sábado, 10 de dezembro de 2016

A barraqueira de Amaralina!

Antonio Nunes de Souza*

Claro e evidente que, com esse título, parece que estou me referindo a uma dona de barraca no lindo bairro de Amaralina, com suas praias enfeitadas de pedras, porém, convidativas para uns banhos e curtições!
Mas, não é nada disso que Beatriz Carmona era! Não tinha barraca, não vendia acarajé e nem outras iguarias. Era, simplesmente, uma mulher relativamente bonita, branca com cabelos lisos e alourados, olhos claros e estatura mediana. Podia-se dizer que era uma mulher de boa aparência! Mas, seu apelido de “barraqueira” deu-se em função dos grandes barracos que ela sempre aprontava no pedaço, inclusive com brigas corporais, puxões de cabelos e intervenções policiais!

A porra da mulher, ao mesmo tempo que tinha uma aparência quase angelical, por qualquer razão sempre ia aos gritos e agarrações se não fosse apartada a tempo. Nada se podia dizer para ela, que não lhe agradasse que, imediatamente, ouvia, ou sentia, uma carga de agressões. Um verdadeiro barril de pólvora!
Namoradeira contumaz, sempre se apegava a alguém de outros bairros, que desconheciam a sua fama, porém, seus casos eram rápidos, pois, seu comportamento explosivo provocava uma finalização quase que imediata!

Mesmo com seus 27 anos, já era bastante rodada, tendo passado pelas mãos de muitos homens que perderam tempo, mas, não conseguiram domá-la, ou amestrá-la! Um dia, apareceu um bicheiro, cheio correntes e pulseiras de ouro, carrão bonito e roupas extravagantes, que logo conquistou Beatriz (Bia para os íntimos). Os dois eram um chamego só, beijos, abraços, festinhas, motéis, fins de semanas e tudo mais que os casais enamorados fazem quando se dizem apaixonados! Entretanto, nosso querido príncipe dos “bichos” era um namorador e conquistador cafajeste, como são os homens dessa categoria e classe. Um dia arranjou uma nova namorada e, sem a menor preocupação, levou-a para um pagode no Nordeste de Amaralina (lugar boca de 09 e perigoso), e, para azar de todos, Bia soube que ele estava acompanhado de outra aos beijos e abraços. Pegou um táxi e, imediatamente, chegando lá, fez o maior “barraco”, além de xingamentos, pegou uma garrafa, quebrou na ponta da mesa e avançou com o gargalo em riste contra o namorado traidor. Esse foi o seu erro e, infelizmente, seu último escândalo público. O Bicheiro sacou sua arma e deu um certeiro tiro na testa de Bia que, com os olhos arregalados, foi caindo para trás, já completamente sem vida!
O cara fugiu para livrar o flagrante, apresentou-se no dia seguinte com dois advogados dos melhores, pagou sua fiança e ficou de responder em liberdade, pois, todas as testemunhas declararam que foi em legítima defesa física e da honra!

Hoje Beatriz não passa de uma lembrança, que serve de lição para as pessoas que adoram fazer escândalos e confusões nos seus relacionamentos. E, com certeza, uma prova que nem todo mundo respeita a “Lei Maria da Penha!”

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com


sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Natal a vista!

Antonio Nunes de Souza*

“Bate o sino pequenino, sino de Belém...”, com essas e outras músicas, anuncia-se a chegada das festas natalinas que, na verdade e realidade mundial, é uma comemoração muito mais comercial, social e gastronômica que, como deve e deveria ser, uma dedicação religiosa, respeitando e dignificando, mais um aniversário de Jesus! Por incrível que pareça, o parto de Maria na manjedoura, o brilho ofuscantes das estrelas no céu, são apenas lembrados para enfeitar vitrines como chamariz, ficando esse fato, mais como um complemento, que como a verdadeira motivação da comemoração em si!

Pode até parecer que estou exagerando descabidamente, mas, o que vemos todos os anos, nos olhos de todos é a preocupação em poder dar presentes aos seus entes queridos e amigos, receber os pedidos feitos, participar ou promover um jantar nababesco, com deliciosos vinhos, dançar, desfrutar de “amigos secretos” e, normalmente, usar e abusar dos seus cartões de créditos e cheques especiais, que lhe darão ressaca durante o resto do ano!

Imagino que, se fossemos mais sensatos, déssemos mais atenção a parte religiosa e principal dos festejos natalinos, respeitando mais a miséria que campeia no mundo, com fomes, discriminações e abandonos, tornássemos mais solidários, tenho certeza que as respostas divinas seriam mais benéficas e alvissareiras!

Parece até que sou um desmancha prazer falando dessa forma crua e dura, porém, pode ter certeza que o que estou dizendo está cheio de sensatez e equilíbrio, simplesmente para despertar reflexões e evitar exageros de um lado e, fatalmente, desprezos por outro! O equilíbrio é que faz de você uma pessoa de fé e, verdadeiramente, solidária e religiosa!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL –antoniodaagral26@hotmail.com

Não vou deixar nunca!

