sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A vingança!


                                  Antonio Nunes de Souza*

Muito acima do peso, dentes proeminentes e usando óculos fundo de garrafa, ou seja, gorda, dentuça e quatro olhos, sinceramente, torna-se um prato cheio no colégio para seus colegas gozarem a vontade, colocarem apelidos maldosos e tratarem a pessoa com desprezo constante. E, naquele tempo, não existia esse nome americano bonito (bullying) para caracterizar o comportamento. Era uma montanha de apelidos sacanas e depreciativos, sem o mínimo respeito humano pela aquela menina de dezesseis anos apenas, e outros independentes das suas idades.
Na verdade não existiam combates punitivos com relação a esse comportamento, já que qualquer um que tivesse um diferencial qualquer (físico ou gestual) era logo apelidado de alguma forma. Era uma característica dessa cidade do interior, que é muito peculiar no norte/nordeste, onde esse comportamento faz parte dos seus folclores!
Depois de sofrer anos seguidos nas garras dos colegas sacanas e debochados,um dia, o pai de Maria Rosa (esse era o seu nome), por ser funcionário público federal, foi transferido através de uma boa promoção para trabalhar em S. Paulo. Foi um grande furor dentro da família, pois, com esse deslocamento inesperado, seus vencimentos seriam quadruplicados e, pela sua capacidade técnica, ainda teria uma séria de benefícios complementares (casa, carro, plano de saúde especial, além de outras coisas mais que são destinadas aos funcionários graduados dessa bendita nação.
Como teria o prazo de quinze dias para se apresentar, trataram todos de preparar seus paninhos de bunda e, sem despedidas maiores, seguiram todos num voo da TAM e os apetrechos num caminhão da King Transportadora. Chegaram e se aconchegaram numa bonita e confortável casa num condomínio fechado e de alto gabarito, deixando todos (os pais, Maria Rosa, o irmão Luiz e a empregada que eles levaram por ser alguém que já estava com a família há mais de dez anos) deslumbrados com a mudança radical de status.
Todos se posicionaram em suas atividades e, Maria Rosa que era uma aluna exemplar, matriculou-se em uma maravilhosa escola, começou a malhar diariamente, colocou um aparelho ortodôntico para corrigir as arcadas dentárias e, para completar, fez uma cirurgia oftalmológica, eliminando, categoricamente, a necessidade de usar óculos. Abreviando, o fato é que depois de cinco anos ano, Rosinha (como era chamada em casa), tornou-se uma mulher linda, charmosa, sensual e com o semblante feliz que nunca foi visto durante a sua vida de discriminação na sua cidade natal. Formou-se em jornalismo, fez um teste na Globo logo foi escalada para apresentar um dos jornais, já com o pseudônimo sofisticado de Rosana Rosenberg.
Com um ano na Plim-Plim, namorou vários galãs, viajou por meio mundo e casou-se com Marcelo Anthony, complementando a sua realização de ter vencido uma série de adversidades que jamais imaginou que pudesse acontecer!
Então, nada disso adiantaria se não fosse à oportunidade de voltar a sua cidade natal como uma mulher consagrada, vencedora e, acima de tudo, linda e desejada. Preparou um projeto sobre o modismo atual do combate ao “bullying” e seguiu no jatinho particular global, chegando à cidade recebida com as maiores honras. Fez seu trabalho, viu uma porção que, no passado, lhe criticavam, gordos, barrigudos, feios, idiotizados e com seus trejeitos interioranos, aparecerem em sua frente, ainda com as manias de apelidos idiotas e depreciativos. Sentiu pena de ver os olhares de inveja!
O fato é que riu muito intimamente, sentiu-se vingada e, no fim do dia, voltou para sua maravilhosa vida em Sampa, não deixando de, no íntimo, agradecer aquele povo que, com seus comportamentos, lhe deram forças e coragem para dar uma volta por cima e transformar-se em outra pessoa.
Esse fictício exemplo mostra que, quando queremos...também podemos! Jamais nos acomodarmos e achar que não temos capacidade para realizar nossos sonhos. Lógico que temos que enfrentar uma grande luta, porém seja sempre guerreiro meu amigo ou amiga! Se outros podem, vocês também podem, pois, não existem pessoas mais especiais do que vocês!

