segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Roedores perdem os valores!

Antonio Nunes de Souza*

Bem recentemente tive a oportunidade de escrever, fazendo uma comparação, ou analogia, com relação as prováveis e possíveis invasões terrestres, não por seres interplanetários, mas, por animais em desesperos!
Para vocês verem já somos ameaçados por centenas de quadrilhas, ou bando de ratos e ratazanas, disfarçados com uma fantasia denominada de político, e vem sem nenhum escrúpulo, roendo e corroendo os erários públicos, fazendo o povo de idiota que, mesmo sentindo na pele as dentadas doloridas, parece que já se conscientizaram que esse comportamento é um tipo de ação normalíssimo, e deve ser acatado, aceito e preservado!
Acatados por que acham que não tem mais jeito, aceitos por eles serem pessoas superiores, e preservados porque faz parte de um esquema capitalistas, onde os poderes e os dinheiros são, inegavelmente, os mandatários! Essa, infelizmente, é a ideia encrustada na mente, talvez inocente, ou pouco esclarecida da população, que como todos, sofrem com essa praga maldita, que a raticida lei obsoleta não tem condições de combater sozinha, pois, se faz necessário um levante popular nas eleições contra esses famigerados ratos, que atuam há muitas dezenas de anos corroendo a nação brasileira (não é um privilégio somente nosso, muitos países tem o mesmo problema).
Na situação que estamos, preocupadíssimo com os mosquitos e suas doenças trágicas e cruéis, numa dificuldade absurda para, simplesmente, controlar, pois, eliminarmos somente com a colaboração de todos em manobras guerreiras de combatê-los, já que até as forças armadas já participam dessa estranha e cruel guerra! E, com isso, os costumeiros roedores perderam os seus valores em termos de conversas, reconhecimentos, acusações, punições, etc., ficando já em segundo ou terceiro plano, pois, em primeiro está o mosquito e em segundos as suas doenças degenerativas!
E assim, como de praxe, as coisas vão caindo nos esquecimentos, tornando-se comuns ou normais, esses roedores malignos se reelegendo sempre e o pobre povo em geral sofrendo essa epidemia maligna, disfarçada de cordeirinhos!
Com os mosquitos combata os fatos, com os políticos, combatam os ratos!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Não era meu dia!

