Antonio Nunes de Souza*
Por uma questão cultural, lamentavelmente, estamos todos nós passivos de
preconceitos quer sejam étnicos, religiosos, sociais e, principalmente,
sexuais.
Tivemos agora a oportunidade de saber que no condomínio Caros Amigos,
ocorreu um fato de agressão moral contra o advogado João Pedrosa, tendo como
agressor o seu vizinho Alfredo Lobo que, numa demonstração ridícula e
incoerente de homofóbico, destratou o referido senhor, simplesmente, por não
concordar com suas preferências sexuais, mesmo sendo este um homem de bem e
comportamento exemplar, principalmente, dentro do condomínio.
Essa intolerante atitude é uma constante em todas as camadas, mesmo nas
ocasiões em que não são através de palavras depreciativas. Mas, somente com a
maneira que se dirigem, percebe-se os pensamentos condenatórios, menosprezando
as pessoas, como se fossem manchas depreciativas dentro da sociedade.
No caso que me refiro acima, ocorrido no condomínio, mesmo coberto de
razões, o advogado terá que provar que foi desacatado e desrespeitado dentro do
elevador. Entretanto, por estarem apenas os dois dentro do veículo
transportador, será difícil provar o ato e o fato, já que, seguramente, ele
negará seu comportamento, atitude comum em pessoas mal educadas e sem caráter
que, quando são confrontadas com as leis, mentem para se acobertarem. Mas,
mesmo com esse comportamento esperado do agressor, o advogado João deverá ir
procurar os seus direitos de cidadão junto às autoridades competentes, pois,
com certeza, com o diálogo com o juiz, este, pela experiência, perceberá a
veracidade do fato, mesmo sem a necessidade de testemunhas. Os indivíduos
preconceituosos sempre escorregam nos depoimentos, deixando transparecer seus
verdadeiros pensamentos.
Acho importante lutarmos muito para sanear esses preconceitos, quer
sejam em quaisquer circunstâncias, pois, todas as pessoas têm seus direitos e
liberdade de agir como acham que devem, desde quando respeitem os direitos
alheios. Somente dessa forma podemos viver em comunidade, cada um tendo o livre
arbítrio de seguir os caminhos que acham serem os melhores para si e lhe deixam
felizes e realizados.
Espero que a lei seja aplicada, inclusive divulgada para que sirva de
exemplo, pois, dessa forma, não digo que acabará com os preconceitos, porém,
certamente, será bastante minimizado.
Jamais devemos concordar com qualquer tipo de preconceito. Devemos sim,
trabalhar esclarecendo quanto são insólitas essas atitudes, que provocam
situações deploráveis como a causada pelo Sr. Alfredo contra o adv. João
Pedrosa.
É importante nunca esquecermos que somos todos iguais, não só na lei atribuída
a um Deus como na dos homens!
*Escritor, Historiador, Cronista, poeta e um dos Membros fundadores da
Academia Grapiúna de Letras!
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