Antonio Nunes de Souza*

-Não meu bem! Aí não de jeito nenhum! Já vem você de novo!
-Oh! Minha filha, deixe. Só um pouquinho...
-Não, não e não! Você pode fazer o que quiser, mas, na bunda não!
-Por que meu bem? Não é nada de mais!
-Não é porque a bunda não é sua! Imagino que vai doer bastante e isso não foi feito para sexo. É pura invenção dos homens e vocês acham que devem aderir com as mulheres.
-Você vai ver que eu vou botar bem devagarzinho e não vai doer nada.
-Então não é! Só em olhar para o volume, me dói até a alma. Ainda mais isso ficar entrando e saindo como se eu estivesse fazendo cocô pra dentro. Qualé rapaz! Não está vendo que essa não é a maneira correta de se fazer sexo?
-Todo mundo faz isso e não diz nada. Você é que está sendo careta!
-Careta eu vou fazer é quando você enfiar isso no meu rabo. Não meu filho, não quero ter esse desprazer e depois ficar arrependida.
-Acho que você não me ama, meu bem adorado!
-Eu lhe amo é com o coração, não é com o cu não!
-Puxa! Não precisa exagerar não! Quando se ama de verdade, nós fazemos tudo para que o outro seja feliz.
-Pois é! Você acha que eu vou ficar feliz com essa rolona sua enfiada em minha bunda? Se isso acontecer um dos dois ficará infeliz. Então... que seja você. Pois posso lhe fazer feliz com minha xoxotinha e, ao mesmo tempo, sentir prazer também.
-Oh! Meu amor! Dessa forma nós já fazemos amor há vários meses. Precisamos variar um pouco para não cair na rotina.
-Eu prefiro que caia na rotina do que cair na minha bunda! E eu sei como é isso: É só dessa vez meu bem! Depois nem se lembra mais que eu tenho xereca. Vai logo pegando e me virando de bruços. Isso é o que me contam minhas amigas que caíram nesse papo: “Comeu uma vez, vira freguês!”
-Mas comigo é diferente. Sempre faremos em várias posições.
-Eu já estou vendo as várias posições que você vai querer: Cu deitado, cu em pé, cu de quatro pés, etc. Não meu filho! Deixe essa idéia de lado e venha logo pra cima de mim. Eu estava até excitada, mas, com esse papo você me tirou toda tesão. Minha xoxota estava molhadinha e secou de tristeza.
-Se fosse comigo eu deixava, meu bem!
-Então vire a bunda que eu vou enfiar o cabo do espanador pra você ver se é bom!
-Que é isso meu bem! Está me estranhando? Eu sou espada!
E meu cu é bainha?
-Querida deixe eu botar só na regadinha, deixe?
-Nada de regadinha, porra nenhuma! Essa merda escorrega, entra em minha bunda, aí é que eu vou ficar puta da vida pelo meu vacilo. Não! Não! E chega!
-Puxa! Como você é puritana, minha filha! Hoje é normal se transar em todos os buracos do corpo.
-Ótimo! Daqui a pouco você vai comprar um apontador de lápis para afinar a rola e querer enfiar em meus ouvidos. Sinto muito, mas não acompanho essa evolução. As mulheres da minha família transam há várias gerações, porém, com as bocetas como Deus determinou.
-Veja que eu não tenho nenhum preconceito com você. Chupo sua xoxotinha e até dou uma lambidinha em seu cuzinho com o maior prazer.
-E você pensa que eu botar esse troço seu em minha boca, as vezes ficar entalada e você ainda gozar dentro é agradável? Essa merda tem cheiro de Q-boa e um gosto estranho retado!
-Chega querida, tudo bem. Abra as perninhas amor, vou botar bem devagarzinho, da maneira que você adora sentir, ele entrando sorrateiramente...
-Aí sim, meu bem! É tão gostoooooso! Assim, assim, mais, mais. Huuum, que bom meu bem!
-Mete mais meu filho, não deixe sair não. Vá. Vá, mais, mais... acho que vou gooosarrr! Ai, ai, ai, não tire não, não, não , não, aaaahh meu tesouro!
-Meu bem, vire a bundinha agora, vá! Deixe eu botar só a cabecinha. A cabecinha só meu amor.
-Qualé mané cabecinha! Rola não tem ombros e termina entrando toda.
-Que porra, seu sacana! Eu não já disse que no meu cu não entra nada! Saia de cima de mim, vamos vestir as roupas, pagar o motel e ir embora.
-É sempre assim. Tudo termina em briga só porque eu quero uma bobagem e você não quer nunca ceder.
-É bobagem? Então enfia sua bobagem na bunda de sua mãe e nunca mais me procure! Está tudo acabado, pois não agüento mais os seus desejos anormais.
-Mas meu bem...
-Meu bem nada! Me deixe em minha casa, por favor!
Saltei do carro puta da vida, porque realmente eu gostava desse cara, mas parece que ele só via minha bunda e, com certeza, enquanto não enfiasse em meu rabo não iria sossegar.
Um dia ainda vou tomar coragem para dar esse cu e acabar com as brigas com meus namorados. Qual será o mistério que faz os homens gostarem tanto de enfiar em nossa bunda?

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras de Itabuna– antoniodaagral26@hotmail.com