Antonio Nunes de Souza*

Nunca me considerei um azarão, mas, como sempre tem um dia filho da puta em nossa vida que, caracteriza plenamente, uma carga tão negativa que parece que você, como dizem nas rodas da vida, andou “pisando em rastro de corno”. E, os amigos sacanas, quando dizemos isso eles logo retrucam: Você andou de costas! rs rs rs
Pois, se essa merda dessa exclamação ou ditado vulgar tem alguma veracidade, sem a menor dúvida, ontem à noite andei, dancei e sapateei em “rastro de corno”!
Acordei hoje para ir trabalhar, fui tomar banho não tinha água. Nem a merda da água salobra saía do chuveiro. Tomei um banho de gato, lavando, malmente as partes, escovei os dentes e fui tomar meu café vendo o bom dia Brasil para sair bem informado. Aí, falta energia, não pude fazer meu Nescafé no micro ondas, não vi TV e já saí puto da vida em função desses impasses. Mas, podem crer, a merda estava apenas começando, pois, ao chegar no estacionamento, meu carro estava com um pneu furado. Imagine você, eu já emputecido, sem café da manhã, noticiário, banho decente, de paletó e gravata, num calor da porra, fazer troca de pneu? Olhei para ver se encontrava alguém que me socorresse, mas, nem o merda do flanelinha chato que fica na porta do nosso edifício estava lá!
A contra gosto, tive que fazer eu mesmo, e depois, suado pra caralho, voltei ao apartamento para mudar a camisa, lavar as mãos com água mineral, a única que eu tinha em casa, descer, já mais refeito, pensando em ainda chegar cedo, passar numa lanchonete, tomar um bom café para compensar as ocorrências inesperadas!
Entrei no carro, liguei o ar, coloquei um CD de James Taylor e saí no meu caminho. Porém, quando cheguei na Paralela, havia uma barreira com pneus queimando, milhares de professores com cartazes e faixas nas mãos, dando testa com os policiais e, consequentemente, não deixando ninguém passar. Aquilo para mim, que tinha uma reunião com um cliente especial, que me daria um rendimento maravilhoso, era pior que um chute nos culhões com aqueles sapatos de sapateadores, com bicos de aço! Tentei ligar e, quando olhei, na hora que fui trocar a camisa na saída, me esqueci do celular em casa!
Vendo que não deveria me enervar mais, apenas parar, meditar o que fazer e ver como poderia abrir uma brecha no bloqueio. Chamei um policial, falei da minha urgência e ele me disse que, tranquilamente, dentro de hora estaria tudo resolvido e livre a estrada. Para ele uma hora era ótimo, mas, para mim, era “me foder de pica mole”! (Mais uma citação popular que cabia na situação). Passada uma hora e quinze minutos, com um engarrafamento de quilômetros, começamos a andar. Mas, como o diabo estava solto, uma sacana de uma mulher, talvez nervosa com a situação, deu uma porrada atrás do meu carro, eu bati no fundo do da frente e o cara bateu no seguinte. Deu vontade de dar uma porrada na mulher, pois, a cretina, ainda queria ter razão. E eu, com meu carro espremido entre os dois, sem poder me locomover, pois o cara da frente queria a presença do perito, fiquei numas condições que, não fosse educado e controlado, teria brigado com todos os envolvidos e quem aparecesse. A perícia apareceu vinte minutos depois, fez a ocorrência, a mulher sacana foi considerada culpada e, fomos embora para acertar posteriormente os consertos!
Quando cheguei no meu edifício, consegui uma vaga, parei, saltei e me dirigi ao meu escritório, isso já as dez e quarenta e cinco. Perguntei a minha secretária pelo meu cliente e ela disse que ele havia esperado, porém, depois disse que ia desistir, categoricamente, do negócio, pois, aqueles momentos de espera, deu para ele ter outra ideia e deixar as coisas como estavam em sua empresa! Essa notícia me deixou putíssimo, pois eu ganharia uma nota preta nesse negócio e já estava com a troca do meu apartamento engatilhada!
Àquela altura, já completamente desesperado e enlouquecido, resolvi ir logo a um restaurante, comer algo substancial já como um almoço em vez da café da manhã. Como era sexta feira resolvi comer comida baiana, ou seja uma moqueca de peixe com camarões, um pirão e farofa com dendê. Cervejinha gelada, uns marisco como petiscos até que a moqueca ficasse pronta. Pelo menos me alimentaria bem, pois, iria para casa passar o resto do dia, descansando das merdas que aconteceram. Quando cheguei no carro encontrei uma multa no para-brisa, pois, na agonia, estacionei num local destinado a carga e descarga. O sangue me voltou a subir à cabeça, cheguei em casa, fui ver um filme. E a barriga, depois de algum tempo, começou a fazer um ruído estranho, terminei cochilando e, quando menos espero, acordei com uma puta dor de barriga, saí correndo para o sanitário quase me cagando todo e, assim que abaixei a bermuda, a merda espirrou como se fosse um “lava jato”, aquilo fedendo e de cor amarelada, com a predominância do azeite de dendê.
Já passa de duas da manhã e já fui ao banheiro uma porrada de vezes, sendo que a grande maioria, apenas sai alguma bobagem junto com uns peitos fedorentos! Pedi ao porteiro do prédio para comprar umas águas de coco, um remédio, pensando que, sinramente, hoje não era  meu dia!
Será que foi um dia de azar ou, verdadeiramente, “eu pisei num rastro de corno?”

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Se preocupe com Itabuna!

