sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

SERÁ QUE É AMOR OU TESÃO? (Clique no título e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Cada dia que passa, pela maturidade e cautela de examinar e vivenciar esse estranho sentimento, ou sensação, terminei concluindo que, literalmente, ele não existe, e não passa de uma criação fantasiosa e romântica dos antigos poetas, para rotular a tesão, o libido, ou a junção dos dois, que é o incontrolável desejo sexual!

Pode parecer para muitos, que é uma maneira grosseira de defini-lo, deixando a impressão que sou um desnaturado insensível, maníaco sexual, ou frustrado com experiências de uniões homem/mulher. Mas, sinceramente, não é nada disso, pois, já tive ocasiões de curtir romances maravilhosos e até duradouros, somente terminados quando as excitações foram diminuindo, e os desejos sexuais ficando escassos, provando mais uma vez, que o estranho sentimento chamado amor, é nada mais, nada menos, que o desejo peculiar do sexo, e, dentro do possível, de estar-se agarrado a pessoa dita amada, tendo a relação deliciosa, que termina sempre no gostoso orgasmo!

Pois, tendo alguém ao seu lada, que gosta da sua companhia, e está sempre presente quando é solicitado (as vezes não é nem preciso solicitar), sem precisar de casamento ou união, bancar despesas, dividir patrimônio, dar satisfações de tudo que faz, ter filhos e outras coisas mais, que são decorrentes das excitações libidinosas, rotuladas, drasticamente de amor!

Entretanto, como em todas situações de nossas vidas, estamos sempre passivos de certos perigos e armadilhas, tendo cuidado de não ir apaixonando-se por seu amigo ou amiga, passar a ter um caso e terminar desejand-o loucamente. Pois, se isso ocorrer e forem do mesmo sexo, é porque na verdade você sempre foi gay, simplesmente demorou a se descobrir, mas que não é nada condenável. E, nesse caso, já que aconteceu, cultuar o tradicional sentimento rotulado de amor, mesmo que, teoricamente, ele não exista, apenas é o apelido romântico de tesão!

Caso vocês forem de sexos diferentes, nada mais lógico será viver a rotineira experiência, enquanto o clima do entusiasmo está dando prazeres e, logo, logo estarão chegando a conclusão da utopia desse absurdo e abstrato sentimento, que é muito mais complicador que, verdadeiramente, uma felicidade!

O importante é gostar com paixão, enquanto houver tesão. E, quando isso passar, não justifica não conservar uma ótima amizade. A isso chama-se educação, respeito, sabedoria e classe!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de letras!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

SERÁ QUE ELES NÃO TEM CU? (Clique no título e leia!

 

Antonio Nunes de Souza*

Existe um chulo adágio popular, bastante usado e conhecido, que diz: “Quem tem cu, tem medo!”

E essa teoria de botequim, é comprovada não só entre os homens, como também entre os animais irracionais, que nas horas perigosas procuram correr e protegerem-se e maneirar suas ações, e encostam sempre seus rabos nas paredes. Para essa grande maioria, esse ditado tem um valor profundo, e abre os olhos dos que não respeitam os perigos, para que tenham cautela, seguindo outra expressão popular, bastante correta e pertinente: “Cautela e caldo de galinha, não fazem mal a ninguém!”

Mas, como todas as regras tem exceções, estamos convivendo atualmente, com uma das mais estranhas e polêmicas situações, que é super prejudicial a vida, chegando inclusive a ceifa-la sem dó nem piedade, e quando é benevolente, deixa muitas sequelas fortes e inesquecíveis!

Estou falando dos constantes acidentes com motocicletas, que nos chamou a atenção, como de milhares de pessoas, já que esses usuários, na grande maioria, não respeitam as regras de trânsito, se expondo aos perigos, como também trazendo riscos constantes para os pedestres, com suas manobras velozes, arriscadas, além de circular algumas vezes na contramão!

Com relação à normalidade de tráfego entre carros e motos, essa não existe. Pois, o desrespeito mútuo (mais acentuado da parte dos motociclistas). Parece que estamos apreciando um verdadeiro “rally urbano”, com ultrapassagens perigosas, xingamentos, etc., sem que haja juízes para acalmar os ímpetos mais absurdos e arriscados. Esses juízes que cito, são os guardas de trânsito, tão necessários para que as leis sejam obedecidas com rigorosidade!

