sábado, 26 de fevereiro de 2022

A AVENTURA DE SÃO BENEDITO! (CINCO)

 

Antonio Nunes de Souza*

Manhã seguinte, depois dos procedimentos de praxe e normais, chamou um táxi e mandou que levasse Diva para casa, pois, por necessidades de trabalho, alegou que precisava viajar por 3 dias e, assim, que voltasse, ligaria para ela. Combinados, ela seguiu e ele, imediatamente, vestiu a roupa e foi transitar nas ruas observando de perto, todos os acontecimentos normais e anormais do cotidiano, e os hábitos e costumes durante as horas de trabalho!

Ficou logo enlouquecido com as destrezas e loucuras das motos no trânsito, fazendo mil piruetas e se acidentando por minuto, os condutores de veículos buzinando e dando contra mão para passar na frente, os guardas impassíveis parecia que nada estava acontecendo, os flanelinhas extorquindo cobrando os estacionamentos públicos, menores e maiores, com facas ou revolveres assaltando celulares e outros objetos dos pedestres, e, com tudo isso, o povão cantando, ou assoviando, com camisas do Vitória e do Bahia e algumas da seleção ou Barcelona. Mas, todos trabalhando normalmente, não fazendo jus a piada “sacana” que o baiano é preguiçoso!

Passando por uma porta de banco, teve oportunidade de ver uma troca de tiros entre assaltantes e policiais que, infelizmente, dois transeuntes que nada tinham com a coisa, serem baleados pelas tais “balas perdidas”. Isso as 15 horas, em plena luz do dia, com as ruas abarrotadas de gente. Cheias de carros de som com os decibéis acima dos limites, propagando festas e liquidações do comércio, mas, com essa merda toda, ainda via-se uma caralhada de gente com seus celulares nos ouvidos, ou com seus smarts dedilhando. Nunca vi tanta audácia e loucura criminosa, e esses tranquilos circulando numa boa!

Retornou para o hotel ao anoitecer, comeu um acarajé na passagem pela praça da Sé e, descansando um pouco, tomou um banho e voltou a sair para ver a rotina noturna fora das badalações de festejos, pois, com Diva ela só pensava e beber, dançar e fazer sacanagens. Tudo isso é legal e estava adorando, mas, tinha que escrever seu relatório!

Ficou traumatizado quando viu grupos reunidos embaixo das marquises usando drogas, mais precisamente crack, maconha e cocaína! Muita gente nessa situação, nesses lugares apelidados de “cracolândia”. Uma grande tristeza bateu no seu coração! O pior é que, nesse ambiente podre, via-se de crianças até adultos da terceira idade!

Bastante chocado, voltou para o hotel para fazer reflexões, sobre o “por quê” do absurdo “livre arbítrio”. Pegou pela primeira vez, seu notebook e começou seu relatório. Pelo avançado da hora, depois de algum tempo, terminou dormindo!

Aí, logo cedo, soube pela tv que haveria um desfile do trio de Ivete Sangalo e, no final, em pleno Farol, um puta show para o seu novo vídeo, com a participação de vários outros artistas!

Bené pensou logo: Essa parada eu não perco nem a pau! Vou bombar até o amanhecer. Vai ser o bicho!

Deu uma gargalhada e pensou, novamente: “Porra mermão, já estou super por dentro das expressões idiomáticas e gírias da putada baiana!”

Mandou o departamento de turismo do hotel providenciar dois lugares em cima do trio (uma nota da porra, mas, vale a pena ter essa visão) e, ligando para Diva alegando que tinha voltado antes, combinou essa programação. Ela veio e ambos, antes de partir, foram no próprio Pelô ao restaurante de Dadá e pegaram uma deliciosa moqueca de peixe regada ao molho de camarão, para dar a resistência necessária para mais essa aventura musical, analista e amorosa!

De cima do monstruoso trio, bebiam, dançavam e Bené super fascinado e via as vezes, uns bando de caras, sem camisas, fortes, saírem atropelando as pessoas com os cotovelos e, aqueles que não gostavam recebiam muitas porradas, virando uma briga generalizada, só acabando quando a polícia aparecia metendo a porrada e prendendo uma meia dúzia deles. Bené, estarrecido, pensou: Que idiotas, no meio de uma festa tão alegre, “por que” inventar de brigar? Deve-se isso ao tal do “livre arbítrio”!