*Escritor (Blog Vida Louca antoniomanteiga.blogspot.com – antoniodaagral26@hotmail.com)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professor o herói nacional!


Antonio Nunes de Souza*

Sem nenhum favorecimento, deveríamos comemorar o “Dia do Professor” com as maiores honras e glorias, olhando essa profissão com orgulho, respeito e admiração, uma vez que estamos diante de uma montanha de mestres que, divididos em milhares de batalhões por esse país, se esforçam para transferir seus saberes, tirar dúvidas, ouvir milhões de perguntas, opiniões, curiosidades, discutir idéias e projetos, tudo isso em nome de uma formação digna para os seus alunos, sentindo no fundo da sua alma uma grande alegria pelos resultados dos seus importantes trabalhos.
Em muitas ocasiões esse fascinante trabalho é reconhecido como verdadeiros sacerdócios, em função dos sacrifícios, muitas vezes absurdos e descabidos que são surgidos no decorrer das suas atividades e, com esforços redobrados, apertam até seus orçamentos familiares, para fazer com que as escolas funcionem ou não faltem materiais básicos para que as aulas fluam normalmente, ou pelo menos, não sofram soluções de continuidades. Sem sombras de dúvidas, o exercício da profissão de professor é algo santificado, pois, os reconhecimentos públicos (e também privado) em termos financeiros são tão aviltantes e desqualificados, quanto o grande peso de serem obrigados a cuidarem da educação doméstica dos alunos, já que os pais, por razões diversas, não tem condições de oferecer. É publico e notório, repetido por diversas vezes, esse problema de cobrança aos colégios, dos comportamentos descabidos e absurdos de alunos mal educados e sem orientações familiares, procedem desrespeitosamente nos colégios, colocando as unidades de ensino perante a sociedade como culpadas desses acidentes de percursos, cotidianamente, acontecidos nas salas de aula ou dependências dos colégios. Acusações grosseiras e descabidas em sua maioria (fui testemunha de várias) e, lamentavelmente, o ministério público, seguindo as instruções e estatutos do menor, tem dificuldades de tomar atitudes que não sejam favorecedoras a uma juventude que nem sempre, é merecedora!
Vamos continuar lutando para um reconhecimento mais digno, não só pensando em dar uma melhor condição aos mestres, como para que o nosso ensino brasileiro não precise tanto de leis de distribuição de vagas baseando-se em etnias (negros e índios), assim como, para aqueles que estudaram ou estudam nos colégios públicos, bastando para isso que seja oferecido um ensino de qualidade em todas as áreas, uma rigorosa fiscalização com os professores para alijar aqueles que acham seus salários ínfimos, então, não ligam ou se esforçam para agir com dignidade.
Vamos estender tapetes vermelhos para esses heróis, fazer pressões com os políticos de todos os partidos, já que todos eles usam a educação como um grande escudo de suas promessas, mas, quando eleitos, não conseguem ou não cumprem com o dever patriótico de oferecer dignidade e nobreza a base do crescimento de uma nação!
Aos mestres, com carinho, meu grande abraço!

*Antonio Nunes de Souza (Blog Vida Louca – antoniomanteiga.blogspot.com   -antoniodaagral26@hotmail.com)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ser solidário custa caro?


