sábado, 18 de dezembro de 2010

Férias na fazenda!

Férias na fazenda!
*Antonio Nunes de Souza

Tem dias que estamos um pouco nostálgicos e começamos a lembrar de fatos que marcaram nossa vida. Alguns deixaram lembranças vivas, doces e alegres, mas, por mais que queiramos apagá-los, surgem como um encanto, passagens que nos perturbam somente em relembrá-las, pois foram marcantes e, mesmo tendo nos dado prazeres momentâneos, fixam marcas em nossas memórias, provavelmente para o resto da vida.
Esses fatos, onde são evidenciadas seqüelas, sempre foram atitudes que tomamos por impulsos e, por mais que os exemplos estejam estampados em nossa frente, sempre achamos que conosco será diferente, nos baseando na barata filosofia popular de que: “O que não foi bom para Chico, pode ser ótimo para Francisco”. E foi em uma dessas minhas interpretações, que comprovei em condições desagradáveis, que ouvindo a experiência, muitas vezes evitamos dissabores.
Creio, talvez até com absoluta certeza, que esse fato que vou relatar, acontecido quando eu tinha 17 anos, foi algo totalmente inexplicável, já que ele é abarrotado de prazeres e ilusões e, ao mesmo tempo, tristezas e melancolias. Não posso dar uma explicação mais detalhada, em função da complexidade e mistura paradoxal desses adversos sentimentos. Apenas para ilustrar, vou exemplificar comparando-o a uma fruta que todos conhecem: O tamarindo (ele é gostoso e azedo ao mesmo tempo e todos ficam com água na boca só em olha-lo). Pois é! Até hoje ainda sinto o acre-doce desse meu tamarindo, que não me deixa esquece-lo através da presença do meu filho, hoje com 21 anos de idade!
Como sou do interior, neta e filha de fazendeiros, naquela época era comum e normal nossas idas nos fins de semana para a roça (como são chamadas às fazendas de cacau em nossa região), onde curtíamos bastante montando a cavalo, tomando banhos de rio, pescando, indo cedo ao curral para beber leite quentinho após a ordenha, subir em árvores para pegar frutas, correr atrás das galinhas, espalhar cacau nas barcaças e uma infinidade de coisas divertidas e bem diferentes dos nossos hábitos urbanos.
No fim do dia estávamos todos exaustos, fazíamos aquela fila para tomar um bom banho e vestir umas roupinhas velhas e puídas, sentando todos à mesa para saborear um delicioso café regado à fruta-pão, batata doce, aipim, beiju, cuscuz, mingau de tapioca e milho verde, ovo caipira estrelado, inhame e outras iguarias mais, que só em me lembrar à boca enche de água.
Também, após essa farra alimentar, como não havia televisão, reuníamos na sala, deitados nos sofás, redes e esteiras, ocasião onde havia a verdadeira reunião familiar, todos contando como foi o seu dia, muitas risadas pelos acontecidos, os mais velhos enveredavam contando estórias e, aos poucos, cada um ia adormecendo e meus pais chamando pelos nomes, mandando fazer xixi e ir para suas camas. Mas, sempre acontecia de alguns ficarem abancados na própria sala até o dia amanhecer.
Nas ocasiões especiais (férias, S. João, semana santa, etc), além de meus pais e irmãos, sempre iam alguns amigos ou amigas, primos, colegas de escola, pois, para nós, era importante ter companhia para compartilharmos da farra campestre. Como todos nós sabemos, entre irmãos na fase adolescente, dificilmente existem confidências. Preferimos contar nossos segredinhos aos nossos amigos, que confiamos mais. Com irmãos é terrível. Na primeira briga eles saem espalhando pra Deus e o mundo. E quando não é assim, passam a fazer chantagem.
Embora a turma fosse sempre grande, era dividida em grupos por faixas etárias, uma vez que os maiores detestavam aquela penca de crianças atrás, pedindo para esperar, chorando porque entrou um espinho no pé, reclamando que estão com sede, etc. Para nós que já estávamos entre os 15 e 17 anos e nossos assuntos eram mais picantes, voltados para namoros e os pães do colégio (pão era o que hoje é gato), era um saco!
Falar em pão, me fez lembrar de um rapaz do colégio que seu apelido era Manteiga e, como ele era um gato, as meninas diziam que ele era completo: Um pão com manteiga! Ele era até bonitinho, mas doido de pedra. Tomara que tenha tomado juízo.
Por orientação do meu pai, havia um filho do administrador que sempre nos acompanhava, no sentido de nos dar cobertura e ajudar nas nossas tarefas de diversão, já que ele conhecia todos os lugares e, em caso de alguma necessidade, nos daria o apoio imediato. Gustavo era o seu nome e tinha 16 anos, porém com um aspecto de muito mais, pois era forte, alto, mulato com os cabelos carapinha e meio amarelados (quase sarará), olhos de cores indefinidas, tanto que todos o chamavam pelo apelido de Olho de gato. Era um pouco tímido, mas, como pessoas dessa característica, pouco nos olham, porém, quando fazem, fixam o olhar e nos deixam uns tanto desconsertados. E ele, mesmo sem saber esse efeito que causava, sempre pegávamos o seu olhar direcionado para nossos rostos e, principalmente, para nossas pernas, já que andávamos muito de short durante o dia. Quando ele tirava a camisa para fazer qualquer coisa que urgia essa necessidade, eu e minha prima Maria de Lourdes ficávamos olhando seu peito musculoso e sem cabelos e descíamos os olhos até seu umbigo, imaginando o que estaria escondido bem abaixo. Como se estivéssemos lendo nossos pensamentos, após nossa repedida olhada, virávamos uma para a outra e caíamos na gargalhada. Isso porque sempre comentávamos a respeito dele que, embora um matuto, tinha as coisas nos lugares. Até sua bundinha era arredondada e empinada. Quando nós íamos para a cachoeirinha tomar banho, nós (eu e Lourdinha), insistíamos para que ele também tomasse banho, já que estava suado e também tinha direito a refrescar-se. Mas, na verdade, o que nós desejávamos era ver ele naquele calção de saco de aniagem branco, que depois de molhado, deixava transparecer o volume das suas coisas, que nos encantava profundamente. Esse segredo nós tínhamos. E os outros, por serem bem mais jovens, nem percebiam que havia alguma maledicência em nossos banhos.