Antonio Nunes de Souza*

Sem que tenha eco, ou muitíssimas vezes, sem ter até informações precisas e corretas, ouve-se pessoas, que parecem sensatas e competentes, esbravejarem em todos os cantos e ocasiões, que o governo é corrupto, responsável por todas essas canalhices, falcatruas, propinas, peculatos, etc., como se essas coisas não fossem velhíssimas e, com segurança, sempre vinham acontecendo, entretanto, por canalhas mais qualificados que, pelas suas habilidades e interesses, nunca foram esmiuçados pela polícia federal e nem os procuradores da justiça. O ministério público, se não participava, pelo menos fechava os olhos deixando a “banda” passar sem querer desagradar os políticos que estavam no poder!
Assim sendo, depois de terem vacilados e deixado o PT ganhar e comandar a política brasileira, vendo que, pelo andar da carruagem, esse poder partidária seria demorado, procuraram criar uma situação vexatória, jogando “merda” no ventilador denunciando uma corja maligna do PT, famigerados que desejavam enriquecer rápido e as custas do povo, mas, felizmente, além de estarmos vendo esses nefastos bandidos presos e condenados, como o sistema já era antigo, os respingos de fezes chegou a pulverizar políticos de vinte e três partidos (até agora), além de ministros, juízes, diretores de empresas públicas e privadas, auditores, fiscais, etc., atingindo vários escalões, inclusive os acusadores que queriam se passar como “santinhos”!
Sou partidário que toda essa malta seja execrada, presa e condenada e, para completar, seja destituída dos seus direitos políticos! Porém, se faz necessário que o povo, o maior prejudicado, tenha memória e não votem mais nessas excrescências! Devemos deixar que a justiça, como está fazendo, resolva essas questões nacionais, façam suas prisões, recuperem os milhões saqueados e deixe o Brasil se recuperar dessa hecatombe, que causou e está causando prejuízos jamais vistos!
Vamos nos preocupar com nossa comunidade, a sofrida Itabuna que vem de três administrações fracas e vergonhosas, cheias de desmandos, corrupções, procedimentos fora dos padrões, incompetentes nos secretariados, parcerias políticas inacreditáveis, prefeitos sem pulsos, que, além de tudo que o povo sofre, ainda transformaram a cidade em uma suja, confusa e absurda feira livre em todas as ruas e avenidas. Nosso rio Cachoeira, que as chuvas ajudaram a melhorar o acúmulo de baronesas, nem conta com um trabalho vibrante e decisivo de remanejar o restante, não só para embelezar a cidade, como também, minimizar os focos absurdos dos perigosos mosquitos!
Grite, lute para resolver os problemas de sua comunidade, ficar, tolamente, com esse “bordão” de “FORA DILMA ou PRENDAM LULA!”, suas vozes aqui não tem o mínimo eco. Somente os bobos lhe aplaudem e repetem, sem saber nem “porque”! Aqui é que está nossa responsabilidade direta e, se cada um cuidar de suas cidades, com certeza, teremos um país melhor qualificado, políticos mais dedicados respeitando o povo, provocando uma melhoria invejável em todos os sentidos!
Já estamos cheios de gananciosos desejando ser prefeito, fique atento e não vá votar nos aparecidos patrocinados por igrejas, antigos que foram decepções, novos que não tem competência e nem vote pensando apenas em sua conveniência, Lembre-se que você com seu voto representa sua comunidade e os bens que as famílias de todos se beneficiarão! Em última instância vote no menos pior, mas, nunca deixe de votar!
Se preocupe com Itabuna, pois, os problemas federais, a justiça, mesmo com as leis obsoletas, está resolvendo!

*Escritor - Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodfaagral26@hotmail.com


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Conhicidências desastrosas!

Antonio Nunes de Souza*

Quando em 1963, foi exibido, mundialmente, o magistral filme de suspense dirigido pelo diretor inglês, o inesquecível Alfred Hitchcock, baseado em um conto da escritora, também inglesa, Daphne Du Marcunier, foi, considerado, literalmente, não só um assombro em termos de suspense, como também uma “estória” hilária para os adultos, pois, pelas suas lógicas e experiências, aquilo jamais poderia acontecer!
Em verdade, tratava-se de um ataque dos pássaros contra as populações das cidades, estados e países em todo mundo, causando estragos, pânicos e desesperos, uma vez que não se podia colocar os pés nas ruas, pois, inevitavelmente, eram bicadas até a morte. Mas, felizmente, não passava de um filme, até hoje elogiado, que, tinha como base um conto com uma premonição, completamente descabida. Isso, há mais de cinquenta anos, constituía algo divertido impossível de acontecer igual ou semelhante. Pior situação, era completamente improvável!
Mas, infelizmente, depois de meio século, estamos sendo atacados, não por pássaros ou animais monstruosos. Simplesmente um mosquito raquítico, micro em seu tamanho, porém, macro nos resultados dos seus ataques, inseminando várias doenças mortais e degenerativas e, por incrível que pareça, tornando-se, praticamente, impossível o seu combate, uma vez que alastra-se aos milhões, diariamente, bastando para isso, uma pequena poça de água!
Cientistas do mundo inteiro, preocupados com essa situação vexatória e perigosa, estão quebrando suas cabeças em estudos e pesquisas minuciosas e criteriosas, no sentido de fazer, urgente, uma vacina, assim como, poderem divulgar como combate-los evitando suas ovulações!
Estamos vivenciando uma situação similar a dos ataques dos pássaros, muito mais perigosa em função da transmissão de diversas doenças, influenciando nos trabalhos e desenvolvimento normal de todas as economias!
Vamos todos nos unir para combater essa praga que agiganta-se cotidianamente, e, por medida de cautela e previdência, nos comedirmos nos comportamentos referentes às perpetuações da flora e da fauna, cuidar de nossas florestas altamente protetoras!
Esperamos que saíamos dessa e, que sirva de mais uma alerta, pois, já pensaram se isso acontecer com animais maiores, peçonhentos, venenosos e difíceis de serem controlados?
Observem que, de uma maneira sutil, tem aparecido, cobras, onças, jacarés, macacos e outros animais, invadindo residência em várias partes do Brasil e do mundo!
Tomem como exemplo esses ataques de simplórios e perigosos mosquitos, ajudem a aniquila-los, pois, sozinhos os governos não tem, realmente, condições de fazer!

