Antonio Nunes de Souza*
Existem infinidades de fanatismos
pelo mundo, que precisaria um enorme livro, somente para cataloga-los com
maiores detalhes. E, por essa razão, me limitarei apenas a uns que são mais
acentuados, levando as pessoas as raias da loucura, obsessão e perda da razão,
sendo, praticamente, impossível convencê-las da realidade!
As três escolhidas têm
características similares, já que suas abrangências constam de muitas variações
para escolhas dentro do tema, sendo que em todas elas, geralmente a influência
familiar é fundamental e logicamente culpada!
Sem que sejam por ordem de
importância, elas são: Futebol (que tem vários times), Religião (que tem várias
crenças), Política (que tem vários membros e partidos).
A paixão assustadora dedicada aos
clubes é tão exagerada, que os ficcionados deixam até de comer, para pagar
ingressos caros para ver seus times e ídolos, compram camisas, faltam ao
trabalho, ficam pulando, gritando, rodando as camisas, tomando chuvas, xingando
o juiz, bebendo e, infelizmente, brigando nos estádios e fora deles, somente
porque tem outras pessoas que torcem por times diferentes ao seu. Chegando até
ao barbarismo de brutais violências e assassinatos. Esse volumoso fanatismo,
que reúne milhares em cada partida de futebol, se predispusesse a reunir-se
para reivindicações aos políticos, com relação às necessidades básicas, com
certeza absoluta as coisas no país estariam bem melhores. Imagino quarenta ou
cinquenta mil pessoas cercando a Câmara ou Senado, expondo suas necessidades e
desejos, certamente seriam atendidos, pelo menos em grande parte. Mas, para
esses casos, ficam todos apenas malhando pelas esquinas e botecos, coisa que de
nada adianta. Esses fanáticos precisam raciocinar, usar seus poderios como
força de exigência de direitos adquiridos e justos. Infelizmente só se reúnem
em multidões nas ruas, quando seus times chegam de algum lugar com o título de
Campeão!
Já a Religiosidade, que é
composta de milhares de diversas simples e exóticas crenças, o fanatismo é tão
exacerbado e exagerado, que chega ao ponto de interferir terrivelmente nos
modos, hábitos, costumes e comportamentos dos seus fiéis, pois, para eles,
somente assim serão abençoados e beneficiados com milagres inusitados, e um desejado
lugar no imaginário céu. Inclusive não se esforçam para vencer os obstáculos
que surgem em suas frentes, esperando que as divindades resolvam quando acharem
que devem. Demonstram o absurdo da acomodação, conformismo e subserviência a
umas coisas, que somente existem nas mentes dos ministros pregadores das
diversas crenças, que enriquecem à custas dos iludidos membros. Infelizmente,
as orientações das religiões, geralmente vão passando dos pais para os filhos,
perpetuando as devidas crenças, que mesmo sendo super abstratas, torna-se quase
ou impossível, fazer um mudar de ideia. Isso somente acontece quando a pessoa
lê bastante a história e a ficha cai, fazendo ela ver como viveu enganada e
iludida por tanto tempo. Conheço muitos que já chegaram a essa conclusão. Eu
mesmo, tolamente, quando fui estudar em Salvador no Colégio Maristas, cheguei a
pensar a ser Padre, chegando a ser um bom coroinha. E já adulto, cheguei a
fazer uns dez Cursilhos da Cristandade, ficando vários fins de semana isolado
com dezenas de fiéis no Seminário de Ilhéus, orando, lendo a Bíblia e fazendo
reflexões. Essas minhas experiências celestiais foram importantes para
inteligentemente, eu sair dessa ciranda ilusória e enganadora. Esse grande
fanatismo, infelizmente, é um dos maiores causadores do grande atraso da
humanidade, já que ninguém se preocupa em lutar veementemente pelo seu futuro,
imaginando e acreditando que: “O futuro a Deus pertence”, não precisando ser
guerreiro para alcançar esse objetivo!
O trágico e deprimente é o
fanatismo político. Este, que nos atinge direta e indiretamente, tornou-se um
mar de lama. Pois, deixa transparecer claramente, que para ser político tem que
ser mentiroso, enganador, corrupto e legislador de benefícios em causa própria,
sendo que apenas o que sobra é para distribuir com os pobres, para conseguir
seus votos garantindo suas reeleições. Mas, mesmo com esses comportamentos
negativos e condenáveis, esse pobre povo, pela ignorância política, acredita
nas mentiras e promessas, tornando-se fanático num grau tão absurdo, que ficam
completamente cegos para os erros cometidos por eles, passando a tê-los como
verdadeiros heróis e ídolos completamente imaculados. E com isso, jamais votam
observando qualificações e experiência. Seu fanatismo é direcionado para
determinados indivíduos, sejam de que partido forem, e se eles prestam ou não,
pois, para eles o seu é que é o melhor. Porcamente, nas religiosidades,
ministros canalhas se aproveitam, e direcionam os fanatismos e idolatrias para
os candidatos que lhes interessam financeiramente. Uns porcos desonestos!
Em rápidas palavras, estão
algumas observações a respeito dos fanatismos existentes e seus prejuízos
inerentes das suas descabidas práticas. Vote naquele que você analisar
friamente, e ver que é o melhor para gerir o nosso país, beneficiando todas as
classes sociais, principalmente a mais pobre!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!
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