Uma noite, acordei com o balançar da cama e, com medo, fiquei parada, apenas abri bem devagar os olhos e percebi que era Lourdinha se masturbando ao meu lado. Fiquei calada e na manhã seguinte contei pra ela o que tinha visto. Ela, sem nenhum arrependimento, contou-me que naquela tarde, quando Olho de gato mergulhou, ela por trás viu uma parte do seu membro, que saíra pela boca do calção. Aquilo tinha lhe dado um tesão enorme e a noite não conseguia dormir, somente acontecendo depois de se satisfazer. Ouvi tudo, mas não disse nada. Porém fiquei com inveja porque não vi e por ela não ter me contado absolutamente nada dessa cena maravilhosa. Percebi que também passaria a ter os meus segredos dali em diante.
Nossos dias eram maravilhosos e cheios de encantos. Nada nos preocupava, além das bobagens de flertes, namoros, festinhas, etc., disso tenho uma saudade profunda, que daria tudo para voltar ao passado, mesmo desfrutando de um presente que não é de se jogar fora.
Certa vez, Lourdinha estava “naqueles dias”, e como naquele tempo não existia a modernidade de apetrechos que você pode até praticar esportes radicais, ela ficou em casa lendo e eu fui com as crianças e Olho de gato tomar banho na cachoeirinha. Era uma pequena queda de uns 6 metros, que descia morro abaixo fazendo uma gostosa cortina, onde embaixo, devido à força e pressão da água, terminou fazendo uma grande piscina, apenas com alguma profundidade inferior a 1,80 metros, na base da vazão. Os meninos ficavam no raso brincando de jogar barro ou areia nos outros, e nós maiores tínhamos o privilégio de ficar recebendo aquela hidromassagem pelo corpo, proporcionada pela bendita cachoeirinha. Nesse dia, estando sozinha (sem Lourdinha), resolvi ficar por mais tempo curtindo a água, enquanto Olho de gato brincava e tomava conta das crianças. Aí, num vacilo da minha parte, escorreguei para o lado mais fundo e, como tinha mais ou menos a mesma altura de hoje (1,66), desci completamente, bebendo alguma água e tendo dificuldades para voltar a minha posição anterior. Quando voltei a tona pela segunda vez, consegui gritar chamando Olho de gato que, ao me ver desesperada, saiu apressado ao meu encontro, pois os meninos nem perceberam o que estava acontecendo.
Ele foi chegando, me abraçou por trás carregando-me para o lado mais raso, porém, mesmo já fora do perigo, ele nervoso e estarrecido, continuava me apertando por trás. E eu, mesmo com um pouco de pânico, não deixei de sentir aquele volume, embora em estado adormecido pela fria água, mas, bastante significativo, roçando em minhas nádegas, fazendo com que esquecesse, momentaneamente, que quase me afogará minutos atrás.
-A senhora está bem? Bebeu água? Quer ir para casa?
Com essa torrente de perguntas, eu apenas respondi que estava tudo bem, mas que ele continuasse me segurando, pois estava um pouco tonta. Porém, na verdade o que eu queria era continuar sendo abraçada por ele, sentindo a presença de algo que começou a me excitar. Ele instintivamente ou não, me apertava cada vez mais e, como era de se esperar, passei a perceber algo intumescido roçar bem na divisão da minha bunda. Logicamente, por estarmos cobertos pelo véu de água, procurei demorar-me ao máximo em demonstrar minha recuperação, aproveitando-me daquela inesperada e gostosa sensação.
Isso tudo não demorou cinco minutos, mas, para mim e creio que para ele também, pareceu uma eternidade. Assim que ele percebeu estar acima dos limites e em respeito à filha do patrão, soltou-me bruscamente já na parte rasa, ficando cabisbaixo, receoso de alguma atitude condenatória da minha parte. Mas, permaneci tranqüila e não deixei transparecer que havia notado nada, apenas agradecendo a sua bendita intervenção em meu favor.
Como disse, as crianças nem deram conta do fato do afogamento, nem tão pouco prestaram atenção ao meu erótico salvamento. Aquilo foi uma delícia, pois, naquele tempo, nós já comentávamos que: “uma esfregadinha valia por um bifinho”. E eu tinha ganho um filet mignon como prêmio náutico.
Voltamos todos para casa, aproveitando ainda a luminosidade do entardecer, e eu pelo caminho, louca de dúvidas se contava ou não para Lourdinha aquela deliciosa ocorrência. Assim como eu, Olho de gato evitava me encarar, entretanto ambos percebiam que algo de bom havia acontecida para as duas partes. Mas, na qualidade de empregado, pairava no ar o medo dele com alguma complicação, caso eu dissesse que ele havia me desrespeitado. Longe de mim estava essa idéia, pensava mais era em me afogar todos os dias. Isso eu pensei sorrindo internamente. Mas, só para provoca-lo, como éramos os últimos da fila da picada, falei pra ele:
Até agora ainda estou pensando no perigo que passei. Coloque a mão aqui no meu coração pra você como ainda está batendo forte!
Ele colocou a mão levemente, porém eu peguei em seu pulso e coloquei propositadamente sua mão em meu peito, fazendo ele sentir o biquinho endurecido e as batidas descompassadas, não pelo acidente, mas pelo socorro.
