sexta-feira, 4 de abril de 2025

A RAINHA DA ESCOLA DE SAMBA! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

-E agora, em primeiríssimo lugar, a vencedora do concurso para Rainha da Bateria da Estação Primeira de Realengo é...Maria Cleópatra do Espírito Santo! Palmas para ela!

Depois desse anúncio do apresentador, gritos, palmas e rufar de tambores, faziam uma zoada ensurdecedora nos ouvidos de todos, enquanto no palco, ladeando a rainha que entrava triunfante, dezenas de moças, que choravam de tristeza amargando a derrota!

Mas, ninguém tinha o mínimo direito de reclamar, ou por em dúvida à escolha. A mulher era uma gata pra nem Michelangelo, que era perfeccionista ao extremo, botaria algum defeito escultural. Ela tinha um corpo divino, e seu rosto era um conjunto de olhos, boca, nariz, dentes e bochechas, que formavam uma máscara de beleza de uma sensualidade maliciosa e angelical que, só em encará-la a excitação fluía. Suas pernas, a começar pelos delicados pés, sobre o altar de saltos bem altos, seguindo até a virilha como se tivessem sido torneadas mecanicamente por um exímio escultor, nem se conseguia ver se existiam joelhos de tão perfeitas que eram. Aquela penugem dourada quase invisível, você sabe, aquela que quando você basta olhar de perto, para o dito cujo latejar de desejo!

Sua bunda, ah meu Deus! Não sei se posso chamar aquela formosura, simplesmente de bunda. Pode parecer até um xingamento. Era tão redondinha empinada para cima, fazendo um perfil perfeito de casa de pobre: Não é grande, mas, bastante acolhedora. Recebe uma visita com carinho que ela não se queixará jamais. Seus seios, via-se logo que não existia silicone, pois, eram de tamanhos medianos e pontudos como se estivessem apontando para os nossos olhos gulosos, querendo furá-los pelas focalizações maliciosas difíceis de disfarçar.

Eu era o presidente de honra do júri e, na minha cabeça só veio uma expressão: “Tenho que comer essa mulher!” Usei a expressão chula de “comer”, pois, ela era um prato cheio. Aliás, prato cheio uma ova. Ela era um verdadeiro banquete!

A bateria começou a tocar o samba da escola, e ela, como uma carrapeta que mais parecia o capeta, deslizava sambando pelo palco e a passarela, com uma graça e sensualidade que me deixou tremendamente excitado, fazendo com que meus propósitos aumentassem cada vez mais.

Terminada a cerimônia, colocação de faixas, premiações, etc., a festa continuou na quadra, e eu fui ao camarim para cumprimentá-la e. logicamente, convida-la para jantar e comemorar sua vitória.

-Meus parabéns Cleópatra, você esteve maravilhosa! (Eu já me sentia Marco Antonio e com a cobra pronta para dar uma picada).

-Muito obrigada! Hoje é o dia mais feliz da minha vida!

Eu logo pensei: Tomara que seja o meu também!

-Como presidente de honra da comissão julgadora, quero presentear-lhe com um jantar para que marque com chave de ouro essa sua felicidade.

-Oh! Não tenho como lhe agradecer, pois meus tios viriam me buscar e aconteceu um imprevisto, e acabaram de ligar dizendo que eu tomasse um táxi na hora de retornar para casa.

Só pode ter sido o Espírito Santo que arranjou esse imprevisto para me favorecer. Eu também sou filho de Deus! Pensei com um sorriso nos lábios e as esperanças cresceram, olhando de perto as partes especiais do seu corpo.

Aguardei alguns minutos, enquanto ela se arrumava trocando de roupa, se despediu da diretoria da escola, marcaram o primeiro ensaio, e saímos em direção ao carro. Juro por todos os santos que a mulher era mais linda ainda metida em uma calça e uma mini blusa que deixam o umbigo e uma parte do púbis encarando a gente.