Depois do desfile, já esquecido das coisas desagradáveis, entraram na folia e, sem nem pensar em nada, requebraram, se esfregaram, beijos e alisamentos e, na madrugada, como sempre, rumo ao hotel para a gloriosa sessão de sacanagens sem limites. Essa parte Bené adorou muito e não deixou por menos. Mandaram ver e fizeram o couro comer solto!

Pela manhã, mandou Diva para casa e resolveu fazer seu relatório final, mesmo estando com um prazo mínimo de 15 dias em Salvador. Sem nem querer ir para outros lugares, principalmente Brasília, que soube que lá só tinha ladrões e corruptos!

Assim começou ele o seu e-mail celestial:

Querida Santíssima Trindade,

Como combinamos, fiz as maiores pesquisas e observações sobre os comportamentos dos homens e, lamentavelmente, devido ao tal do seu ‘livre arbítrio”, as coisas funcionam de maneiras absurdas, sem que haja respeito humano, cada um ditando suas regras egoísticas, cometendo todos tipos de pecados condenáveis!

Para mim foi uma experiência maravilhosa que, me perdoe, mas, não voltarei mais, pois, “adorei a Bahia”. Comprarei com minha ainda liberdade de gastos, uma pequena Van adaptada para venda de lanches e, eu e Diva, mulher que escolhi para ser minha companheira, vamos viver vendendo quitutes nas festa da capital e do interior!

E, para que o Senhor não ficar em falta de um Santo escurinho, sugiro que promova o grande negro Zumbi dos Palmares, ou o maravilhoso Mandela, colocando um deles em meu lugar!

Mil perdões e procure analisar ao ler esse relatório, se realmente, esse negócio de “livre arbítrio” está certo, ou foi um erro de tradução Bíblica. Me perdoe, mas, eu acho que alguém para livrar sua responsabilidade, inventou e divulgou esse estranho e sem sentido “Livre Arbítrio!”

Com respeito e muito amor,

São Benedito (ou atualmente Bené para os íntimos)

Assim que terminou e enviou o e-mail, já sentindo-se livre da santidade, ligou para Diva e disse sem a menor vergonha: “Divinha meu amor, pegue um táxi ligeiro e venha logo, que eu estou com a maior tesão!”

*Escritor – Historiador - Membro da Academia Grapiúna de Letras–AGRAL

 

A AVENTURA DE SÃO BENEDITO! (Quatro)

 

Antonio Nunes de Souza*

Logicamente, para ficar mais a vontade apreciando toda movimentação da cidade, Bené não alugou, ou comprou um carro, preferindo andar de táxi, que ele logo achou que cobram bastante caro, mas, como já disse, todas as contas eram “a debitar sem limites”, ou seja: 0800!

Bené e Diva tomaram um táxi e foram diretos para o Porto da Barra, praia pequena, mas, poderosa e frequentada por uma grande maioria de pessoas bonitas, inteligentes, com grana e também cheia de rapazes e moças de aluguel. Essa última parte, Benedito teve o cuidado de anotar mentalmente e observar que a “putaria” aqui na terra tinha um grande valor prazeroso e comercial também!

Se achegaram a Barraca do Zé, alugaram duas cadeiras, mesa e um sombreiro. Com sacrifício o garçom conseguiu uma vaga para alojá-los e, sem demora, Diva que bebia pra caralho, pediu logo duas caipiroscas de maracujá e, antes porém, uma cerveja geladinha cu de foca, para rebater a noite anterior (dizia ela que uma cerveja na manhã seguinte era um puto remédio para ressaca, Bené achou até que ela tinha razão e sabia das coisas)!

Com o desfile de bundas e alguns peitos, propositadamente, deixados a mostra, Bené, mesmo na sua santificação, pensava: “Que terra maravilhosa é essa meu Deus? Aqui é que deveria ser o paraíso, e essa raça de “filhos da putas” ainda se queixam e andam se matando. Vou foder com eles no meu relatório final!