É mesmo! Eu também fiquei com um medo danado. Se acontece alguma coisa com a senhora eu iria entrar bem.
-Não vamos contar nada para ninguém, senão vão ficar preocupados sem razão e vai terminar atrapalhando nossos banhos e nossos passeios.
-Então está combinado. Falou Olho de gato, feliz por ver que não haveria problema, como também ter notado que não foi ele somente que gostou do ocorrido.
Na porta da sede da roça, me despedi de Olho de gato dando um adeus com um sorriso meio enigmático, que na cidade é chamado vulgarmente de frete (corruptela de flerte).
Lourdinha estava deitada no sofá da sala, lendo a revista Realidade que meu pai havia trazido de Itabuna no dia anterior.
-Foi tudo bem? Dormi quase o dia todo!
-Ah! Não foi melhor porque eu fiquei sozinha. Senti muito sua falta! Disse eu, mentindo cinicamente, pois adoraria que a menstruação dela provocasse bastante cólicas e amanhã ela também não pudesse nos acompanhar. Meu Deus! Veja o que é que homem e sexo faz! Desejar mal a melhor amiga e mentir sem o mínimo pudor.
A partir desse pequeno acidente, passamos a nos olhar com a cara meio safadinha, entretanto sem nenhuma investida, restringindo-se apenas a um deboche matreiro, não só pela falta de oportunidades, como também pela preocupação com a família. Mas, que começou a despertar um desejo de ampliar mais as intimidades, isso era claro no olhar dele de gato e no meu sorrateiro de cobra.
Como tinha que fazer segunda época de uma matéria que perdera, Lourdinha foi para cidade e eu passei a ter maiores liberdades para fazer minhas provocações, porém, sempre pensando apenas em coisas sem maiores importâncias, somente para curtir minhas férias.
Um belo dia, acordei bem cedo e fui chamar Olho de gato para selar um cavalo para mim, pois queria ir na roça vizinha visitar um pessoal amigo dos meus país. Ele estava acordado há algum tempo, já tinha ido ao curral ajudar na ordenha e estava suado e sem camisa, dando ao seu corpo um brilho sedutor que me fez arrepiar toda, imaginando estar em seus braços, abraçada pelos seus braços pegajosos, sentindo o calor do seu forte corpo e sua virilidade em minhas entranhas. Sinceramente, não pude me conter! Passei a mão em seu peito, dizendo como ele estava suado. Tirei um corpete que estava usando e comecei a enxuga-lo carinhosamente, deixando evidente que estava totalmente em suas mãos.
Ele, mesmo de cabeça baixa e temeroso, me abraçou bruscamente e me deu um beijo na boca, deixando o gosto do leite que acabara de beber.
Puxei ele para trás da baia e começamos a nos agarrar numa agonia que mais parecíamos cachorros no cio. Ele, brusca e brutamente, jogou-me no chão da cocheira encima de um monte de capim, suspendeu a minha saia, baixou minha calcinha e, sem tirar ao menos o calção, sacou o seu grosso membro e colocou entre as minhas pernas. Eu estava tão louca pela minha primeira sensação de estar a vontade com um homem, que não ligava nada ou ninguém, apenas desejava que ele me penetrasse, com carinho ou não, mas me fizesse mulher naquele momento. Nossas inexperiências não atrapalharam em nada. Tudo aconteceu como queríamos que acontecesse. Aquilo foi entrando em mim. Ora com delicadeza, ora com violência e sofreguidão, mas, o que eu realmente sentia era o prazer divino do orgasmo que se aproximava. Ele, como um garanhão, abafava-me no chão segurando-me pelo pescoço e beijando minha boca seca, enquanto introduzia tudo em minha vagina molhada.
Poderíamos ficar ali por várias horas, devido as nossas tesões de adolescentes, mas, o medo de sermos pegados em flagrante, fez com que, após um delicioso momento de prazer, levantássemos, eu vestisse as roupas e voltássemos para nossas casas. No curto caminho, eu não sabia se morria de preocupação ou se chorava de felicidade.
Fui direto para o banheiro, tirei as roupas e percebi aquele liquido viscoso escorrendo pela minha vagina, mesclado de vermelho, que devia ser em função da perda de minha virgindade e o ganho da minha felicidade.
Esse episódio foi na véspera do nosso retorno para Itabuna e, até a hora de nossa despedida pela manhã, não vi Olho de gato. Imagino que ele estava assustando bastante e com medo de que algo acontecesse a ele.
Dias depois soube por meu pai que seu Isídro (o administrador) havia recebido um convite para trabalhar em Altamira, pediu as contas e foi embora com sua mulher e seu filho Olho de gato. Jamais soube notícias de ninguém da família. Mas, como não havia nenhum sentimento de amor, apenas desejo, nada me preocupou, até que, dois meses depois, comecei a sentir a barriga crescer, minhas menstruações encerrarem e, a trágica notícia de que estava grávida.
Escândalo seria uma palavra super amena para eu descrever as reações familiares. Mas, com muita discrição, meus pais mandaram-me para Salvador para ficar com uma tia, até que a criança nascesse.
Fiquei lá, continuei meus estudos, fiz faculdade e criei o meu filho com muito carinho. Não casei, mas, sempre namoro e divirto-me levando uma vida agradável no meu trabalho e nas horas de lazer.
Foi um momento de loucura em busca do prazer que, embora tenha me causado transtornos, deixou uma lembrança viva que amo profundamente e é minha doce e maravilhosa companhia.
Até hoje Lourdinha pensa que meu filho foi fruto de algum namorado em Salvador. Achei por bem guardar esse meu segredo dentro de mim e jamais comentei com ninguém quem é o pai do meu querido Adriano.