*Escritor - Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Fiz tudo que tinha direito!

Fiz tudo que tinha direito!

Antonio Nunes de Souza*

Não estou exagerando absolutamente nada! Fiz tudo que era possível, mais algumas coisas e, sem nenhuma dúvida, foram momentos dos mais felizes da minha vida!
Nesses dias de carnaval comportei-me como se fosse os últimos dias de minha vida. Ou melhor, sempre imagino que qualquer dia pode ser o último. Então...nunca fico deixando as coisas para depois, pois, se esse depois não vier, ficarei arrasado, puto, arrependido e, se for caso de morte repentina, aí que que estou, literalmente, fodido! Ou quem sabe, até numa boa, mas, ninguém veio para contar e é um sinal que esse mistério não é boa coisa. Prefiro ficar aqui na dúvida, que ir ao encontro do desconhecido!
Comecei minha caminhada carnavalesca já na quarta feira-feira no Campo Grande, acompanhando o Bloco tradicional de marcha rancho que antes era somente de coroas, mas, hoje, graças a Deus, está infestado de mulheres jovens e sedutoras, que preferem um ambiente mais sadio e tranquilo, podendo fazer suas “sacanagens” com mais segurança e com pessoas melhores qualificadas e de bom gosto. Eu sou exatamente isso, além de adorar um bom agarramento, ser bem apresentável, nem pareço que tenho cinquenta anos, sou divorciado sem filhos, além de ter meu apartamento, independente e ter o meu carro. Esses predicados agradam qualquer xoxota! Sou, inegavelmente, o protótipo da boa isca para pescar mulher!
Conheci Tânia uma mulata tesuda, professora de filosofia, uns trinta e dois anos, nunca casada, mas, com boa experiência em camas. Dançamos, requebramos, bebemos, beijamos muito e, como era de se esperar, terminamos em meu apartamento transando até o dia amanhecer. Como diria Caetano Veloso se lá estivesse: Um “fodaço”! Acordamos, tomamos um banho refrescante, ela improvisou um café da manhã com as coisas que tinham na geladeira, tomamos, sendo que apressou-se para ir embora, já que morava com os pais e não queria preocupa-los, muito embora, na noite anterior, ele ligou dizendo onde estaria!
Tirei mais um cochilo e, as 14 horas saí para ir à praia e almoçar por lá, pois me deu vontade de comer uma moqueca de peixe com molho de camarão. Fui para Piatã, ao parar estava em frente a um famoso restaurante de comida baiana. Então...resolvi comer logo e fazer a digestão deitado em uma toalha na praia, tomando um sol ameno de início de fim de tarde!
Como Deus é meu grande amigo, sempre está me ajudando, quando estava na praia, aparece do meu lado uma mulher tesudíssima, colocou uma toalha perto de mim, porém com uma cara preocupada, que vim saber a razão depois. Ela me olhou firmemente e deve ter percebido que tratava-se de alguém que não lhe constituía perigo Como é bom ter cara de gente boa, pois, ajuda muito nos dias perigosos de hoje! Fui dar um mergulho e, gentilmente, pedi a ela que olhasse minhas coisas na praia, enquanto eu estivesse na água. Ela aceitou, fui, não demorei e, na volta, agradeci apresentando-me: Obrigado. Meu nome é Marcos e sou dentista especializado em implante e ortopedia em geral!
-Meu nome é Maria Carmem, médica especialidade em clínica geral.
-Como sou super brincalhão e aproveito as “deixas” para ver as reações, disse: Bacana! Você cuida do meu corpo para ficar bem saudável e eu cuido do seu sorriso lindo e cheio de felicidades!
-Já percebi que você tem bom humor e isso é um ponto positivo nas pessoas. Mas, quem sabe, poderemos fazer esse trato! Rs rs rs
-Notei que você era uma pessoa do bem e por essa razão vim me acomodar perto, pois combinei com uma amiga aqui e, não sei porque, ela até agora não apareceu e seu celular está dando fora de área! Você está esperando alguém?
-Não. Vim sozinho para descansar da noite de ontem e, como Deus é cheio de bondade, encontrei você! Rs rs rs