Um casal ainda se acercou de nós e perguntou: Pra que lado vocês vão?

-Vocês vão pra zona sul?

-Respondi logo antes que ela dissesse alguma coisa: Vamos para o norte.

-Oh! Que pena, vamos para a zona sul. (cortei logo o barato, pois, isso era hora de dar carona a ninguém?).

Seguimos no carro conversando abobrinhas sobre o concurso, e dirigi-me a um restaurante na Lagoa Rodrigues de Freitas, já que um bom visual ajuda para que as coisas se desenrolem a contento.

-Fiz a minha média, deixando transparecer nas entrelinhas que tinha influenciado os jurados, para que ela fosse escolhida, mas, sempre salientando que ela é que realmente merecia, procurando encher ao máximo a sua bola, e fosse estourar mais tarde em meus braços. Nessas horas, infelizmente, temos que ser um pouco cafajeste.

-Ela pegou em minha mão e disse meigamente: Estou lhe devendo essa gentileza que me fez muito feliz. Assim sendo, coloco-me a sua disposição para retribuir suas atenções.

-Ouvir isso foi como se fosse: “Pode pedir que eu dou!” Cheguei a tremer de emoção e, cinicamente, disse: De modo algum, o que fiz foi porque realmente você tem todos os méritos e qualidades (como somos canalhas nas horas das conquistas).

-Tomamos vinho, jantamos e continuamos trocando idéias por um longo tempo, pois, eu estava preocupado em fazer a digestão para não ter uma indisposição caso acontecesse o “vamos ver”.

-Passado algum tempo, depois de termos tomado a terceira garrafa de vinho, ela olhou para o relógio e disse: Poxa! Já são três e meia da manhã! Vamos embora?

-Vamos, mas tem uma condição, para que a noite seja também inesquecível para mim, vamos terminá-la juntos. Combinado?

Ela olhou pra mim com um olhar matreiro e bem safadinho, e disse: Eu estou em suas mãos e sei que você só me fará o bem.

-Paguei a conta, saímos já de mãos dadas e entramos no carro.  E ela, meio sonolenta, colocou a cabeça em meu ombro enquanto eu me dirigia para o motel mais próximo, pois, já não aguentava mais de tanta ansiedade. Fomos para a suíte presidencial e, lá chegando, pedi uma garrafa de Champangne safra e marca especial, e ela virou-se pra mim e disse com o semblante sério: Tenho algo para lhe contar e é melhor que seja agora.

-Fale meu bem, respondi dando-lhe um gostoso beijo na boca e tirando a camisa jogando-a para o lado.

-Não fique chocado, mas, eu não sou mulher. Sou “trans” e entrei nesse concurso porque minhas amigas disseram que eu tinha chance de ganhar, e foi o que aconteceu. Quero desfilar no carnaval, e não desejo que ninguém saiba antes ou até depois da apresentação da escola.

-Pensam que tomei algum susto e a tesão caiu? Nada meus amigos, aquela altura da noite e da vida, e do jeito que eu estava, ela podia dizer que era até o corcunda de Notredame, que eu ia transar de qualquer maneira. Botei a mão em sua boca e disse: Não fale mais nada meu bem, venha logo deitar que não temos tempo a perder.

Não precisa tecer detalhes de todas as misérias que fizemos, o importante é que cumpri a minha promessa de transar com a maravilhosa Rainha da Bateria. Naquele momento o que estava valendo era o título e isso ela (ou ele) tinha com honras, glorias e méritos!

-Levei-a para casa, nos despedimos e fui pensando e me perguntando: Será que fiz a coisa certa? Será que deveria ter pulado fora?

-Aí, meu subconsciente falou firme: Deixa de bobagem cara! Quem come carne de vaca, também come carne de boi. O importante é se alimentar!

Dei uma gargalhada por essa minha primeira experiência bovina, botei o carro na garagem, caí na cama, e dormi com um sorriso vitorioso nos lábios.

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!