Escritor (Vida Louca – ansouza_ba@hotmail.com))

A mulher que gosta de mulher!

A mulher que gosta de mulher!
Antonio Nunes de Souza*
Há muito tempo, ainda na minha saída da puberdade para adulto, um colega apontou para uma bonita garota que passava no outro lado da rua e, quase cochichando, disse para mim: Aquela dali de vestido azul gosta de mulher!
Ao acabar de falar, ficou olhando para mim com os olhos esbugalhados, esperando minha reação. Mas, como ele não esperava, apenas olhei para moça com meiguice, admiração e ainda com um sorriso nos lábios que denotava estar diante de uma normalidade.
-Não é uma vergonha?
-Não acho não!
-Você está maluco, cara!
Essa foi e ainda é a expressão idiota dos puritanos e falsos moralistas com relação a esse fato. Mas, para mim, já conhecedor desse ser maravilhoso, encarava e encaro tal preferência com a maior naturalidade, pois não conheci durante toda minha longa vida, nada mais agradável e gostoso do que a mulher, mesmo com seus efeitos colaterais trabalhosos, caros e possessivos. E, gostar de mulher, prova que tal pessoa tem um ótimo gosto e sabe escolher o que é deveras bom.
Se você parar para pensar direito e com imparcialidade, vai chegar a conclusão que o péssimo e de mal gosto é gostar de homem! Eu por exemplo, não fosse as necessidades profissionais, os encontros nos eventuais drinks para falar de mulher, extirparia da minha vida esse segundo sexo (o primeiro é o feminino, claro!), não dando a ousadia de nem dar um bom dia ou boa tarde. Boa noite muito pior!
Os homens, na sua grande maioria, em função da sua criação machista milenar, têm a arrogância e o ar de superioridade estampados na cara, provocando um comportamento nada humilde, desejando sempre que a mulher, além de se submeter aos seus caprichos, seja uma empregada de luxo (cama, mesa e banho), e muitos ainda querem pagar mal por esses serviços, não proporcionando o conforto que elas, regiamente, merecem. Ainda têm a ousadia de, estupidamente, classifica-las como seres inferiores.
Se eu pudesse, todas as vezes que encontrasse uma mulher que gosta de mulher, daria um bouquet de rosas, um beijo na testa e diria: Tô com você até a morte! Eu também adoro mulher!
Como eu posso ter desprezo por alguém que tem gosto semelhante ao meu?
Fico abismado é que elas só tenham descoberto isso ou colocado em prática com maior assiduidade ou dado o grande grito de liberdade, do meado do século passado pra cá. Eu sei que esse negócio vem rolando em surdina há séculos. Mas, com medo das represálias por parte de uma sociedade falsa e tipicamente machista, somente depois da revolução dos anos 60, elas, corajosamente, resolveram encarar o problema de frente (de frente sim, mas, problema nunca), chutando os pênis pra cima sem ter pena das dores nos sacos.
Vocês podem estar espantados com o que estou dizendo, mas, qualquer mulher que tenha um relacionamento íntimo com outra mulher, sem que existam inibições, complexos de culpas e muito desejo, nunca mais vai querer saber de homem fungando em seu gangote, tateando nos lugares errados e ainda tendo suas ejaculações precoces, esquecendo-se de que a mulher também merece sentir prazer. E pior! Ainda saem cantando de galo dizendo aos amigos que são bons de cama.
Mulher nenhuma merece isso!

