Antonio Nunes de Souza*
Por uma série
de razões, causadas exclusivamente pelos próprios homens, cada dia a violência
campeia em todos lugares do mundo. Não posso dizer que os homens estão se
irracionalizando, pois, no mundo animal, não se mata ou ataca simplesmente pelo
prazer ou ambição. Estes, quando assim agem é em função de saciar a fome,
obedecendo a lei natural da selva, dando o equilíbrio ecológico programado pela
própria natureza!
Já entre nós, chegamos a
um status de uma disfarçada, ou não oficializada guerra urbana, deixando a
população em completo pânico, tendo medo de ir para o trabalho, escola, lazer
ou até mesmo ficar dentro da sua própria casa. Lógico que estou chovendo no
molhado dizendo isso para vocês que participam ativamente desses circunstantes
fatos. Entretanto, como essa barbaridade passou a nos atingir diretamente, fato
que não é costumeiro nas cidades interioranas, termos que gritar bem alto e ser
repetitivo para que as autoridades, principalmente governamentais, deixem de
lado as questões políticas partidárias, e deem a atenção merecida e de direito
à nossa região, ouvindo nossas constantes solicitações, passeatas de protestos,
manifestos das associações de classe e clubes de serviços, pois, com a
irreverência e descaso atual, estamos beirando o ápice em termos de
insegurança.
Na reunião de
terça-feira, o Rotary Clube de Itabuna, bastante representativo em nossa
comunidade, em sua totalidade, condenou veemente os absurdos que estão
ocorrendo diariamente: vendas de drogas, cobrança de pedágios nos bairros,
roubos e assaltos, estupros, feminicídios, sequestros relâmpagos, assassinatos,
etc., e, com uma polícia não aparelhada dignamente, sem viaturas e com
armamentos obsoletos e inadequados, por mais boa vontade que os policiais
tenham, jamais conseguirão dar a tranquilidade que a população merece de fato e
de direito.
Embora esses apelos
sejam constantes em toda imprensa regional e nacional, temos que continuar
bradando nossa insatisfação e medo, para que enquanto é tempo, medidas
enérgicas sejam tomadas para minimizar esse brutal problema. Não adianta deixar
como está para culpar terceiros, pois o povo sabe perfeitamente, que a
estruturação da polícia civil e militar, está afeta diretamente ao governo do
Estado.
Que pelo menos, como um
paliativo de grande utilidade, seja feita uma reforma decente na nossa ridícula
cadeia pública, totalmente fora dos padrões e destruída, adequando-a para
garantir que os poucos bandidos que são presos, possam ficar trancafiados até
os julgamentos. Hoje, segundo o noticiário, só ficam lá os presos que não têm
para onde ir!
Violência? Todos nós estamos fora!
*Escritor, Historiador,
Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!
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