E com a série de acidentes fatais diariamente, os cavalheiros das duas rodas, continuam acelerados e acelerando as suas máquinas, provando literalmente, que eles tem cu, mas não tem medo, desbancando o famoso adágio, sendo a exceção da regra!

Imagino que os passageiros dos moto-táxis, são uns verdadeiros heróis, pois, sobem na garupa como clientes e chegam como sobreviventes. Tenho certeza que quando sobem, trancam o cu, que não passa nem pensamento!

Para nós temos que lamentar esse comportamento insólito, nada digno de um ser racional, que sem nenhuma dúvida, causa transtornos, para todos que circulam nas ruas, principalmente os pobres e idosos pedestres, que tem que ficar com as cabeças feto umas maçanetas virando para um lado e para outro, para não ser atacado pelo dragão de aço!

Aos queridos motociclistas, só nos resta pedir que parem de ser a exceção dessa regra, usem seus equipamentos de proteção, sejam cautelosos nas manobras, evitem disputas com outros veículos, aguardem os semáforos verdes para passar, respeitem as faixas, pois, fazendo assim, teremos uma grande melhoria nas vias públicas e serão minimizados os cruéis e mortais acidentes!

Aqui pra nós, eu tenho a impressão que motociclista não tem é cu, e por essa razão não tem medo!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

 

MEU DESEJO! (Clique no título e leia)

                    Antonio Nunes de Souza*

Por que tantas dúvidas em minha mente

Se sei que meu coração está contente

A vontade que sento é de amar.

Preciso esquecer esse medo,

Agir com paixão meu segredo

Sem preocupação me entregar.

 

Me sentirei totalmente mulher

Fazendo o que o meu corpo quer

Sentindo os prazeres da vida.

Não haverá arrependimento

Pois existe um sentimento

De uma grande paixão colorida.

 

Um dia sempre chega à hora

Que a gente não se controla

E deseja logo se entregar.

Fazer sexo é bom e bonito

Não tem nada de esquisito

É conjugar o verbo amar.

 

Se vai ser bom eu não sei

Só sei que me entregarei

Para alguém que me deseja.

Nos amaremos com paixão

Atendendo ao meu coração

Fazendo o que meu corpo almeja!

 

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

 

 

 

 

 

UM DIA, UMA NOITE! (Clique no título e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Ela só faltava andar rastejando para ser uma verdadeira cobra. Tinha a beleza colorida de uma serpente, andar sinuoso num corpo cheio de curvas, um grau de convencimento verbal imbatível, que era complementado com um olhar e sorriso derrubadores de qualquer reação contrária aos seus desejos! Um verdadeiro perigo. Talvez, por causa dessa mulher, tenham criado a palavra “Maravilhosa”!

E não é que eu fui logo me bater acidentalmente com essa figura?  Pois é!

Numa das minhas saídas noturnas, entrei num barzinho da moda para tomar um Whisky e ouvir uma MPB de qualidade e, como estava lotado, o Maitre Mendonça meu conhecido, disse-me que havia apenas uma mesa, já reservada, mas, que as pessoas não haviam chegado. E, se desejasse arriscar, poderia sentar e se chegassem, cederia. Topei na hora e fui logo para o lugar bastante privilegiado por ser discreto e com boa visão geral, onde poderia ter uma panorâmica de todo ambiente!

O bom cantor, Fernando Caldas, começou a cantar a música “Sozinho”. Imaginei que era uma alusão a mim por estar como tal, mas, não passou de uma coincidência, já que ele nem tinha me visto chegar. Pedi meu doze anos favorito com bastante gelo e, antes que chegasse, aparece o maitre Mendonça trazendo ao seu lado a tal mulher que já descrevi, dizendo ele ser a pessoa da reserva, pedindo-me desculpas por solicitar que me levantasse, prometendo-me que a primeira livre estaria ao meu dispor!

Devo ter feito uma cara abobalhada de espanto, não por ter que sair, mas, quando olhei para aquele monumento de mulher e ela, com seu sorriso imbatível, falou: meus amigos desistiram de vir e eu estarei sozinha, como você é pessoa conhecida na casa, podemos dividir a mesa sem problema!

Refiz-me do primeiro susto e, imediatamente, tomei outro pela proposta, que eu não teria coragem de ter feito e recebi de bandeja!