Ela deu um sorriso bonito e perfeito (coisa que entendo muito), agradeceu minha observação, ao mesmo tempo que agradecia ter encontrado alguém legal para que não tivesse de ficar sozinha, e amedrontada com os “ratos e bandidos” de praia!
Depois desse pequeno, porém, esclarecedor diálogo, ficamos mais a vontade, bebemos uma água de coco e estendemos nossas conversas, passando a nos conhecer melhor, onde e em que bairro morávamos, experiências de vida, ela era jovem e nunca tinha casado, etc., nisso já era dezessete horas, a amiga não chegava, celular não atendia e vi uma certa preocupação em seu rosto. Então ela disse-me que não tinha vindo de carro para não trazer dois carros sem necessidade e a amiga era que vinha no carro dela. Imediatamente procurei tranquiliza-la dizendo que a levaria com todo prazer, inclusive morávamos perto (barra e barra avenida). Ela aceitou, senti seu alivio, levantamos e seguimos para meu carro. Coloquei uma música MPB de qualidade, liguei o ar e, sem a menor cerimônia, lhe dei um beijinho no rosto, dizendo que era para selar nossa nova amizade. E, sem esperar, recebi dela uma bitoca que me deixou excitado. Fomos conversando, já de mãos dadas, sabendo eu que esse encontro me daria bons frutos. Nisso a amiga ligou, deu umas desculpas e falou que a noite conversaria melhor. Ela com uns poucos amigos tinham reservado um camarote e, como dava direito a acompanhante, convidou-me. Aceitei de imediato e combinamos que apanharia ela as vinte e duas e trinta, e que iríamos de taxi, pois, depois de beber e com o trânsito engarrafado seria uma maratona nossa voltar. Tudo acertado, trocamos beijinhos e segui para casa feliz da vida, pois, como sempre digo, Deus sempre me favorece!
Peguei Maria Carmem, que todos chamavam de Carminha, conheci os oito amigos dela, inclusive a amiga que não foi a praia, todos pessoas com boas formações, educados, jovens de trinta a quarenta anos. Um ambiente bonito e sadio. O camarote era uma sala da frente de um apartamento, logo depois do Edifício Oceania, com uns trinta metros quadrados e uma enorme varanda de frente para farol, onde podia-se ver a saída e a passagem de todos os blocos. Até nisso dei uma puta sorte e não me custou porra nenhuma, já que as despesas já tinha sido dividida, inclusive, comidas e bebidas, e Carminha não deixou que eu pagasse nada. Com essa situação que estamos você encontrar: casa, comida, roupa lavada e xoxota de graça, somente os poucos privilegiados conseguem! Rs rs rs
Nos esfregamos a noite toda, bebemos e comemos do melhor e, as quatro horas da madrugada, eu e Carminha resolvemos voltar, pois, além do avançado da hora, estávamos com uma tesão retada, doidos para fazer a parte mais deliciosa do carnaval: transar gostoso sem proibições e nem tolices de “isso não pode!”
Finalmente, fomos para meu apartamento, fizemos tudo que tínhamos direito e mais algumas coisas, ficamos juntos a semana toda, ela sendo minha hóspede, indo em casa apenas para apanhar roupas, pela tesão que sentíamos um pelo outro, não havia hora ou local do apartamento que não ficássemos nus e fazíamos todas as sacanagens permitidas e proibidas pelos pudicos. Uma verdadeira maravilha que, até coisa que nunca tinha feito, dormir de pau dentro, não sair durante a noite e, na manhã seguinte, aproveitar a tesão de mijo e dar uma bem dada ao raiar do dia! Carminha, talvez por ser médica, sabia controlar a xoxota e segurar a rola dentro e aconchegada!
Na quarta feira ela acordou antes de mim, foi pra casa para se arrumar pra trabalhar num plantão a tarde, deixando um bilhete em meus criado mudo: Meu amor, a noite vá me buscar para irmos jantar e acabar de selar nossa amizade! Beijos, sua Carmem.
Saímos, jantamos e, vocês pensam que fomos logo dormir, nada, passamos em meu apartamentos, transamos gostoso e na manhã de hoje, quinta-feira, saímos ambos, cedo para nossos consultórios. Eu acho que esse encontro praiano, vai ser marcante e demorado pelo resto da vida, pois, Carminha é um a mulher muito especial!

