Antonio Nunes de Souza*
O maravilhoso e encantador tempo
é a grande medida de todas ações, durante nossas preciosas vidas. Ele está em
tudo, queiramos ou não, pois, faz parte integrante de nossos ensinamentos,
ocasiões que se transforma no mais sábio dos mestres, ministrando suas aulas, mostrando
as linhas certas quando, eventualmente, seguimos pelas linhas tortas. Fato que
normalmente acontece, já que sempre imaginamos que sabemos tudo, começando desde
nossa linda infância, bela puberdade, adulto, chegando às vezes até na
deliciosa velhice. Nessa última fase, normalmente passamos a nos sentir
totalmente preparados para a vida, mas, infelizmente, estamos muito mais
preparados para a enigmática e obscura morte!
Essa dinâmica do tempo, seus
comportamentos e atitudes, passando sempre sorrateiras, infelizmente jamais
mudará, uma vez que, como se fosse uma karma ou premonição, todos nós usamos
nossos tempos, sempre tentando e fazendo coisas, imaginando que são as
corretas, e assim sendo, sempre volta ele, heroicamente, ensinando como
deveríamos ter feito ou agido. E, principalmente, porque os mais jovens nunca
ouvem os mais velhos, já quase “diplomados” pelo tempo, achando que eles por
serem idosos, estão fora dos contextos, e suas opiniões estão completamente
obsoletas. Falo isso de cátedra, por ter sido sofredor pelas minhas recusas de
orientações, escapando de algumas, graças ao meu querido e saudoso avô, que era
um grande filósofo e sábio nas orientações, que foram lastreadas nos seus
noventa anos de convivência com o tempo!
Dizer aos jovens que ouçam os
mais velhos, com certeza é chover no molhado, e ainda serei taxado de careta ou
babaca, pois, seguramente, nada adiantará, já que milhões de pessoas,
estudiosos sociais, professores, analistas, psicólogos e psiquiatras, ao logo
do tempo vem tentando, e não conseguiram um mínimo de sucesso. Freud e Jong
foram uns dos que tentaram e não explicaram. Já passei a acreditar que o tempo
foi feito. exatamente para ser altamente polêmico, durante todas as
circunstâncias das nossas benditas vidas!
Aqui pra nós e que ninguém saiba,
mesmo no peso dos meus quase oitenta e cinco anos, ainda faço umas pequenas
asneiras, não ouvindo e consequentemente quebrando a cara, bancando o torrão, e
o tempo, com a intimidade que temos, puxa-me as orelhas, colocando-me na
posição certa para resolver os problemas, deixando transparecer, que essas
atitudes de não ouvir outras pessoas, faz, literalmente, parte do DNA das nossas
encantadoras vidas!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores de Academia Grapiúna de Letras!
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