Vocês não sabem como me sinto bem quando vou a uma festinha com uma amiga de igual preferência, que ao chegarmos, vislumbramos uma série de gatinhas assanhadas e loucas pelo prazer. Cochicho logo: Nós hoje vamos nos dar bem!
E, como resposta, vejo estampado em seu rosto um sorriso maroto de cumplicidade. Aí, já sabe, tomamos o primeiro drink e vamos à luta para conseguir a paz espiritual e corporal.
Quando saio nas baladas da vida, sempre acompanhado com amiga de gosto similar, podemos nos ajudar mutuamente, pois quando visualizamos alguém interessante e alimentamos um papo inicial para chegarmos aos nossos objetivos, e percebemos que a mulher está em outra que não é a nossa, um ou outro encaminha a vítima para o parceiro da preferência desta. E é uma delícia esse processo de triagem e colaboração espontânea. Sempre nos damos bem, pois não existe aquele ar competitivo existente quando você vai a algum lugar acompanhado de outro homem. Ele quer logo comer todo mundo e deixar você a ver navios, somente para provar que é o tal.
E ainda tem mais uma coisa bastante agradável que, eventualmente, ocorre: Quando nem eu nem minha amiga não conseguimos nada nas caçadas das baladas e os drinks nos sobem à cabeça, ainda a convenço de dar uma comigo como se fosse uma penitência pela nossa falta de habilidades nas conquistas. Aqui pra nós, de qualquer forma sempre me dou bem fazendo o papel de genérica para ela.
Jamais temerei essa concorrência imaginando que nunca mais terei mulher, pois sei que sempre existiram as burras que preferirão os homens. E, como para uma boa transa a inteligência não é tão preponderante, não tenho nenhuma queixa a fazer.
Muito bem mulheres sábias continuem gostando de mulheres que eu, orgulhosamente, continuarei fazendo o mesmo.
*Escritor, poeta (Vida Louca – ansouza_ba@hotmail.com)

Oração de uma pobre moça!