*Escritor, - Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com,

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O pastor Alemão!

Antonio Nunes de Souza*

Pelo título imagina-se que vou tratar de um assunto canino, uma raça bonita e admirada mundialmente. Mas, na verdade, vou me ater a questões religiosas, onde, infelizmente, deparamos com um pastor evangélico (que poderia ser um padre, franciscano, espírita, monge, rabino etc.), que, pelo seu comportamento sem escrúpulo, foi apelidado, pelos policiais que o prenderam de “cachorro” e, sendo pastor, meio louro, mal caráter, fizeram a junção colocando a alcunha em sua ficha criminal: Pastor Alemão!
Para que você tenha uma ideia do comportamento desse indivíduo, vou passar a contar suas iniciações e as peripécias até o dia em que foi denunciado, com bastantes provas comprometedoras, e detido pelos agentes da delegacia local!
Guilherme, menino criado por seus pais, pessoas de bem e ligadas as religiões evangélicas, com acompanhamentos dentro das maiores seriedades, ele mesmo um pouco relaxado, lia a Bíblia, acompanhava os cultos, demonstrando que, no futuro, também seguiria os passos familiares. E, para a alegria de toda família, foi uma satisfação grande quando ele fez seu curso de pastor, aliado as necessárias aulas e seminários de evangelizações!
Aprovado pela igreja que já frequentava desde menino, com o apoio dos pais e suas habilidades, foi ser responsável por uma modesta igreja em fase de ampliação, sendo que, para sua manutenção, ficaria com vinte por cento das arrecadações (dízimos, doações, etc.), e o restante canalizado diretamente para a matriz, semanalmente!
No início tudo estava correndo às mil maravilhas, porém, com o tempo, Guilherme achou que merecia um pouco mais e, tranquilamente, começou a tirar “por fora” dez por cento, as vezes até mais, dependendo dos resultados dos ofertórios. Ninguém desconfiava dele, pois, em função da sua linhagem familiar, era considerado homem sério e digno!
Aí, achando que era pouco suas traquinagens financeiras, passou a se aproveitar das irmãs religiosas, escolhendo as mais bonitinhas e tolas (algumas até descaradonas) e começou a transar tranquilamente, deixando transparecer que esse ritual era uma espécie de purificação e não poderia ser traduzido como pecado. Mas, deveria ser um segredo grande para que Deus aceitasse de bom grado. Uma vez que, somente algumas teriam direito a tais encontros, como se fossem “especiais”. Deixavam as privilegiadas felizes por terem sido comtempladas, não sabendo elas que foram escolhidas, apenas por serem as mais gostosas!
Pastor Rodrigo estava numa felicidade ímpar: dinheiro sobrando, mulheres a vontade e, nos seus trinta anos, nunca nem pensaria em casar.
Então, como sempre acontece inesperadamente, uma moça bonita alta, com um corpão de um metro e setenta, chegada recentemente na sua igreja, sabendo que ele fazia as tais purificações, se insinuou, deu mole e ele, prontamente, marcou para sua bendita e deliciosa transada em nome da fé. Porém, como o diabo atenta, ela era virgem e tinha somente quinze anos, mesmo com corpão de mulher. E, por azar, ela engravidou apenas com uma relação e, chorando confessou para seus pais o que tinha ocorrido!
O pai da menina, louco da vida queria ir lá e enche-lo de porrada, mas, a mãe o acalmou e combinaram ir a polícia. Lá chegando, contaram o caso e a polícia, preparou uma cilada, colocando uma policial bonita na jogada e, servindo de isca, pegou Guilherme pelo pé, nuzinho num quarto do fundo da igreja, com a policial disfarçada de paroquiana, sendo desvestida por ele, completamente excitado! Com tudo filmado e gravado pelas câmeras instaladas na véspera, não houve como Guilherme escapar. E além disso, os chefes da sua igreja, fizeram um levantamento e perceberam que ele também roubava das arrecadações religiosas!
Essa é a “estória” triste de alguém que Deus lhe abriu os caminhos, e ele preferiu enveredar pelas tortuosas estradas!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O grande Pepeu!