MARCAS DO TEMPO! (Clique e leia)

 

                           Antonio Nunes de Souza*

Reflexo bastante dilacerado

Nem de perto lembra o vigor debochado

Trilhas, rachaduras e pegadas do tempo impiedoso

Fraco olhar, corpo frágil como agradar?

Vivas marcas do percorrido caminho tortuoso!

 

Nunca, jamais se evita o inevitável!

Seria bom que por dentro e fora

A turbulência do tempo fosse embora.

Mesmo uma fruta podre com as sementes germináveis

Quem ainda ousa pegá-la

É para destina-la ao lixo!

 

Feliz é o louco, que pouco liga ou liga pouco

Fantasiando sua mente com impenetráveis pensamentos,

Jamais se vê ou sente-se decadente.

E, chorando ou sorrindo, jamais alguém saberá,

Se ele está triste, sofrendo ou está contente!

 

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

 

quinta-feira, 3 de abril de 2025

PROGRESSO OU LIBERTINAGEM? (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Por mais que queiramos ser “prafrentex” (como dizia-se no passado), com relação aos comportamentos sexuais dos atuais jovens e adultos, temos pela frente algumas dúvidas sobre a liberdade desenfreada nos hábitos, costumes, vícios, comportamentos, ações e atos completamente inovadores, dentro da linha maravilhosa do sexo considerado normal, que nos deixam completamente extasiados e boquiabertos!

Como manual sexual, parece-me que o mais completo até hoje feito, seja o “Kama Sutra” com centenas de anos que fora escrito, já naquele tempo indicando através de desenhos, setecentas e treze posições imagináveis e inacreditáveis de se adquirir o orgasmo sexual, nos mais completos detalhes. Por ser mais que completo, até hoje divulgado como um manual de educação e aplicação dos relacionamentos do sexo entre os homens (e mulheres, é claro), sempre é citado todas as vezes que se fala sobre esse assunto, servindo de um bom exemplo e, sem dúvidas, orientador dos adeptos de uma boa, variada e enlouquecedora transa!

Mas, nossa sapeca e sagaz atual juventude, sem pestanejar ou ter cerimônia, está sempre inovando posições, métodos, maneiras mais curiosas e proveitosas, isso em qualquer idade, localidade ou comunidade, saciando as suas necessidades e tesões repentinas ou provocadas!

Só posso dizer que fico pasmo com a versatilidade, até com muitas saudades do meu tempo, cheio de fiscalizações e recriminações, que nos deixavam, malmente, se divertir com gozos “manuais” às escondidas!

Não sinto-me na condição de poder dizer que é o progresso ou uma libertinagem total, pois, pelo andar da carruagem, tudo indica que as tendências aumentarão gradativamente, já que as idades dos comportamentos a cada dia estão diminuindo, quase chegando a infância!

Hoje, fugindo completamente do Kama Sutra, já temos as trocas de casais, surubas entre casais amigos ou conhecidos, trisal com relacionamentos formados por três (?) gêneros vaiados ou iguais, todos já encarados como novidade e normalíssimo!

Que tudo isso seja acatado e oficializado pelas leis e a sociedade, pois, tudo já está acontecendo normalmente, para que não se torne uma verdadeira baderna, ou liberalidade de prostituição desordenada!

O sexo é bom, todos nós sabemos e reconhecemos, mas, praticado com segurança, cuidados e sem exageros!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!


quarta-feira, 2 de abril de 2025

RECORDAÇÃO NA PRAIA! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

A praia estava totalmente deserta. Somente eu com ela deitada ao meu lado. Estávamos naquele lindo horário do crepúsculo. Findava a tarde e a noite caía calmamente, como se quisesse com carinho, apagar a luz do sol. Sentado na areia eu olhava para o meu lado esquerdo, admirando sua pele que, embora um tanto crespa estava linda e bronzeada, quase vermelha em todo corpo.

