Antonio Nunes de Souza*
As palavras foram criadas num
passado remoto, exatamente em função da sua utilidade, para serem usadas e
compreendidas por quem lesse, ouvisse ou desejasse. Consequentemente, essa criação
passou a ser importantíssima para o mundo, facilitando vertiginosamente, não só
a literatura em geral, como a funcionalidade das coisas e dos sentimentos.
Aí...pela grande utilidade, novas palavras passaram a serem inventadas,
principalmente palavras que melhor exprimissem as reações mentais e físicas. E
como um desses sentimentos é fortemente usado em todas circunstâncias, nasceu a
palavra mágica e cheia de confiabilidade: “Esperança!”
Essa maravilhosa e cabalística
palavra, tem uma abrangência imensa nas nossas vidas, uma vez que a usamos
cotidianamente, não só para nós mesmos, como também para outros que conhecemos
ou estão em nossa volta. Ela passou a ser, literalmente, uma bengala
sustentadora dos desesperos e das necessidades, tanto quanto as religiosidades.
Ou até mesmo bem maior, já que nas religiosidades ela é usada uma na dependência
da outra. É muito comum se ouvir a frase: “Tenho Esperança em Deus (ou outra
santidade qualquer), que conseguirei realizar meus intentos!”
O seu slogan oficial e popular é:
“A Esperança é a última que morre!” Mostrando claramente, que com essa palavra
podemos levantar o astral, ego e a mente em geral, apenas usando-a nos momentos
certos, principalmente para as pessoas que no momento tanto necessitam!
Outra oportunidade que ela é
usada com um chavão diferente, e com outra mistura também celestial é: “Onde há
fé existe Esperança!”. Para os crentes esse é um reforço de grande poderio, na
perspectiva que jamais falhará se assim se pensar!
Em rápidas palavras, mostrei que
a palavra “Esperança” foi carinhosamente escolhida, exatamente para expressar
para quem ouve ou lê, que nada está perdido enquanto ela existe em nossas
mentes, mesmo que seja uma utopia, que apenas serve de um paliativo, já que as
pessoas nada podem fazer a não ser usa-la como um acalento de afeto e amizade!
Nos anos sessenta, tive a
felicidade de comprar uma coleção sensacional de nome “Origens das palavras”,
com 12 volumes ilustrados, que continha detalhes minuciosos de todas palavras.
Lamentavelmente, presenteei-a a um amigo dez anos atrás, e esse amigo ficou meu
inimigo por ser um fanático Bolsonarista. Infelizmente não me recordo a editora
para adquirir outra, mas, foi em vão. Porém, ainda tenho “Esperança” de
encontrar!
Vale dizer que ela é uma derivação do verbo esperar!
Agora na copa, o Brasil inteiro depositou
“esperança” de ganhar o Hexa e, infelizmente, tudo deu errado. Mas, vamos ter
“esperança, para que na próxima copa sejamos mais bem sucedidos!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!
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