domingo, 11 de dezembro de 2022

UM RETROCESSO DE MUTAÇÃO!

 

Antonio Nunes de Souza*

Estamos convivendo como se fôssemos animais irracionais, assustados e com medo uns dos outros. Pior até que os próprios animais, pois estes, andam em grupos e, curiosamente, em raras ocasiões se desentendem. Já nós, desconfiamos até das nossas próprias e inofensivas sombra!

Antes nos sentíamos seguros quando estávamos nas ruas, pois, devido ao movimento das pessoas, dificilmente algum ladrão ousava nos roubar ou assaltar, com medo de ser preso ou linchado pela população. Havia uma dupla policial denominada “Cosme/Damião, que rondando a cidade era suficiente para nos dar tranquilidade em nossos passeios matutinos, vespertinos e noturnos. Podemos até dizer que eram anos dourados, tranquilos e serenos. Até a movimentação de veículos era mais suave, uma vez que, somente os privilegiados podiam comprar e, obviamente, a circulação do trânsito era mais calma e segura. Atropelamento era algo super raro. Mesmo assim, quando ocorria, era uma criança que corria atrás da bola, ou algum idoso que atravessava a rua distraidamente! Semáforos e câmeras nós nem imaginávamos que um dia pudessem existir, já que a necessidade era inexistente!

No entanto hoje, com o tal progresso e a tecnologia, passamos a usufruir de equipamentos altamente sofisticados em nossos lares, computadores que são verdadeiros seres humanos, comunicações via satélites e mais um milhão de outras novidades, e temos que conviver com o comportamento assustador dos homens que, absurdamente, estão voltando a ser trogloditas, esquecendo os valores, respeito aos alheios, desvalorização da vida, meio ambiente, religiosidade, solidariedade e caráter!

Será que vale a pena estarmos na era da tecnologia de ponta e, ao mesmo tempo, destruindo o mundo e nos matando mutuamente?

É justo e humano ver através da televisão, cenas ao vivo de guerras cruéis e sangrentas, por disputas religiosas ou mesquinhez de faixas territoriais, proporcionando mortes de pessoas inocentes de todas idades?

Como podemos nos considerar racionais, se no reino animal o respeito e comportamento são bem superiores?

Vamos ponderar, parar, raciocinar e ver que estamos nas raias do limite! Provando para nós mesmo, como somos pobres e podres de espírito, quando agimos dessas formas aviltantes e maléficas. Quem lucrará com isso no futuro? Pois, no presente já estamos vendo como estão sendo desastrosos os resultados!

Até as famílias estão tão fragilizadas, que os incestos e crimes que ocorrem no dia/dia, se tornaram notícias banais na mídia. Ainda somos gente, ou estamos sofrendo uma mutação horripilante e nos transformando em monstros?

Todas essas perguntas devem ser avaliadas, pois, por mais que pareça que estou exagerando, basta apenas que faça uma reflexão a respeito e, sem dificuldade, verá quanto estamos à beira do abismo!

Para ficarmos em casa temos que nos cercar de parafernálias de seguranças. Se saímos as ruas estamos passivos de assaltos, roubos, sequestros, atropelamentos, balas perdidas, etc., e assim sendo, em que lugar podemos considerar que estamos devidamente seguros?

*Escritor, Historiador, Cronista e Poeta!

 

sábado, 10 de dezembro de 2022

REFLEXÃO ÍNTIMA!

 

 

                             Antonio Nunes de Souza*

 

Brilharam como relâmpagos em minha frente

Aventuras que me deixavam contente

Mas, depois foi triste o resultado.

Foram momentos felizes de encantamento

Ilusão que se transformou em tormento

Sobrando a dor e o coração apaixonado!

 

Será que sei realmente o que é o amor?

Por que entro sempre sorrindo e saio cheia de dor?

Será que não sou precavido? Atiro-me desprevenido?

Sinceramente, não sei dizer a razão.

Acho que me entrego rápido e com paixão

Talvez por isso, saio sempre bastante ferido!