-Agradeço muito e será um prazer ter sua companhia, pois, pela escolha do local, percebe-se que é uma pessoa de bom gosto. Ela nada disse, mas, largou outro sorriso que pareceu um flash disparando em meus olhos. Não posso e nem quero negar, porém, me pareceu um sonho o que estava acontecendo, numa noite que nada havia programado e Deus, Orixás ou Buda, me enviavam essa dádiva!

Suspendi o whisky e, de comum acordo, solicitamos um bom vinho rose (que era sua preferência), brindamos ao nosso encontro, tim/tim, saúde, etc., e continuando as coincidências, o bom filósofo/cantor mandou ver “Você é linda”. E eu não me contendo, falei: Dedico essa música para você, ela exprime, poeticamente, o mais belo que se pode dizer a uma mulher!

-Você é muito gentil e também um homem bonito e simpático! Falou ela, não deixando de quase me cegar com os flashs do seu sorriso. A desgraçada sabia explorar bem o sorriso perolado, que era enriquecido pelo seu olhar super sedutor!

Muitas conversas e queijos e vinhos. Depois de algum tempo, já estávamos com intimidade, segurando nas mãos e, sentando ao seu lado, e não me contive em abraçá-la. A receptividade foi uma delícia. Ganhei um inesperado beijo no rosto e um cochicho no ouvido: Você é danado, viu? Vejo algo especial em você que me fascina, mas, não sei explicar!

 Dei um sorriso que parecia um apagão (inverso do dela) e pensei comigo mesmo: o fascínio que sinto por ela eu explicaria facilmente olhando aquele corpo, rosto, olhos, sorriso, elegância e charme. Quanto a mim, imagino que ela tenha a visão da mulher maravilha e tenha descoberto algo que nunca percebi a olho nu. Porém, me deixou em tempo de explodir de vaidade masculina!

Resumindo, no decorrer da noite, nos deleitando com as belas canções, vinhos e carícias mútuas, convidei-a para irmos para   meu apartamento para terminarmos a noite, que o destino havia nos proporcionado. E ela, sem titubear, aceitou carinhosamente!

Tivemos uma noite maravilhosa, graças sua desenvoltura e imaginação fértil nas posições mais sedutoras que, se ela escrevesse um livro sobre o assunto, o Kamasutra iria parecer um livrinho infantil!

Depois dessa jornada sexual adorável e inesperada, dormi como uma pedra, acordando somente ao meio dia do domingo! E, quando olhei para o lado da cama, para minha surpresa estava vazia. Imaginei que ela estava no sanitário se arrumando e, como um cavalheiro, fiquei esperando que aparecesse. Mas, já demorando mais de meia hora, resolvi levantar e ver o que estava se passando e, para minha surpresa, não havia ninguém, percebi que minha carteira havia sumido, meus cartões de crédito, celular e algumas pequenas coisas de valor que poderiam ser levadas em uma bolsa!

Notei logo que aquela filha de uma puta havia me feito de trouxa, e toda aquela encenação, era para me roubar. Tomei um banho, me refiz do choque, não quis dar queixa na polícia para não me passar de idiota, deixar uma mulher que tinha no máximo 33 anos me enganar tão tolamente!

Passei o resto do dia em casa, telefonei para cancelar os cartões, tomando conhecimento que já haviam feitos alguns saques e compras (mesmo sem eu ter dado a ela as minhas senhas).

À noite resolvi voltar ao barzinho para ver se alguém me dava uma pista sobre a tal mulher. Sentei-me pedi, um whisky duplo, chamei o maitre Mendonça e perguntei: Aquela mulher que estava comigo ontem, você a conhece?

-Não senhor. Foi a primeira vez que esteve aqui e o senhor é um homem de sorte. Falou o maitre dando um sorriso matreiro como se eu fosse um felizardo!

Fiquei calado e, por mais uma coincidência, o cantor/filósofo Fernando Caldas, contratado pela casa, começou a cantar a velha e linda canção dos irmãos Paulo e Sérgio Valle: “Não confie em ninguém com mais de trinta anos!”

Tomei o whisky de uma só talagada e saí puto da vida voltando para casa e, saibam vocês, nunca mais vi essa cachorra!

