segunda-feira, 27 de junho de 2016

Lar, doce lar!


Antonio Nunes de Souza*

Longe de minha pessoa está o desejo de ser sádico e gozador com meus sofridos amigos e munícipes itabunenses, somente porque sou agora um dos prestigiados com água doce de primeira qualidade que, por incrível que pareça, quem sofrer de diabetes não poderá de jeito nenhum, usar o meu chuveiro, pois está passivo de ter complicações sérias com o excesso de doçura!
Mas, vale explicar que esse privilégio não foi, de forma alguma, graças aos esforços da administração pública, a grande e inegável capacidade técnica do nosso querido Ricardo Pereira, presidente da EMASA. A dádiva que passo para meus amigos é graças a uma nota “salgada” que cooperamos entre os moradores dos apartamentos do prédio e, tranquilamente, colocamos um poço artesiano para nos servir, antes que virássemos esse bacalhau encharcado de sal que vem para nós, importados dos países nórdicos!

E nossa sorte não terminou aí, pois, depois de examinada a sagrada água, ficou constatada que é mineral de boa qualidade, somente apenas não ser com gás. Mas, sinceramente, aí já seria demais!
Tomo meu gostosos banho, lavo a cabeça e, ao sair do box, algumas abelhas me seguem para lamber a minha pele. Isso é um pouco chato, mas, faz parte da minha doçura. Essa semana, somente como experiência, em vez de usar o sabonete pra me esfregar, usei uma “rapadura” para que meu banho fosse completamente adocicado e, como gosto de cantor enquanto me lavo, soltei a voz com a canção de Dorival Caymi: É doce morrer no mar!

Não estou querendo meter inveja a ninguém, apenas feliz pela minha situação atual, livrando-me da condenável água salgada que está sendo servida em nossa região, deixando todos tristes, mal servidos e nos seus chuveiros cantando: Eu queria ser um peixe, para nadar...  Nos resta rezar para o velho S. Pedro, agora no seu dia, esperando que ele abra as torneiras chuvosas em nossa região, para que todos se beneficiem e possam dizer com alegria: LAR, DOCE LAR!

*Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL –  antoniodaagral26@hotmail.com

domingo, 26 de junho de 2016

Bye Bye esperanças!

Antonio Nunes de Souza*

Atravessamos o S. João, festa linda e maravilhosa que, nos seus folguedos, a maior simbologia é a fogueira, que serviu de aviso aos cristãos o nascimento de João!
Para nós essas fogueiras, além de servir para clarear e esquentar nossos corpos nesse friozinho gostoso que começou a aparecer, assam milhos, batatas e também com pulos cuidadosos, curtimos a brincadeira de compadres e comadres! Porém, desta feita, pelo desenrolar político do país, nessa guinada abrupta de muitas centenas de graus, mais uma vez o povo brasileiro pode ver, claramente, todas as suas esperanças queimadas e transformadas em cinzas, numa repetição de um velho e triste filme, onde os corruptos mais aquinhoados sempre vencem e continuam com os podres poderes em suas mãos, deixando o povo vendo navios ou, quem sabe, naufragados!
Se todas as vezes que o Brasil fosse atacado por um golpe, as promessas dos vencedores fossem cumpridas, seríamos nós, a maior e mais maravilhosa nação do mundo. Porém, o que constatamos, repetidamente, são as mesmas ladainhas, desculpas, culpando os antecessores e, tranquilamente, os maiores cargos do país entregues a pessoas cheias de suspeições e denúncias processuais!
Temos que pedir a Deus muita paciência para administrar essa abominável situação, pois, o próprio povo, só se manifesta veementemente, quando é alavancado pelos novos golpistas que, além de provocar a incitação e bancar as despesas, somente se manifestam quando desejam uns tomarem os poderes dos outros. Uma guerra de generais onde os soldados, tristemente, morrem de fome e outras necessidades básicas!
Não vou me alongar, pois, com essas poucas palavras estou sendo claro, objetivo e, com certeza, correto em minhas colocações, numa esperança remota que um dia esse mesmo povo abra os olhos, e dê um basta nesses profissionais e indignos políticos que, até quando envelhecem, vão colocando seus filhotes para ocupar as vagas mafiosas!
Senhor, por favor, tire essa trave dos olhos dos brasileiros. E que as próximas fogueiras sejam para iluminar uma nova vida com esperanças bem fundamentadas!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Quo vadis Domine?

Antonio Nunes de Souza*

Ultimamente, não que esteja “encucado” com relação a morte. Esta, para mim, sempre foi algo que todos nós enfrentaremos quando chegar a hora designada por Deus ou, para os descrentes, as debilitações de doenças inesperadas, ou as normais nas idades sem que precise estar na velhice. Essa falha corpórea desencadeia tão sorrateiramente, que surpreende os mais previdentes dos seres!
O que no momento veio pela segunda vez a minha cabeça é, curiosamente, o que casa direitinho com a expressão de Jesus: “Quo vadis domine?”, que traduzida significa: “Onde vais senhor?”
Essa história frase foi usada não com relação a morte, apenas estou usando-a, pois, casa completamente com meu raciocínio, com relação a nossa ida algum dia e, quando perdemos um amigo ou ente querido, ficamos matutando enlutadamente, com essa pergunta trincando na mente: Para onde será que ele foi?  Isso porque antes da morte ele não sabe responder e depois da morte sua mudez é total. Mais tem duas opções que podemos imaginar. Importante e intrigante é que aqueles que vão, não tem a preocupação de voltar, mesmo rapidamente, para nos dizer como é que funciona essa viagem e o tal segredo do destino!
As duas opções que justificam são: Uma é que a coisa é muito boa e eles não querem dizer para não ter uma concorrência precipitada fora de hora, com passagens compradas no câmbio negro através do suicídio. Outra é porque, por castigo e purgação, ficam todos tolhidos de comunicações externas e contatos, mesmo no “terceiro ou quarto grau”!
Juro, sinceramente, que pretendo somente matar minha curiosidade, se tiver o privilégio de alguém me informar, mesmo com mensagens mentais ou virtuais, mas, nada de estar com pressa de tirar dúvidas. Posso esperar ainda dezenas de anos, inclusive preparando-me para comprar a passagem de volta, aproveitando as novas tecnologias científicas que a cada dia são ampliadas!
Aí, com minha passagem de volta na mão, quando me perguntarem: “Quo vadis domine?” Poderei responder: Vou ali atender um chamado de Deus, mas volto na próxima semana!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com