Antonio Nunes de Souza*
Lembro-me como se hoje fosse, que
nos anos cinquenta foram os que mais foram acentuados as aparições de Óvnis
(objetos não identificados), que foram batizados de “Discos Voadores”, devidos
os seus formatos, descritos por pessoas que juravam terem visto, milhares
chegando ao ponto de forjarem fotos com objetos similares, enviando para
jornais e revistas (não tínhamos televisão ainda), criando uma dúvida atroz na
população mundial. Alguns mais ousados diziam até que tinham visto as naves
pousarem e que apareceram na porta de entrada seres estranhos, com aparências
bem diferente da nossa. Essas declarações chamou a atenção de cientistas e
estudiosos, ficando os fatos entre dúvidas e verdades!
Fato que até os dias de hoje, continua
o assunto sempre voltando a baila, com eventuais aparições, notícias que os
americanos já aprisionaram alguns para estudos, em Varginhas e em outras
cidades do Brasil, as populações já viram eles andando pelas ruas na madrugada,
e muitas outras declarações estranhas e inacreditáveis. Chegando ao ponto de
alguns declararem que já viajaram com eles e depois foram devolvidos sãs e
salvos, e que eles são de paz e muito inteligentes!
Procurei conversar com uma dessas
pessoas, por sinal meu amigo, que se chama Mendonça, morador de uma pequena
cidade baiana de nome Poções, que, segundo ele, conforme vou narrar, passou dois
mases no planeta dos apelidados Ets, tendo uma estadia fantástica, maravilhosa
e jamais esperada em sua modesta vida, que passo a relatar como se ele fosse:
No dia 24 de junho de 2000, dia
de S. João, alegre e feliz, esperando dar a noite para ir participar dos
forrós, que adoro ouvir e dançar, como era 6 da manhã resolvi ir a um morro,
que lá de cima descortina uma vista maravilhosa da cidade e das belas fazendas.
Chegando no alto, sentei-me e comecei a vislumbrar a beleza ao meu redor,
ficando quase hipnotizado com a paisagem serena e calma, até que, completamente
do nada, surgiu uma estranha e redonda nave no espaço, com fortes luzes
coloridas piscando em sua volta , sempre indo de um lado para o outro, até que,
inesperadamente, veio em direção onde eu estava e, como um passe de mágica,
aterrissou verticalmente uns metros adiante, deixando no ar um forte calor, ao
mesmo tempo que deixava-me atônito e preocupado. Fiquei estático sem coragem e
forças para correr. Nisso a nave foi aberta, saíram 4 seres totalmente estranhos,
com pernas e braços, porém suas cabeças eram maiores que a nossa e a cara era
mais parecida com uma formiga, com olhos grandes e proeminentes. Parado estava parado
fiquei, pois, era uma situação inovadora para mim, e fiquei completamente a
mercê dessas estranhas criaturas. Eles vieram, me pegaram pelos braços e, com a
maior delicadeza, levaram-me para dentro da nave, colocando-me em uma
confortável cama, amarraram o cinto de segurança, deram-me um líquido azul para
beber, que passei a dormir tranquilamente, somente acordando quando chegamos em
seu planeta, que eu não sabia qual era!
Quando
abriram a porta da nave, nos deparamos com milhares deles que nos aplaudiam
fervorosamente, imaginei tratar-se de uma receptividade da minha chegada, pois,
eles devem ter comunicado que estavam trazendo um terráqueo. Fizeram um
corredor e a tripulação da nave desceu comigo, os olhares eram atentos e
firmes, todos querendo ver-me de perto, que para isso, tinham vários painéis de
TV em volta da imensa e iluminada praça. Ao chegarmos ao final do trajeto,
estava um todo paramentado numa enorme poltrona, que imaginei ser o chefe,
presidente ou rei. Até aquele momento ninguém tinha falado comigo, e foi aí que
me deram 2 fones de ouvido e dois para o Big Boss, e ele começou a falar na sua
língua e eu ouvindo a tradução imediata, assim como, quando eu respondia a
tradução era simultânea. E esse diálogo era transmitido através de colunas de
alto-falantes em volta da praça. Nessa conversa ele pediu todos os meus dados,
explicando que eu seria um hospede de honra, que não se preocupasse que nada me
aconteceria, embora muito tenso, fiquei mais tranquilo, já que as intenções
deles não eram de me autopsiar, para estudar minha formação corpórea e genética.
