quarta-feira, 11 de março de 2026

VIOLÊNCIA? TÔ FORA! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*                                                     

Por uma série de razões, causadas exclusivamente pelos próprios homens, cada dia a violência campeia em todos lugares do mundo. Não posso dizer que os homens estão se irracionalizando, pois, no mundo animal, não se mata ou ataca simplesmente pelo prazer ou ambição. Estes, quando assim agem é em função de saciar a fome, obedecendo a lei natural da selva, dando o equilíbrio ecológico programado pela própria natureza!

Já entre nós, chegamos a um status de uma disfarçada, ou não oficializada guerra urbana, deixando a população em completo pânico, tendo medo de ir para o trabalho, escola, lazer ou até mesmo ficar dentro da sua própria casa. Lógico que estou chovendo no molhado dizendo isso para vocês que participam ativamente desses circunstantes fatos. Entretanto, como essa barbaridade passou a nos atingir diretamente, fato que não é costumeiro nas cidades interioranas, termos que gritar bem alto e ser repetitivo para que as autoridades, principalmente governamentais, deixem de lado as questões políticas partidárias, e deem a atenção merecida e de direito à nossa região, ouvindo nossas constantes solicitações, passeatas de protestos, manifestos das associações de classe e clubes de serviços, pois, com a irreverência e descaso atual, estamos beirando o ápice em termos de insegurança.

Na reunião de terça-feira, o Rotary Clube de Itabuna, bastante representativo em nossa comunidade, em sua totalidade, condenou veemente os absurdos que estão ocorrendo diariamente: vendas de drogas, cobrança de pedágios nos bairros, roubos e assaltos, estupros, feminicídios, sequestros relâmpagos, assassinatos, etc., e, com uma polícia não aparelhada dignamente, sem viaturas e com armamentos obsoletos e inadequados, por mais boa vontade que os policiais tenham, jamais conseguirão dar a tranquilidade que a população merece de fato e de direito.

Embora esses apelos sejam constantes em toda imprensa regional e nacional, temos que continuar bradando nossa insatisfação e medo, para que enquanto é tempo, medidas enérgicas sejam tomadas para minimizar esse brutal problema. Não adianta deixar como está para culpar terceiros, pois o povo sabe perfeitamente, que a estruturação da polícia civil e militar, está afeta diretamente ao governo do Estado.

Que pelo menos, como um paliativo de grande utilidade, seja feita uma reforma decente na nossa ridícula cadeia pública, totalmente fora dos padrões e destruída, adequando-a para garantir que os poucos bandidos que são presos, possam ficar trancafiados até os julgamentos. Hoje, segundo o noticiário, só ficam lá os presos que não têm para onde ir!

Violência?  Todos nós estamos fora!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

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