*Escritor-Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!


segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

AS BELAS QUE SÃO FERAS! (Clique no título e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Tenho umas visões constantes

De fotos muito interessantes

Belas, incríveis e profundas.

Provocam muitas excitações

Essas maravilhosas visões

De umas torneadas bundas!

 

Esses monumentos deliciosos

Bem muito mais que gostosos

São dignos até de um Rei.

Um é a bunda de Isabela

E o outro a bunda de May!

 

Essas duas lindas maravilhas

Que rebolam em várias trilhas

Pertence a corpos estruturais.

Belíssimos cabelos e rostos

Sorrisos pra todos os gostos

Pra não se esquecer jamais!

 

Essas belezas “abundantes”

São mais que interessantes

E enfeitam as redes sociais.

Todos ficam com água na boca

Mas, quem não dorme de touca

Chega junto e desfruta mais!

 

São duas lindas beldades

Que mesmo com pouca idade

São umas gueixas do prazer.

E se você está duvidando

Um grande Pix vá mandando

E ao vivo vá comprovar e ver!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!

 

 

 

 

 

MEU PRIMEIRO DIA DO ANO OU A VIRADA! (Clique no título e leia)

Antonio Nunes de Souza*

Acordo sentindo aquele gosto ruim na boca, proveniente de diversas bebidas, comidas, beijos e, provavelmente, sexo oral, no final da intempestiva comemoração, encerrando todo aquele turbilhão de festejos ecumênicos, mas, sempre pendente para os desejos e atos profanos que, naturalmente, dão a graça ao evento maravilhoso do “Réveillon!”

Olho para o outro lado da cama e vejo Isabela nua, toda aberta sem censuras, num ronco silencioso, maquiagem borrada, cabelos assanhadíssimos, que não parecia nem de longe a mulher charmosa e sensual de sempre e daquela noite passada!

Mesmo ainda meio sonolento, pensei como as mulheres usam tantos artifícios para nos atrair, e nós, nas volúpias da sacanagem, somente nos preocupamos em analisar uma bunda arrebitada, peitos maneiros e o jeitinho sacana e pecaminoso, que faz rolar a tal da química, física e matemática. A química porque se torna uma mistura perfeita, a física em função da tesão corporal, e a matemática, obvio, em razão de estimular uma, duas e até três, sem dar descanso ao pobre e sagaz membro. Nem levo em conta essa estória de pele, pois, quem se preocupa com pele é jacaré para não virar bolsa ou cinto e sapato!

Levantei, silenciosamente, olhei pela janela da suíte da pousada, e vi o mar tranquilo e calmo, depois de ter salgado milhares de pessoas em nome de Iemanjá, fiscalizando os adeptos dos folclóricos pulinhos das “sete ondas”, na esperança de alcançar dias melhores no ano que inicia. Aqueles com pedidos mais exigentes, levaram flores, espelhos e perfumes para o vaidoso Orixá que, provavelmente, deve ter seus admiradores no fundo do mar. Eu não levei nada, mas, devo ter dado milhares de pulos nas rasas ondas, pois, ao chegar no banheiro percebi que, mesmo depois de ter tomado um banho quando chegamos do evento, na minha regada da bunda ainda havia uma pequena quantidade de areia entranhada no cu, demonstrando os rastros das minhas caídas nas águas milagrosas de Iansã!

Tomei um banho caprichado, escovei os dentes, fiz a barba, coloquei uma nova bermuda branca, uma camisa regata, pois, mesmo com meus cinqüenta anos, ainda estou meio saradinho e com uma modesta barriguinha de tanquinho. Sempre me cuidei, assim como Isabela que, com seus trinta anos, ainda parecia uma gatinha!

Sempre fomos amigos e nada tivemos, porém, nesse fim de ano, por estarmos sozinhos, combinamos passar as festas juntos, mesmo que não rolassem sacanagens. Mas, como não rolar? Ela gotosíssima, tesuda, sexy e safadinha, bastou algumas taças de champanhe, para que nossos libidos ficassem acesas: ela molhadinha e eu ereto como um soldado do Castelo inglês. Daí pra frente o coro comeu direitinho, e tudo começou a rolar da maneira mais liberal e espontânea possível, exatamente “como o diabo gosta”, como diz o povo!