 

O que você diz e acha Natacha?

Devo refrear um pouco essa marcha?

Nos caminhos que surgem em minha frente?

Nem sempre os mais belos são os mais seguros

Nem são bons os tortuosos e escuros

Deixar o fascínio de lado e ser inteligente?

 

Creio que o tempo está me ensinando

Com algumas dores está me educando

Aprendendo a separar o joio do trigo.

E um dia rirei muito de tudo isso

Encontrarei e firmarei um compromisso

Compensando esse sofrido castigo!

 

*Escritor, Historiador, Cronista e Poeta!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

FATALIDADE!

 


                   Antonio Nunes de Souza*

Tudo era encanto

Não havia pranto

Somente alegria e felicidade.

Nem parecia esse mundo

Com aquele amor profundo

Nem de longe existia maldade!

 

Amor, paixão e muitos ardentes desejos

Com afagos e beijos, seguidos de festejos

Não existia união mais completa.

Tanto na noite como no dia

O calor do corpo ardia

Com aquela felicidade discreta!

 

Gerações foram brotando

Os afetos sempre reforçando

Com aquele amor sem igual.

Mas, como tudo na vida

Sempre aparece uma ferida

Que nos atinge como um animal.

 

Um acidente maldito

Que apenas ouvi o grito

Último som que meu amor exclamou.

Morreu imediatamente

Deixando-me tristemente

Nem uma palavra falou!

 

Hoje choro essa saudade

De ver tanta maldade,

Indo ao enterro da minha querida.

Pois, tudo isso aconteceu de ruim

Fazendo-me estar sofrendo assim

Graças a uma bala perdida!

*Escritor, Historiador, Cronista e Poeta!

TRAIÇÃO? JÁ ERA!

 

Antonio Nunes de Souza*

Com um título desse, percebe-se logo que trata-se de um assunto sério, discriminado por milhares de anos que, com a modernização do mundo, foram-se acabando as grandes e absurdas condenações e, aos poucos, passando a ser encarada como apenas, praticamente, um pequeno detalhe numa relação!

Não que se ache, ainda, que seja uma coisa normal, porém, não é dado aquele valor de outrora, que as honras tinham que ser lavadas com sangue. Esse costume idiota, sanguinário e burro, somente os ignorantes, mal educados, machistas com espíritos e almas assassinas, ainda praticam esse ato imbecil! Mas, com as leis de proteção, principalmente às mulheres, estão punindo severamente quem comete esses delitos e, como resultado, relativamente, minimizarão as ocorrências!

Como, segundo estatísticas recentes, existem mais mulheres que homens no mundo, obviamente, mais acontece do lado feminino, que é o lado que sempre foi condenado, pois, os homens, sempre prevaricaram, tiveram suas amantes, filhos naturais e, a sociedade hipócrita e machista, encarava essa atitude como sendo algo especial e digno de elogio!

Imagino eu que com a mudança comportamental da mulher, procurando seus espaços, formações, deixando de ser apenas donas de casas, e tendo que trabalhar nas ruas em grandes ou pequenas empresas, onde sempre tem oportunidade de conhecer novos homens, conversar, trocar ideias e identificações, isso facilitou, literalmente, para que ocorresse uma “ficada” eventual e nem sempre esperada, sem contudo abalar a sua situação com seu companheiro. Em alguns casos, curiosamente, ela até descobre num desses lances, o homem real da sua vida! E, sem maiores questionamentos, procura sua normal separação, para começar uma nova e justa vida, dentro dos seus direitos normais de escolher!

Portando, apenas conforme meu pensamento e opinião nada oficial, simplesmente traduzido pela experiência ao longo dos anos que, depois de simples “rainhas dos lares”, suas participações, inclusive na provedoria das despesas do lar, isso tenha provocado um direito que somente os homens tinham!

O que precisamos com urgência é começar a educar os valentões de plantão, que acham que são proprietários de suas companheiras, e que mandam e determinam em seus desejos, sentimentos e suas vontades. Simplesmente, essa liberação acontece, principalmente com as mulheres mais inteligentes e corajosas, por saberem que nada no mundo é infinito. E o mais importante é ser feliz com quem mais lhe apraz!