Oração de uma pobre moça!
Antonio Nunes de Souza*

Oh! Meu Senhor veja como estou me sacrificando para fazer o meu curso universitário. Lutei bravamente, estudando noites a fio para passar no vestibular de uma universidade pública, mas, infelizmente, não fui aprovada em três tentativas. E, para adiantar as coisas, resolvi mesmo sem poder arcar com as mensalidades, partir para uma escola particular e passei logo de primeira.
Mas, como fazer para pagar 1.750,00 de mensalidade se ganho apenas salário mínimo?
Imagine o meu tormento e desespero, tendo a necessidade de estudar e não ter uma renda adequada para o custeio?
Sei que existe o FiES (caixa econômica), mas precisa de avalista e eu não encontrei quem aceitasse avalizar ou tivesse condições, dentro na minha pobre comunidade.
Então, num ato de loucura e acompanhando os conselhos de muitas minha colegas, passei a transar através de uma cafetina que organiza os encontros com clientes, recebendo R$ 70,00 (ela cobra cem e trinta é dela) por cada saída após as aulas. No começo eu ficava com vergonha e tímida com essa nova situação em minha vida, porém, com o tempo (já estou cursando o quinto semestre) me acostumei com o fato e feliz por estar conseguindo fazer meus pagamentos em dia e ainda sobra para ajudar nas despesas e umas besteirinhas.Quando vejo que o cara tem muita grana, capricho na cama e ainda consigo ganhar uma coisinha a mais por fora. Felizmente sou uma mulher considerada bonita!
Entretanto, Senhor, desculpe as palavras, mas é foda ter que fazer boquete, tomar na bunda, transar em várias posições com caras que nem conheço e nunca vi. Às vezes pego um que só quer minha bunda e eu chego em casa com o cu em petição de miséria. Mesmo depois que escovo os dentes, passo dia todo sentindo o gosto de esperma na boca de tanto gozarem em minha goela. Minha xoxota eu nem digo nada, pois parece uma gamela de tanto receber rolas de vários tamanhos e grossuras. Nas palmas das minhas mãos já formaram duas calosidades arredondadas de tantas punhetas que já bati, para levantar as picas dos coroas que têm dificuldades de ereção.
Oh! Meu Senhor sei que escreves certo por linhas tortas, mas entortar minha boceta por causa de um diploma, acho que estou carregando uma cruz muito pesada. Sem levar em conta os homens com mais de 100 quilos que montam em mim, que chego a perder a respiração e às vezes peido de tanta pressão na barriga (morro de vergonha). Meus peitos coitados, já receberam mais bocas do que bebedouro de repartição pública. E ainda tem uns sacanas que pensam que essa merda é para ser mordida.
De qualquer forma Senhor, agradeço por estar conseguindo, mesmo com sacrifício, fazer minha faculdade. Mas, como sua devota e sofredora, vou lhe fazer um grande pedido:
Me proteja para que eu jamais pegue AIDS ou outras doenças transmissíveis.
Quanto ao resto pode deixar que vou me arranjando até a formatura, mesmo que eu chegue no dia com a boceta esfolada, o cu pelo avesso, os peitos caídos e a boca do tamanho da de Daniela Cicarelli.
Esse é o meu projeto TOPA: Topo tudo pela educação!
Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Amém
*Escritor (Vida Louca - ansouza_ba@hotmail.com))

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Preconceito, esse mal bem mal dissimulado!

Preconceito, esse mal bem mal dissimulado!
*Antonio Nunes de Souza

Embora exista inúmeras Ongs na defesa dos direitos humanos, leis, decretos, etc., acredito que jamais vamos conseguir extinguir esse sentimento que entranhou dentro dos seres vivos. Digo vivos, pois até no reino animal, este é comprovado cientificamente.
No nosso país, onde o coquetel de cores é de uma riqueza esplendorosa, encontramos em todas as camadas sociais, empresariais e econômicas, uma discriminação tão evidente e clara como a luz solar.
Nas grandes festas e comemorações, as pessoas de cor são agraciadas com convites, sempre com as expressões ridículas e consideradas normais: Vamos chamá-lo que ele é um preto muito importante e diretor da Simpson Company, ela é uma negra lindíssima e atriz de tv, é um cara de muita classe e rico que nem parece que é preto, ele é preto e um pouco casca grossa, mas é um grande jogador de futebol e vai abrilhantar a festa. E assim sucessivamente, dizendo com a maior simplicidade e naturalidade esses chavões grotescos, querendo separar o joio do trigo, quando na verdade somos todos um monte joio metido a trigo.
As empresas no recrutamento de funcionários, sem dúvida nenhuma, quando se referem a “boa aparência”, querem dizer nada mais nada menos, que preto ou mulato, só se for muito bonito e extremamente competente. E, podem observar através das atrizes e modelos, que os negros aproveitados nessa área, são os que têm características faciais brancas. Secretárias então, raramente nos batemos com uma feia ou de cor Não conheço nenhum negro (a) considerado bonito que tenha suas características faciais normais predominantes (Narizes chatos, lábios grandes e grossos, cabelos “pimenta do reino” e queixos pronunciados). Não falo dos dentes, pois nesse particular eles são imbatíveis. No setor comercial/empresarial ainda existe, além do preconceito racial na admissão, a evidente discriminação de salários entre os coloreds e os pseudos brancos. Esses últimos, sempre são melhores remunerados e ocupam os melhores cargos.
Não é que esse mal seja genético, mas é uma tradição colonial que enraizou em nossas entranhas através de vários séculos que, infelizmente, hoje se consegui disfarçar, às vezes até muito bem, mas nunca elimina-lo totalmente. Talvez, com a miscigenação desenfreada que campeia no mundo, daqui a alguns milhares de anos, quando fatalmente seremos todos pretos e mulatos (pela força poderosa da raça negra), possamos comemorar uma igualdade de cor e direitos. Mesmo assim ainda correremos o perigo de algum mulato metido a besta, que por seu tataravô ter sido irlandês, queira se achar com direitos especiais.
Devem todos os farsantes hipócritas tirar suas máscaras de defensores dos direitos humanos e, em vez de punições tolas que não corrigem o problema, apenas faz com que as pessoas reprimam as palavras, mas não os pensamentos, o importante é educar as crianças desde o maternal (e muitos pais também), para que aprendam desde cedo que nós somos iguais, apenas com características diferentes.
No âmbito geral o fato é também digno de atenções, pois num país onde se bate no peito e diz que não existe preconceitos de cor, raça e credo, diariamente você ouve as expressões mais absurdas contra essas pessoas e crenças. Por exemplo: Quando alguém de cor comete um lapso: “Só podia ser coisa de preto!”. Se for estrangeiro: “Esse gringo branquelo pensa que está na terra dele”. Se for índio ou descendente: “Lugar de índio é no mato!”. Com as religiões o procedimento é levado para a chacota: Se você não é farrista é “crente”. Se alguém tem manias é “macumbeiro”. Se a moça não quer ficar é “freira”. E assim, sucessivamente, existem milhares de exemplos que caracterizam claramente o sentimento preconceituoso, nada velado, do povo brasileiro.
Em vez de tantos órgãos para defender (?) os direitos humanos, muito mais importante seria um investimento maciço na educação, ensinando o que é respeito humano.

