Antonio Nunes de Souza*
Sempre que acontece alguma coisa
conosco, geralmente são inesperadas, excetuando aquelas que programamos
antecipadamente. Porém, umas das mais e marcantes, acontecem pelas ironias do
destino, sendo algumas boas e maravilhosas, assim como outras desastrosas e
desagradáveis!
Aconteceu que na época que
cursava a faculdade, eu jogar vôlei na seleção baiana, sendo uma das cortadoras
super eficiente, que pelas minhas qualidades, fui convocada para a seleção
brasileira, fato que me encheu de alegria e felicidade, já que paralelamente,
veio um convite de São Paulo, para que eu assinasse um contrato, que me daria
um salário que jamais conseguiria com minha profissão de psicóloga, fazendo com
que eu cancelasse temporariamente o meu curso.
Para minha alegria maior, a
convocação feita pela federação era para uma excursão de um mês na Europa, com
jogos em Londres, Paris e Geneve na Suissa. Não precisa dizer que enlouqueci de
emoção, já que nunca tinha viajado para outros países, apenas conhecia algumas
cidades do interior da Bahia.
É bom que eu diga, que sou uma
mulata alta, esbelta, 22 aninhos e, com certeza, um corpo que qualquer homem
deseja ter nos braços e na cama. Isso eu tenho certeza absoluta, porque não
canso de ouvir os mais ardentes elogios. E com esses predicados, obviamente sou
um dos destaques onde nos apresentamos para eventos sociais e esportivos. O
fato é que fizemos os jogos em Londres, Paris, vencemos todas, e seguimos para
Geneve, onde tive a felicidade de conhecer o técnico da seleção Suissa, que
veio elogiar-me após o jogo, e falando em espanhol (que dá para entender)
convidou-me para jantar. Como era o último compromisso e voltaríamos no dia
seguinte ao meio dia, todas nós tivemos folga para fazer o que desejasse.
Então...como nunca desprezo convite de um homem bonito, aceitei tranquilamente,
indo para o hotel e espera-lo dentro de uma hora. Ele apareceu no horário, eu
vestida elegante e charmosa, assim como ele que chegou chegando, bem vestido e
perfumado. Era tão branco que sua pele parecia de porcelana chinesa, e seus
olhos eram tão azuis, que pareciam duas gotas do céu olhando pra mim. E com
esses atributos, fiquei hipnotizada. Percebia-se de imediato que nós éramos: um
a fome e o outro a vontade de comer!
Fomos a um restaurante
maravilhoso, tomamos champanhe, comemos um delicioso funde, conversamos,
sorrimos trocamos confidências e, por que não, carícias preliminares nas mãos,
que quando saímos já estávamos abraçadinhos e aconchegados, como se fôssemos
antigos namorados. Pegamos um taxi, ele deu o endereço, e quando eu vi a ficha
cair, estava em seu apartamento, já dançando nos braços de Lucian (esse era o
seu nome), que logo em seguida passamos a nos desnudar, nos deitar no tapete,
fazendo as maiores sacanagens que incendeiam uma gostosa transa, completamente
liberada, onde trabalha-se com a vagina, boca, língua, anus e pênis, com as
mesmas intensidades para se obter ótimos prazeres orgásmicos. E foi o que
fizemos e muito bem feito, aproveitando a noite que o destino nos proporcionou.
Essa noite de luxúria maravilhosa,
prolongou-se até as 5 da manhã, quando saciados e felizes, tomamos um delicioso
banho, nos vestimos e ele foi levar-me para o hotel, onde minhas companheiras
estavam preocupadas com a minha ausência. Tínhamos nos despedidos da entrada, e
com isso ninguém ficou sabendo com quem eu estava, dei apenas uma desculpa.
Ao meio dia, pegamos o voo para o
Rio de Janeiro, voltando para nossas casas nos nossos devidos estados. Mas, passados
dois meses, comecei a sentir algumas náuseas, enjoos, etc., vindo a perceber
que, infelizmente, eu estava grávida. E isso atrapalhou a minha vida
profissional, tive que parar de jogar, fui para casa dos meus pais curtir a
gravidez, que ao mesmo tempo que ficava alegre, ficava triste, pois, nem tinha
o endereço de Lucian, para comunicar sua paternidade.
O tempo passou, nasceu meu filho
lindíssimo com os mesmos olhos do pai, que coloquei o nome de Lucian Junior.
Aí, um dia me deu um estalo que me fez lembrar, que ele no primeiro encontro
havia me dado um cartão, apresentando-se como técnico da seleção da Suissa.
Corri para minha sacola de treinos que há muito não abria e, felizmente,
encontrei o tal cartão, onde continha seu endereço e celular. Foi uma puta
alegria que, quase imediatamente, quis ligar para ele contando em detalhes os
fatos. Mas, preferi pensar mais um pouco e fui fazer na semana seguinte.
Liguei com um tremendo medo da
receptividade dele, ou mesmo que nem se lembrasse de mim. O celular tocou
algumas vezes e nada, eu suava nas mãos pelo nervosismo, até que atenderam e eu
perguntei mesmo em português se era ele, e ele respondeu que sim. Então,
calmamente, me identifiquei e por minha felicidade, ele soltou palavras de
alegria e satisfação, lamentando que tentou me localizar por muito tempo e não
havia conseguido. Essas palavras me acalmaram, relatei o nascimento de nosso
filho que era a sua cara, e tão lindo quanto ele. Tudo isso resultou, que com
alguns meses nos comunicando, hoje estarei a tarde indo ao aeroporto com meus
pais, esperar Lucian com os dele, pois, nos casaremos no sábado, estando todos
festejos completamente organizados. Tudo isso aconteceu, graças a uma única
transa inesperada!
Jamais dispense uma boa transa,
pois, nela poderá estar um futuro brilhante. E se não acontecer, no mínimo você
gozou uma ou algumas vezes, que não faz mal a ninguém!
*Escritor, Historiador, Cronista,
Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!
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