segunda-feira, 4 de julho de 2016

Terra da Felicidade!

                                                                              Antonio Nunes de Souza*

Há muitos e muitos anos, um homem ouviu falar que existia um lugar chamado Terra da Felicidade, onde todos eram felizes e só havia bondade. Ele, como vivia tendo e causando problemas com as pessoas que convivia, resolveu abandonar tudo e partir em busca desta terra que, para ele, representava todos os seus sonhos e anseios.

Madrugada, sorrateiramente, preparou uma sacola com algumas roupas e alimentos para consumir no caminho e, olhando para sua mulher e filhos que estavam dormindo, desejou mentalmente que todos fossem felizes sem a sua presença e o perdoasse pela inesperada atitude. Nas pontas dos pés para não acorda-los, saiu porta fora para sua longa caminhada, não sabendo quanto tempo iria demorar.

Subiu e desceu montanhas durante todo o dia, atravessou riachos e caminhos pantanosos e nada de chegar ao seu desejado destino. Cansado e sem forças, resolveu sentar-se na sombra de uma árvore para refazer suas energias. Porém, debilitado pelo grande esforço, terminou adormecendo, só acordando na manhã seguinte, quando alguém bateu em seu ombro, dizendo:
-Senhor, bom dia! Estou viajando e parece que estou perdido. Gostaria que, com a bondade de Deus, me orientasse qual o caminho para a Terra da Felicidade.
-Eu não sei lhe informar, entretanto estou também indo para lá e, se quiseres, poderemos seguir juntos e encontraremos esse bendito lugar.
O viajante ficou satisfeito e seguiram os dois na longa caminhada, na esperança que dentro em breve desfrutariam os encantos da sonhada terra.

Sem demorar muito, uma mulher apareceu repentinamente, aproximou-se deles e falou que o seu destino era o mesmo. E, sem pestanejar, uniu-se a eles e seguiram juntos.
Isso foi acontecendo repetidamente durante meses, sempre encontrando pelo caminho pessoas insatisfeitas com a vida, procurando chegar ao mesmo destino. Curiosamente, quando menos se esperava, já estava formada uma caravana imensa e eclética, onde a preocupação maior era encontrar e viver na Terra da Felicidade.

Quando já haviam passados anos de caminhadas nos vales e montanhas, enfrentando o sol e as chuvas, sem contar os frios das madrugadas e todos vivendo de pescas e caças, e nada de aparecer à maravilhosa terra, resolveram de comum acordo, parar e fazer uma grande assembleia para discutir o que deveria ser feito, já que não encontravam o destino desejado. Então, o primeiro homem, que tinha maior experiência de vida ou pensava que tinha, sugeriu para todos o seguinte: Nosso grupo hoje conta com centenas de pessoas e todos estão procurando o mesmo ideal. Portanto, Já que não conseguimos encontrar essa sonhada terra, poderíamos acampar nesse lindo lugar e começarmos a fazer uma cidade feliz para nós, já que temos o mesmo intento. O que vocês acham?
Todos se entreolharam e, ao mesmo tempo, começou uma ruidosa salva de palmas aplaudindo a grande idéia. Pois, já que todos ali buscavam a felicidade, claro que essa nova cidade seria tudo que realmente eles desejavam.

Desfeita a reunião, cada um foi escolhendo onde fazer as suas casas, demarcando os seus terrenos e, com seis meses, já descortinava um vilarejo com características de uma pequena vila constituída de algumas famílias, em função das uniões acontecidas durante a longa jornada e a convivência.

Para selar com chave de ouro, o lugar foi batizado com o nome de Nova Felicidade. Mesmo com humildade, não faltaram os festejos para comemorar o batismo do paraíso criado por eles. E, para que a felicidade fosse completa, combinou-se que não haveria chefes, prefeitos, polícias, etc. e que todos os poderes seriam iguais. Determinando-se que todos os assuntos e problemas seriam resolvidos pelos próprios integrantes. Grande foi à aclamação e a alegria da festa foi até o sol raiar.

Porém, com o passar do tempo, começaram a surgir os problemas. Um invadia o terreno do outro, alguém roubava frutas ou verduras do outro, apareceram traições matrimoniais, brigas por futilidades e, bem antes que se esperava, a pequena cidade passou a ser igualzinha as outras de onde eles tinham vindo. Com o crescimento da população, os problemas foram se avolumando, deixando todos tristes e preocupados.

Um belo dia, aquele primeiro homem que havia iniciado sozinho a caminhada em busca da Terra da Felicidade, ao acordar notou um grande silêncio. Chegando a porta observou que não havia ninguém nas ruas. Assustado, correu até a casa mais próxima e, ao entrar, viu um bilhete pregado na parede que dizia: Não era nada disso que eu queria. Estou voltando para minha cidade.
Correu para outras casas e outros bilhetes foram encontrados, mesmo com outras palavras, os sentidos eram os mesmos. Já cansado e bastante aflito, entrou na última casa e a mensagem era a seguinte: Hoje, graças a Deus, eu sei onde está a felicidade!