Ficaram lá até o final da tarde, comeram uma moqueca de peixe com camarão, servida numa panela de barro com o caldo de azeite borbulhando de quente!

 Viram que, às vezes, passava um artista global, ou um cantor famoso, fazendo a galera ficar assanhada tirando fotos e dando gritinhos histéricos. Até Bené que, quando Caetano Veloso passou, deu uma de tiete e foi tirar sua foto também. E pensou: “Quando eu chegar de volta, vou mostrar para Tom Jobim!”. Sem nenhuma dúvida, o Santo estava completamente fascinado com a tarefa, e por ter começado em Salvador!

Levou Diva para sua casa para pegar algumas roupas, ficando de a noite ir busca-la, pois, precisava de umas horas para fazer algumas coisas relativas ao seu trabalho. Ela concordou e ele seguiu para o hotel!

Tomou seu banho e ligou a TV para ver dois programas que lhe foram recomendados: Marcelo Rezende e Luiz Datena. Os derramadores de sangue nas salas dos brasileiros! Claro que ficou horrorizado com os crimes de estupros infantis, roubos, assaltos, traficantes de drogas, assassinatos, homofobias, racismos, maus tratos com as mulheres e crianças, em fim tudo de podre que possa acontecer num lugar como a terra, tão linda e abençoada por Deus!

Ajoelhou-se, pediu perdão a Deus, mas, naquele momento, a história e conotação do “livre arbítrio”, não tinha o menor sentido. Lembrou-se da citação histórica: “Há algo errado no reino da Dinamarca!” E viu que tudo estava bastante errado no mundo todo!

Mas, como estava em missão celestial, tinha que ser sincero, com o Espírito Santo, porém, também como reconhecedor de uma falta de paternidade nessas ações animalescas!

Meio triste, porém alegre com sua missão cheia de nuances boas e ruins (estava adorando as boas), Ligou para Diva avisando que iria buscá-la!

Tomou um táxi e partiu para Amaralina, para saber de Diva qual seria o destino deles aquela noite. Diva já estava assanhadíssima para ir para o Curuzú, ver na Liberdade o ensaio do Ilê Aiyê, que é o retrato da negritude baiana, onde pode-se admirar toda beleza da etnia africana, que enfeita e dá vida a salvador!

Para se chegar lá foi foda. O transito estava uma merda, as ruas lotadas de gente, turistas de todas as partes, ruas interditadas, uma puta confusão que assombrou Bené, mas, Diva o acalmou e disse que era assim mesmo, pois, o povo vai puto da vida, porém, sorrindo e dançando pelas ruas, Um contraste filho da puta. Mas, tudo isso, “só se vê na Bahia!”

Com o espírito de baiano já encarnado, saltaram do táxi na Lapinha e foram andando, já tomando capetas pelo caminho, por recomendação de Diva, alegando que era a bebida que aumentava toda tesão e alegria da festa em função do pó de guaraná. Bené logo pensou: “Eu sabia que essa porra toda tinha alguma coisa a ver com o sacana do Demônio!” Mas, como disse a senadora: “relaxe e goze!’  Vou obedecê-la!

Quando chegaram, os tambores rufando na cadência africana e os toque baianos, Benedito tomou o maior susto e pensou: “Meu deus! Estou na África no meio do meu povo querido!

Há muito tempo que não via tantos irmãos reunidos! E, ainda mais, todos enfeitados, dançando, sorrisos nos lábios, corpos suados pelos requebrados, e a felicidade estampada nos olhos! Porém, um paradoxo filho da puta, pois, com tanta alegria e maravilha, ao mesmo tempo acontece as mais bárbaras atitudes nos mesmos dias e horas! Uma loucura difícil de se acreditar!

Dançaram, beberam, comeram maniçoba, correram algumas vezes, por causa de umas “porradas” que sempre acontece e, finalmente, depois das normais esfregações, beijos e abraços, partiram para o hotel, Bené já cheio de alegria, pois, logicamente, não deixaria de dar umas boas trepada, pois, Diva era insaciável por um cacete em qualquer buraco do seu corpo! Bené pensou: Eu não conhecia, mas estou até gostando de um cuzinho. É mais apertadinho e a posição de trenzinho dá uma sensação divertida e gostosa. No meu tempo cu era usado só pra cagar e peidar, e boca era só para falar e comer, não tinha nada de boquete nem o tal do 69 que Diva me ensinou!  