Com certeza eu não esperava encontrá-la tão linda e deliciosa, como se estivesse esperando-me para entregar-se. Creio que foi uma sorte, ou dádiva divina que quis presentear-me naquele dia e naquele momento!

Suas pernas eram longas, uniformes e padronizadas, como se fossem feitas a mão. Seus olhos eram grandes e negros, fixados para o alto como se nada estivesse enxergando em sua volta. Olhando cuidadosamente o seu corpo, veio-me a vontade louca de comê-la imediatamente, principalmente quando comecei a admirar aquele lindo e delicioso rabo carnudo.

Entretanto, mesmo cheio de desejo, preferi aguardar mais um pouco, e conter meus impulsos até um momento mais adequado, sem deixar levar-me pela sua sedução.

Passados alguns minutos, que para mim pareceram horas, com o sol já se escondendo quase que completamente no horizonte, embriagado pelo clima e a volúpia do desejo de saciar meus instintos, virei-me para o lado e comecei a tirar sua roupa bem cuidadosamente, como se estivesse descascando uma fruta deliciosa. E, ao tempo que a nudez do seu corpo ia aparecendo, minha boca enchia-se de água.

Ela continuava impassível, não esboçando nenhuma reação. Contudo, algo me dizia que se ela falasse, diria: Coma-me logo para matar seu desejo!

Naquele momento, não podendo mais refrear meu ímpeto, comecei a lamber carinhosamente o seu corpo, sentindo aquele seu sabor salgado e delicioso, mesmo com aquele cheiro acentuado de maresia que nos cercava. Ao mesmo tempo em que passava lentamente minha língua entre suas lindas pernas, contornando sua cintura e indo até as suas costas, dava também pequenas dentadas em sua carne macia, enchendo o meu corpo de prazer.

Como era de se esperar, afastei suas pernas para os lados e comecei a comê-la vorazmente, deliciando-me gradativamente, ao tempo em que ia saciando toda minha fome e desejo.

Ela entregou-se a mim sem nenhuma reação, dando a entender que aprovava minha atitude. Nada falou, porém soube satisfazer um homem cheio de desejos e faminto.

Terminada essa minha operação que mais pareceu um ritual, levantei e fui andando em direção ao mar para lavar minha boca, as mãos, e pensei:

 -Que sorte eu tive em ter pescado essa lagosta tão grande e poder cozinhá-la aqui mesmo com água do mar. Agora poderei ficar pescando até mais tarde, já que matei a fome!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e ume dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          

 

 


UMA "ESTÓRIA" DE PESCADOR! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Semana santa próxima, nada melhor que se falar a respeito da sua refeição preferida, que é o peixe e, logicamente, pescador!

Não é nenhuma novidade, e é de conhecimento geral, que os pescadores sempre aparecem com “estórias” mirabolantes e grandiosas, geralmente com detalhes incríveis, visionárias e exageradas. Tanto que, nas rodas da vida, quando alguém fala algo que está acima das normalidades, todos logo repetem em coro, a classificação de “estória de pescador”!

A mais famosa delas, foi retratada em 1952, pelo famoso escritor (Nobel da Literatura em 1954), Ernest Hemingway, através do seu livro “O VELHO E O MAR”, escrito em Cuba!

Porém, mesmo sabendo dessa faceta dos pescadores, temos que dar ouvidos a algumas delas, principalmente, quando são grandes pescadores que, singrando o mar sem limitações, sempre depois de uma quinzena, voltam com seus pescados, e contam os fatos acontecidos durante seus percursos!

Rommel, advogado por profissão, mas, pescador emérito por diletantismo, além do seu barco, quase um saveiro ou escuna, há muito não fazia suas excursões marítimas, ficando preocupado apenas com a vendagem dos grandes cardumes, pescados em alto mar pela sua equipe de auxiliares embarcadiços, que na verdade, eram os reais pescadores!