Sozinho, sentou-se e começou a refletir: É verdade, passei anos da minha vida caminhando por caminhos tortuosos procurando essa utópica e imaginária felicidade plena e, para encontrá-la, bastaria que eu tivesse sido menos egoísta, compreendido melhor as pessoas, perdoasse as fraquezas humanas e não tivesse exigido tanto o que elas não tinham a capacidade para dar.
No dia seguinte, arrumou sua velha sacola, colocou alguns mantimentos e, olhando para aquela deserta cidade, já caminhando de volta para sua antiga casa, disse: A felicidade não está em nenhum lugar a não ser em nosso próprio coração. Nunca busque fora o que está dentro de você!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras de Itabuna – antoniodaagral26@hotmail.com                                       

domingo, 3 de julho de 2016

Querida Denise!

                           Antonio Nunes de Souza*

Claro que eu tinha de lhe mandar notícias e, principalmente, minhas últimas peripécias nas noitadas juninas!
Você ingrata, mandou dizer que viria, preparei o quarto de hóspedes, avisei aos meus amigos e amigas que chegaria uma amiga gatíssima da capital, e você falhou de última hora! Não sabe o que perdeu sua boba, com essa ideia de recolhimento espontâneo, desprezando as doçuras da vida que, com certeza, como diz o poema, os anos não trazem mais!
Sem querer exagerar minha filha, foi o S. João mais maravilhoso da minha vida. Como temos a festa de camisas mais quente e famosa de junho, sempre aparece centenas de turistas curiosos e sedentos para participar dos folguedos, as esfregações das danças, os bate coxas dos forrós e, na maioria das vezes, uma “transadinha” com sabor de canjica! Rs rs rs
Lógico e evidente que fiz tudo isso, tomando licores de vários sabores, acompanhada de um gato de S. Paulo (Roberto que seus dois amigos que vieram acompanhando o tratavam de Betinho). Logo que vi o danado, bateu a química, pele, tesão, etc., pois o cara é lindo e muito macho, coisa rara hoje em dia. E a recíproca foi verdadeira, uma vez que, ao bater os olhos em mim, foi me pegando para dançar, com uma pegada daquelas que você sente logo algo duro nas coxas e pensa na antiga música: “É com esse que eu vou dançar até cair no chão!”

Não precisa lhe dizer que tudo aconteceu como deveria acontecer. Fizemos tudo que tínhamos direito e umas “coisitas” mais, pois Betinho é mestre em fazer uma mulher sentir prazer múltiplo em todas as ocasiões. Me fez lembra uma expressão já deixada para trás, mas, que cabe nessa história junina: “Arrombou a boca do balão!” Me colocava de quatro, no ato e, com seu pistolão Adrianino de duas bombas, mandava ver, fazendo que eu visse estrelinhas prateadas!
Foi adorável e uma pena que ele não pode ficar para S. Pedro, pois tinha que voltar as suas atividade de advogado. Deve ser um bom profissional, pois, com sua vara jurídica, me condenou a uma festa DELICIOSA!
Veja se vem no carnaval sua tola. Ou então nas Olimpíadas, que iremos juntas para o Rio encontrar milhares de turistas estrangeiros, e aí poderemos internacionalizar nossas xerecas, ficando até “bilíngues” rs rs rs
Com amor e saudades, sua querida amiga,
Vivianne

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral26@hotmail.com

sexta-feira, 1 de julho de 2016

FELICIDADE!

                       Antonio Nunes de Souza*

Felicidade!
Ausência da essência da maldade
Sentimento entre os belos o maior.
Uma dádiva linda e divina
Numa mulher, moça ou menina
Tendência da virtude sem idade!

Felicidade!
Uma doce acomodação espiritual
Que abrange a sensação corporal.
Oferecendo uma enorme tranquilidade
Atinge a mente, o corpo e a verdade
Dando uma sensação mais que normal!

Felicidade!
Estado de espírito pouco encontrado
Nesse lindo mundo louco atrapalhado!
Cheio de emoções decadentes
Poucos são os felizes que sentem
Esse encanto de status inteligentes!


Felicidade!
Quem tem esse nome singelo
Bonito, meigo e muito belo
Certamente é uma privilegiada.
Bendita seja essa pessoa
Que vive sorrindo atoa
Por ser por todos amada!

OBS. Esse poema foi feito para minha amiga virtual FELICIDADE! Seu lindo e único nome que conheço, me sensibilizou para traçar esses rabisco em sua homenagem. Que ela saiba sempre distribuir essa FELICIDADE com todas as pessoas que estão em sua volta! Receba um grande abraço!!!

*Escritor – Membro da Academia Grapiúna de Letras – AGRAL – antoniodaagral@6@hotmail.com