sábado, 21 de fevereiro de 2026

ALEGRIAS E DESGOSTOS NO CARNAVAL! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Embora carnaval seja um evento de muita diversão, criado para que todos se soltem e satisfaçam seus desejos muitas vezes reprimidos, sem que tenham receios de condenações e censuras, normalmente partidos da hipócrita sociedade!

Mas, mesmo com esse principal intuito, nem sempre acontece como as pessoas envolvidas (os foliões), se deem bem como esperavam, já que assim como pode se divertir do jeito que o “diabo gosta”, também pode acontecer uma tremenda zebra em plena folia momesca. Aliás, esses vexatórios fatos acontecem em todas ocasiões de nossas vidas, mas, nas festas das sacanagens muito liberadas, as merdas e alegrias são sempre mais acentuadas!

Como tenho amizades em todas vertentes de gêneros (masculinos, femininos, neutros e inovados), por curiosidade e para aproveitar escrevendo algo a respeito, resolvi conversar com quatro dessas pessoas amigas, para colher as suas experiências durante o carnaval que acabou de acabar, sendo que na verdade nunca acabará, pois, jamais terá fim nesse Brasil de trabalhadores felizes, cantantes e dançantes!

Alexandre, que é arquiteto, hétero desde a infância, disse-me que beijou muito, se esfregou bastante e transou o suficiente, algumas vezes sem mesmo saber os nomes das parceiras de bloco, já que elas também estavam ávidas para dar, sem a preocupação de relacionamentos. O importante era gozar os sublimes momentos com músicas, danças e bebidas para espantar a timidez. Pode-se ver que se deu bem numa boa!

Raquel, enfermeira de mão cheia, já com seus 35 anos, também não deixou por memos. Falou que conheceu um gringo americano, que além de cheio da grana, bancando as maiores mordomias e hotel 5 estrelas, ainda lhe deu presentes e disse que vai mandar uma passagem para eu ir passar uns dias com ele em Nova York. Melhor não poderia ser!

Já Túlio, dono de um salão chique, homo declarado sem nenhum pudor, falou-me que tinha brigado na véspera com seu crush, e assim sendo, resolveu soltar a franga no bloco de Margareth Menezes que é super “colorido”. Tendo a felicidade de se bater com um paraibano bonito, que tinha uma “mala” enorme e grossa, que em princípio lhe assustou. Mas, depois da primeira vez, que até saiu lágrimas dos olhos, as restantes foram deliciosas. Ele passou a usar Vickvaporube no membro para não me magoar muito e, até hoje, quando eu dou um peido sinto um frescor no cu, que parece que chupei bombom de hortelã. Estou adorando e com saudades, mas, prometi ir passar São João com ele na Paraíba. Mas, que iria fazer as pazes com o crush, que é um velho amor e existia afetividade além de sexo!

Infelizmente, minha querida amiga Mariana, que é lésbica assumida e faz questão de não esconder, usando sempre roupas masculinizadas, cabelos e outros truques. Por estar solteira, e estar vindo de um término meio tumultuado, resolveu brincar muito, mas, totalmente livre, apenas desfrutando alguns lances que pintassem no meio da multidão. Porém, por ironia do destino, até as próprias mulheres que são do ramo, não gostam mais desses tipos sapatão e coronéis, preferindo as doçuras características das mulheres, e assim sendo, sempre que se aproximava de um grupo era logo rechaçada, todas dando as costas. Aí, já na segunda feira, deu ima louca e resolveu tirar uma de mulher para variar. Vestiu uma mini saia e blusa mostrando a barriga, se arrumou com pinturas, partindo para uma aventura que há muitos anos tinha abandonado. Foi para a Barra, entrou na pipoca de Yvete Sangalo, ciscando como se fosse uma galinha no cio. E do jeito que estava se oferecendo, apareceu logo um cara fortão que lhe agarrou pela cintura e foi ligo beijando sem autorização, mas, como estava ela afim de algo diferente, deixou o barco correr, distribuindo de boa, os beijos e as carícias que lhe eram feitas. Porém, depois de dois dias juntos num hotel que ela levou, transaram em demasia, mas, infelizmente, o bandido do cara, pegou sua bolsa com o celular, dinheiro e cartão de crédito e fugiu no meio da noite, deixando-a louquíssima quando acordou, pois, sem um puto e sem condições de pagar as despesas do hotel, teve que apelar para uma amiga, para socorre-la nesse vexame terrível. Passados uns dias, ainda apareceram indícios que ela estava com doença venérea. Provando que tinha tido um puto azar!

Quando acabou de me narrar essa tragédia, ela disse-me enfaticamente: Nunca mais deixo um homem encostar em mim!

Casos similares devem ter acontecidos, alguns melhores e outros piores, mas, tudo isso faz parte da vida, e prova que carnaval não é somente um evento de alegrias!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

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