*Escritor (Vida Louca - ansouza_ba@hotmail.com))

A chegada no inferno!

A chegada no inferno!
Antonio Nunes de Souza*
-Atenção! Todos os “Demoninhos da Garoa” façam rufar os seus tambores, Banda Som Infernal pode ficar em seu posto e o Trio Elétrico “Fagulhas do Inferno” vá logo ligando seus amplificadores, que dentro de cinco minutos estará chegando o meu querido filho ACM! Falou Lúcifer no microfone, instalado no grande palanque armado na entrada do inferno com a finalidade de receber o filho ilustre do Satanás, mandado para a terra no sentido de atrapalhar todas as vontades divinas.
Nesse instante apontou na encruzilhada coberta de brasas, aquela cabeça branca que jamais será esquecida pelo povo que sofreu com seus desmandos, pagando caro nesses seus 79 anos de vida.
-Soltem os foguetes e que as labaredas sejam bem altas e na temperatura de mil graus centígrados, para acolher com carinho aquele que cumpriu a missão na terra e tenho o grande orgulho de ter sido minha maior criação! Bradou Ferrabrás com toda pompa!
-Pai! Pai! Por que me trouxe agora? Por que não me deu mais alguns anos? Gritou ACM com lágrimas nos olhos (que na verdade o seu nome de batismo nas profundezas do inferno é Antonio Cruel da Malvadeza).
-Querido filho, como pode me culpar, se fui tão bondoso com você?
-Mas papai eu ainda tinha tanta gente para perseguir, minha fortuna ainda não é a maior do Brasil (apenas do norte/nordeste), fui facilitar e meus inimigos cresceram e estavam me derrubando. Então... eu precisava de mais uns aninhos para dar a volta por cima.
-Nada disso, menino! Você é que não soube aproveitar bem o seu tempo. O filho de Deus viveu somente 33 anos e revolucionou o mundo e é ovacionado em todos os cantos da terra. Já você que lhe dei a chance de 79 anos, só conseguiu fazer misérias no Brasil. Assim mesmo, somente em alguns Estados você conseguiu se sobressair como um bom filho do Demônio. Só não digo filho da puta para não ofender sua mãe, que foi uma pobre alma penada que peguei aqui nas profundezas.
-O que é que custava painho, você fazer uma ressurreição pra mim como o filho de Deus teve. Será que não mereço?
-Até que merece, mas, se eu fizer isso pode ter certeza que lhe matam de novo na mesma hora. Trouxe você porque percebi que ninguém lhe agüentava mais e eu já estava ficando desmoralizado e sem moral, até na Bahia que lhe entreguei o Estado de bandeja.
-Oh! papai...
-Nada de oh! Papai! Acho melhor nos divertirmos com essa festa que preparei para sua chegada. Vamos dançar até o sol raiar ao som do conjunto “Tridentes do Samba” e depois eu vou lhe mostrar a fornalha linda que mandei fazer para você. Tem três suítes com chuveiros de azeite fervendo e, em vez de camas, todos os três quartos têm lareiras grandes para vocês dormirem.
-Pra que três quartos painho. Eu não vou morar sozinho?
-Por enquanto sim! Mas, quem sabe se eu não resolvo trazer também seus capetinhas auxiliares: Paulo Souto e César Borges?
-Seria uma beleza papai! Traga logo, traga logo. Eles podem não gostar, mas, eu vou adorar e rir bastante da cara deles.
-Você é um menino danado e cheio de treitas! Morri de rir aqui embaixo quando você mudou o nome do partido para DEM. Manjei logo que era uma homenagem a minha pessoa: DEM...ÔNIO! Ah! Ah! Ah! Ah!
-Claro que foi pensando em você papai! Os tolos caíram como uns babacas, achando que eu estava pensando em democracia. No meu dicionário nunca existiu essa palavra!
Nesse momento começou o desfile da Escola de Samba “Flagelados do Inferno”, cantando um samba enredo composto especialmente para a ocasião, enquanto os passistas faziam evoluções com tochas de fogo nas mãos, dando boas vindas ao filho que retornava as origens.
Durante a noite toda a bebida servida foi “capeta” para combinar com o ambiente.
Após a apresentação de Kid Abo e seus Diabinhos Selvagens, para encerrar com chave de ouro entrou o conjunto “Torturadores do DOI-CODE”, com Castelo Branco, Costa e Silva, Ernesto Geisel, Figueiredo e Médice tocando instrumentos de tortura, tendo no vocal a maior voz de prisão dos anos 60/70: General Newton Cruz.
ACM pulava com as mãos pra cima, sambando e dizia no ouvido do pai: Ah! Que tempo bom era aquele!
Só nos resta agora rezar bastante para que os espíritas não tenham razão, pois, se assim for, o que será de nós se essa satânica figura reencarnar e voltar a terra para nos atentar?
*Escritor (Vida Louca - ansouza_ba@hotmail.com)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Imaginação!