Antonio Nunes de Souza*

Se existe um cara alegre, simpático, curtidor, brincalhão e bom amigo, tem que ser igual a Pedro Henrique, que pouca gente sabe o seu nome, pois é conhecido e tratado por todos como Pepeu!
Morador de barra, frequentador assíduo da praia do porto, sempre estando bronzeado de janeiro a dezembro. Professor de educação física, trabalhando numa das melhores academias da capital e, mesmo com seus 26 anos, era considerado um exímio em acompanhamentos de musculações, como também “personal trainer” dos mais gabaritados, trabalhando com altos executivos e madames da fina flor da sociedade. Com essas qualificações, logicamente era bem remunerado, sua vida era tranquila, morava eu seu próprio apartamento de dois quartos, seu carrinho novo, mesmo ainda terminando de pagar, enfim, um cara sem problemas, já com sua vida definida, mesmo ainda sendo solteiro, curtindo suas eventuais aventuras, mas, nada de compromissos maiores!
Então, dentro do seu próprio trabalho, conheceu Thayse, uma mulher bonita, sensual e muito bem cuidada, jovem e segunda esposa de um executivo da indústria já beirando seus sessenta anos, trabalhando em Camaçari. E, para evitar o transtorno da viagem diária de ida/volta, preferiu comprar uma quitinete e somente voltar para Salvador nas sextas feiras. Para Thayse, ir morar em Camaçari seria incômodo, pois estava fazendo faculdade e seria desagradável o deslocamento. Assim, de comum acordo e sem aborrecimentos, ambos viviam numa boa sem problemas ou ciúmes sem razões!
Estando tudo perfeito para todos, mas, como dizem os mais velhos, o Capeta entrou no meu e, como uma coisa repentina, Thayse foi se apaixonando por Pepeu e, logicamente, como é comum nesses e outros casos, começou a dar “mole” com insinuações, toda hora pedindo orientações e, nessas horas, não perdia tempo para, como se fosse acidentalmente, encostar a sua arrebitada e bem torneada bunda na virilha de Pepeu. Ele que não era de ferro, começou a gostar percebendo as “boas” intenções da mulher, As coisas foram crescendo e, aos poucos já se esfregavam propositadamente, demonstrando o tesão que cada um estava sentindo pelo outro. Aí, como logicamente acontece nesses casos, Thayse passou a frequentar o AP de Pepeu e ele, ao AP dela. Numa boa, transavam durante a semana gostosamente, somente ficando sem se ver de sexta a domingo, em função da presença do marido!
Mas, como o diabo não quer ver nada dando certo, um dia de quarta-feira, Dr. Roberto Farias (o marido), sentiu um mal-estar, chamou o motorista e resolveu voltar para casa. E, quando chegou, meteu a chave na porta, entrou e indo direto para o quarto, deparou com a cena de Pepeu encima de Thayse, ambos gozando, exatamente, naquele momentos, com gemidos, beijos e movimentos sexuais dos mais gostosos possíveis!
Dr. Roberto, mediante o que estava vendo, foi cometido de um AVC ou infarto fulminante, caindo no chão já nos estertores da morte! Eles levantaram assustados, viram que Roberto estava morto, Pepeu se vestiu rápido deu instruções a mulher e foi embora. Thayse arrumou o quarto às pressas e ligou para o médico e amigo que dava assistência a ele, além de chamar o SAMU antes.
Ela, os amigos e parentes providenciaram o enterro, ninguém nem desconfiou o que realmente aconteceu. Então, já que ele nunca teve filhos, ela herdou todos os seus bens, uma boa pensão vitalícia e, tranquilamente, continuou vivendo na surdina com Pepeu durante uns meses, passando a oficializar uma união quando tudo já estava caindo no esquecimento.
Hoje Pepeu e Thayse tem dois filhos, sendo que um deles se chama Roberto em homenagem ao saudoso marido que, com sua morte, lhe deu uma boa vida!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com