                                    Antonio Nunes de Souza*

Claro que não! É um comportamento tão barato e agradável que, pelo seu custo/benefício, torna-se tão maravilhoso quando participamos dos resultados, que nos alegra e enche de orgulho por termos colaborado com algo que foi benéfico para uma ou mais pessoas. E, na maioria das vezes, nossas ações são tão insignificantes e simples, que ficamos surpresos e escabreados por não termos praticado tais ações em outras ocasiões, nos acomodando em nossas redomas de omissos, individualizando nossas atitudes e pensamentos, deixando que cada um cumpra o seu destino, sem ter a preocupação de reparar em volta e ver, claramente, que bastam alguns pequenos detalhes e uma modesta participação que as coisas tomarão outros rumos mais promissores de grande valia para os pobres envolvidos.
Esse comportamento acima descrito é o famigerado e desumano, rotulado corretamente de EGOÍSMO! E essa atitude, o mais mesquinho dos sentimentos, sem nenhuma dúvida, provoca prejuízos graves na humanidade, inibe ou destrói sonhos e realizações, podando muitas pessoas que poderiam no futuro serem importantes para suas cidades, estados e país. Infelizmente, esse egoísmo que aflora tão intensamente, devemos aos grandes cuidados que temos que ter, quando pretendemos de alguma forma ajudar sem cair em armadilhas e truques de pessoas com mal caráter, que aparecem no dia-a-dia, aproveitando-se das bondades eventuais das pessoas participativas e, verdadeiramente, solidárias.
Quando será que o homem vai aprender a conviver dentro das comunidades?
O mundo, no seu início, pequenos grupos brigavam entre si para criarem suas comunidades, sendo comandados pelos mais fortes e poderosos. E, com o passar do tempo, as comunidades foram crescendo, crescendo, se aprimorando e, seus chefes ou mandatários, passaram a ser aqueles mais inteligentes, competentes e interessados em atender as necessidades de todos. Para tanto, a solidariedade tinha que ser ponto pacífico e primordial! E acontecia de uma maneira simples, humilde e sincera, como um procedimento comum e fiel as nossas origens e necessário que fosse, literalmente, praticado.
Hoje é normalíssimo que cada um cuide de seus interesses, não tomem conhecimento do que se passa em sua volta, optam pelo “salve-se quem puder”, cuidam apenas dos seus confortos, comodidades, benfeitorias, etc., criando uma sociedade individualista, dando margem ao aparecimento e crescimento absurdo de um comportamento animalesco e anormal, onde a revolta pelo desprezo discriminativo faz com que estejamos todos assombrados, inseguros e amedrontados.
Será que essa mudança de comportamento, essa falta de solidariedade pode ser corrigida?
Lógico que sim! Basta que voltemos a nos humanizar, ver que os resultados estão cada dia mais negativos, as conseqüências desastrosas, que, apenas com amor e parceria, certamente, seremos mais felizes e faremos um mundo mais tranqüilo para todos!

*Escritor (Blog Vida Louca – antoniomanteiga.blogspot.com)
antoniodaagral26@hotmail.com

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vamos nos educar mais um pouco!