Imaginação
Antonio Nunes de Souza*

Seus gemidos sussurrados ao meu ouvido,
Levaram-me ao gozo continuado e incontido,
Provocando uma conjunta convulsão.
Meu latejo dentro do seu corpo era compassado,
Dizendo estar satisfeito, mas não saciado,
Determinando que houvesse continuação.

Seu hálito quente como suas entranhas,
Olhos semi-serrados e cheios de manhas,
Ares de prazer, orgulho da conquista.
Suas hábeis mãos reiniciaram as carícias,
Com movimentos pubianos cheios de malícias,
Prosseguindo a nossa viagem na mesma pista.

Ouvi novamente seus gemidos sussurrados,
Nossos corpos continuaram entrelaçados,
Com estertores que só o prazer saber dar.
Nossos olhares cruzaram felizes no amplexo,
Provando que é mais gostoso e seguro fazer sexo,
Do que muitas vezes por alguém se apaixonar.

*Escritor e poeta (Vida Louca – ansouza_ba@hotmail.com)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Uma visita a favela!

Uma visita a favela!
Antonio Nunes de Souza*

Eu estava perdido, preocupado e com medo, devido à situação que me encontrava naquele local e momento. Era um tiroteio em várias direções e correr nada adiantaria, pois, de todos os lados as balas surgiam com uma diversidade de calibres, somente visto em exposições de materiais bélicos no conflito árabe. Ninguém distinguia quem era policial ou bandido, uma vez que, muitos deles, usavam fardas e coletes exatamente iguais para confundir a população.
Isso aconteceu numa obra do PAC para beneficiar (?) os moradores da favela, que eu como guia turístico, comandava um grupo para mostrar o trabalho do governo em favor dos menos favorecidos. Eram quinze no total, com nacionalidades diversas (ingleses, franceses, italianos e americanos). Todos gritando socorro em várias línguas e eu mandando que se deitassem no chão para evitar que fossem atingidos, criando assim mais um conflito diplomático com mortes de estrangeiros em nosso país. Mas, alguns teimosos e irresponsáveis, insistiam em tirar fotos e se aproximarem do fogo cerrado, talvez para mostrar aos amigos os momentos de emoções que viveram no passeio sul americano.
O pipocar das balas vindas do alto do morro continuava sem a menor cerimônia, enquanto os policiais respondiam com seus rifles e metralhadoras sem nem olhar quem lá encima estava. De vez enquanto se ouvia gritos de dor e desespero vindo de feridos e seus parentes solidários. As ambulâncias iam chegando com suas sirenes ligadas, aumentando ainda mais o pânico dos moradores. E, meus turistas, agora todos obedientes e deitados, berravam que queriam voltar para o hotel. A mistura de idiomas me fez lembrar a Torre de Babel.
Mas, como sair daquele lugar sem atravessar a linha de fogo?
Seria uma temeridade tentar, mesmo pedindo auxílio aos policiais, pois estes eram exatamente os alvos dos bandidos e, conseqüentemente, terminariam atingindo-os vítimas das conhecidas balas perdidas, que sempre acham os incautos e inocentes para se alojarem.
Essa situação de pânico durou uns quinze minutos, mas pareceu que foram horas, dado o desespero e agonia que todos sentiam, totalmente ao Deus dará, pedindo que a ajuda divina colocasse uma redoma a prova de balas como proteção. E, felizmente, Ele ouviu nossos pedidos!
A calma começou a reinar, os estampidos foram desaparecendo, vários feridos sendo transportados para as ambulâncias, alguns presos sendo algemados e colocados nos camburões e, aproveitando essa rápida trégua, peguei meu pessoal na maior pressa e levei para a Van que estava estacionada um quarteirão a frente.
Já dentro do veículo, recontei o grupo, tudo certinho e, sem pestanejar, mandei o motorista seguir em frente em direção a Copacabana.