Com seus cinquenta e sete anos bem vividos, um dia Rommel resolveu, para matar a saudade, ir em uma das viagem de pescaria. Infelizmente, depois de dois dias em alto mar, aconteceu uma tormenta inesperada e violenta, que a embarcação não resistiu e virou no meio das grandes ondas, jogando todos para fora. Ainda tiveram tempo de pegar um bote inflável e remos, que acolheu aos três marítimos, porém, Rommel sumiu no meio das águas. Com a bruta chuva, ondas gigantes e a agonia de todos, nada se via pela frente e pelos lados, que pudesse ser a pessoa do nosso querido pescador!

Ao amanhecer, o tempo voltou com uma calmaria super tranquila e, pelas suas experiências, conseguiram remar até a costa, aportando alguns quilômetros da sua cidade!

Entraram em contato com familiares, que foram busca-los, mas, a falta de Rommel era sentida por todos que, naquela altura já o davam como morto, afogado pelo mar violento!

Ele era um solteirão inveterado, e de parentes tinha apenas uma irmã, que com seu marido, ajudavam na administração e vendas dos pescados!

Muita tristeza por vários dias, aí foi que aconteceu o inesperado. Depois de um mês da tragédia, apareceu um táxi e, deixando todos completamente apavorados, sai de dentro o nosso querido Rommel, forte e robusto, provocando uma alegria inusitada com misturas de choros, pois, todos lhe queriam bem!

Prepararam uma reunião no próprio salão da peixaria, não só para comemorar o retorno, como também para que todos ouvissem de Rommel o que aconteceu com ele!

A noite com a chegada dos convidados, cada um trazendo iguarias e bebidas, todos sentaram, e ele começou a contar sua aventura de Netuno, o Deus do Mar!

Depois de uma hora mais ou menos, me batendo nas ondas e ventanias, apareceu uma mulher linda que me agarrou nos braços, e foi seguindo para um lugar mais calmo. Eu mesmo meio desfalecido, agradecia a Deus ter enviado essa exímia nadadora para me salvar. E, numa hora de desespero, eu abracei a moça pela cintura e percebi umas escamas, aí desci mais as mãos e, apavorado, vi que era uma Sereia com sua longa cauda de peixe. Essa constatação me deixou, mesmo estando sendo salvo, completamente apavorado e sem acreditar nesse absurdo. Mas, sinceramente, era pura verdade!

O fato é que ela me levou para uma grande caverna, cuidou dos seus pequenos ferimentos, preparou alimentação deliciosa, somente com frutos do mar e ervas marinhas. Então, passados uns dias, como acontece quando existe um aconchego entre um homem e uma mulher, transamos uma noite inteira no maior amor. Da cintura pra cima beijos e abraços, embaixo ferro e espeto no peixe. Foi uma delícia incrível esse mesclado, que mais parecia um sonho!

Passado um mês nesse romance de salvamento, ela me levou nas costas para perto da praia, saltei, lhe deu muitos beijos de gratidão e, sinceramente, já estava ficando meio apaixonado. Nos despedimos, cheguei a praia, pedi socorro e, como estava na cidade vizinha, todos já sabiam do meu sumiço, me ajudaram, deram roupas, dinheiro para o taxi, e aqui estou eu sã e salvo cheio de saúde!

Todos, principalmente os pescadores, com suas bocas abertas e entre trocas de olhares, olharam para o céu e agradeceram a Iemanjá, por ter salvo o grande amigo!

Rommel comprou um novo barco, continuou sua vida como era antigamente e, segundo o pessoal da aldeia, depois de nove meses, pescaram um tubarão que era a “cara de Rommel”.

Todos ficaram na maior dúvida: Será que esse danado desse peixe é filho de Rommel?

