domingo, 15 de fevereiro de 2026

UMA ESTRANHA E LOUCA VIAGEM NUM DISCO VOADOR! (Clique e leia)

 Antonio Nunes de Souza*

Lembro-me como se hoje fosse, que nos anos cinquenta foram os que mais foram acentuados as aparições de Óvnis (objetos não identificados), que foram batizados de “Discos Voadores”, devidos os seus formatos, descritos por pessoas que juravam terem visto, milhares chegando ao ponto de forjarem fotos com objetos similares, enviando para jornais e revistas (não tínhamos televisão ainda), criando uma dúvida atroz na população mundial. Alguns mais ousados diziam até que tinham visto as naves pousarem e que apareceram na porta de entrada seres estranhos, com aparências bem diferente da nossa. Essas declarações chamou a atenção de cientistas e estudiosos, ficando os fatos entre dúvidas e verdades!

Fato que até os dias de hoje, continua o assunto sempre voltando a baila, com eventuais aparições, notícias que os americanos já aprisionaram alguns para estudos, em Varginhas e em outras cidades do Brasil, as populações já viram eles andando pelas ruas na madrugada, e muitas outras declarações estranhas e inacreditáveis. Chegando ao ponto de alguns declararem que já viajaram com eles e depois foram devolvidos sãs e salvos, e que eles são de paz e muito inteligentes!

Procurei conversar com uma dessas pessoas, por sinal meu amigo, que se chama Mendonça, morador de uma pequena cidade baiana de nome Poções, que, segundo ele, conforme vou narrar, passou dois mases no planeta dos apelidados Ets, tendo uma estadia fantástica, maravilhosa e jamais esperada em sua modesta vida, que passo a relatar como se ele fosse:

No dia 24 de junho de 2000, dia de S. João, alegre e feliz, esperando dar a noite para ir participar dos forrós, que adoro ouvir e dançar, como era 6 da manhã resolvi ir a um morro, que lá de cima descortina uma vista maravilhosa da cidade e das belas fazendas. Chegando no alto, sentei-me e comecei a vislumbrar a beleza ao meu redor, ficando quase hipnotizado com a paisagem serena e calma, até que, completamente do nada, surgiu uma estranha e redonda nave no espaço, com fortes luzes coloridas piscando em sua volta , sempre indo de um lado para o outro, até que, inesperadamente, veio em direção onde eu estava e, como um passe de mágica, aterrissou verticalmente uns metros adiante, deixando no ar um forte calor, ao mesmo tempo que deixava-me atônito e preocupado. Fiquei estático sem coragem e forças para correr. Nisso a nave foi aberta, saíram 4 seres totalmente estranhos, com pernas e braços, porém suas cabeças eram maiores que a nossa e a cara era mais parecida com uma formiga, com olhos grandes e proeminentes. Parado estava parado fiquei, pois, era uma situação inovadora para mim, e fiquei completamente a mercê dessas estranhas criaturas. Eles vieram, me pegaram pelos braços e, com a maior delicadeza, levaram-me para dentro da nave, colocando-me em uma confortável cama, amarraram o cinto de segurança, deram-me um líquido azul para beber, que passei a dormir tranquilamente, somente acordando quando chegamos em seu planeta, que eu não sabia qual era!

Quando abriram a porta da nave, nos deparamos com milhares deles que nos aplaudiam fervorosamente, imaginei tratar-se de uma receptividade da minha chegada, pois, eles devem ter comunicado que estavam trazendo um terráqueo. Fizeram um corredor e a tripulação da nave desceu comigo, os olhares eram atentos e firmes, todos querendo ver-me de perto, que para isso, tinham vários painéis de TV em volta da imensa e iluminada praça. Ao chegarmos ao final do trajeto, estava um todo paramentado numa enorme poltrona, que imaginei ser o chefe, presidente ou rei. Até aquele momento ninguém tinha falado comigo, e foi aí que me deram 2 fones de ouvido e dois para o Big Boss, e ele começou a falar na sua língua e eu ouvindo a tradução imediata, assim como, quando eu respondia a tradução era simultânea. E esse diálogo era transmitido através de colunas de alto-falantes em volta da praça. Nessa conversa ele pediu todos os meus dados, explicando que eu seria um hospede de honra, que não se preocupasse que nada me aconteceria, embora muito tenso, fiquei mais tranquilo, já que as intenções deles não eram de me autopsiar, para estudar minha formação corpórea e genética.