                                                                Antonio Nunes de Souza*

Tinha prometido ao meu juízo que descansaria e daria uma trégua a ele, com relação a escrever alguma coisa relativa à política. Não por desgostos pelos resultados, pois, concordando ou não, sempre acato a vontade do povo e, sinceramente, sofro e divido as dores, quando escolhem errados e são enganados pelos espertos candidatos.
Desta feita estou me voltando a um comportamento que nada exprime um gesto de cidadania e, ao mesmo tempo, seguramente, altera resultados nas escolhas dos candidatos, muitas vezes, prejudicando aqueles que mais se preocupam em apresentar planos, projetos, modificações importantes e outros fatores assistenciais em benefício comunitário e são, barbaramente, massacrados e cobertos pelas músicas e ritmos dos mais potentes sistemas de som dos seus concorrentes. Os candidatos mais sagazes e velhas raposas, já sabendo disso, inclusive graças a isso chegaram onde estão, contratam seus criadores de jingles mais competentes, gravações bem elaboradas, refrões com sentidos dúbios e até maliciosos, letras que desqualificam os adversários, em fim, um ataque em massa que, geralmente, conseguem resultados esplendidos de simpatia e preferência com a grande massa de cantantes e reboladores das caminhadas e passeatas!
Imagino que será muito difícil modificar esse sistema implantado no nosso “país do carnaval”, onde qualquer evento (hoje até os sacros santos) é regido ou acompanhado por cânticos, danças e movimentos corporais. Não sou careta não, mas, sou do tempo em que a missa era uma representação do sofrimento de Cristo e, obviamente, requeria um silencio absoluto para que se fizessem reflexões sobre a bondade de Deus e o sacrifício do seu filho em favor da humanidade! Tenho saudades do meu tempo de coroinha que, com minha modesta latinidade, ajudava minhas missas chocalhando meus sinos e incensando os fieis!
Lembrei essa parte religiosa para fazer uma analogia as nossas caminhadas, carreatas e passeatas, tipicamente carnavalescas, quando na verdade deveriam ser desfiles cívicos, patrióticos, com faixas e cartazes expressando planos e projetos, qualidades e comprovação de competência dos candidatos, demonstrando para o povo as intenções de cada um, principalmente suas capacidades de executarem suas promessas. Mas, ao contrário de tudo isso, o que temos o desgosto de ver é um amontoado de homens e mulheres se requebrando nos Raps, pagodes, arrochas, forrós, axés, etc., grande maioria com suas latas de cerveja nas mãos, uma esfregação contaminada pelo álcool, transformando um desfile que deveria ser para uma seletividade de competências em escolhas inadequadas.
Já temos carnaval o ano todo (micaretas, S. João, S. Pedro, festas semanais, ensaios de blocos, shows eventuais, etc.), vamos tentar dar um caráter de maior seriedade na área política, respeitando-a mais, demonstrando que estamos nos educando para valorizar o futuro do nosso país. A isso chama-se cidadania e civilidade!

*Escritor (Blog Vida Louca – antoniomanteiga.blogspot.com – antoniodaagral26@hotmail.com)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Conversa entre amigas!



                                                   Antonio Nunes de Souza*
-Alô!
-Oi! É Vera querida!
-Diga aí, minha filha. Como vai você?
-Tudo bem. Continuo em Salvador batalhando um “trampo” na área, mas, está duro demais!
-Aqui também a barra está pesada. Trabalho na prefeitura e os salários estão sempre atrasados, além de ser uma merreca retada.
-Consegui um quebra galho de dois meses trabalhando na campanha política, mas, não lhe conto à merda que era.
-Me diga querida, pois deve ter sido bem divertido e agitado!
-Divertido não foi não, porém bastante agitado e passei as agruras do inferno.
-Me conte...
-Minha amiga, eu tinha de acordar todos os dias às cinco da manhã, me arrumar e tomar dois buzus para chegar ao comitê às sete horas, me apresentar e receber as instruções para que bairro deveria ir, socada dentro de uma Kombi velha desgraçada, com mais de quinze pessoas dentro, uma esfregação da zorra e o motorista picado pelas ruas, pois ganhava por viagens e queria fazer o mais que pudesse. Eu tremia de medo e no meu furico não passava nem pensamento preocupada com um acidente.
-Pô Amiga! Não foi mole. Verinha você deve ter sofrido bastante, não foi?
-Isso era só o começo mulher! Quando chegávamos ao destino, eles nos entregavam uma bandeira de dois metros e meio, presa em uma vara quase do mesmo tamanho e mandavam-me ficar na esquina sacudindo aquela merda de um lado para o outro, os carros passando raspando a gente e os filhos da puta ainda diziam piadas e sacanagens. Não tínhamos direito de sair do posto determinado para nada. Nem pra fazer xixi, pois não tinha nem lugar para isso. Às vezes quebrávamos o galho em algum barzinho camarada, quando o fiscal do partido dava uma sopa!
-Ainda bem que devia ser um turno só!
-Você tá brincando! A zorra ia até a noite que, quando chegava ao fim da tarde, eu nem mais sentia os ombros e os braços estavam dormentes. Uma fome retada, pois eles traziam um cachorro quente e um suco entre meio dia e uma hora que era o nosso almoço. O que nos alimentava e dava forças era a promessa que se o homem ganhasse todo mundo estaria empregado numa boa. Para quem está na pior, tem que se apegar a qualquer conversa e pedir a Deus que aconteça.
-Também, quando dava a noite, você se picava pra casa e ia descansar legal!
-Ah! Ah! Ah! Você tá brincando comigo minha filha! A noite que era que acontecia a tragédia pior. Pois, no fim do expediente, os descarados dos cabos eleitorais escolhiam as mais bonitinhas e nós tínhamos que sair com os caras para transar. E quem se recusava era despedida na hora sem a menor cerimônia. Era o verdadeiro “ou dá ou desce”! E eu com essa bundinha arrebitada era sempre escolhida quase toda noite, e, depois de passar o dia segurando no mastro da bandeira, tinha de sentar no mastro de um cabo eleitoral e ainda fazer cara que estava feliz. Imagine como eu chegava em casa, quase meia-noite, e tendo que levantar as cinco! Mas, pensando no emprego futuro, me submetia a essa situação toda sem chiar. Para me consolar intimamente eu pensava: tudo pelo social!
-Ka! Ka! Ka! Desculpe estar dando risada querida Vera, mas, embora sacrificante, não deixa de ser engraçada essa aventura.
-Engraçada para você que não passou por esse tormento!
-Espero que agora, depois dessa experiência desgraçada, você possa desfrutar do seu emprego numa boa e compense o sacrifício feito.
-Aí que vem a pior parte! O filho da puta perdeu a eleição, não vão pagar os nossos salários do último mês e não vai ter emprego para ninguém. Nunca mais vou cair em conversa de fazer campanha, a não ser por idealismo e com liberdade de ação.
-E na área da sua formação, não tem aparecido nada?
-Minha filha o povo está tão louco que, paradoxalmente, nem reconhecem que as soluções podem ser contornadas através da psicologia. Eu devia era ter estudado medicina!
-Depois eu lhe conto sobre minha vida. Desligue para não acabar com seu crédito. Bateremos um papo no msn que é mais barato. Lembranças para essa turma legal aí de Castelo Branco.
-Um beijão querida!!!
-Tchau Verinha querida!

