terça-feira, 7 de abril de 2026

LOUCURAS QUE TODOS NÓS COMETEMOS! (Clique e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

No decorrer das nossas vidas, todos nós somos passivos de fazer algumas loucuras, que depois de realizadas e pensadas com calma, percebemos que nos comportamos totalmente fora dos controles, atingindo o absurdo dos erros, conforme os ditames das ordens sociais. E, felizmente ou infelizmente, eu não sou diferente de ninguém nessas atitudes, que acredito não existir alguma exceção!

Dentre as muitas que ocorreram em minha vida, a mais significativa e bastante marcante, aconteceu quando eu tinha quinze anos de idade, naquela passagem de menina para mulher, onde estamos cheias de dúvidas e curiosidades. Meu pai um grande comerciante, situação financeira ultra privilegiada, morávamos numa mansão invejável num bairro classe A, que posso dizer que eu era como chamavam na época, uma verdadeira “patricinha”.

Tínhamos jardineiro, copeira, governanta e motorista particular para nos atender, além de uma cozinheira de forno e fogão de ponta. Uma condição de vida, que poucos tem o privilégio de desfrutar. Aí, aconteceu o seu Fernando, nosso velho motorista se aposentar, meu pai contratou outro imediatamente, recomendado por uma empresa de Recursos Humanos. Ele era um homem jovem de uns trinta anos, bonito, simpático, educado e paralelamente ao seu trabalho de motorista, estudava Administração de Empresas, mirando um futuro melhor!

Todos os dias Mendonça (esse era o seu nome) levava-me para o colégio, indo buscar-me quando as aulas terminavam, além de atender a mim e minha mãe, quando saíamos para lazer, eventos, compras ou outras coisas que se faziam necessárias.

O fato é que, nessas nossas andanças do dia a dia, conversávamos bastante, passamos a ser relativamente amigos, ele bastante respeitoso, mas, mediante a minha puberdade e assanhamento de jovem, terminei ficando apaixonada por ele que, infelizmente, ou não notava ou fazia que não notava, sempre sorridente, porém, sério e correto nos comportamentos, nada deixando transparecer. E como acontece com todas pessoas, toda vez que não se interessam por nós, ficamos nos sentindo sem competência, e a vontade de fazer as coisas acontecerem aumenta substancialmente. E como já disse que não sou diferente de ninguém, continuei me insinuando mais, mas, por incrível que pareça, Mendonça continuava impassível.

Existia um apartamento no fundo da mansão, que era para atender ao motorista, para que ele ficasse a noite para alguma emergência ou eventualidade. E numa noite que eu estava completamente sedenta e magoada por estar sendo desprezada, sendo uma menina moça da alta sociedade, fiquei completamente nua, veste um robe de seda e, corajosamente, saí as escondidas e fui até o apartamento de Mendonça, vi que havia uma luz acesa, bate levemente na porta, que em um minuto foi aberta, E sem dizer uma única palavra, abracei-o e dei-lhe um beijo na boca, que ele, mesmo totalmente surpreso, correspondeu maravilhosamente, deixando-me molhadíssima de desejo e a emoção de ter conseguido quebrar o gelo das suas atitudes. E depois de algumas carícias reciprocas, eu sem que ele pedisse, tirei o meu robe ficando completamente a sua disposição para fazermos tudo que desejássemos. E aconteceu mesmo no chão da sala, continuando no sofá, fomos para cama, ele experiente e com um tesão maravilhoso, deixou-me totalmente deslumbrada, já que era a minha primeira experiência sexual. Quanto as posições, foram todas que vocês possam imaginar, sendo a que mais me enlouqueceu, foi quando ele com maestria, fez sexo oral em mim, fazendo eu gozar várias vezes, imaginando que iria morrer de tanto prazer!

Infelizmente, no dia seguinte Mendonça silenciosamente, foi a empresa e pediu demissão alegando problema de saúde, fato que vim a saber a noite quando meu pai falou que viria um outro motorista, pois, Mendonça tinha se demitido. Tomei um enorme susto e decepção, mas, imaginei que ele ficou com receio de um problema sério, por eu ser menor de idade, e ele ter sérios problemas, não só com meu pai como com a lei!

Tentei localiza-lo, mas, foi em vão, pois, até no endereço do seu cadastro na empresa, ele havia se mudado.

Essa foi minha maior loucura, que guardei como segredo até hoje, ocorrido vinte anos atrás. Não posso mentir que lembro-me com saudade, aquela minha longa noite de loucura e prazer!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

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