E não deu outra, foderam o mais que puderam, Diva usou e abusou do cacete santificado de Bené, sempre elogiando seu perfeito desempenho, por estar de prontidão na hora e posição que ela desejava. Creio que somente sendo santo, poderia acalmar a sua sedenta e sagaz xoxota. Bené, toda vez que gozava pensava: “ai estou no céu, meu Deus! Logo via a blasfêmia que acabava de pensar e, imediatamente, pedia perdão no pensamento ao Senhor e, disfarçadamente, se benzia!

Diva era insaciável e gozava várias vezes, gozos múltiplos, mas, sem cerimônia, ao tempo em que tirava o pênis da xoxota, virava as costas para que Bené enfiasse todo na sua bundinha! Só mesmo um pau santificado, poderia atender aquela mulher bastante insaciável!

Como é normal, depois de uma noite desvairada dessa, justo será um bom sono reparador, para no dia seguinte, continuar as aventuras e pesquisas para seu relatório. Observem vocês que, já com quatro dias de badalações, Bené ainda não tinha escrito uma única linha no seu notebook!

Só se preocupava com o que faria de maravilhoso no dia seguinte. Estava completamente empolgado e deslumbrado com as aulas de sacanagem que Diva venha lhe dando diariamente!

Literalmente, estava super fascinado com a putaria baiana! Vamos ver como será o seu dia amanhã!

*Escritor – Historiador - Membro da Academia Grapiúna de Letras - AGRAL

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

A EXPERIÊNCIA DE SÃO BENEDITO! (TRÊS)

 

Antonio Nunes de Souza*

Bené acordou as 10 horas, meio ressaqueado, tomou um banho de ducha fria para acabar de despertar, pediu o café no apartamento, tomou e ligou a tv no canal que cuida, exclusivamente, das programações turísticas da cidade e região do recôncavo!

Ficou logo sabendo que as onze horas e trinta começaria a lavagem de Itapuã, contando com vários blocos e trios, além de parte dos Afoxés famosos. Deu um largo sorriso, pegou o celular e, prontamente, ligou para Diva, que já pronta e arisca, estava louca para ir curtir essa “parada”, nas praias do velho Dorival Caymi!

Bené vestiu uma das suas roupas bem coloridas e espalhafatosas, tinha comprado uma pulseira e um cordão de prata com crucifixo, colocaram nele (a lojista) duas fitas do Senhor do Bonfim, deixando ele, bonito, enfeitado e pronto para enfrentar essa famosa lavagem!

Ficou meio parecido com turista, mas, pela cor, o gingado, tom de voz e a malandragem pegada na véspera, passaria, tranquilamente, como um baiano, apenas de bom gosto e com grana. E, sem máquina fotográfica, filmadora e sotaque, deixava transparecer que era um nativo curtidor da terra!

Pegou um taxi, disse o endereço de Diva, que ficava em Amaralina, caminho indo pela orla como ele pediu, para ir apreciando as praias. Ficou estupefato de ver tantas mulheres, praticamente nuas tomando banho, ou sol para se bronzear, pensou logo: “Puta que pariu! No meu tempo de vida na terra ninguém nem pensava numa porra dessa. (Essas expressões baianas ele tinha aprendido bem antes da viagem). A praia era somente dos pescadores e Pedro comandava uma turma grande!”

A sorte é que vesti minha sunga, que a moça da loja me recomendou, mas, nem sabia para que era tal peça do vestuário!

Pegou Diva, trocaram beijinhos e seguiram para a Praça da Sereia, onde fica a concentração popular. Diva, periguete experiente nessas festanças, encostou numa barraca, e pediu logo duas caipiroscas bem caprichadas para começar a animação. Começaram a beber, sacudindo os corpos com o som distribuído pela praça, enquanto não chegavam os torpedos sonoros dos trios e bandas baianas. Passou um menino vendendo queijo coalho assado, ele curioso em conhecer, pediu logo quatro e começaram a comer com melaço, que dá um gosto especial. Tudo isso para ele era uma grande novidade e pensou: “Todo mundo fica doido para ir para o céu, e lá não tem nada disso”!

