e falsa sociedade.

Tenho que ser sincero, dizendo que alimentei por algum tempo esse namoro, Serena me ajudou a conseguir um emprego, e terminamos virando bons amigos até hoje e, eventualmente, ainda damos uma deliciosa trepada, para recordar o nosso primeiro e inusitado encontro!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

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