Dançamos pagode, arrocha, funk, samba, bolero, sertanejo e todas as porras que tocavam. O repertório uma merda, mas, o importante era a esfregação gostosa durante as danças. Cheguei ao hotel e vi que minha glande estava mais vermelha que um morango, de tantos atritos em sua bundinha deliciosa e coxas bem torneadas. Com tantas preliminares deliciosas, meu pensamento sempre estava voltado para a partida principal. E não deixou nada a desejar, pois, transamos nas mais diversas maneiras, sem preconceitos, ou tolices, valendo tudo e em todas as posições. Isabela é uma danada na arte de transar. Parece que decorou o livro Kama Sutra e as lendárias aventuras amorosas de Lucrécia Bórgia. Sabe usar um pênis com uma maestria, como eu gostaria de ter a mesma destreza para escrever crônicas!

Tomei um café revitalizador, sentei-me na varanda apreciando a praia, o mar e aguardando que Isabela acordasse e, em pensamento, agradeci a Rainha das Águas, por essa noite maravilhosa, pedindo que 2024 seja tão bom quanto o final desse!

Depois de uma hora, resolvi ir ao quarto para acordá-la. Me curvei lentamente, dando-lhe um beijo e dizendo sussurrando em seu ouvido: Acorde meu amor. Aí, ela abriu os olhos e como num passe de mágica, ainda nua me puxou para cama, desceu minha bermuda, e com suas mãos carinhosas, alisou aquele que nunca brincou em serviço. Só posso dizer que foi um grande fodaço, que selou brilhantemente, meu primeiro dia do ano, com chave de ouro!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna da Letras!

 

 


UMA PUTA FRUSTRAÇÃO! (Clique no título e leia)

 

Antonio Nunes de Souza*

Foi exatamente isso, foi o que senti ao acordar no primeiro dia do ano. E isso deveu-se depois de tomar meu café, fui tenso e nervoso e cheio de fé e esperança, conferir meus queridos jogos da mega sena e, depois de conferir atenciosamente por duas vezes, miseravelmente, apenas consegui fazer um único e ridículo duque nos vinte palpites que fiz. E lógico que ainda estou triste e chateado, pois, tracei tantos mirabolantes planos, e ao acordar, carregado de fé e esperança, vejo a merda toda vir abaixo sem dó nem piedade!

Vi que procedi e caí na situação típica das pessoas pobres, que vivem ilusoriamente apoiadas nas suas duas grandes riquezas: Fé e esperança. Mas, absurdamente, nunca conseguem enxergar, que fé e esperança nunca levou ninguém a lugar nenhum. Porém, mesmo vendo os exemplos nas suas próprias casas e dos seus amigos e vizinhos, continuam depositando seus futuros nesses dois ilusórios sentimentos. Inclusive, muitas e muitas vezes, pelos exageros das crenças nesses frustrantes hábitos, terminam se acomodando, achando que não melhorou ainda, porque está passando por uma provação divina, não se apercebendo, que aqueles que não vivem se apoiando nesses dois ilusórios costumes, sempre estão melhorando, pois, suas preocupações maiores são de lutar, trabalhar, e aproveitar as oportunidades para vencer mais rapidamente. E se elas não aparecem, procuram criá-las com boas ideias e imaginação!

E eu, idiotamente, achei de me alicerçar na fé e esperança, na possibilidade de me tornar um milionário de uma hora para outra. E agora, vendo a bobagem que fiz, terminei caindo em uma puta frustração, que me serviu de lição, para eu jamais acreditar nesse papo de jacaré, que a fé move montanhas e que a esperança é a última que morre. Já comprovei que a fé não move coisíssima nenhuma, e a esperança já nasceu morta, e vive apenas nas cabeças dos tolos, que adoram se iludir!

Como não sou de ficar gritando: “Aí meu Deus meu cu tá doendo!”, daqui a pouco já estarei alegre e sorridente, esquecendo esse golpe frustrante, por fazer a burrice  de confiar em coisas inexistentes!

Não posso deixar de dizer que, felizmente, o grande prêmio foi dividido por cinco apostadores, cinco estados diferentes, fracionando a bolado em regiões diversas, consequentemente, ajudando pessoas de várias localizações, pois, a concentração de rendas nunca foi coisa benéfica!

*Escritor, Historiador, Cronista, Poeta e um dos Membros fundadores da Academia Grapiúna de Letras!