De repente, o povo saiu na carreira e gritavam; VEM AÍ UM ARRASTÃO! Ele disse: Oba, que legal! Pensando que era um bloco, mas, Diva que era “puta velha” em conhecimento dessas merdas (tinha só trinta anos), puxou ele pelo braço e correu para o sanitário de uma barraca e, quando passou a quadrilha de maiores e menores, saíram tranquilos sem terem sidos roubados. Ela explicou para ele o que se tratava e ele ficou besta, sem querer acreditar que, numa festa tão alegre, bonita e religiosa, um grupo de sacanas se aproveitassem para fazer saques e roubos! Pensou: “Colocarei isso no relatório como coisa grave, absurda e abusiva!”

Passado o susto, começaram a chegar os trios e bandas arrastando a multidão, e eles entraram no bolo dançando agarrados aos beijos e esfregações. Bené, assustado com essa nova situação, sentiu algo diferente acontecer e, como sempre fazia, pensou: “Meu Deus, não é minha maldade, mas, não me contive e estou de pau duro novamente, me esfregando na bunda de Diva e, para ser sincero, com vontade de transar! Sei que Santo não transa, mas, aqui eu sou um simples mortal e tenho o alvará da Chefia, além do tal “livre arbítrio” que me dá cobertura total!

Dançamos, pulamos, fomos abençoados pelas baianas, comemos churrasquinhos, ostras, camarão no espeto e todas as comidas que, normalmente, são vendidas e servidas nessas festas de largo. Deixaram as roupas na barraca que estavam, e caíram na água refrescante do mar!

Já cansados e meio tontos, pegaram um táxi e foram para o Hotel onde Bené estava hospedado. A essa altura da festa Diva estava ”solta na buraqueira” para o que desse e viesse!

Claro que não iam dispensar um bom banho de piscina, uma cervejinha bem gelada para rebater e, completamente satisfeitos, foram para o quarto, tomaram uma chuveirada. E, como não poderia deixar de acontecer, já completamente nus, deitaram na gostosa cama de casal, e começou a rolar uma putaria “franciscana”, como dizem os baiano. Benedito foi ao banheiro, se benzeu, pediu perdão a Deus, e voltou mais armado que soldado russo, com o cacete que parecia um pé de sofá!

Dizem que os negros tem as picas grandes e grossas, e Bené, com certeza, não nega a raça! Transaram em todas as posições que Diva conhecia, deixando Bené feliz, bobo, emocionado, e mais mole que pudim. Terminando os dois dormindo, só acordando no dia seguinte, que era domingo!

Bené deixou Diva se espreguiçando na cama, foi para o banheiro e, olhando-se no espelho, sorrindo novamente pensou: “Quando eu contar para a turma lá em cima minha missão, vão ficar todos putos de inveja!” Banhou-se, fez a higiene normal e voltou, para ceder o local para Diva que, na maior naturalidade, levantou-se totalmente nua com seu corpo tesudo, e com um sorriso nos lábios, vendo Bené nu com um lindo pau exposto, sagazmente, baixou a boca e fez um gostoso boquete, deixando ele tremendo de gozo. Logo após foi para o WC, dizendo que sairia já de biquíni para irem ao Farol, ou Porto da Barra! Enquanto isso, ele pediu um café para dois, para saírem abastecidos para uma nova aventura, e novamente pensou: “Puta merda que missão maravilhosa está sendo essa. Duvido que umas férias em Dubai seja melhor que isso!”

Lógico que novas coisas interessantes acontecerão, mas, vamos deixar para as partes seguintes. Tenho certeza que vocês estão, como eu também, curiosos com essa inusitada experiência de um emissário Divino, a nossa querida e maravilhosa terra baiana!

*Escritor – Historiador - Membro da Academia Grapiúna de Letras–AGRAL