*Escritor (Blog Vida Louca – antoniomanteiga.blogspot.com - antoniodaagral26@hotmail.com)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Parabéns eleitores de Itabuna!


                                        Antonio Nunes*

No seu silencio de sofredor, sendo enganado em suas barbas, sentindo a falta das mais básicas das suas necessidades, ouvindo as mesmas falsas promessas do passado, o povo, numa lição sábia e correta, alijou, completamente, uma câmara de vereadores que envergonhava nosso município, transitando uma vertente de corrupção e peculatos, bordada com empreguismos, acordos e falta de respeito, num comportamento indigno para nossa cidade. Por mais que queiramos amenizar o comportamento que impregnou seu processo de funcionamento, nada podemos fazer ou dizer, pois, as denúncias são tantas, as acusações tão contundentes que, lamentavelmente, temos que dar crédito e pedir a Deus que interceda na justiça para que ela não tarde e nem falhe!
Aí, você leitor inteligente e sagaz, imediatamente diz: A coisa está mal contada, uma vez que, esse mesmo povo, elegeu dois vereadores, sendo um para prefeito e outro para vice, como se fosse uma premiação pelos seus comportamentos suspeitos durante suas gestões!
É uma verdade? Claro que é! Porém, sem querer amenizar os pecados dessas duas pessoas, são vereadores que sempre se destacaram pelos seus comportamentos, fazendo oposição ao atual prefeito, foi denunciante de algumas ações condenatórias, apenas sem a energia necessária para que providências maiores fossem tomadas bastante tempo atrás. Assim como, para quem está misturado aos porcos, é passivo de receber alguns respingos de lama. E isso foi o que aconteceu no caso das “diárias fantasmas e cursos não acontecidos, etc.”, porém, esses fatos, segundo eles próprios, vão provar com farta documentação que suas participações foram sérias e honestas. E, corretamente, temos que dar o direito de defesa para todas as pessoas!
Embora não estejamos alegres com a derrota das nossas candidatas, estamos felizes com a capacidade do povo, mesmo com o fatiamento dos votos entre os três candidatos principais, conseguiu derrotar o fazedor de promessas que, sem a menor cerimônia, repetia em seus discursos, tudo que havia prometido no passado e não tinha realizado, imaginando que os eleitores são retardados mentais ou cegos, para se deixarem ser enganados mais uma vez. Essa foi mais uma lição que servirá para todos nós que, felizmente, começamos a ver que a sabedoria popular, depois de saturados, eles sabem usar dos seus direitos contra os mentirosos e corruptos, bastando apenas usar os silêncios das urnas!
Que tudo isso seja aproveitado pelos que estão tendo oportunidades de provar que são capazes, como também para aqueles que se acham donos dos partidos e ditadores de suas vontades, que tem que haver solidariedade, parcerias, aberturas, respeito e divisão de poderes, para que suas entidades partidárias funcionem a contento. Chega de ditadores, pois, lutamos tanto para sair das garras de ACM e, justo jamais será, alimentarmos os desejos de outros que têm pretensões similares! 
Ratifico meus parabéns, só nos restando aguardar que Vane e Wenceslau façam uma administração que Itabuna merece e precisa. Vamos nos unir para que as coisas se realizem com a melhor desenvoltura!