Assim sendo, procurem encarar tal fato, que está tendo um andamento rápido e de uma maneira civilizada, respeitando as vontades alheias, também satisfazendo as suas e, com certeza, seremos todos felizes nessa “Vida Louca” e maravilhosa, que Deus bondosamente nos deu!

Traição? Já era! Trata-se apenas de uma mudança de cardápio para se comer uma comida diferente, experimentar uma nova iguaria e, em alguns ou poucos casos, troca-se de restaurante definitivamente!

Saiba encarar esse fato com naturalidade, pois, pode estar acontecendo com você, e sua união continua feliz e alegre sem maiores problemas. Segundo os vanguardistas, isso se chama “progresso”!

*Escritor, historiador, Cronista e Poeta!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

SABER VIVER!

 

Antonio Nunes de Souza*

Se fizermos uma análise com relação aos nossos aniversários, ficaremos na dúvida se agradecemos a Deus pelo tempo que já vivemos, ou se pedimos para viver mais!

Isso sem levar em conta se o tempo que já vivemos foi bom, ruim ou ótimo. Pois, se inteligente formos, até dos nossos erros ou acidentes de percursos, poderemos tirar bons e importantes proveitos, absorvendo os resultados com sabedoria, utilizando-os como uma boa experiência, para desfrutar um futuro melhor, nos ajudando a desvencilhar os obstáculos, que por certo aparecerão no decorrer do tempo!

Simplesmente, viver não tem uma significação grande e profunda. O mais importante é saber viver intensamente, aproveitando as oportunidades que a vida oferece, sempre pensando que está vivendo o último minuto da vida, e nunca imaginando que é um ser perene ou eterno. Obviamente, não como um sentimento mórbido, mas, para que esse minuto seja bem vivido, e seu aproveitamento seja o melhor dos melhores, principalmente inesquecível!

Se tivéssemos a oportunidade de saber quanto tempo ainda teremos de vida, com certeza não seria tão interessante como a incerteza da morte. Uma vez que, a partir da hora que soubéssemos o dia e a hora da partida, provavelmente nos faltaria a alegria necessária para viver o tempo que ainda disporíamos, inundando a nossa mente com a preocupação normal da hora da partida final, sempre contando os dias, como se fosse uma morte lenta e bastante desagradável!

Portanto, nada melhor que as surpresas diárias que a vida nos oferece, e a grande incerteza do dia que a morte chegará. Pois, nos encoraja e estimula a viver sugando todos os prazeres possíveis, para jamais morrer na saudade, ou arrependido pelo que não fez!

Felizes são aqueles que sabem viver “como se não houvesse amanhã”. Tenho a convicção que são muito mais felizes e aproveitam melhor os bons momentos, fazendo-os transformarem-se em verdadeiras e gloriosas eternidades!

Viver é uma dádiva divina, e saber viver é uma ciência profundamente bela. Aproveite bem e sabiamente a sua vida, para quando partir, deixar muitas saudades, em vez de somente levar e acompanhadas de arrependimentos!

*Escritor, Historiador, Cronista e Poeta!

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

CONFIANÇA TEM LIMITE!

 

Antonio Nunes de Souza*

Repito sempre que minhas crônicas são criadas e inventadas por mim, aproveitando minhas loucuras mentais inspiradoras e, obviamente, o meu espírito alegre de encarar essa vida louca que atravessamos, antes por algumas décadas, atualmente, chegando ao octogenário e alguns quebrados!

Porém, hoje lembrei-me de uma velho fato que me contaram e, como ainda rio bastante quando lembro, coloquei alguns toques da minha verve debochada, e vou passar para vocês!

Alberto, homem de procedimento impecável, excelente engenheiro, patrão invejável, amigo para todas as horas, inclusive de uma generosidade sem limite, colaborando sempre com todas as casas pias da cidade. O prototípico do homem super perfeito e sem nenhum defeito!