Fui para uma casa ampla com formato de um enorme iglu, já adaptada para minhas necessidades, e colocaram 5 criaturas um pouco diferenciadas a minha disposição, que logo percebi que eram do sexo feminino pelos seus trejeitos meigos e delicados. Muito estranhas suas aparências, mas, como me tratavam carinhosamente, fui me acostumando, elas usavam os fones tradutores, e assim sendo, conversávamos bastante. E como homem e ter sangue latino, no meio do papo eu logo perguntei como de fazia filhos nesse planeta. E, sem nenhuma vergonha ou pudor, uma delas suspendeu a saia e disse que os homens enfiavam os membros naquele lugar (mostrou uma xoxota linda) e elas engravidavam. Vi imediatamente, que a foda era algo universal, que lá não teve o papo de jacaré que o homem foi feito de barro e a mulher de uma costela, e que transar no paraíso era pecado. Já passei logo a gostar deles!

Todos os dias pela manhã, vinha uma equipe de cientistas, professores, geneticistas e outras profissões, conversavam e preenchiam formulares baseados em minhas respostas, e colheram meu sangue para estudos. Mas, tudo isso no maior respeito e atenção. Porém, durante a tarde e a noite, eu tinha o tempo livre, e ficava de boa no maior papo com minhas 5 agradáveis cuidadoras. Até que na quarta noite eu disse que estava me sentindo muito só na cama larga, e uma delas se ofereceu para me fazer companhia, já que as ordens eram para que fizessem tudo que eu desejasse. Aí, num ímpeto que me é peculiar, não me contive e deu uma estranha, porém, gostosa foda com ela que, tranquilamente, mexia e chiava como todas mulheres fazem. Ratifiquei que a sacanagem é universalíssima, ao mesmo tempo tive a alegria do gozar, como também por ter tido essa oportunidade esplendorosa extra terrestre. E daí pra frente, cada dia eu solicitava a companhia de uma delas, as vezes pegava uma a tarde e outra a noite, sendo que naquela altura eu já estava não querendo mais voltar, pois, a mordomia geral era maravilhosa, e estava prevista minha devolução após 8 dias, Sabidamente, passei a dar respostas complicadas para os meus pesquisadores, provocando-os a pedirem mais tempo de minha presença; E não deu outra, pois, resolveram com meu assentimento, que eu ficaria por 2 meses. Fiquei numa puta alegria, assim como minhas cuidadoras, que me confessaram, que nós humanos, somos bem melhores na arte de foder!

Por estar bastante longa minha narrativa, vou adiantar dizendo que tudo foi maravilhoso, curiosamente aconteceu que as minhas acompanhantes ficaram todas grávidas na surdina, porém, curiosas com as aparências dos seus filhos, que logicamente por serem híbridos, teriam características diferenciadas, mas, seria até interessante para estudos aprofundados no planeta!

No dia do meu retorno, desejei trazer algumas lembranças do planeta, que eles não me disseram o nome, porém, eles não consentiram, alegando que os terráqueos sempre os recebem com armas e animosidades. Da porta da nave, ao me despedir da multidão igual a da minha chegada, pude vislumbrar na terceira fila, minhas 5 queridas acompanhantes com seus grandes olhos lacrimejando, com saudades das nossas deliciosas transas. Como bom brasileiro joguei um beijo e fiz um coração com as mãos.

Não sei exatamente o tempo, mas, quando acordei, depois de ter tomado o mesmo líquido azul da ida, eu estava sentado no mesmo lugar que me pegaram, apenas já era noite. Voltei para casa super pensativo, se teria sido um sonho, mas, quando olhei o calendário, vi que estávamos no dia 24 de agosto, comprovando que eu havia passado dois meses fora da terra!

Finalizo dizendo a vocês, que no ano passado, no dia 24 de junho, resolvi ir novamente até o morro, para recordar o fato que havia acontecido comigo tempos atrás e, inesperadamente, surgiu um disco voador, deixando-me assombrado. Ele aterrissou quase em minha frente, a porta central abriu e, imediatamente, apareceram cinco seres extra terrestres que, incrivelmente, eram a minha cara. Fiquei pasmo e ouvi eles em coro dizerem: “Votswih abfop yafw papalup! Que logo traduzi, já que tinha aprendido a língua deles: “Viemos lhe fazer uma visita Papai!” Desmaiei de emoção e quando acordei, eles haviam ido embora!

Essa é minha história, que está gravada em minha mente e jamais esquecerei. Quando ouço a maravilhosa música que Caetano Veloso fez nos anos sessenta “Objeto não identificado”, choro de saudades das minhas cinco queridas e meus adorados filhos!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

 

 

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