quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O PRAZER!

                                  *Antonio Nunes de Souza
 
Gozamos na mesma hora!
Os gemidos é a única coisa sonora,
Enquanto nossos corações batem peito sobre peito.
Colados pelo suor do vai/vem,
Entre nossos corpos não passa ninguém,
Só prazer pelo ato que foi feito.

Jogo meu corpo para o lado,
Diminuo a pressão no seu peito cansado,
Conservando da cintura para baixo.
Tudo ainda bem encaixado,
Latejando como faz o macho,
Não deixando apagar o seu facho.

Banhados pelo suor do prazer,
Começamos novas carícias fazer,
Renovando nossa doce excitação.
Entre beijos e gestos compassados,
Continuamos amantemente entrelaçados,
Com muito amor e tesão!

*Escritor (Vida Louca – ansouza_ba@hotmail.com – antoniomanteiga.blogspot.com)

ENLOUQUECERAM OU EMBURRECERAM?

Antonio Nunes de Souza*

Pode parecer que a pergunta que estamos fazendo seja ofensiva, mas, na realidade, é apenas uma questão poética e musical que está assolando o país, num volume tão grande, que tornou-se assustador pela grande aceitação popular e os excessos da mídia geral, em busca de lucros rápidos e volumosos!
Estamos, sem nenhum preconceito ou discriminação, nos referindo as músicas que estamos sendo “obrigados” a ouvir, os vídeos que as TVs nos mostram, os programas ao vivo e os shows monstruosos que essa fatia enorme de novos artistas(?) fazem pelo Brasil a fora!
Na vertente religiosa católica, qualquer padre bonitinho vira logo cantor de sucesso, restando de feios os padres Marcelo e Padre Zezinho com a imagem nos braços. Os lançamentos de CDs e espetáculos itinerantes são quase que diários, com as mesmas ladainhas louvando a Deus (que é muito justo), porém, com ritmos que vão da valsa ao funk, intercalados com uns pagodes santificados.
Já nas igrejas evangélicas, que é muito mais abrangente pelas suas variedades de nomes e comportamentos, parece um ataque em massa de canções, quer sejam gospel ou nos ritmos mais alucinantes e vibrantes como o rap e rock. Em qualquer culto que você se delibere a ir, encontrará seus digníssimos pastores e ministros, com suas bandas e um grupo vocal de apoio em suas costas!
Com relação as duplas sertanejas, sinceramente, estão competindo com os mosquitos da dengue, causando uma praga de músicas e letras horrorosas, que são expressas por vozes esganiçadas e esquisitas, parecendo que vem lá do intestino, pois, suas letras são cheias e infestadas de partículas fecais!
Em princípio pensávamos que fosse uma coisa rápida e passageira, mas, infelizmente, além de estar crescendo vertiginosamente, está piorando o nível. Coisa que as vezes achávamos ser impossível, mas, milagrosamente, eles conseguem!
Sobre os sucessos carnavalescos, tenebrosamente horríveis, vamos nos recusar a falar em algo que alcançou o mais baixo nível de letras e poesias. O importante é ter um ritmo gostoso, saber fazer as acrobacias com as bundas, braços e pernas e contorções miraculosas acompanhadas de “cara e bocas”, transformam-se, imediatamente em grandes sucessos!
Quem tem o bom gosto e privilégio de ver um show de Caetano e Gil, deveria se sentir super feliz por estar diante de dois grandes cantores, poetas e músicos, que, orgulhosamente, depois de cinquenta anos, repetem seus repertórios maravilhosos e imortais, sendo sucessos absolutos nos dias de hoje!
Para selar com chave de ouro, apareceu agora o estrondoso sucesso “Caneta Azul”, com uma letra ridícula, música insólita e, absurdamente, o povo canta e louva barbaramente, como se fosse um miraculoso sucesso! O que devia era esse presidente com a sua falta de classe, manda enfiar uma caneta preta na bunda de quem cantasse essa porcaria!
Será que as pessoas “enlouqueceram ou emburreceram” com relação a musicalidade?
*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com


terça-feira, 5 de novembro de 2019

FAZEMOS TUDO POR ELAS!

Antonio Nunes de Souza*

Não querendo ser cético, nem desmistificador de coisa alguma, apenas explanar uma opinião baseando-me nas minhas dezenas e mais dezenas de anos, vividos nessa vida louca de meu Deus. Não para criar polêmicas, pois, detesto discursões paralelas ou trocar farpas, querendo defender minhas declarações, simplesmente respeito as opiniões alheias, assim como, adoro que respeitem as minhas. Não que as minhas façam parte do acervo das grandes verdades, mas, tendo direito à liberdade de agir, falar e escrever os meus sentimentos, desde quando não sejam ofensivos para ninguém, uso desse direito adquirido!
Mais uma vez, teimosamente, vou escrever sobre o sentimento abstrato, denominado de “amor” pela grande maioria da humanidade, base sólida e eficiente dos poetas, que, por mais que não queiramos, já está enraizado de tal forma que, as vezes, é melhor calar e aceitar essa denominação romântica e fascinante. Porém, nada custa, eventualmente, voltar ao assunto como se estivesse futucando o cão com a vara curta!
Na minha modesta opinião de leigo nada estudioso ou pesquisador, a divina, linda e maravilhosa mulher, sempre foi a alavanca maior que estimulou e estimula a humanidade, fazendo, desde muitos séculos, o homem se espedaçasse de trabalhar, no sentido de conquista-las, seduzi-las e possuí-las! Sem que você seja um gênio ou super dotado de inteligência, pare e raciocine para que você compra roupas elegantes e da moda, tem carro bonito e atual, cuida dos seus cabelos e unhas, perfuma-se e barbeia-se cotidianamente? Seja sincero e diga sem vergonha de ser feliz: “Para apanhar as mulheres”! Não vou me ater as pessoas diferenciadas que preferem outros gêneros, uma vez que, também temos a liberdade sexual oficializada e devemos respeitar dignamente, sem ser ou semear discriminações. Estou referindo-me a maioria dos homens e, no caso, de casais!
Então...já que fazemos tudo por elas, normalmente e com certeza, sem nem pensar em amarrações amorosas e casamenteiras, apenas levados pela sedução e desejo despertado, pensando exclusivamente, na satisfação sexual. Não podemos dizer que existe de forma alguma amor (?) nesse relacionamento. É, como dizem os jovens hoje: “uma questão de pele, química, tesão, etc.”. Como chamar ou rotular isso de amor, paixão e outras nomenclaturas, mais ou menos fortes? Preferem continuar usando essa palavra simples que, quando entra nos relacionamentos, torna-se complexa!
Adoro meus queridos amigos e amigas poetizas e poetas, doces, meigos e românticos, que descrevem com sublimação o sentimento(?) amor. Apenas, quando estou lendo ou ouvindo    e me maravilhando com seus textos, na minha mente, nada pecaminosa, mudo o sentimento para “sexo”!
Eu, honrosamente e com orgulho, até hoje, continuo fazendo tudo por elas. E, no dia que elas pararem, analisarem, pensarem com carinho e reconhecerem esse monstruoso poder vaginal, os homens estarão fritos! Eu, de lá de cima, vou morrer de rir e dizer: Estão vendo seus bobos, eu morri de avisar!
*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com-antoniomanteiga.blogspot.com