Pelo homem que era, além de bonito e simpático, era caçado e disputado por todas as moças da cidade, a grande maioria dos país rezavam para que fosse o seu genro. Aí foi que Mônica, uma moça linda, rainha da cidade, miss elegante por dois anos seguidos, corpo escultural, fez o coração de Alberto balançar! Imaginem vocês que grande festa não foi a união dessas duas pessoas especiais. Um casamentão para ninguém botar defeito! A festa rolou a noite inteira, quase que não deixavam o casal viajar para a lua de mel!

Para encurtar a conversa, passados cinco anos, tudo as mil maravilhas, não tiveram filhos por opção, mas, mesmo Alberto sendo um homem impecável, era fascinado pela linda bunda de Mônica, e ela, duramente, sempre se negava jurando que jamais daria. Ele por sua vez, meigamente, sempre solicitava, com carinho e presentes, mesmo sabendo da resposta negativa!

Como era um homem super organizado, todos os dias saía no mesmo horário: 07 horas e voltava as 19 horas. Isso era como trem britânico. Nem atrasava, nem adiantava!

Porém, certo dia, tendo de participar de uma importante concorrência, saiu no seu horário, mas, ao chegar na empresa construtora, percebeu que havia esquecido umas plantas. Mas, como a negociação seria as 15 horas resolveu fazer uma surpresa, ir almoçar em casa, apanhar os documentos e iria direto para a licitação!

Infelizmente, ao chegar em casa, abriu a porta em silencio para fazer a surpresa, notou uma calmaria no apartamento. Foi na ponta dos pés até a porta do quarto e, lentamente, abriu pela metade, levando o maior susto do mundo. Pois, no maior frenesi, que não enxergavam nada, estava sua mulher a querida Mônica, de quatro pés na cama e seu melhor amigo José Antonio, comendo vorazmente a bunda dela, que gemia de prazer, pedindo bote mais meu amor!

Mesmo com o impacto, Alberto fechou a porta com cuidado, voltou alucinado, nem apanhou as plantas que foi buscar, entrou no carro e saiu feito um louco, parando no primeiro bar que viu. Na verdade, um botequim. Pediu uma dose dupla de whisky com bastante gelo, pegou o copo e sentou-se em uma mesa, para pensar o que iria fazer! já preocupado com o escândalo! Bebeu e pediu outra dose e, como estava com o problema atravessado na garganta, afim de desabafar, chamou um bêbado que estava numa mesa vizinha, e começou a contar a sua tragédia, vomitando uma confissão de desabafo do fato inesperado e grotesco. Contou o ocorrido, inclusive enfatizando que durante todos os anos de casado, sempre pedia e ela lhe negava. Aí, perguntou ao bêbado: que devo fazer e o que me diz de tudo isso?

E o bêbado respondeu: Olhe amigo eu uma vez viajando de trem para fazer uma entrevista de emprego, me deu uma dor de barriga desgraçada na hora que eu ia saindo de casa. Fui ao banheiro e pensei que tudo estava sanado. Mas, com o sacodir do trem me deu nova vontade, então fui ao banheiro, mas, chegando lá, apenas dei uns peidos e nada aconteceu. Voltei para meu lugar e, minutos depois, voltou a dor de barriga com mais intensidade. Corri para o sanitário e, lá chegando, novamente, dei uma dúzia de peidos e não saiu nada. Voltei puto da vida e me sentei. Como a viagem era longa, tornou a dar a dor de barrida. Então eu, tranquilamente, virei a bunda de lado para dar meus peido ali mesmo. Mas, por ironia do destino veio uma caganeira desgraçada, a merda escorrendo pelas pernas e saindo pela bainha da calça, um fedor filho da puta, todos sorrindo e tapando os narizes!

Alberto, puto da vida falou: Porra cara! Eu lhe conto um problema complicado e dramático, e você vem com uma zorra de uma caganeira?

-Minha estória tem sentido doutor, isso é pra o senhor aprender que não devemos confiar no cu da gente, quanto mais no cu dos outros!