Fui para
uma casa ampla com formato de um enorme iglu, já adaptada para minhas
necessidades, e colocaram 5 criaturas um pouco diferenciadas a minha
disposição, que logo percebi que eram do sexo feminino pelos seus trejeitos
meigos e delicados. Muito estranhas suas aparências, mas, como me tratavam
carinhosamente, fui me acostumando, elas usavam os fones tradutores, e assim
sendo, conversávamos bastante. E como homem e ter sangue latino, no meio do
papo eu logo perguntei como de fazia filhos nesse planeta. E, sem nenhuma
vergonha ou pudor, uma delas suspendeu a saia e disse que os homens enfiavam os
membros naquele lugar (mostrou uma xoxota linda) e elas engravidavam. Vi
imediatamente, que a foda era algo universal, que lá não teve o papo de jacaré
que o homem foi feito de barro e a mulher de uma costela, e que transar no
paraíso era pecado. Já passei logo a gostar deles!
Todos os
dias pela manhã, vinha uma equipe de cientistas, professores, geneticistas e
outras profissões, conversavam e preenchiam formulares baseados em minhas
respostas, e colheram meu sangue para estudos. Mas, tudo isso no maior respeito
e atenção. Porém, durante a tarde e a noite, eu tinha o tempo livre, e ficava
de boa no maior papo com minhas 5 agradáveis cuidadoras. Até que na quarta
noite eu disse que estava me sentindo muito só na cama larga, e uma delas se
ofereceu para me fazer companhia, já que as ordens eram para que fizessem tudo
que eu desejasse. Aí, num ímpeto que me é peculiar, não me contive e deu uma
estranha, porém, gostosa foda com ela que, tranquilamente, mexia e chiava como
todas mulheres fazem. Ratifiquei que a sacanagem é universalíssima, ao mesmo
tempo tive a alegria do gozar, como também por ter tido essa oportunidade
esplendorosa extra terrestre. E daí pra frente, cada dia eu solicitava a
companhia de uma delas, as vezes pegava uma a tarde e outra a noite, sendo que
naquela altura eu já estava não querendo mais voltar, pois, a mordomia geral
era maravilhosa, e estava prevista minha devolução após 8 dias, Sabidamente,
passei a dar respostas complicadas para os meus pesquisadores, provocando-os a
pedirem mais tempo de minha presença; E não deu outra, pois, resolveram com meu
assentimento, que eu ficaria por 2 meses. Fiquei numa puta alegria, assim como
minhas cuidadoras, que me confessaram, que nós humanos, somos bem melhores na
arte de foder!
Por estar
bastante longa minha narrativa, vou adiantar dizendo que tudo foi maravilhoso, curiosamente
aconteceu que as minhas acompanhantes ficaram todas grávidas na surdina, porém,
curiosas com as aparências dos seus filhos, que logicamente por serem híbridos,
teriam características diferenciadas, mas, seria até interessante para estudos
aprofundados no planeta!
No dia do
meu retorno, desejei trazer algumas lembranças do planeta, que eles não me
disseram o nome, porém, eles não consentiram, alegando que os terráqueos sempre
os recebem com armas e animosidades. Da porta da nave, ao me despedir da
multidão igual a da minha chegada, pude vislumbrar na terceira fila, minhas 5
queridas acompanhantes com seus grandes olhos lacrimejando, com saudades das
nossas deliciosas transas. Como bom brasileiro joguei um beijo e fiz um coração
com as mãos.
Não sei
exatamente o tempo, mas, quando acordei, depois de ter tomado o mesmo líquido
azul da ida, eu estava sentado no mesmo lugar que me pegaram, apenas já era
noite. Voltei para casa super pensativo, se teria sido um sonho, mas, quando
olhei o calendário, vi que estávamos no dia 24 de agosto, comprovando que eu
havia passado dois meses fora da terra!
Finalizo
dizendo a vocês, que no ano passado, no dia 24 de junho, resolvi ir novamente
até o morro, para recordar o fato que havia acontecido comigo tempos atrás e,
inesperadamente, surgiu um disco voador, deixando-me assombrado. Ele aterrissou
quase em minha frente, a porta central abriu e, imediatamente, apareceram cinco
seres extra terrestres que, incrivelmente, eram a minha cara. Fiquei pasmo e
ouvi eles em coro dizerem: “Votswih abfop yafw papalup! Que logo traduzi, já
que tinha aprendido a língua deles: “Viemos lhe fazer uma visita Papai!”
Desmaiei de emoção e quando acordei, eles haviam ido embora!
Essa é
minha história, que está gravada em minha mente e jamais esquecerei. Quando
ouço a maravilhosa música que Caetano Veloso fez nos anos sessenta “Objeto não
identificado”, choro de saudades das minhas cinco queridas e meus adorados
filhos!
*Escritor,
Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna
de Letras!
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