*Escritor (Blog Vida Louca – antoniomanteiga.blogspot.com) antoniodaagral26@hotmail.com

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Como acreditar em pesquisas!


Antonio Nunes de Souza*

A primeira coisa que você vai dizer é que, se você não é apontado como um privilegiado na frente dos outros, a tendência normal é achar que essa pesquisa não está espelhando uma realidade!
Esse pensamento inicial é correto e justo, pois sempre temos a impressão que somos nós os preferidos, melhores e que o povo está, literalmente, do nosso lado, esperando que façamos uma administração ou legislação invejável, fazendo com que esqueçam os desmandos feitos pelos que deixarão os poderes. Entretanto, essa convicção não é somente o que se passa na cabeça daqueles que não foram aquinhoados com os índices menores. Os que foram apresentados como possíveis vencedores, também passam a ter seus medos, inclusive, preocupados, imaginando que se trata de uma estratégia dos adversários, para que eles se tranqüilizem e relaxem na campanha nos últimos dias, perdendo assim uma fatia de admiradores. E, tudo isso acontece, graças à falta de confiabilidade nas estratégias políticas usadas em nosso querido país, onde as astúcias são mais válidas que as documentações das empresas prestadoras desses serviços, pois, até as mais conceituadas são passivas dessas desconfianças, graças aos absurdos que comprovamos cotidianamente em todas as áreas públicas e privadas, com servidores e diretores, que se vendem, torcendo resultados, para beneficiar seus pagadores. Infelizmente, chegamos a um ponto onde só podemos confiar em Deus, mesmo assim sem nos arriscar a fazer acordos através ministros ou pastores. Seguir as regras de Gilberto Gil e usar dos seus conselhos para falar diretamente com Deus! E cuidado com as malditas câmeras e escutas que são instaladas em todos os lugares.
Normalmente, as pesquisas apresentam resultados que quase batem com o final das contagens de votos, porém, não podemos deixar de levar em conta que, quando adiantam que algum candidato está na retaguarda, conseqüentemente, este é bastante prejudicado, uma vez que, seus eleitores perdem as esperanças e migram para outros que lhe são simpáticos, ou contra os mais desprezados e perigosos.
Esse descrédito nosso em pesquisas, jamais pode ser considerado como um exagero ou uma reação de quem se achou prejudicado. Trata-se apenas de uma opinião sobre o assunto, baseando-me em fatos anteriores, onde nem sempre venceram os que estavam na frente e os resultados mostraram uma verdade diferente que, infelizmente, em algumas ocasiões, fomos premiados com pessoas desqualificadas para as funções, nos causando as maiores decepções!

*Escritor (BlogVidaLouca antoniomanteiga.blogspot.com) antoniodaagral26@hotmail.com)