A verdade é que ele morreu depois de muitos anos, e ninguém sabe na verdade, como foi que ele se salvou. Mas, a dúvida da sua “estória” perdura até hoje!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!


terça-feira, 1 de abril de 2025

SONHO

Antonio Nunes de Souza

 ESSA NOITE TIVE UM SONHO

QUE O BOLSONARO FUGIU
MAS, ASSIM QUE ACORDEI
VI QUE FOI "PRIMEIRO DE ABRIL!"
PORÉM, NÃO FIQUEI TRISTE
NÃO BAIXEI A MINHA CRISTA
PREFIRO VÊ-LO NA PRISÃO
QUE É LUGAR DE FASCISTA!
COM O VERME NA PAPUDA
VAMOS MOSTRAR AO MUNDO
ONDE É LUGAR DE GOLPISTA
COVARDE, CÍNICO E VAGABUNDO!
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ERA DIA DA MENTIRA E HOJE É HORA DA PODRE VERDADE! (Clique e leia)

Antonio Nunes de Souza*

No passado, estaríamos hoje comemorando o “Dia da Mentira”, que sempre foi festejado com brincadeiras, pegadinhas e alegrias, no dia primeiro de abril!

Em 1964, essa data foi verdadeiramente maldita, pois, infelizmente, fomos premiados com o “golpe militar”, apelidado ridiculamente de revolução, que não tinha nada de mentira, uma vez que as ruas e praças do país inteiro, foram tomadas de sobressalto por tanques, canhões, metralhadoras, fuzis e outras armas muito letais. Com prisões, mortes, exílios, torturas, etc. Quebra-quebras e uma maravilhosa distribuições de porradas e dentadas de cachorros Dobermam e Pastor Alemão, e não tinha nada de “mentirinha”, pois, o couro comeu solto, sobrando para todos, quer sejam inocentes ou não!

Graças as lutas dos verdadeiros patriotas brasileiros, sofremos terrivelmente 25 anos nessa asquerosa ditadura, até que, por estarem envergonhados pelos seus, crimes, fracassos, e fraqueza de lutar contra a vontade e pressão popular, nos entregaram de volta o país, ainda com alguns ditames, e voltamos a ter eleições livres e uma parcial e lenta volta a democracia, estabilizando novamente a nossa querida nação tupiniquim!

Desta feita, por uma ironia do destino, como aconteceu na mesma época com morticínios, estamos sendo “premiados e agraciados” com um vírus transmitido por um mosquito, literalmente mortífero, assombrando o país em sua totalidade, em função da rápida proliferação com grande facilidade!

Infelizmente, “Primeiro de abril” não trata-se mais de uma brincadeira, pegadinha, ou diversão de deboche, uma vez que, a zorra continua se alastrando pecaminosamente, causando pânico e terror em todas as pessoas, transformando o nosso agradável e divertido dia da mentira, em uma brutal verdade letal, com essa corja de fascistas e neonazistas, que hoje querem voltar ao criminoso regime de força e falta de respeito a constituição e ao povo verdadeiramente brasileiro!

O mais lamentável é que comemoramos dois anos atrás, termos nos livrado do grande elefante do “golpe militar bolsonarista” com sua podre pretendida ditadura, exatamente quando estamos atualmente, nos engasgando com um ínfimo e pequeno mosquito, sendo isso uma grande ironia do debochado destino. Mas, assim como nos livramos recentemente em 2022 de uma nova ditadura fascista, também lutaremos bravamente, para sanar esse criminoso mosquito transmissor de diversas doenças, que quando não mata, deixa sequelas irreparáveis. Igualzinho a essa porca direita militar/religiosa/política!

Tenho saudades dos tempos bons de purezas, que brincávamos com pegadinhas divertidas. Hoje os jovens não cultuam e nem conhecem essa tradição, assim como os mais velhos, que nunca se esquecem do golpe sujo, apelidado de revolução, propositadamente, acontecido no dia que deveria ser de alegria!

Vou parar por aqui, pois, pelo que já disse, o “Dia da Mentira” passou a ser, mais uma vez uma triste e cruel verdade!

Jamais anistiar esses canalhas que, estupidamente, tentaram e continuam tentando destruir o nosso pacato e feliz país!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!