Antonio Nunes de Souza*
Deixando
de lado a brutal mortandade das horríveis viroses, que, infelizmente, foi
inevitável na Covid 19 anos atrás, e ainda continuará ameaçadora enquanto
houver esses terríveis mosquitos, vamos nos ater as desesperadoras perdas de
parentes e aderentes e, depois disso, temos que enfrentar as adversidades das
condições climáticas, enchentes e chuvas torrenciais, mercadorias perdidas,
prováveis falências, provocando desemprego em massa para os trabalhadores!
Esse é o retrato cruel que temos o desgosto de vislumbrar
diariamente, não deixando de solidariamente sofrer e, sem egoísmo, ter o
desprendimento de ajudar no que for preciso uns aos outros, reconhecendo que
essa situação bastante anômala, atinge sem distinção de cor, credo, gênero,
pobres e ricos, deixando um rastro de amargura, tristeza e sofrimento!
Será de bom grado, que essa surpresa mortal, inesperada e
perigosa que tivemos e estamos tendo, mexa na mente e no coração das pessoas,
mostrando que somos vulneráveis, precisamos muito uns dos outros, qualquer que
sejam suas atividades, pois, todos nós, simplesmente, nos completamos e, com
humildade, devemos dar um tratamento igualitário, respeitando e valorizando
cada função!
Creio que já chega a repugnância, desprezo e discriminação que
assola o mundo, dividindo muitíssimo mal as rendas obtidas, parecendo um nada
sutil escravidão humana, com uma divisão de classes: milionária, rica, média,
pobre e miserável. Sendo a miserável a mais numerosa e sofredora, muitas e
muitas vezes, tendo que apanhar resto de comidas nas latas de lixo e verduras
estragadas nas feiras livres. Isso é uma grande vergonha para eles, e
vergonhoso ainda para quem pode e não se empenha em contemporizar essa trágica
circunstância!
Sejamos mais humanos, pois, a ganância material é simplória, e
quando se vai nada se leva. Procurem, pelo menos religiosamente, ver em cada
pessoa a si próprio. e procure oportuniza-la, dando condições de uma
sobrevivência digna e honrada, para suas pobres famílias!
Espero que essas cruéis e constantes hecatombes, estejam
ensinando ao importante e humano povo, principalmente, brasileiro, que com amor
e afetividade, pode-se ajudar, assim como consegue-se tudo na vida!
“Que essas modestas palavras, tenham o poder de abrir corações
e floresçam muitas solidariedades!”
*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros
fundadores da Academia Grapiúna de Letras!
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