*Escritor, Historiador, Cronista e Poeta!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

O DIA EM QUE PAPAI NOEL CHOROU!

 

Antonio Nunes de Souza*

Aproveitando o gancho do livro alusivo ao grande e irreverente filosofo Friederich Nietzsche (O dia que Nietzsche chorou), resolvi escrever um texto sobre fatos que devem ocorrer no andamento dessa vida louca e desigual, que temos o prazer de vivenciar, mesmo lutando pela sua melhoria, encontrando em nossa frente pedras humanas e políticas, egoísticas e sem sentimentos coronários!

Mendonça, aposentado com seus sessenta e três anos, porém, ainda com vitalidade e saúde para desempenhar uma atividade, principalmente para aumentar seus parcos rendimentos, viu no jornal uma nota procurando senhores para fazer o papel de Papai Noel em um shopping, sendo preferência que tivessem as qualificações e perfil do bom velhinho (Cabelos e barbas brancas, corpo avantajado e bastante educado na sua desenvoltura para atender os pais e as crianças). Sorriu ao ler o anúncio, se imaginando naquela função, já que, curiosamente, enquadrava-se completamente no papel, inclusive já era apelidado pelos velhos amigos, com o nome do rei dos presentes!

Apresentou-se, fez entrevista, foi submetido a um rápido exame médico e, como esperava, foi logo contratado para ficar sentado num belíssimo trono no meio da decoração natalina, atendendo a grande clientela ávida de vê-lo, fotografá-lo e fazer os seus sonhados pedidos. Pela premente necessidade, ficou combinado que já começaria no dia seguinte, ficando o resto do dia para providências relativas aos ajustes das roupas e outros pequenos detalhes! Não deixou de pensar, que para não ser sacaneado pelos amigos, nada falaria, e com certeza, não seria reconhecido depois da roupa vermelha, chapéu, alguns enchimentos corporais e o saco nas costas.  Seriam três, cada um com o período de seis horas e ele escolheu das 12 as 18 horas, para preencher suas tardes sem atrapalhar suas duas novelas!

Dia seguinte, cedo se apresentou a equipe responsável pela caracterização, e com meia hora, estava parecendo que tinha acabado de chegar do Pólo Norte, faltando apenas o trenó e as renas. Foi levado para o seu lugar, sentou-se em uma larga e confortável poltrona, colocou o saco de pretensos presentes ao lado, ficando no aguardo da sua singela e maravilhosa clientela. Quase que imediatamente, começaram a despontar pais cheios de orgulhos, direcionando seus curiosos filhos para o colo de Papai Noel, para que fossem fotografados, e obviamente, fazer os seus pedidos. Foi nesse momento que Mendonça sensível, solidário e humano, começou a sofrer ouvindo de crianças pobres e sem condições, pedidos de computadores, bicicletas luxuosas, celulares, brinquedos elétricos e eletrônicos, bonecas que falam, cantam e se movimentam como seres vivos, etc. Ninguém pedia roupas ou livros, não tinham consciência das condições financeiras dos seus pais, que deixavam transparecer em seus rostos, a impossibilidade de atender a grande maioria deles, já sofrendo por ter que ver as frustrações no dia de Natal!

Já fragilizado com o que se passava em sua mente, em função dos pedidos que ele sabia e sentia que não seriam atendidos, uma garotinha de uns seis anos, com uma aparência bastante pobre, chegou ao seu ouvido e disse: Papai Noel, em vez de você me dar presente, diga a Deus para cuidar da minha mãe que está muito doente. Não se esqueça, viu?

Foi nessa hora que Papai Noel chorou, abraçando a garotinha, sem poder conter as lágrimas que desciam em sua face. No fim do expediente, indignado e triste por comprovar a injusta distribuição de renda, a falta de solidariedade humana mesmo na maior festa da cristandade, dirigiu-se ao setor pessoal e pediu sua imediata demissão!

*Escritor, Historiador, Cronista e Poeta!